O novo álbum da Delmore atravessa o rock gótico, o experimental e o pós-punk em composições marcadas por atmosferas densas, texturas em camadas e uma abordagem sombria do dream pop. Entre referências literárias, vozes etéreas e paisagens sonoras imersivas, Número 03 transforma escuta e atmosfera em elementos centrais do disco.

Com lançamento marcado para 22 de maio, Tão Logo Cada Poste Se Ilumina aprofunda a linguagem construída pelo projeto Delmore ao longo dos últimos trabalhos, transitando entre o gótico, o experimental e o pós-punk em faixas voltadas à construção de atmosferas densas e imersivas. Mantendo o caráter inventivo do projeto, o álbum se desenvolve a partir de arranjos e camadas que privilegiam a experimentação, criando uma escuta ao mesmo tempo sensorial e imagética. O disco será lançado de forma independente. Ouça aqui.

Principal mente criativa por trás da Delmore, Gabriel Magrisso conduz o projeto desde seus primeiros lançamentos, mantendo o caráter mutável e colaborativo que atravessa cada disco. “O que organiza as músicas é mais o método de gravação e a ordem em que elas foram desenvolvidas. Improviso e overdubs. Costumamos gravar direto em ordem e em partes e todas simultâneas, nunca ficando muito tempo na mesma música”, explica Magrisso.

A primeira faixa lançada do álbum, “Ad Nauseam”, já apontava para essa lógica de criação. Gravada a partir de sessões em que cada instrumento era registrado em dias diferentes, a música se desenvolveu de maneira aberta, permitindo que cada improviso influenciasse diretamente o seguinte. Inspirada em uma canção homônima de Fad Gadget, a faixa parte da ideia de relacionamentos autodestrutivos e ciclos emocionais que parecem não sair do lugar. “A letra fala mais de relacionamentos autodestrutivos que não saem do lugar. Uma espécie de platô tóxico”, comenta o compositor, enquanto as vozes de Mariana Martins, presentes em diferentes momentos do disco, reforçam o clima sombrio e introspectivo das composições, aproximando faixas como “Estreita é Sua Morada” de referências como Mazzy Star, enquanto outras músicas dialogam com universos mais próximos de Cocteau Twins, Broadcast, Galaxie 500, John Cale e Moe Tucker.

Projeto Delmore no estúdio Audio Porco. Créditos: Divulgação.

A escrita do disco parte de referências literárias ligadas à geração perdida e ao modernismo. “Inspiro muito minha escrita em autores como Hemingway, John Fante e Delmore Schwartz, mas como as músicas foram escritas em momentos diferentes acaba tendo uma diferença. Todas são muito pessoais e autobiográficas”, comenta Magrisso. Em diversas faixas, imagens de desgaste, doença, decomposição e memória aparecem como elementos recorrentes, atravessando o álbum de maneira íntima e fragmentada. Em alguns momentos, as músicas parecem funcionar como traduções sonoras de obras de William Burroughs ou do brasileiro Augusto dos Anjos, ou mesmo grandes fragmentos de cut-up, em que imagens, frases e atmosferas se reorganizam continuamente ao longo da escuta.


Mantendo a lógica mutável que acompanha a Delmore desde os primeiros lançamentos, Número 03 reúne diferentes músicos e colaboradores ao redor do núcleo criativo formado por Gabriel Magrisso e Matheus Pasquali. A cada disco, novas formações alteram a direção das músicas sem romper a identidade construída pelo projeto. O título do álbum nasce de uma frase de Hemingway que chamou a atenção de Magrisso durante o processo de composição, embora o sentido original tenha sido transformado ao longo das gravações. “Com o desenvolvimento das músicas tudo acaba tomando seu jeito. Acho que pode ser uma representação da trajetória do disco. Como se tudo acontecesse em um dia, antes ou depois de todos os postes se iluminarem.”

Com Tão Logo Cada Poste Se Ilumina, a Delmore aprofunda sua pesquisa em torno de improviso, textura e transformação contínua, construindo um álbum que encontra sua unidade menos em conceitos fixos e mais no próprio movimento de criação.

MINI BIO:

A Delmore é um projeto de Porto Alegre que transita entre o experimental, o pós-punk e o rock gótico, explorando atmosferas densas e introspectivas. Formado em torno da dupla Gabriel Magrisso e Matheus Pasquali, o grupo se reinventa a cada disco, com formações mutáveis e processos criativos marcados pelo improviso e pela busca por novas texturas sonoras.


