Igor Dilori acaba de lançar “Sem Tempo”, seu novo single pela Sigmund Records. Em seu segundo lançamento, o artista gaúcho começa a delinear sua estética musical e, mesmo no início da carreira, já apresenta uma sonoridade consistente, apostando em um pop atravessado por elementos do trap, ambiências eletrônicas e uma levada cativante. Ouça aqui.

Capa por Lidia Brancher

O processo de criação começou no Lab Sonora da Unisinos e seguiu na Usina do Beat, onde Igor trabalhou lado a lado com o produtor Dé. Enquanto Dilori desenvolvia as letras e gravava as vozes, Dé conduzia a produção no FL Studio. A faixa surgiu a partir de alguns samples que os dois editaram juntos; depois vieram bateria e baixo. Toda a parte técnica de equalização e mixagem ficou a cargo do produtor. Igor comenta que acompanha o trabalho de Dé nas sessões e vê de perto sua habilidade em tratar as vozes e dar forma ao som enquanto ele chega com ideias e composições.


A letra aborda distância, rotina e as escolhas de quem vive da arte, combinando um olhar sonhador sobre a carreira com reflexões sobre isolamento, abandono e solidão, além da ironia que muitas vezes acompanha a busca pelo sucesso. Segundo Dilori, a ideia inicial era falar sobre a perda de alguém, mas o tema evoluiu para uma narrativa sobre o artista que alcança seu sonho e, ao mesmo tempo, percebe o que deixou para trás.

“Parando para analisar, o sentimento que mais se destaca em Sem Tempo é a frustração — não no sentido negativo puro, mas como a consciência do preço que se paga ao realizar um sonho. É a história de alguém que finalmente consegue viver de sua música, mas entende que isso traz distância de casa, da família e dos amigos, e um certo abandono das coisas simples que faziam a vida ter sentido”
, explica. “É uma reflexão sobre o que se perde quando se alcança aquilo que sempre se desejou.”


Com o lançamento, Igor Dilori inaugura uma fase mais pop e leve dentro da Sigmund Records, antecipando o universo sonoro que o artista vem construindo para os próximos capítulos de sua trajetória musical.

Foto: Ana Luiza de Mello Moreira

MINI BIO:

Igor Dilori é um artista de Porto Alegre que está dando os primeiros passos na cena musical, explorando um pop que combina elementos do trap com levadas leves e alegres. Suas letras trazem reflexões que buscam fugir de temas mais banais, acrescentando outras vivências ao clima descontraído das músicas. Em início de trajetória, Dilori vem encontrando sua identidade artística enquanto prepara os próximos passos da carreira.

Cena Sigmund: 

O Projeto Cena Sigmund é uma iniciativa da Sigmund Records, gravadora vinculada ao curso de Produção Fonográfica da Unisinos. A proposta busca valorizar produções autorais e experimentais dos alunos, aproximando a prática acadêmica do cenário musical contemporâneo. O projeto também tem como objetivo lançar novos artistas no mercado e criar pontes entre a comunidade acadêmica e o contexto atual da música independente brasileira, fortalecendo a integração entre formação, criação e distribuição musical.


Ficha Técnica: 

Composição: Igor Dilori

Produção musical e mixagem: Luis Tasca

Masterização: Olimpio Machado

Capa: Lidia Brancher

Label manager: Luiz “Cisco” Zanovello

Distribuição: Tratore BR

Lançamento: Sigmund Records

Direção: Mario Arruda

Monitoria de redes: Ana Luiza de Mello Moreira e Luisa Taule

Coordenação: Carol Govari

Assessoria: Leonardo Serafini

REDE:

Instagram

Para mais informações, entrevistas e material de imprensa, entre em contato:

Leonardo Serafini
51-985801934

O festival Turá acaba de anunciar os horários da sua segunda edição em Porto Alegre. Apresentado pelo Banco do Brasil, com realização da T4F e da Maia Entretenimento, o megaevento receberá mais de 20 atrações nos próximos dias 25 e 26 de outubro, em um palco montado no Anfiteatro Pôr do Sol especialmente para receber o projeto. Ao todo, serão mais de 14 horas ininterruptas de música, com um line-up 100% nacional que abriga diferentes estilos, gêneros e gerações musicais. 

