Natalia Nissen@_natiiiii 

Yanto trabalha imagem e som nas apresentações ao vivo (Foto: divulgação)

Procurando uma interação maior com seu público o artista Yanto Laitano se afastou da música erudita e agora está dedicando-se ao rock para transmitir suas ideias. O álbum “Horizontes e Precipícios” é seu instrumento de comunicação e garantiu-lhe o prêmio de “Instrumentista” na categoria Pop/Rock da última edição do Prêmio Açorianos de Música. O cantor e pianista respondeu às perguntas do The Backstage e você confere a seguir um pouco sobre esse trabalho.

Yanto explicou que a mistura bem sucedida de rock e piano é resultado de uma vontade que surgiu desde a adolescência, na década de 80, quando ele morava numa cidade do interior e queria tocar em uma banda. Ouvia Pink Floyd, Led Zeppelin, The Doors, Deep Purple, entre outras bandas já consagradas que utilizavam o teclado. “Um dia, depois de muitos anos, muitas bandas e influências, vi que a coisa soava legal também sem guitarras e resolvi explorar esse caminho”, as referências musicais foram, além das citadas anteriormente, Mutantes, Arnaldo Baptista, Beatles, Charly Garcia e Bem Folds, e também influências não-musicais.

O músico já participou de vários projetos e fez trilhas sonoras para filmes e documentários. O “Horizontes e Precipícios” tem doze faixas, cada uma com suas peculiaridades. Yanto falou porque algumas têm versões diferentes do estúdio quando executadas em shows, cada local permite o uso de recursos específicos. No estúdio é possível fazer sobreposição (overdub) e gravar mais de dez instrumentos, já no palco a apresentação é feita por apenas um trio, assim, os arranjos são adaptados. A grande vantagem de um espetáculo ao vivo é a parte visual, um casamento entre música e cenário, quando as luzes entram em ação e se misturam ao show.

“Um dia, depois de muitos anos, muitas bandas e influências, vi que a coisa soava legal também sem guitarras e resolvi explorar esse caminho”

O processo de composição das doze músicas não seguiu um padrão, algumas surgiram naturalmente no caos do dia a dia, e outras foram detalhadamente pensadas. O cantor não define um momento para compor, a não ser que tenha um prazo para isso, mas afirmou que aquelas que “surgem despretenciosamente” dão mais prazer ao serem criadas. A canção “A flor que nasce” surgiu em vinte minutos, como ele declarou em seu blog, ao contrário de “Promessas” que tinha uma melodia, mas não a letra perfeita.

E falando em letra, as músicas são simples e falam de várias questões, desde a solidão até uma explicação de como nascem os bebês. “Porto Alegre Blues” levou um certo tempo até ser concluída, “por isso ela me parece tratar de uma visão e de um sentimento mais elaborado e racional que mistura uma ode à cidade com uma autobiografia”, declarou Yanto. O disco retrata fases diferentes da vida do cantor, como na canção “Eu não sou daqui” que soa como um desabafo de quem se sente sozinho e pende muito mais para o lado emocional ao racional das coisas.

Yanto disponibilizou para download todas as músicas do novo trabalho, e ao contrário de muitos artistas, é a favor do Movimento Música Para Baixar (MPB). Ele falou que cada artista deve escolher o que fazer com sua música, mas essa escolha tem um preço, e ele entende que assim a divulgação e o acesso à sua música será maior, independente da venda dos discos; e quanto mais as pessoas conhecerem seu trabalho, a divulgação será revertida em venda de cds e de shows. “Mas eu entendo que existam pessoas que não queiram liberar seu material para download. Me parece que esse grupo é formado principalmente por artistas, ou representantes de artistas, que vendiam muito no velho esquema e que perderam bastante com a Era Digital”.

Aos poucos a cultura da sociedade muda e ainda é necessário muito debate para construir novas percepções a respeito dessa relação entre música e internet. “Mas pra isso todo mundo tem que ser ouvido, artistas, produtores, distribuidores, divulgadores, imprensa, governo e quem mais fizer parte da cadeia produtiva de música. Além disso, temos que ficar ligados para que as regras do jogo sejam justas”, Yanto ainda afirma que o problema é o sistema, também não se pode colocar a culpa na pirataria “o buraco é bem mais embaixo”.

