Archive for the ‘Rock’ Category

Josefina Toniolo@jositoniolo

Logo do Festival (divulgação)

A Unipampa (Universidade Federal do Pampa) de São Borja está dando bom exemplo para as instituições de ensino do país. Como? Incentivando o gosto pela boa música. No curso de Publicidade e Propaganda, foi criada a disciplina complementar Sociologia do Rock, ministrada pelo Professor Doutor César Beras.

Segundo o jornal Folha de São Borja, a disciplina tem como objetivo produzir conhecimento partindo de um objeto comum, o Rock. A partir daí, surgiu a ideia da criação de um festival, o PampaStock.

O regulamento diz o seguinte sobre o evento:

[…] tem o objetivo de produzir, em conjunto com os alunos e a comunidade, um festival que enfoque o Rock e suas vertentes como uma manifestação cultural que é capaz de modificar o meio social, não somente como um produto de consumo, mas como um dos possíveis intercessores que provocam a produção de novos sentidos e valores sociais.

A maioria das pessoas que curte rock quer que ele seja entendido e não apenas julgado  como  “algo barulhento  e sem sentido” como se ouve muitas vezes das pessoas que não são adeptas do estilo. E é isso que está sendo proposto.

Para o festival, que acontece nos dias 18 e 19 de novembro, foram escolhidas, a partir de uma seleção, 8 bandas independentes do Rio Grande do Sul que deveriam possuir composições próprias. São elas:

Desvio Padrão de Taquara
Empíricos de Porto Alegre
Inseto Social de Santa Maria
Os Vespas de Cachoeirinha
Reino Elétron de Passo Fundo
Sonnets de Santa Maria
Tapete Persa de Gravataí
The Dancing Demons de Porto Alegre
Essas bandas serão julgadas por uma comissão e a vencedora participará do Festival Ibero-Americano  El Mapa de Todos, que acontece em Janeiro de 2011, em Porto Alegre.

O encerramento do festival será feito em grande estilo, com show d’Os Replicantes, dia 18 e dos Acústicos e Valvulados, dia 19.

Os ingressos são trocados por 2 quilos de alimento não perecível para cada noite do evento. E podem ser encontrados com a comissão organizadora no “Recanto do Gaúcho” localizado na Praça XV de Novembro, no centro de São Borja.

No blog do PampaStock, você encontra mais informações sobre o evento: http://unipampa.net/pampastock/

Josefina Toniolo@jositoniolo

Capa da autobiografia

No Scream Awards 2009, ao anunciar Keith Richards como o Imortal do Rock do ano, Johnny Depp usou a seguinte frase: “Muito tempo depois de a humanidade incinerar o mundo, as únicas coisas que permaneceram vivas foram as baratas… e Keith Richards.”

Mesmo que essa piada seja velha, faz todo sentido. O homem tem 66 anos, abusou do uso de drogas praticamente toda vida  e está aí “firme e forte”. Com sua postura rebelde e com sua guitarra em mãos continua fazendo shows pelo mundo com os Rolling Stones.

Em outubro desse ano, ele lançou sua autobiografia chamada “Life” que, como era de se esperar, está causando muita polêmica. O projeto foi anunciado pelo guitarrista em 2007 e conforme o previsto foi finalizado esse ano.

O livro traz declarações pesadas  sobre a relação de amor e ódio com Jagger, sobre o uso quase  científico de drogas e sobre a banda. Mas as consequências já estão aparecendo.

Há boatos de que ele será cortado do quarto filme da franquia Piratas do Caribe, pois a produção diz que sua presença com toda a apologia que ele faz as drogas, não faz bem para a imagem do filme.

Também não era para menos, com declarações como essa presente no seu livro:

Não apenas à alta qualidade das drogas que tomei que atribuo minha sobrevivência. Eu era muito meticuloso quanto à quantidade. Eu nunca tomaria mais para ficar um pouco mais alterado. É aí que muitos se f… com as drogas.

Talvez alguns pais realmente não gostariam que seus filhos tivessem contato com alguém que fala esse tipo de coisa… Como se isso fosse possível! Tudo bem que ele falou algumas besteiras no seu livro, alguns gostaram e outros não.  Mas o cara é uma lenda viva do rock e disso não há como e nem porquê discordar.

E indo contra todas as leis da natureza, ele ainda viverá muitos anos, pois provavelmente encontrou a fonte da juventude eterna… E quem sabe daqui a outros 66 anos, em alguma futura biografia, ele conte seu segredo a nós, meros mortais.

Rio Grande do Paul

Posted: 08/11/2010 in Agenda, Rock, Shows
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Natalia Nissen@_natiiiii

Porto Alegre respirava Paul McCartney nas vésperas do show na capital gaúcha. O ex-beatle fez um espetáculo histórico de três horas de duração para mais de 50 mil pessoas, entre elas jovens que aprenderam a gostar do artista com os pais e também, aqueles que ouviram os sucessos dos Beatles durante sua juventude nas décadas de 60, 70 e 80. Foi a primeira apresentação do astro no Rio Grande do Sul.

