Bruna Molena@moleeena

Acabam de ser confirmadas mais duas atrações internacionais para o Dia Metal no Rock in Rio:

Motörhead

Bandas Motörhead e Coheed and Cambria (arte: Bruna Molena com fotos de divulgação)

35 anos de estrada não é pra qualquer um, não é a toa que a banda inglesa é uma das maiores influências no heavy, trash metal e metal punk. Formada pelo vocalista e baixista Lemmy Kilmister – quem outrora fora roadie de Jimi Hendrix -, Phill Campbell na guitarra e Mikey Dee na bateria, tem mais de 20 álbuns de estúdio e 7 gravados ao vivo.  Em 1991, lançaram a música “Going to Brazil”, declarando o prazer que sentiriam por tocar no Brasil. E eles realmente devem ter gostado muito de nosso hemisfério sul, pois, antes mesmo do Rock in Rio, apresentar-se-ão em São Paulo, Curitiba e Florianópolis, em maio de 2011. A agenda completa você confere aqui.

Coheed and Cambria

A banda norte-americana é relativamente nova (formada em 1995), porém vem conquistando espaço no cenário alternativo e é vista como uma das grandes revelações dos últimos anos. Mistura influências de subgêneros do rock pesado como heavy metal, progressivo e punk e o maior diferencial dela são os álbuns conceituais que revelam uma história de ficção científica chamada The Amory Wars. Formada por Claudio Sanchez – vocal e guitarra -, Travis Stever – guitarrista -, Chris Pennie – bateria – e Mike Todd – baixo, tem quatro álbuns de estúdio.

Ambas as bandas dividirão o Palco Mundo com a já confirmada Metallica e outras ainda não anunciadas. O Dia Metal também conta com as atrações brasileiras Angra e Sepultura, que se apresentarão no Palco Sunset.

As vendas do Rock in Rio Card já começaram e você pode adquirir o seu aqui.

UPDATE:

As bandas Coldplay e Skank foram confirmadas para o dia Rock Alternativo, 1º de outubro de 2011.  A britânica será a atração principal do dia, em turnê de seu novo álbum, enquanto a brasileira apresentar-se-á no Palco Mundo.

Natalia Nissen@_natiiiii

O maior festival de música de verão do Sul do Brasil acontece nos dias 14 e 15 de janeiro em Santa Catarina, e 11 e 12 de fevereiro no Rio Grande do Sul. A primeira edição do Planeta Atlântida foi em janeiro de 1996 e um ano depois o festival passou a fazer parte do calendário de eventos de Florianópolis.

Logotipo - Planeta Atlântida (divulgação)

Em 2011 o PA muda de local em Santa Catarina e passa a ser realizado no Sapiens Parque em Canasvieiras. No RS a festa segue a tradição e acontece na SABA em Atlântida.

As atrações ainda não foram divulgadas, mas as expectativas já tomam conta dos planetários (como é chamado o público do evento). O vendedor Jardel Jaboinski, 23 anos, organiza pela terceira vez a excursão de Frederico Westphalen para o Planeta Atlântida “acho que pra mim esse ano a maior expectativa é da volta de Planet Hemp”, ele também comenta do sonho de ver SOJA (atração internacional que veio este mês a Porto Alegre) no palco do Planeta.

Nos primeiros anos de PA o rock predominava entre as bandas convidadas, mas a intenção é agradar a gregos e troianos, assim os palpites giram em torno das bandas de axé e também de Restart e Hori. A tenda de música eletrônica  faz sucesso entre os comentários de quem pretende ir ao festival.

A lista completa das bandas que vão fazer a festa no Planeta Atlântida e os valores dos passaportes devem ser divulgados em dezembro.

Se você quiser informações sobre a excursão de FW para o Planeta pode entrar em contato com o Jardel aqui.