Crédito: Bah Creators

Em ambas as datas, os portões serão abertos às 12h30 e os shows terão início às 13h35. No sábado, quem dará início à programação será a banda Ultramen com sua mistura de black music, reggae, samba rock e rap. Depois, às 14h25, o Bloco Não Mexe Comigo Que Eu Não Ando Só, formado por mulheres de diversas profissões, cores e credos, levará a energia do carnaval e suas cordas, sopros e vozes para o local. Em seguida, às 15h, será a vez do trio Os Garotin, com todo groove, o swing e a estética nostálgica que leva o público direto para os bailes blacks das antigas. Às 16h35Armandinho assumirá os microfones para cantar os maiores hits de sua carreira, fundindo pop com reggae, rock, surf rock e pitadas de romantismo. E, às 18h10, aFresno trará para a cidade a reta final da turnê Eu Nunca Fui Embora, celebrando seus 25 anos de estrada. A penúltima atração do dia será Alcione que, acompanhada pela sua Banda de Sol, interpretará a partir das 19h45 sua extensa lista de hits em um show que também celebra os seus 50 anos de carreira. O encerramento da primeira data ficará por conta do BaianaSystem, que subirá ao palco às 21h30 com seu novo espetáculo, Nossa cultura em primeiro lugar, em um reencontro histórico com o público porto-alegrense depois de sete anos da sua primeira e única apresentação na capital gaúcha. Nos intervalos entre os shows, DJs representantes de algumas das festas mais tradicionais de Porto Alegre vão embalar o público: terá Espartano por Johnny 420Cortex por GilzeraxTieta por Joelma Terto e Neue por JP Florence.

No domingo, a festa começará com a assinatura pop e dançante da Dingo (ex-Dingo Bells), que está em um ano especial de comemoração de duas duas décadas de estrada. Na sequência, às 14h35, a folia vai ficar por conta do Bloco Turucutá, com um repertório eclético que flutua do samba ao rock, do ijexá ao funk, do makulelê ao afoxé. E às 15h10 o Anfiteatro Pôr do Sol se transformará no palco do rock’n’roll com um show comandado pela banda Cachorro Grande com sua formação clássica. Depois, às 16h45Nando Reis resgatará os grandes hits das suas quatro décadas de estrada, com participação de seu filho Sebastião Reis. Às 18h20, será a vez de Mano Brown, que relembrará sucessos dos Racionais MC’s e músicas importantes da sua carreira solo. Já às 20h o público poderá acompanhar uma grande performance de Silva entoando canções de amor do seu mais recente álbum Encantado. O encerramento da edição 2025 será em grande estilo, a partir das 21h45, com Ney Matogrosso e o show Bloco na Rua. Entre uma apresentação e outra, ainda será possível aproveitar a discotecagem das festas Beco por Schutz & AkeemBoomRap por MilkshakeCadê Tereza? por Nanni Rios e Blow Up por Claus Pupp & Mely Paredes.

Ingressos

As entradas para o evento estão à venda no site www.festivaltura.com.br/poa (com taxa de conveniência) e na bilheteria oficial (sem taxa de conveniência), que fica no Laboratório da Luz (Rua Regente, 377 – Petrópolis), com funcionamento de segunda a sexta, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h. Os ingressos estão no segundo lote. Há opção de entradas avulsas, para cada um dos dias do festival, com preços a partir de R$ 235 (meia-entrada, no segundo lote) ou passaporte, que dá acesso a ambas as datas, com preços a partir de R$ 370 (meia-entrada, no segundo lote). 

O público também pode garantir, até o dia 20 de outubro, o ingresso solidário, que oferece 40% de desconto no valor do ingresso inteiro mediante a doação de 1kg de alimento não perecível por dia de festival.

Clientes Banco do Brasil Ourocard Visa têm benefícios exclusivos, como 15% de desconto sobre o valor da inteira (limitado a quatro ingressos por titular de cartão), além de poder parcelar o valor em até dez vezes sem juros e ainda receber 10% de cashback se fizerem a carga antecipada no cartão cashless. Demais clientes podem fazer o parcelamento em até seis vezes sem juros. 

Em função de calamidade pública, todos os ingressos adquiridos para a edição adiada de 2024 continuam válidos para a edição de 2025, sem necessidade de atualização ou troca.

Mais sobre o festival

Essa será a segunda vez em que o Turá será realizado na capital, marcando o reencontro aguardado do festival com o público gaúcho, após quase dois anos de espera. O evento estreou na cidade em novembro de 2023, reunindo mais de 20 mil pessoas em dois dias de muita abertura, cultura, mistura e releitura, os quatro pilares que definem o Turá. O retorno estava previsto para maio de 2024, mas teve que ser adiado por conta das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul naquele mesmo mês. 

Em 2025, o Turá Porto Alegre é apresentado pelo Banco do Brasil, tem realização da T4F e correalização da Maia Entretenimento, além de ter Ourocard Visa como meio de pagamento oficial, a Corona como cerveja oficial, o patrocínio da Chevrolet, o apoio de HeringSchweppes e Flying Fish, o Elev Energy Drink como o energético oficial, a Billboard Brasil como parceira de conteúdo, e os parceiros de mídia Imobi, Eletromidia e UOL.