Os fãs começaram a formar a fila para entrar no estádio Beira-Rio já na quinta-feira, 04, em frente ao hotel no qual o artista e sua equipe se hospedaram centenas de pessoas se uniram na esperança de ver um pouco mais de perto o ex-beatle. Paul McCartney desembarcou no terminal velho do Aeroporto Internacional Salgado Filho em Porto Alegre no final da manhã de sábado, 06.

Trinta e seis músicas fizeram parte do repertório do primeiro show da turnê Up and Coming no Brasil. Durante o show o ídolo surpreendeu os fãs, um legítimo gentleman, chamando duas garotas ao palco, elas tinham cartazes pedindo um autógrafo no braço para ser gravado com uma tatuagem.

Paul levou o público ao delírio quando falou “mas bah, tchê!” e provou que o o Rio Grande deixou de ser “do Sul” para ser “Rio Grande do Paul” na noite de domingo. Além de conquistar ainda mais o público com seu “gauchês”, Macca mostrou que mesmo aos 68 anos de idade ainda tem energia suficiente para retribuir o carinho e a dedicação dos fãs. No final do show agradeceu “Obrigado, Porto Alegre. Até a próxima”.

O contabilista Diego Dias, 22 anos, declarou emocionado:

Paul McCartney fez um show histórico em Porto Alegre. Eu olhava para um lado, via uma senhora de uns 50 anos chorando, do outro, um rapaz jovem também com lágrimas nos olhos. Famílias inteiras celebrando um momento único em suas vidas. Com tantas celebridades descartáveis hoje em dia, que show conseguiria reunir tantas gerações para prestigiar um ídolo? Como prometido, foram três horas de belas canções e uma energia inacreditável em todo o estádio. E se eu disser que essas três horas ainda foi pouco, você acredita? Só Paul McCartney consegue isso. Dificilmente Porto Alegre verá um show melhor que esse nas próximas décadas. Memorável! Um daqueles dias em que nos orgulharemos de contar para nossos netos.

Diego registrou momentos do show, como a música “Live and Let Die” que encantou o público com os efeitos pirotécnicos. 

Após a apoteose provocada por McCartney no estádio Beira-Rio os fãs deixaram o local cansados, porém satisfeitos. O ex-beatle faz show em Buenos Aires nos dias 10 e 11 e depois volta ao Brasil para as apresentações em São Paulo nos dias 21 e 22 de novembro.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Vinil 69 é uma banda de “rock/rock com pitadas de rock”. Essa é a autodefinição da banda soteropolitana que vive no underground bahiano há cerca de 5 anos. Eles já participaram de festivais no Nordeste do Brasil, tocaram em capitais nordestinas, lançaram EP’s e dizem ser uma banda de show. Atualmente as coisas estão meio paradas para a Vinil 69, mas por e-mail, o vocalista Leandro Araújo, vulgo Pardal, nos conta um pouco sobre o mundo virtual e as ferramentas que a banda já usou para divulgar o seu trabalho.

A Vinil 69 afirma que ter um bom material para apresentar ao público é indispensável (Foto: divulgação)

The Backstage: Como é a divulgação da banda na internet? Como atingir o público?

 

Pardal: A internet hoje é uma ferramenta imprescindível, facilita muito a comunicação. Reduz a nada as fronteiras geográficas, facilita a divulgação de novos registros ou agenda de shows. Quando minha banda tocou pela primeira vez em Recife, tinha gente (minoria) cantando algumas músicas. Ano passado fui a São Paulo, onde nunca tocamos, conheci por acaso pessoas que conheciam a banda. Em 2006 fechamos uma turnê por quatro capitais nordestinas (Aracaju, Recife, Natal e João Pessoa) sem dar um telefonema, só por mail e msn.
Porém, se facilita a vida, está longe de resolver todos os problemas. Tanta facilidade é uma faca de dois gumes: a democracia cria um vasto mar de informação de onde é difícil tirar bom pescado. Isso confunde o público, ouve-se tanta coisa que muita gente já vai no link com disposição de não gostar. Pra sobressair, é preciso criar um ambiente (orkut, myspace, site próprio) que seja atrativo e tenha a cara do seu som. Além de ter um som, se não de qualidade, ao menos atrativo. Não adianta estar disponível pra milhões se só os seus amigos tiverem motivos pra acessar. Um bom material é indispensável.

TB: Quais as ferramentas utilizadas?

Pardal: Orkut, fotolog, myspace, youtube e um bom mailing!

TB: Como é lançar um disco através de um selo independente?

Pardal: A definição de selo independente é difícil. Pode ser um grupo profissional que trabalhe certo, agilize contatos, marque shows, prense cd, ponha a música pra tocar na rádio e o clip na TV. Pode ser só um garoto que bota seu cd e camiseta na banquinha do festival da cidade. Ou, cada vez mais comum, pode ser uma estrutura montada pelo próprio artista, que vai lutar contra a maré e ficar com os louros. Não tenho experiência com a primeira opção, mas as duas últimas são ótimas!

TB: Quais os benefícios da internet para a banda?

