Natalia Nissen@_natiiiii

Depois de alguns meses afastada dos palcos a banda Áudio Etílico está de volta. No próximo dia 22, quarta-feira, os guris fazem show no Opus 10 Hall Pub, em Frederico Westphalen. O vocalista, Eocares – vulgo Zeco, contou ao The Backstage, o que a banda fez durante a pausa dos shows.

Áudio Etílico durante ensaio em 2010 (Foto: Josefina Toniolo)

Os ensaios continuaram acontecendo normalmente nos últimos meses, a banda não parou e todos os integrantes estão ansiosos com o retorno. A Áudio Etílico promete mais um show com muito rock and roll para agradar a todos que forem ao Pub conferir, há novidade no repertório, mas é surpresa.

No ano passado, em entrevista ao The Backstage, a banda afirmou estar empenhada em trabalhar nas composições próprias, Zeco disse que ainda não deu tempo da AE ir para estúdio gravar as músicas, mas garante que se os planos derem certo em breve a banda terá um novo trabalho. “Existem algumas coisas que precisamos resolver ainda, a ideia é fazer um bom trabalho, e não um trabalho rápido” concluiu o vocalista.

A banda acaba de criar um blog que, segundo Zeco, tem a intenção de ser um canal de maior contato com o público. No blog as pessoas vão poder fazer download do single e assistir aos vídeos, além de ficar sabendo das principais novidades da Áudio Etílico.

O Opus 10 Hall Pub abre as portas às 23 horas, e os ingressos antecipados custam R$7 o masculino e R$5 o feminino.

Orkut Áudio Etílico.

Natalia Nissen@_natiiiii

Gulivers e Acústicos & Valvulados são as bandas convidadas do Amplifica (Fotos: divulgação)

Um festival organizado por estudantes do curso de Formação de Produtores e Músicos de Rock (Unisinos), isso é o Amplifica, que no próximo dia 16 de junho acontece no Beco 203 em Porto Alegre. O Amplifica Indie Rock é organizado pela turma de formandos do curso, e o músico e produtor Cassiano Dal’Ago conta ao The Backstage como funciona o processo de organização do festival.

A ideia do Amplifica surgiu em 2010 durante as aulas da disciplina “Projeto Festival”, é uma maneira de mostrar novos talentos da cena underground. Os alunos devem contratar bandas, providenciar patrocinadores, parceiros, local para realização do evento, e tudo mais que for necessário para o festival funcionar. A primeira edição aconteceu no 8 e ½ Bar, o Amplifica Rock; depois aconteceu o Amplifica Underground, e desde então é realizado no Beco.

A turma define as bandas que devem se apresentar, na próxima edição sobem ao palco as convidadas Acústicos & Valvulados e Gulivers. Ainda fazem parte da programação The Modê e Tabascos – formadas por alunos do curso – e a Doutor Roberto que é conhecida dos estudantes.

Cassiano comenta que sempre há possibilidade de bandas em início de carreira fazerem parte do festival, “as bandas precisam estar sempre em contato com organizadores de festivais e eventos, e claro, precisam estar fazendo shows, mesmo que pequenos. Visibilidade é tudo”. Porém, o evento não deve ter edições fora de Porto Alegre, porque, segundo o produtor, é lá que os shows acontecem, onde as pessoas querem sair para dançar, beber e aproveitar a noite, e fazer um festival nesses moldes fora da capital é algo complicado.

The Modê e Doutor Roberto também sobem ao palco do festival (Fotos: divulgação)

O festival conta com o apoio dos professores do curso, principalmente o da disciplina “Projeto Festival”, mas o objetivo maior é que os próprios alunos organizem todo evento. Os professores auxiliam através dos contatos de casas noturnas, bandas e patrocinadores que passam aos estudantes. “E estamos aptos a organizar eventos de rock sim, o curso é mais voltado para a produção musical (trabalho dentro de estúdio de gravação), mas também temos cadeiras de produção de eventos, marketing, entre outras” acrescenta Cassiano.

O Amplifica Indie Rock será no dia 16 de junho, no Porão do Beco (Independência, 936 – Porto Alegre), a partir das 22 horas. Os ingressos custam R$10 (com nome na lista) e R$12 na hora.

Mais informações no Orkut e Twitter.