Ficha Técnica:
Produção Musical: Moisés Augusto Rodrigues, Matheus Pasquali, Gabriel Magrisso

Mixagem: Mario Arruda

Masterização: Mário Arruda 

Composição: Gabriel Magrisso

Guitarras: Gabriel Magrisso

Viola: Gabriel Magrisso

Flauta: Gabriel Magrisso

Gaita de boca: Gabriel Magrisso

Violino: Paloma Pitaya

Baixo: Matheus Pasquali, Gabriel Magrisso

Teclas: Matheus Pasquali, Gabriel Magrisso

Bateria: Bernardo Dartagnan

Vozes: Mariana Martins

Capa: Julia Both, Tobias Lucchese
Assessoria: Leonardo Serafini

REDE: Instagram

Para mais informações, entrevistas e material de imprensa, entre em contato: Leonardo Serafini – 51-985801934

A multi-instrumentista Gabriela Lery apresenta uma nova faceta em seu trabalho com o lançamento de um novo single pela Sigmund Records, dentro do projeto Cena Sigmund. Com trajetória construída no Rio Grande do Sul, a artista aponta para um novo caminho, explorando outras possibilidades em sua sonoridade.

Gabriela Lery lança, pela Sigmund Records, o single “Meio do Caminho”. Gravada e captada pelos estudantes do curso de Produção Fonográfica da Unisinos, a faixa parte da música brasileira contemporânea, já presente no trabalho da artista, e aponta para uma nova fase ao se aproximar do rock nacional. A canção surge em um período de transição na trajetória de Lery, quando novos caminhos e sonoridades começam a aparecer. Ouça aqui.

A faixa mantém elementos da “nova mpb” que marcam a trajetória da artista, mas avança em direção a uma sonoridade mais ligada ao rock e à música de vanguarda. Essa mudança aparece na construção dos arranjos e na presença mais direta da banda, já que a música vinha sendo trabalhada ao vivo antes da gravação e chegou ao estúdio com uma direção definida. Gravada no Estúdio Soma em parceria com a turma da disciplina de Gravação I, a faixa contou com a colaboração dos alunos principalmente na captação, na engenharia de áudio e nas escolhas técnicas, como a definição de microfones, pré-amplificadores e outros equipamentos utilizados durante as gravações.

Escrita em um período em que a artista se via distante do que vinha produzindo até então, “Meio do Caminho” nasce de uma sensação de hiato. Ao perceber que suas composições estavam muito ligadas a uma atmosfera melancólica e introspectiva, Lery busca um novo ponto de partida, mais conectado ao momento que atravessa. A ideia de estar “no meio do caminho” expressa esse não-lugar, entre o que já não faz mais sentido e o que ainda não se definiu. Nesse sentido, a música também funciona como um passo em direção ao próximo álbum da artista, já orientado por uma sonoridade mais pesada e orgânica.
A produção musical é assinada por Gabriela Lery e André Paz, que também é responsável pela mixagem. A sonoridade da faixa se constrói a partir dos arranjos, dos filtros e de timbres mais ousados, além de uma abordagem experimental. A qualidade da gravação e da captação, resultado da colaboração entre os produtores e a turma envolvida no projeto, garantiu um material amplo e bem registrado, dando liberdade para a definição dos caminhos estéticos. O lançamento também integra o projeto Cena Sigmund, que conecta artistas da cena local a processos de gravação e lançamento em parceria com estudantes da universidade.

MINI BIO

Gabriela Lery é cantora, compositora, multi-instrumentista, musicoterapeuta, produtora e educadora musical. Desde 2010, integra bandas e coletivos artísticos e trabalha com música para teatro, dança e cinema, transitando com versatilidade por diferentes formas de expressão artística. Em 2019 lançou o EP Coleção e, no ano seguinte, o álbum Arquipélago, além de singles em parceria com artistas como Nina Nicolaiewsky, Thedy Corrêa, Supervão e Tiago Bello. Integra a banda instrumental As Aventuras e a banda de forró Chinelo e Meia como contrabaixista.


Cena Sigmund

O projeto Cena Sigmund é uma iniciativa da Sigmund Records, gravadora vinculada ao curso de Produção Fonográfica da Unisinos, que conecta formação acadêmica e produção musical contemporânea. Além de valorizar produções autorais e experimentais dos alunos, o projeto também convida artistas e compositores externos para integrarem os processos de gravação. Nesses casos, os estudantes atuam nas etapas técnicas e criativas, como captação, engenharia e decisões de estúdio, aproximando a prática acadêmica do mercado e fortalecendo a integração entre formação, criação e circulação na música independente brasileira.