Pardal: Divulgação das atividades e facilidade de manter contato com selos, produtores, gravadoras e bandas de praças onde a banda não circula.

TB: Como era (anos atrás) antes dessa possibilidade de veiculação online?

Pardal: A Vinil 69 sempre foi uma banda de show. Começamos de brincadeira, em 2001, tocando um repertório cover na casa do baterista. O trabalho autoral fluiu, os shows começaram, o retorno do público foi bom e não paramos mais. Nessa época, divulgação era, se desse, cartaz e panfleto, senão, boca a boca. Não existia orkut, youtube, myspace, fotolog. Adepto tardio da tecnologia, eu não tinha nem e-mail. Mais tarde a internet facilitou a vida, deu alguma visibilidade fora do estado. Mas não mudou tanto assim as coisas dentro da nossa praça (Salvador). É inegável que a net dá uma acelerada no processo, mas o boca a boca continua a principal forma de divulgação, turbinado pelo tecla a tecla. Myspace, orkut, fotolog, isso tudo é ótimo, mas a maioria só baixa o seu disco se alguém falou bem, só paga pelo show se o amigo já viu e elogiou.
A internet é também um celeiro de quase bandas. Antes de se preocupar em compor, ensaiar, fechar um conceito ou mesmo aprender a tocar algum instrumento, o pessoal já tem myspace e fotolog. O cara é designer, faz uma marquinha, põe um nome legal, mas cadê a música? Mais água no mar de informação. Sem internet dava mais trabalho “aparecer”, então o sujeito só investia se acreditasse. E o boca a boca fazia o resto.

Capa do EP "Dentro de você"

TB: E a produção de videoclipe para circulação online, chega perto do efeito causado, caso passasse na TV?

Pardal: Não chega perto, mas ajuda na medida em que a internet libera o artista da necessidade do crivo do produtor, da emissora, gravadora ou quem quer que decida o que passa ou não na TV. Ali você posta o que quiser, e em muitos casos a repercussão gera exposição na mídia tradicional. Mas todo clipe ainda sonha em passar na MTV. Vai chegar o dia em que a net vai engolir a TV, mas ainda não estamos nele.  

TB: A disponibilização de EP’s e CD’s inteiros na internet ajuda realmente na divulgação? Como é o retorno? Há retorno financeiro?


Pardal:
Ajuda. Pra uma banda independente alcançar praças onde não atua é a única maneira. Mas ganhar dinheiro com CD hoje é difícil até pras gravadoras. Internet, gravadora, MTV, rádio, carro de som, tudo é ótimo, mas ou você tem um show interessante, que mobilize o cidadão a coçar o bolso numa noite de sexta-feira, ou nada de grana.

Josefina Toniolo – @jositoniolo/ Natalia Nissen – @_natiiiii

Quem disse que a música não pode auxiliar na educação dos jovens? A professora de inglês do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, de Frederico Westphalen, Juliana Andrighe, fez um projeto com os alunos da 8ª série. Ela quis resgatar o rock’n’roll clássico e deixar de lado as bandas atuais, mostrando aos alunos as origens do gênero musical. A turma foi divida em grupos e cada um escolheu uma banda, dentre uma lista, para pesquisar. As opções foram várias, Rolling Stones, The Beatles, Aerosmith, Guns N’ Roses e até Abba. Os alunos tiveram palestras sobre o assunto e puderam desmitificar o rock e perceber que o estilo vai muito além do estereótipo “sexo, drogas e rock’n’roll”.

Aluna do Colégio Auxiliadora (Foto: Di Luis)

O vendedor e comunicador, Luis Carlos Nunes (Fuga), deu uma palestra aos alunos falando da história, traçando um paralelo entre o rock antigo e o atual, passando por Chuck Berry, Jerry Lee Lewis e o rock “comercializado” atualmente. Ele comentou fatos e discos polêmicos, contou dos festivais de música e das bandas que mudaram a história do gênero. O palestrante percebeu que poucos alunos já tinham uma base a respeito do assunto, mas que muitos se interessaram em buscar novas informações sobre as tradicionais bandas de rock.

Lyan Celuppy, 14 anos, achou muito interessante o projeto e afirma que já conhecia o estilo e gosta de bandas como Led Zeppelin, Black Label Society e também de Ozzy. Outros já gostavam das músicas, mas não tinham contato com essas bandas clássicas, e mesmo assim pesquisaram sobre, como é o caso da estudante Eloisa Sampaio, 14 anos.

O projeto foi apresentado na Feira de Ciências do colégio e na última quinta-feira, 21, a banda Áudio Etílico fez uma apresentação cantando algumas das músicas estudadas pela turma, “uma grande iniciativa fazer com que os jovens tenham contato com o rock’n’roll, o projeto trouxe muita coisa da história do rock com a palestra do Fuga.  Foi uma honra ser lembrado pra esse tipo de evento, foi tudo bem no improviso, bem itinerante mesmo, me diverti muito” declarou Eocares, vocalista da Áudio Etílico. Juliana fez contato com a banda por meio de um colega de trabalho e os alunos aprovaram a ideia.

Áudio Etílico (Foto: Di Luis)