Site oficial.

Vídeo oficial da música “Meu Amor“.

Bruna Molena@moleeena

Nas mãos de Machete, até um lustre pode fazer as vezes de trapézio (Foto: divulgação)

Em uma apresentação única nessa última sexta-feira, dia 20, a cantora carioca Silvia Machete gravou seu segundo DVD, “Extravaganza”, no Auditório Ibirapuera, São Paulo. Diferenciada por incrementar seus shows com o que aprendeu nos tempos de artista de rua e na escola do Circo, Silvia cativa a todos por onde passa, não só por suas performances irreverentes, mas principalmente por sua voz potente. O show, em turnê desde agosto do ano passado, traz aos palcos as faixas do elogiado CD homônimo e mostra muito da evolução de Machete como cantora e intérprete, revelando outros lados da mesma Silvia.

Se alguns pensavam que a artista era só mais uma que usa acrobacias para disfarçar alguma falta de talento, certamente mudaram de opinião depois de verem o espetáculo “Extravaganza”. Nele, Silvia mostra que pode, absolutamente, deixar de lado seus malabarismos e continuar encantando o público e a crítica. Em 2010, ela ficou na lista das melhores cantoras do Jornal O Globo e, recentemente, “Extravaganza” foi eleito pela APCA (Associação dos Críticos Paulistas de Artes) como o Melhor do Ano de 2010.

Em entrevista para o The Backstage, Silvia conta sobre a gravação do DVD, suas andanças pelo mundo como artista e como a caretice deve passar longe de seus trabalhos. Confira:

The Backstage: “Extravaganza” foi eleito pela APCA como o Melhor do Ano de 2010. Deve ser muito bom receber esse reconhecimento, tanto da crítica como do público, que está abrindo os olhos para o que há de novo na música brasileira. Mas o que queremos mesmo saber é: como foi o show? Podemos esperar um DVD tão envolvente e, porque não, pecador, como “Eu Não Sou Nenhuma Santa”?

Silvia Machete: O show foi ótimo. O Roberto de Oliveira, que também dirigiu o meu DVD anterior, adorou o resultado no vídeo. Luz, cenário, tudo funcionou muito bem pra ele. Como já estamos fazendo o show desde o ano passado, estamos super ensaiados. O teatro também é perfeito para a gravação de um DVD. Todos os elementos dos meus shows estão lá: músicas minhas, performances, humor, está tudo lá, com aquela energia que só o palco te dá.

TB: Entre seus dois DVDs já gravados, o que os diferencia? A Silvia, de lá pra cá, mudou muito? O que há a mais no “Extravaganza” que não podemos deixar de ver? 

SM: A Silvia Machete de “Extravaganza” está mais focada na música, no entrosamento com a banda maravilhosa que me acompanha. Claro que as performances continuam lá, essa é a minha marca e não deixaria esse meu lado de fora do DVD ou dos meus shows. Sei que a performance é muito forte na minha atuação, talvez por isso os críticos e formadores de opinião tenham dúvidas se sou cantora ou não (risos). É porque é difícil mesmo definir, meu mundo não é convencional. Acho que esse DVD vai revelar uma cantora mais madura, mais segura do que quer cantar e com mais domínio sobre todas as etapas do processo artístico: eu me envolvo em tudo, das fotos ao figurino, do cenário ao repertório.

TB: Você já rodou o mundo, literalmente: morou na Argentina quando era criança, foi morar fora com apenas 18 anos e se apresentava pelo mundo afora. O quanto essa bagagem cultural influencia seu trabalho?

SM: Influencia sobretudo na maneira de mostrar ao público a minha arte. Me apresentar na rua, para todo o tipo de público, me ensinou a buscar sempre um elemento surpresa e, sobretudo, a saber que o público quer diversão, quer embarcar na viagem, quer ser surpreendido. Eu mesma quero ser surpreendida quando vou a um espetáculo, seja ele de música ou não.

TB: Nesse último álbum você fez uma regravação, em português, de um clássico argentino eternizado na voz de Mercedes Sosa, “Como la Cigarra”. Como essa música entrou em seu repertório?