Twitter do Planeta

Josefina Toniolo @jositoniolo

Foto: Divulgação

Depois de muitos boatos no twitter e em vários sites da internet sobre a vinda do Príncipe das Trevas ao Brasil, hoje a empresa Ticket For Fun confirmou o que todos esperavam: teremos Ozzy Osbourne em 2011 na nossa amada terrinha.

Segundo o site, a lenda do rock apresenta-se em:

– Porto Alegre no dia 30 de março

– São Paulo, na Arena Anhembi, dia 02 de abril

– Brasília dia 05 de abril

– Rio de Janeiro, no Citibank Hall, dia 07 de abril

– Belo Horizonte, dia 09 de abril.

Ainda não há local confirmado para o show em Porto Alegre. Existem rumores de que a princípio seria no Gigantinho, mas a produção estaria em busca de um lugar mais amplo. Os valores e a data da pré-venda de ingressos também não foram divulgados.

Os shows fazem parte da turnê mundial do novo álbum do artista, lançado esse ano, “Scream”. O trabalho vem recebendo ótimas críticas e as músicas foram muito bem aceitas pelos fãs.

A última vez que Ozzy esteve no Brasil foi em 2008. Se você não teve oportunidade de conferir ao vivo o espetáculo de um dos maiores mestres do rock, está aí a sua chance.

Enquanto isso, divirta-se com o vídeo promocional do disco, que é tão irreverente quanto seu criador:

Carol Govari Nunes @carolgnunes

Chegamos à Feira do Livro correndo e improvisando. Improvisando cartão, improvisando pergunta e improvisando equipamento, já que tudo o que tínhamos eram dois celulares e uma câmera digital. Depois de dar uma visualizada no local, soube que aquele homem de camiseta vermelha parado na porta do camarim improvisado na banca de jornal era Felipe Bier, assessor da Jazz 6. Imediatamente, fui até ele. Me identifiquei, entreguei o cartão do blog e disse que queria fazer algumas perguntas aos integrantes da banda. Felipe disse que dependia da disposição de Verissimo, pois ele já tinha concedido uma coletiva de imprensa no hotel onde todos estavam hospedados. Sem problemas. Enquanto esperava alguma resposta, fiz um sinal para Josefina e Débora, que vieram com nossa câmera e nosso microfone (do celular).

Verissimo conversa com o The Backstage (Foto: Josefina Toniolo)

Minutos depois, Verissimo saiu do camarim e Felipe mostrou o cartão do blog ao escritor, dizendo que estávamos aguardando para fazer algumas perguntas sobre a banda. De imediato, Verissimo posicionou-se em minha frente e respondeu minhas perguntas. Na verdade, tudo não passou de uma conversa. Trocamos influências musicais: ele falou de Louis Armstrong, Charlie Parker, saxofones, jazz e bossa nova. Eu falei sobre The Ronettes, Imelda May, violões, guitarras e castanholas.

Com os outros membros não foi diferente: entramos no camarim e eles nos recepcionaram com um belo sorriso, nos convidando para sentar e fazendo brincadeiras o tempo todo. Quando perguntei o que acontecia no backstage do Jazz 6, Jorge Gerhardt disse: “é melhor você perguntar o que não acontece no nosso backstage”! Todos riram, mantendo o mesmo clima descontraído durante toda a conversa. Disseram que Edinho Espindola nasceu ritmista: chacoalhava a mamadeira. Discutiam sobre as minhas perguntas: “mas ela perguntou influências, e vocês estão falando de mamadeira”! Eu, praticamente mediando a conversa dos quatro, disse que tudo bem, podia ser influência, quando começaram a tocar, qualquer coisa – afinal, estávamos ali pra ver o que rolava no backstage dos músicos.

Jazz 6 antes da apresentação (Foto: Josefina Toniolo)

Edinho Espindola falou de músicos da noite, Beatles e que começou tocar aos 15 anos. Adão Pinheiro, tecladista, disse que sempre gostou de jazz (na verdade, o que ele mais fazia era interromper os outros enquanto eles estavam falando: “mas esse não é teu nome, cara! Teu nome é Edson!”, sempre arrancando risadas de todos que ali estavam). Luiz Fernando Rocha falou da banda do colégio (onde começou tocar), Miles Davis, do prazer em tocar, fazer o que eles gostam.