Serviço

Festival Turá Porto Alegre 2025

Dias 25 e 26 de outubro

Abertura dos portões às 12h30

Anfiteatro Pôr do Sol (Av. Edvaldo Pereira Paiva, 1888 – Praia de Belas – Porto Alegre/RS)

Sábado, 25 de outubro

13h35 – Ultramen
14h25 – Bloco Não Mexe Comigo

15h – Os Garotin

16h – Espartano por Johnny 420

16h35 – Armandinho

17h35 – Cortex por Gilzerax

18h10 – Fresno

19h10 – Tieta por Joelma Terto

19h45 – Alcione

20h45 – Neue por JP Florence

21h30 – BaianaSystem

Domingo, 26 de outubro

13h35 – Dingo

14h35 – Bloco Turucutá

15h10 – Cachorro Grande

16h10 – Beco por Schutz & Akeem

16h45 – Nando Reis

17h45 – BoomRap por Milkshake

18h20 – Mano Brown

19h25 – Blow Up por Claus Pupp & Mely Paredes

20h – Silva

21h10 – Cadê Tereza? por Nanni Rios

21h45 – Ney Matogrosso

Ingressos
Avulsos (para um dos dias de evento): a partir de R$ 235 (meia-entrada, segundo lote)
Passaporte (para os dois dias de evento): a partir de R$ 370 (meia-entrada, segundo lote)

Pontos de venda

Online (com taxa de conveniência): www.festivaltura.com.br/poa

Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência): Laboratório da Luz (Rua Regente, 377 – Petrópolis – Porto Alegre/RS). Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h

Benefícios exclusivos para clientes Banco do Brasil Ourocard Visa

– Parcelamento exclusivo durante todo o período de pré-venda em até 10 vezes, enquanto os demais cartões e meios de pagamento podem parcelar somente em 6 vezes;

– Desconto exclusivo de 15% sobre o valor da inteira – limitado a 4 ingressos por titular de cartão;

– 10% de cashback para clientes que fizerem a carga antecipada no cartão cashless.

Mais informações no site www.festivaltura.com.br e no Instagram @festivaltura.poa

Apresentado por: Banco do Brasil

Meio de pagamento oficial: Ourocard Visa

Cerveja oficial: Corona

Patrocínio: Chevrolet

Apoio: Hering, Schweppes e Flying Fish

Energético oficial: Elev Energy Drink 

Parceira de conteúdo: Billboard Brasil

Parceiros de mídia: Imobi, Eletromidia e UOL

Realização: T4F

Correalização: Maia Entretenimento

Fonte: Jéssica Barcellos Comunicação

Reaparecendo, aos poucos, na skin jornalista musical, e agora com uma super novidade: em comemoração aos 20 anos do Acústico MTV Bandas Gaúchas, o podcast Eu Quero Ser Seu Amigo de Novo abriu um baú de raridades e começou a compartilhar uma série de conteúdos sobre a gravação do Acústico.

As imagens foram gravadas por Lelê Bortholacci, empresário da Cachorro Grande na época da gravação do Acústico MTV. Aproveita que nos dias 20 e 21 de setembro tem show comemorativo aos 20 anos desse clássico e dá play no link abaixo:

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Na última segunda-feira, dia 8 de setembro, perdemos Angela Ro Ro. Fiquei tão, tão, tão triste, como se fosse uma superfã da artista, o que, de fato, nunca fui – embora reconheça a importância absoluta da sua figura na música popular brasileira. Desde segunda-feira, me pego refletindo, remoendo, e escrevendo mentalmente este texto. Decidi, então, colocá-lo no papel (ou, nesse caso, no word), e trazê-lo para o blog – coisa que nunca mais fiz; nunca mais escrevi por escrever, já que o meu trabalho tem ocupado todas as linhas que me são possíveis escrever em um dia. Escrever por escrever me faz muita falta, e talvez este texto seja também uma lembrança (pra mim) sobre isso.

Vou pular a parte extremamente desrespeitosa com que tratamos nossos artistas ao envelhecer e a situação descabida em que Angela se encontrava e ir direto ao (meu) assunto: nesses dois dias em que passei cantando fixamente a letra de “Compasso”, me peguei pensando que a morte de Angela Ro Ro marca não apenas a despedida de uma artista única, mas o silenciamento de uma das vozes que ousaram existir fora das normas, onde a vida e a arte se confundem em gestos de liberdade e desobediência. Angela nunca quis caber – nem nas expectativas da indústria fonográfica, nem nos moldes da sociedade que cobrava docilidade das mulheres. Era avessa às convenções, debochada, louca no sentido mais libertário da palavra: aquele que recusa a lógica da domesticação.