SM: Eu conheço essa música desde pequena, meu pai era muito fã da Mercedes Sosa e da gravação dela. Como eu queria gravar em português, resolvi fazer a versãoem português. No show, antes e cantá-la, conto algumas piadas pra quebrar qualquer possibilidade de sentimentalismos. A ideia não é essa, definitivamente.

TB: Elementos circenses estão sempre presentes complementando suas apresentações: o bambolê, um lustre/trapézio… como você faz para “casá-los” com suas músicas sem que eles se sobressaiam a estas?

SM: Trabalho com artes visuais e com música também, tenho a sorte de gostar de música e não ser apenas uma cantora. Minhas apresentações revelam esse domínio de palco conquistado com a vivência que tive em diferentes expressões artísticas. As habilidades físicas trago comigo de muitos anos. Misturar esses elementos é uma coisa natural pra mim, mas estou certa de que se a música não fosse boa, nada disso funcionaria – e é aí que busco esse equilíbrio. Antes de tudo, a música tem que ser boa.

TB: Essa união de artes que você faz, a música com a arte circense, traz cara nova e um novo jeito de se fazer musica ao Brasil, que já estava meio saturado de mesmices. Seria essa uma maneira de inovar e fazer renascer o gosto dos brasileiros por musica nossa, casando-a com outras artes?

A cantora traz para os palcos muito do que aprendeu na escola de circo e como artista de rua (Foto: divulgação)

SM: O Circo no Brasil ainda é visto de forma muito convencional. Todos amam o Cirque du Soleil, que é legal, mas também muito careta, ou aquele modelo antigo de espetáculo com palhaços super convencionais e nada surpreendentes. Nesse sentido, o que faço não tem nada a ver com Circo, apenas me utilizo de habilidades que aprendi quando estudei com artistas circenses para subverter à minha maneira essa manifestação artística. Acho que há um quê de inovação, mas não é esse o meu foco: quero levar entretenimento de qualidade, música de qualidade pra pessoas. Se conseguir fazer isso abolindo a caretice, aí sim terei alcançado o meu objetivo.

No site oficial da cantora você pode assistir à vídeos, ver fotos e ouvir seus álbuns, na íntegra, além de ficar por dentro de sua agenda de shows.

Bruna Molena@moleeena

The Backstage Blog com Márcio Rangel no estúdio da rádio Luz e Alegria (Foto: Catiane Medeiros)

Na última segunda-feira, 23/05, a equipe do The Backstage foi convidada pelo comunicador Márcio Rangel para participar do programa Balada 95, da radio frederiquense Luz e Alegria FM. Lá conversamos sobre música, rock’n’roll, jornalismo, vida de universitário e muitas outras coisas que surgiram no meio do bate-papo.

Foi cerca de uma hora de conversa descontraída, um papo entre amigos. Márcio, sobre o convite, disse-nos que gosta de dar espaço para quem faz algo novo e diferente e que a proposta do The Backstage Blog havia lhe chamado a atenção pela orginalidade.

Confira abaixo a entrevista na íntegra:

Carol Govari Nunes@carolgnunes

A banda Sabonetes abriu o show para o Jota Quest aqui, em Passo Fundo e Alvorada (Foto: Carol Govari Nunes)

Na última sexta-feira, dia 20, Frederico Westphalen recebeu, na Ecco Eventos, a banda Jota Quest em uma noite memorável e com muitas atrações. A banda mineira, que iniciou sua turnê que celebra os 15 anos de estrada, trouxe consigo os Sabonetes (leia aqui a entrevista com Wonder, guitarrista da banda), curitibanos radicados em São Paulo, como banda de abertura.

Depois do voo que traria os Sabonetes até Chapecó (SC) ser cancelado, a banda teve que pegar um voo até Porto Alegre, de onde vieram até Frederico Westphalen com uma van fretada pela companhia aérea.