Ouça a música “Sorte” da banda Gulivers:

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Sapatos Bicolores durante a Noitada Monstro, em Goiânia (Foto: Fredox)

Rock dos anos 50, rockabilly, rock de garagem, rock. Esses são os Sapatos Bicolores, banda formada por André Vasquez (guitarra e vocal), PC (Baixo) e Caio Cunha (Bateria e backings). O trio é brasiliense e já tocou por todo o Distrito Federal, além de Goiânia, Porto Alegre, Forianópolis, São Paulo e outras capitais do Brasil.

O primeiro disco da banda (“Clube Quente dos Sapatos Bicolores”) foi lançado em 2004. O segundo, lançado ano passado, traz 13 músicas e o título de “Quando O Tesão Bater”, desatacando-se com letras muito criativas e aqueles riffs de guitarra que fazem qualquer pessoa dançar.

Por e-mail, o vocalista e guitarrista André Vasquez respondeu algumas perguntas sobre influências, shows e produção de disco.

The Backstage: Como e quando surgiu a banda?

André Vasquez: Em 2001, eu tinha um monte de música e ninguém para tocar. Aí o Coaracy (baterista, ex-Bois e atual Móveis Coloniais de Acaju) resolveu chamar o Marcel e nos juntamos para 2 shows. Logo depois entrou o Pc e o Caio, aí a banda aconteceu mesmo, isso em 2002, 21 de abril.

TB: Vocês têm uma grande influência do rockabilly, mas também aparece muita coisa de “rock de garagem”, psychobilly, jovem guarda, além de bandas dos anos 80, como TNT, certo? O que mais influencia os Sapatos Bicolores?

AV: Isso tudo que tu falou e mais um monte de coisa. Essa semana ouvi muito Black Keys, Supergrass, Plato Dvorak, Atonais, Imelda May, Squirrel Nut Zippers, Hank III, Raconteurs, John Coltrane, Merle Travis, Charlie Christian… Não tem muita lógica, não é?

André Vasquez comenta sobre a possibilidade da banda vir para o RS em setembro (Foto: Fredox)

TB: O disco lançado em 2010, “Quando o tesão bater”, foi muito bem aceito pelos fãs da banda e por quem ainda não conhecia vocês. Como foi o processo de criação do disco? Quanto tempo durou das composições até o lançamento do disco?

AV: O disco foi um parto. O processo de composição foi demais, com nós três super envolvidos. Começou em 2006 e, no meio de 2007, o disco estava composto e com a pré-gravação pronta. Aí cometemos a besteira de tentar gravar com pessoas que não podiam/queriam direito, o selo não ajudou muito, a banda meio que se desmobilizou e tudo demorou eternamente a ponto de levarmos o material para finalizar em Goiânia de um jeito totalmente desorganizado e viajante.

Para fazer a história menos longa e dramática, o disco saiu aos trancos e barrancos no fim de 2009 e totalmente diferente do que tínhamos imaginado. Lamento muito essas músicas não terem sido melhor registradas porque acho elas muito melhores do que estão na gravação; mas azar, o lance é fazer outras melhores. E tem sempre os shows, não é? Nos shows elas ganham vida e são o que são, na real.

TB: Ainda falando sobre o “Quando o tesão bater”, o disco ratifica a forte veia rhythm n’ blues da banda. O que você tem ouvido ultimamente? Pode nos dar alguma sugestão de bandas?

AV: Então, tenho ouvido muita coisa variada. Tenho surtos de artistas. Acontece de numa semana de escutar Bob Dylan o tempo todo e, na seguinte, curtir Queens Of The Stone Age. Tem muita banda boa por aí, é impossível estar por dentro de tudo. Eu recomendo ouvir qualquer coisa que o Patrick Keller – baterista – toque. Fora as bandas que eu citei na resposta acima! A última descoberta foi uma banda chamada Hacienda, por exemplo.

TB: E a agenda da banda, como anda? Previsão de turnê, festivais?

AV: Acabamos de fechar dois meses com 8 shows, o que para nós é muito. Serviu para o Guigo, que é nosso novo baterista, entrosar de vez conosco. Queremos continuar tocando, mas em lugares onde não tocamos há algum tempo – em festivais seria ótimo. Na real, estamos sem shows marcados para frente nesse exato momento. Estou mais preocupado em acabar as 27 músicas que tenho prontas para mostrar para os guris e começar a gravar o terceiro disco, com sorte ainda esse ano. Estou numa de completar as letras faltantes, diariamente. Hoje estava trabalhando num jazzinho muito massa, de uma menina que sempre visitava o cara para dar para ele e não queria mais nada. Até que alguém se apaixonou e estragou tudo, pelo menos para o outro que só queria aquilo mesmo.