Sua voz rouca, por vezes ferida, era também o registro cru de uma existência vivida sem filtro, que jamais caberia nas performances digitais de hoje. Me peguei traçando um paralelo, também, com outras artistas seminais da nossa música, como Elis Regina, que encarnou intensidade e contestação em uma época que exigia silêncio; Rita Lee, que debochou do rock e do machismo com a mesma energia; Cássia Eller – minha primeira referência de feminino e feminilidade –, que fez da androginia um manifesto e do palco um espaço de liberdade – Angela deixa um legado de que a música é, também, lugar de risco, desajuste e coragem.

Mais do que a singularidade de seus timbres, essas artistas partilharam algo muito maior: a insubmissão. Foram vozes dissonantes em um país que tantas vezes premia a obediência, a suavidade e o consenso. Ao escutá-las, somos lembradas de que a arte não deve apenas embalar, mas também incomodar, desafiar, abrir fissuras.

Aqui, com uma fissura aberta e sangrando, penso que, com a partida de Angela, nos resta a urgência de preservar esse legado de vozes que não temiam – e não temem – o ridículo, a fragilidade, o escândalo. Porque se a música se reduz apenas às normas do mercado e à pasteurização das tendências, ela perde justamente aquilo que a faz sobreviver: a coragem de ser incômoda, de ser diferente, de ser rouca quando todos exigem clareza.

Angela Ro Ro foi isso: uma gargalhada nervosa diante do mundo, um piano bêbado na madrugada, uma poesia malcriada que se recusava a calar. Perdemos sua presença, mas precisamos manter vivo o espaço para que outras vozes, igualmente marginais e libertárias, possam nascer.

Eduardo Penna é, antes de tudo, um devoto da música. Essa adoração fez com que ele fosse daqueles que usavam todo o dinheiro da merenda para comprar seus CDs favoritos. E também o levou a montar, aos 11 anos, sua primeira banda, ainda sem saber tocar, nem minimamente, nenhum instrumento. Foi durante a faculdade, no início dos anos 2000, que ele foi ganhando familiaridade com a composição, o canto e a guitarra, e daí foram surgindo suas bandas “de verdade” — entre aspas mesmo, pois não havia qualquer aspiração a se tornar profissional ou ganhar dinheiro com isso. Era música pela música. Ainda assim, algumas dessas bandas foram bastante atuantes na cena independente da época — a mais ativa, a Los Canos, rodou bem pelo circuito de festivais alternativos.

Também foi a obsessão pela música que o levou a atuar, durante oito anos, em um estúdio de gravação. Lá, ele participou, em diversas funções, de produções envolvendo praticamente todos os grandes nomes da música baiana. Depois dessa fase, a vida tomou outros rumos, incluindo uma nova faculdade, uma nova profissão e uma nova cidade. Mas a produção musical nunca parou totalmente. Foram diversos os projetos e lançamentos divididos com amigos, até que, em 2024, ele lançou seu primeiro álbum próprio, o “ok baiano”, no qual explorou arranjos mais desconstruídos e narrativas menos diretas.

Hoje, 10 de janeiro de 2025, Eduardo Penna lança, pelo selo “Praia dos Artistas”, seu segundo disco próprio: “Rosa”. Assim como o trabalho anterior, esse álbum também foi idealizado por ele, mas, dessa vez, contou com o capricho da produção de Martin Mendonça, que o ajudou a explorar sonoridades pouco presentes nos projetos anteriores, mas retomando também a essência, simples e direta, que costuma caracterizar o seu som. Outros personagens fundamentais para “Rosa” foram Mary Estrela, antiga colega de Los Canos, com quem Eduardo Penna divide a composição de seis entre as dez músicas do álbum, e Fabrício Paçoca (Os Gatunos e Brasília Ska Jazz), que emprestou seu talento, tocando bateria em todo o disco. No baixo, além de Cadinho Almeida, que gravou quase todo o álbum, também contribuíram Rafael Zumaeta (ex-Starla), em “Apesar de Nós Dois”, e Gilberto Eloy (ex-Los Canos), em “Vazou”. “Rosa” também conta com as participações especiais de Charlie D. (voz), nas faixas “Vazou” e “Apertar Minha Mente”, e Fernando Jatobá (guitarra), em “Apertar minha mente”. Como se vê, esse é um trabalho próprio, mas jamais solitário. E segue sendo música pela música.

Fonte: Praia dos Artistas e Nathalia Guerra