Os integrantes da banda respondem às perguntas (Foto: Josefina Toniolo)

Jorge Gerhardt, baixista e intitulado o orador do grupo, falou sobre violão clássico, contrabaixo, música progressiva e também os anos que morou em São Paulo e Rio de Janeiro. Comentou a falta de público para a música progressiva nos anos 80. Conversamos sobre como era a noite de Porto Alegre, enquanto ele intercalava outros assuntos como, por exemplo, circuitos musicais, prêmios e a tentativa de reativar o grupo de música progressiva formado em 1977, finalizando que deixaria para a próxima encarnação, já que o público está mais desligado do que nos anos 70/80. Adão Pinheiro emendou: “eu não disse que ele não parava de falar?”

Saímos dali porque a banda logo subiria ao palco para fazer um show de aproximadamente uma hora e meia. Porque se fosse pela irreverência, carinho e atenção dos músicos, passaríamos a noite ali ouvindo as experiências musicais do menor sexteto do mundo.

Autógrafo de Verissimo para o The Backstage

Débora Giese@dee_boraa / Josefina Toniolo @jositoniolo

Verissimo sobe ao palco em Frederico Westphalen (Foto: Caroline Nunes)

Luis Fernando Verissimo foi um dos escritores convidados para a 28ª Feira do Livro de Frederico Westphalen, que acontece na Praça da Matriz até o dia 12 desse mês. Para a surpresa de muitos que desconheciam o talento musical de Verissimo, esse subiu ao palco ao lado da sua banda, Jazz 6, após a sessão de autógrafos e entrevistas.

Bem humorado, o escritor que no momento assumia papel de músico, ao ser aplaudido na sua entrada, respondeu a acolhida com a frase: “Vocês estão me aplaudindo porque ainda não me ouviram tocar”.

A banda se apresentou com Jorge Gerhardt no contrabaixo, Adão Pinheiro no teclado, Edinho Spindola na bateria, Luiz Fernando Rocha no trompete e flugelhorn além de Verissimo no sax. Eles se autointitulam o menor sexteto do mundo, por ser formado por apenas 5 integrantes.

No set list, muito jazz e bossa nova. Músicas consagradas de ambos os estilos embalaram o público durante uma hora e meia. Mesmo quem nunca teve contato com esse tipo de música ficou impressionado com a apresentação. Isso explica o grande número de pessoas presentes, aproximadamente setecentas, segundo a Polícia Militar.

No local houve um encontro de diferentes gerações.  Nádia Dalla Nora de 50 anos, que acompanhava tudo com seu marido, definiu o que assistia como maravilhoso e comentou que, depois desse dia, passará a ouvir mais esse estilo musical. O garoto de 8 anos, Bernardo Binotto, falou com entusiasmo: “Nunca tinha ouvido esse tipo de música e estou gostando muito, muito, muito”.   Isso demonstra que a Jazz 6 conquistou os frederiquenses, agradando a todas as idades.

O evento foi um sucesso, pois mesmo não sendo mais “tão jovens” eles demonstraram muita vitalidade e prazer em tocar. A platéia podia sentir isso e o ambiente entrou no clima do jazz e da bossa nova, transformando a praça em um lugar aconchegante, mesmo com a temperatura cada vez mais baixa.

Merecidamente, os músicos foram aplaudidos em pé, uma forma bonita de agradecimento pela bela noite que proporcionaram e também um convite do próprio público para que voltem mais vezes.

Jazz 6: o menor sexteto do mundo (Foto: Caroline Nunes)

Amanhã você confere uma matéria sobre o backstage da Jazz 6 e uma conversa com todos os integrantes da banda.