Os Sapatos Bicolores fizeram show na Noitada Monstro dia 4 de junho, festa idealizada pela produtora Monstro Discos (Foto: Fredox)

TB: Como vocês utilizam a internet neste cenário de bandas independentes? Quais ferramentas são indispensáveis?

AV: Cara, quanto mais, melhor. Estou me puxando para responder as entrevistas (risos) e atualizar nosso conteúdo em tudo que é canto. Até que não estamos tão ausentes, mas ainda vamos melhorar nossa presença digital. Por exemplo, quem quer, pode baixar nossas músicas todas e se atualizar pelo Facebook ou pelo Twitter o tempo todo.

TB: Você é gaúcho, né, André? Tem possibilidade da banda tocar aqui no Rio Grande do Sul em 2011?

AV: Sou gaúcho, nasci e morei em Porto Alegre até os 19 anos. Morro de saudades, a cada vez que volto parece que entro em contato com uma fase sensacional da minha vida. Aí está parte da minha família e muitos dos meus melhores amigos e memórias. Estou tentando armar uns shows em setembro.

TB: Há novidades por aí? Pode adiantar alguma coisa para os leitores do The Backstage?

AV: Provavelmente vamos gravar um EP no começo do segundo semestre com duas músicas instrumentais e mais uma versão totalmente inusitada, com o Pc nos vocais, de uma banda alemã – não posso dizer mais nada!

Natalia Nissen@_natiiiii

Hoje, 02 de junho, acontece a segunda edição da “Quinta Retrô”, uma festa que veio para resgatar o velho rock’n’roll em Frederico Westphalen. No palco a já conhecida banda Fliperama e depois o dj Mendonça  continua a festa com os melhores hits dos anos oitenta.

O evento é uma promoção da segunda turma de Relações Públicas da UFSM/Cesnors em parceria com a banda Fliperama e a boate Mendonça’s. Pâmela Dal Forno Uchôa, membro da comissão organizadora, garante que apesar de o tema da festa ser anos 80, os sucessos das outras décadas também estarão na playlist, “a nossa ideia é criar um conceito diferente, resgatar o rock que tem passado despercebido na maioria das festas na cidade, que priorizam o sertanejo universitário”. A “Quinta Retrô” acontece na primeira quinta-feira de cada mês.

A banda Fliperama durante a primeira edição da "Quinta Retrô" (Foto: Carol Govari Nunes)

O público não deve esperar ouvir as músicas do momento, e sim os clássicos do rock and roll que fizeram a cabeça dos fãs nos anos oitenta. O repertório da banda Fliperama ainda conta com sugestões recebidas no twitter da “Quinta Retrô”, “o pessoal deixa a sugestão e a banda avalia a possibilidade de tocar a música na festa” explica Pâmela.

Para as próximas edições da “Quinta Retrô” a comissão organizadora já planeja algumas mudanças para manter o público e variar o setlist. Na primeira festa o repertório foi escolhido pela própria Fliperama, mas a partir da segunda a comissão e o público interferem diretamente na seleção das músicas. Pâmela afirma que a organização está estudando as sugestões de se fazer festas com os temas das décadas de sessenta e setenta, também.

Para quem quiser sugerir músicas, deixar opiniões e entrar em contato é só seguir o twitter da “Quinta Retrô”, ou adicionar o perfil do Orkut. Pelo twitter da banda Fliperama também é possível sugerir repertório para a festa.

A “Quinta Retrô” começa às 22 horas, no Bar e Pizzaria Mendonça’s. Ingressos antecipados a R$10 com os alunos de Relações Públicas.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Nos dias 26, 27 e 28 de maio aconteceu em Londrina/PR o XXI Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul. Divididos entre os campus da UNOPAR e UEL, os mais de 1.500 estudantes inscritos apresentaram trabalhos, assistiram a palestras e fizeram oficinas teóricas e práticas. A programação foi concluída na tarde de sábado, 28, no Salão de Atos da UNOPAR.

O The Backstage representará a categoria "Blog" da região Sul em Recife (Divulgação)

Concorrendo na categoria Produção Editorial e Transdisciplinar em Comunicação –  Blog (avulso), o The Backstage Blog (da UFSM/Cesnors) voltou para Frederico Westphalen com o prêmio e representará a Região Sul do Brasil na etapa nacional que acontece  de 02 a 06 de setembro na Universidade Católica de Pernambuco, em Recife.

Agradecemos a todos que participaram, apoiaram e incentivaram o nosso trabalho e afirmamos: é apenas o começo de uma grande jornada.

Obrigada,

The Backstage Blog