Ficha Técnica

Composição: Gabriela Lery

Produção musical: Gabriela Lery e André Paz

Voz: Gabriela Lery

Baixo: Bruno Vargas

Bateria: Carlo Ferrari

Guitarra: André Paz

Sintetizadores: André Paz, Gabriela Lery e Maria Benincá

Engenharia de áudio: Rafael Siqueira

Mixagem: André Paz

Masterização: Olimpio Machado

Gravação: SOMA e Produção Fonográfica Unisinos

Assistência de gravação: Turma da disciplina de Gravação I – Arthur Lovato Ferreira, Augusto Blauth Schneider, Felipe Farias Angst, Francisco Gianotti Fernandes, Gabriel Eduardo Pitrofski, Gustavo Buss Delinghausen, João Pedro da Silva Aust Fonseca, Kauane Palma Xavier, Lucas Al Alam Ribeiro Silveira, Lucas Wietzke Corrêa da Cunha, Mateus Mélo de Souza e Roberta Scatolin Radalle

Capa: Lidia Brancher

Direção: Mario Arruda

Coordenação: Carol Govari

Monitoria de redes: Helen Rockenbach

Label manager: Luiz “Cisco” Zanovello

Lançamento e distribuição: Sigmund Records e Tratore BR

Assessoria de imprensa: Leonardo Serafini

Capa com foto de Mario Arruda e arte de Filipi Filippo

A Supervão lança Amores e Vícios da Geração Nostalgia (Deluxe) após um ano de circulação de um álbum que acabou se tornando central em sua trajetória. A edição especial retoma o disco a partir de novas leituras e colaborações, incluindo feats com OTTOPAPI e Carlinhos Carneiro, ampliando seu universo sem descaracterizar o trabalho original.

Nesse período, a banda foi headliner da edição zero do Circuito Nova Música, iniciativa que vem criando novas rotas para a música independente no estado de São Paulo, e participou da retomada do Popload Festival, no Parque Ibirapuera, além de integrar o line-up do Festival Cena Cerrado, em São Paulo. Em paralelo, o disco também gerou um retorno importante no Rio Grande do Sul, com quatro indicações ao Prêmio Açorianos de Música, a mais tradicional premiação da música gaúcha. O trabalho venceu as categorias Melhor Disco de Rock e Melhor Produtor, prêmio concedido a Mario Arruda, vocalista da banda e responsável pela produção do álbum.

Sobre o lançamento da edição deluxe, Mario comenta que “é massa entregar um material extra pra quem acompanha a banda. O mundo passa muito rápido, então vale a pena mostrar de novo que seguimos acreditando no AVGN”.

A versão deluxe apresenta duas faixas do álbum em novas versões. Em “Nostalgia (Deluxe)”, a participação de OTTOPAPI traz um verso inédito escrito pelo cantor paulista. Já “Tudo Certo pra Dar Errado (Deluxe)” conta com a participação de Carlinhos Carneiro, figura central do rock gaúcho por sua trajetória à frente da Bidê ou Balde, estabelecendo um diálogo entre as duas gerações. Com o tempo de estrada, a relação da banda com o disco também mudou. Segundo Mario, “a gente acabou focando mais no lado rock da nossa sonoridade. Estamos tocando mais rápido, mais pesado e mais gritado, com mais atmosfera. Isso se refletiu nas músicas do deluxe, que chegaram mais intensas agora”.

Além dos feats, Amores e Vícios da Geração Nostalgia (Deluxe) inclui a demo inédita “YOLO”, registrada ainda no embrião das composições do álbum, em um momento inicial do processo criativo. A faixa revela um lado mais suave e bem-humorado da banda, funcionando como contraponto às versões mais intensas presentes na edição. A edição deluxe também incorpora o EP ao vivo gravado na Rádio Agulha, reunindo a formação que levou o álbum aos palcos, funcionando como um documento do show que a banda vem apresentando a partir desse álbum.

OUÇA AGORA

Foto por Olho Mecânico

A Supervão faz o show de lançamento da versão deluxe na próxima sexta-feira, dia 30, em São Paulo, no Bar Alto, ao lado da artista Marina Mole. A apresentação integra o projeto ALTO E BOM SOM, selo anual criado para aquecer o início do ano e destacar o que houve de mais interessante ao vivo na cena recente. A iniciativa reúne Balaclava, Popload e Minuto Indie, promovendo shows intimistas para 130 pessoas no palco da Vila Madalena.