Chegando direto de Porto Alegre ao local do show – e na hora do show (por volta das 23h), os Sabonetes subiram ao palco dando abertura à noite que ali se iniciava. Apesar do desgaste da viagem, a banda fez um show de aproximadamente uma hora e meia, animando o público que lotava a Ecco Eventos. Artur Roman, vocalista dos Sabonetes, comandou o show com a dignidade de um belo e eficiente frontman. Conversou com a plateia, pulou, cantou e tocou guitarra durante todo o show, além de pará-lo assim que uma garota desmaiou. Devido ao calor e pouca circulação de ar no local, alguns acidentes, como este desmaio, aconteceram. Assim que a garota foi retirada da grade que separava público e banda, o show, que estava se encaminhando para o final, prosseguiu.

Além das músicas do álbum Sabonetes (2010), a banda fez versões de “Should I stay or should I go”, do  The Clash, “Last night”, dos Strokes e “Seven nation army”, do White Stripes, essa cantada pelo guitarrista Wonder Bettin.

Quem foi até o local sem saber da presença dos Sabonetes teve uma feliz surpresa. Músicas de qualidade e bem executadas, mostrando fazer parte de uma ótima leva de bandas que estão aparecendo no cenário do rock nacional. A aceitação do público ficou visível durante todo o show e principalmente no final, quando os músicos se juntaram ao público para prestigiar o Jota Quest e foram surpreendidos pelas pessoas que apareceram para cumprimentá-los.

O Jota Quest apresentou os maiores sucessos destes 15 anos de banda (Foto: Carol Govari Nunes)

O Jota Quest, atração principal da noite, foi aclamado logo de entrada: muitos gritos fizeram coro assim que Rogério Flausino, vocalista da banda, apareceu no palco. Com um set list passeando pelos 15 anos de banda, o Jota Quest apresentou seus maiores hits durante o show – não tinha quem não cantasse ou conhecesse as músicas. Flausino elogiou a banda de abertura e conversou com o público em diversos momentos do show, além de agradecer os patrocinadores do evento e contar um pouco desses 15 anos de história da banda. O show teve mais ou menos duas horas de duração – muito mais que o esperado. A banda, que também sofreu com atraso e cancelamento de voo, mostrou-se disposta durante todo o tempo, acabando com os comentários de que bandas famosas mostram-se indiferentes quando o público é pequeno. Flausino fez parte do sempre presente coro “Ah, eu sou gaúcho” e ainda comentou que os mineiros não têm essa empolgação do público do Rio Grande do Sul, aumentando o delírio dos que estavam ali presentes.

Quem seguiu com a festa no palco ao lado – porque o palco do Jota Quest em seguida foi desmontado, devido aos shows do final de semana – foi a banda local Fliperama. A Santo Graau apareceu para tocar 3 músicas com a Fliperama, que embalou o final da noite com sucessos oitentistas como, por exemplo, Cazuza, Iron Maiden, TNT, Van Halen e uma lista gigante de nomes famosos.

A Fliperama encerrou os shows da noite com os grandes clássicos dos anos 80 (Foto: Carol Govari Nunes)

Apesar de uma gripe que deixou o vocalista Sandro Vieira quase sem voz, o show foi impecável, tanto que Rogério Flausino e P.J (baixista do Jota Quest) foram conferir junto com o público o show da Fliperama. Nos bastidores, Flausino, ao escutar o som da Fliperama, comentou que a banda era muito boa e em seguida saiu do camarim, andou pela Ecco Eventos e parou em frente ao palco para assistir ao show. Obviamente, muitas pessoas foram até ele para conversar e tirar foto, que foi extremamente atencioso com todos.

O mesmo aconteceu na parte subterrânea do local, onde um DJ seguiu tocando até amanhecer. Lá, Flausino também tirou fotos com fãs e aproveitou a festa até a hora que a van que os levaria para o hotel foi embora.

No sábado as bandas tocaram em Passo Fundo e hoje na cidade de Alvorada.

Você pode conferir toda a agenda dos Sabonetes no site da banda e ficar sabendo por onde o Jota Quest passa durante essa turnê de comemoração no site Jota 15, feito exclusivamente para a comemoração da data.