MINI BIO

A Supervão é uma banda de indie rock formada em 2016 em São Leopoldo (RS) por Mario Arruda e Leonardo Serafini. Em novembro de 2024, lançou o segundo álbum, Amores e Vícios da Geração Nostalgia (AVGN), que apareceu nas listas de melhores do ano de veículos como Popload, Hits Perdidos e Minuto Indie, além de ter sido citado pela Rolling Stone Brasil como um dos lançamentos nacionais mais relevantes do ano. O disco também rendeu quatro indicações ao Prêmio Açorianos de Música, vencendo nas categorias Melhor Disco de Rock e Melhor Produtor. Após as gravações, Olimpio Machado (baixo e vocais) e Rafaela Both (bateria) passaram a integrar a formação ao vivo, acompanhando a circulação do álbum em apresentações que incluíram a retomada do Popload Festival, o Festival Cena Cerrado e a participação como primeira banda headliner da edição zero do Circuito Nova Música, projeto itinerante que vem levando shows para cidades do interior paulista. O trabalho anterior, Faz Party (2019), lançado com patrocínio da Natura Musical, teve show de estreia no Centro Cultural São Paulo e levou a banda a festivais como Bananada, Picnik, Morrostock e MECA.

REDES: TikTok / Twitter / Instagram

Para mais informações, entrevistas e material de imprensa, entre em contato com Leonardo Serafini (51-985801934)

Vinte e cinco anos atrás, minha irmã apareceu com o Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, da Marisa Monte, em casa: era uma época em que nos sentávamos no sofá da sala “da frente” – a sala do som, que tinha um sofá branco, um abajur no canto e uma mesa de centro, onde recebíamos visitas, amigos e fazíamos as festinhas de aniversário – para exclusivamente ouvir um CD (coisa que eu ainda faço, diga-se de passagem). Até hoje, sei de cabo a rabo todas as faixas, na íntegra e na ordem, desse disco da Marisa Monte. O tempo passou, muitos outros artistas entraram na minha vida, mas esse álbum ficou entranhado na minha memória como algo que marcou muito aquela época. 

Quando eu soube que a turnê PHONICA, onde Marisa comemora seus quase 40 anos de carreira, passaria por Porto Alegre (na capital, ela teve realização da T4F, promoção da 102 FM, e a Maia Entretenimento como parceira local), marquei na agenda como algo imperdível – e, de fato, foi.

Foto: eu mesma, com o celular, pois fui sem fotógrafo e esqueci de levar a minha câmera 😀

No último sábado, 6 de dezembro, o Parque Harmonia recebeu 15 mil pessoas para prestigiar o PHONICA – Marisa Monte & Orquestra Ao Vivo que, antecipo, não é só um concerto: é uma espécie de rito sonoro, um mergulho coletivo no lugar onde a memória afetiva encontra uma nova pele. Ao lado de 55 músicos, instrumentistas e musicistas, Marisa surge inteira, precisa e meticulosa até no silêncio. No palco, a orquestra, regida pelo maestro André Bachur, não acompanha: ela dialoga. E é nesse diálogo que PHONICA encontra sua força original – tudo cabe, tudo se expande; os arranjos soam como um abraço e, música após música, vai ficando muito claro: a artista não está apenas revisitando seu repertório de quase quatro décadas: ela está reconstruindo-o, camada por camada, numa costura muito bonita e delicada, diante de todos nós.

E talvez seja por isso que, ao final, a sensação não seja de retorno ao passado, mas de deslocamento suave para um lugar onde o tempo se dobra – onde “tudo que se quer, tudo que se precisa” encontra espaço para respirar. Saí do show bastante reflexiva, com um sentimento morno no peito, pensando o impacto e a permanência de letras, arranjos e memórias na nossa vida. Marisa, naquele palco imenso, ao apresentar “Sua Onda” – parceria mais recente com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown –, disse que queria trazer “algo fresco”, não apenas canções antigas – para mostrar que sempre está mirando no futuro. E talvez essa seja a sacada de uma turnê comemorativa: revisitar a própria história com respeito, ternura e precisão, mas também pronta para (se) reinventar (no) o futuro. 

A artista encerrou o ano do PHONICA em Porto Alegre, para um público que a ovacionou do começo ao fim. E, enquanto celebrava sua história com tanta beleza, ficou claro que olhar para o passado pode ser também um modo de abrir portas para o que há por vir. Que 2026 venha repleto de melodias que acolham e futuros que a gente tenha sangue no olho para inventar. Feliz ano novo! 🙂

Luisa Taule é uma das artistas que iniciam sua trajetória pela Sigmund Records. Seu single “Não Vem Dizer” já está disponível em todas as plataformas, apresentando uma sonoridade pop e uma letra provocativa. Produzida por , a faixa aborda o fim de uma relação instável e o momento de seguir em frente. Ouça aqui.

Capa por Lidia Brancher

A canção parte da experiência comum de viver um “quase algo” que nunca chega a se tornar uma relação de verdade. A letra retrata o momento em que alguém decide interromper um jogo afetivo marcado por mensagens fora de hora, silêncios prolongados e promessas que não se cumprem. Em vez de esperar respostas que não chegam, a pessoa passa a direcionar o próprio tempo para o que realmente importa e abandona uma dinâmica que já não fazia sentido. “Não Vem Dizer” registra essa virada: quando a frustração passa e chega o momento de virar a página.


Luisa destaca que escreveu a música a partir de histórias reais que não são exatamente suas, mas que observou ao longo da vida em conversas e situações de amigos e amigas. Durante o processo, ela também lia Sintomas, de Marcela Ceribelli, especialmente capítulos que discutem ficantes, relações fluidas e expectativas desalinhadas. Essas referências ajudaram a consolidar o tema central da faixa: recusar uma relação que nunca se comprometeu e não aceitar mais a lógica do “quase”.

A estética sonora do single foi desenvolvida no Lab Sonora entre Luisa e o produtor musical Dé. O primeiro beat criado era pop, mas ainda sem elementos de funk, o que levou os dois a recomeçarem o processo. À medida que a letra e a melodia tomavam forma, o arranjo foi sendo reconstruído e ganhou uma ponte com efeito slow + reverb, em que o vocal desce um pitch. Essa parte traz uma abordagem mais imersiva, funcionando como uma breve suspensão antes do retorno da música ao seu fluxo. A mixagem ficou a cargo de Dé, com contribuições diretas de Luisa, e a masterização foi feita por Olimpio Machado.

Sobre lançar a música pela Sigmund Records e atuar como artista em Porto Alegre, Luisa comenta que a cena local ainda enfrenta desafios como pouca renovação, escassez de oportunidades e competitividade. Mesmo assim, ela vê sinais de mudança e considera significativo participar desse novo ciclo da Sigmund, especialmente por ser seu primeiro lançamento após quatro anos estudando produção musical.

Foto: Ana Luiza de Mello Moreira

MINI BIO:

Luisa Taule é uma artista de Porto Alegre que está dando os primeiros passos na cena musical, explorando um pop direto marcado por letras provocativas. Suas composições refletem situações reais de relacionamentos e dinâmicas afetivas contemporâneas, trazendo para a música temas que muitas pessoas vivem, mas nem sempre verbalizam. Entre as referências que influenciam seu trabalho estão Luísa Sonza, Anitta, Doja Cat e Ariana Grande, artistas que transitam entre o pop, o sensual e o dançante. Em início de trajetória, Luisa vem consolidando sua identidade artística enquanto prepara seus próximos lançamentos.

Cena Sigmund: 

O Projeto Cena Sigmund é uma iniciativa da Sigmund Records, gravadora vinculada ao curso de Produção Fonográfica da Unisinos. A proposta busca valorizar produções autorais e experimentais dos alunos, aproximando a prática acadêmica do cenário musical contemporâneo. O projeto também tem como objetivo lançar novos artistas no mercado e criar pontes entre a comunidade acadêmica e o contexto atual da música independente brasileira, fortalecendo a integração entre formação, criação e distribuição musical.

Ficha Técnica: 

Composição: Luisa Rocha Taule e Luis Tasca

Produção musical e mixagem: Luis Tasca

Masterização: Olimpio Machado

Capa: Lidia Brancher

Label manager: Luiz “Cisco” Zanovello

Distribuição: Tratore BR

Lançamento: Sigmund Records

Direção: Mario Arruda

Monitoria de redes: Ana Luiza de Mello Moreira e Luisa Taule

Coordenação: Carol Govari

Assessoria: Leonardo Serafini