Que Dylan fique jovem para sempre

Posted: 22/05/2011 in Famosos, Rock
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Natalia Nissen@_natiiiii

Dylan foi do folk ao rock passando pelo country e gospel (Foto: divulgação)

Na próxima terça-feira, 24, Robert Allen Zimmerman completa setenta anos de idade. Não entendeu? Estou falando do Bob Dylan, o artista norte-americano de mil e um talentos. Quando criança já escrevia poemas, autodidata aprendeu a tocar piano e guitarra na adolescência.

Bob Dylan ficou conhecido em todo os EUA depois de participar do Newport Folk Festival, em 1963, a convite de Joan Baez, cantora revelada na primeira edição do festival, conhecida por sua voz característica e o talento na guitarra acústica.

As músicas de Bob Dylan, assim como de outros importantes artistas, transformaram-se em hinos de protesto, mas a grande sacada era a união das declarações reclamonas com a poesia, assim ele foi considerado um dos mais influentes músicos de folk do início da década de 60. Já em 1964 ele começou a escrever canções mais pessoais, falando de amor, entre outras questões que já deixavam de lado as críticas sociais. Os fãs do Dylan que tocava folk ficaram decepcionados com a nova faceta rock-blues do cantor.

A nova fase do Dylan foi influenciada pela releitura que os ingleses fizeram do rock americano. Os críticos aprovaram e os fãs se multiplicaram, mesmo com o mau-juízo dos adeptos ao folk. Nessa época Bob Dylan lançou os clássicos “Mr. Tambourine Man”, “Like a Rolling Stone” e “Just Like a Woman”. Na década de 70 o cantor passou por maus-momentos e entre suas poucas boas obras estavam “Knockin’ on Heaven’s Door”(recebeu versões de Guns’n’Roses, Avril Lavigne e Zé Ramalho) e “Forever Young”.

Tiago Spezzatto, 21 anos, é um admirador da boa música. Em uma rede social ele escreveu aos seguidores “agora que você já voltou, saia de novo e vá ouvir um Bob Dylan. Fique assim até pegar no sono”. Ele explica que escreveu isso pela qualidade da música do Dylan, que ouvir as músicas é um aprendizado. Tiago ainda complementa  “a música folk teve um papel relevante nos movimentos sociais da década de 60 nos EUA. Era o tempo da Guerra Fria e o povo temia novos confrontos. Nesse contexto que surgiu a obra de Dylan, dando gás ao movimento da contracultura e da luta pelos direitos civis norte-americanos”.

Além do folk, blues e rock, o cantor ainda passou pelo estilo gospel e country, e também lançou um livro de desenhos, uma auto-biografia e um livro de romance-poema. Bob Dylan dedicava-se a pintura e criou 40 telas inspiradas nas paisagens brasileiras que conheceu durante as turnês por aqui (a última foi  “Never Ending Tour” em 2008).

“May you always be courageous, stand upright and be Strong, may you stay forever young”

Joan Baez e Bob Dylan (Foto: divulgação)

O cantor brasileiro Zé Ramalho gravou um álbum tributo ao Dylan, o “Tá tudo mudando”. Na capa do disco aparece Zé Ramalho com um cartaz, recriando as cenas do clipe “Subterranean Homesick Blues”. O trabalho traz 11 versões em português e uma regravação das músicas do Bob.

Para quem quiser saber mais sobre Bob Dylan, ainda tem o filme “I’m Not There” lançado em 2007. O filme conta a história do artista em várias fases, inclusive há 6 atores para interpretá-lo. Cate Blanchett recebeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (2008) pela interpretação, e o filme foi vencedor do Globo de Ouro no mesmo ano. Vale à pena.

O projeto mais recente do cantor é uma coletânea com músicas inéditas do Hank Williams – ícone da música country norte-americana. Dylan convidou artistas como Jack White e Alan Jackson para terminarem de fazer as melodias das músicas que tinham apenas letras. Há boatos de que Dylan venha ao Brasil para se apresentar na edição deste ano do festival SWU.

No seu septuagésimo aniversário o que se pode desejar é que Bob Dylan fique sempre jovem, que ele suba os degraus da escada que ele mesmo construiu em direção às estrelas. E que seja sempre corajoso para continuar com seus projetos ousados sem deixar de lado a boa música que sempre fez.