Há pouco mais de um mês foi lançado o tão esperado álbum póstumo de Michael Jackson (falei sobre ele aqui). Depois de ouvir atentamente o CD posso dizer que “Michael” é um trabalho um tanto diferente daqueles com os quais estamos acostumados. Como já havia falado no outro post, acho que este último disco não valorizou tanto a voz do cantor como os outros, mas não deixa de ter boas músicas. Algumas músicas já eram conhecidas por fãs que acompanharam a carreira do cantor, pelo menos trechos de determinadas canções já haviam vazado na internet ou sido apresentadas em projetos de outros álbuns.
Seguindo o raciocínio da polêmica que envolveu as músicas liberadas na internet antes do lançamento, realmente, algumas parecem não ter vocais “só” do MJ, e sim trechos que podem ter sido selecionados de outros sucessos e com o vocal de alguém que tem uma voz muito semelhante a do Michael. Mas como não sou perita em produção e edição de áudio prefiro não deixar argumentos infundados, apenas observo que há algo suspeito em certas faixas do álbum.
O rei do pop é alvo de polêmica e fracasso (Foto: divulgação)
Ao ouvir as músicas dá pra imaginar o Michael no palco fazendo suas performances tão famosas e surpreendendo todo seu público. Perdemos um gênio da música pop e da dança.
Nas comunidades dedicadas ao artista em sites de relacionamento os fãs têm muitas opiniões sobre o inesperado fracasso nas vendas do álbum. Alguns comentam que o título do disco foi uma péssima escolha, já que, este é o trabalho menos autoral de MJ. Outros alegam à falta de divulgação, e ainda, um proveito estritamente comercial por parte da gravadora que acabou deixando de lado os interesses do cantor e de seus fãs.
“Michael” não poderia ser apresentado sob menos polêmica e fica a critério de cada um dizer se o disco agrada ou não. Quem sabe um próximo lançamento supere as expectativas e traga menos decepção a quem tanto esperou por um álbum de músicas inéditas.
Depois de 5 anos como vocalista da banda soteropolitana Matiz, Mariana Diniz, 27 anos, deixou a banda e está armazenando composições para seu projeto solo.
Durante o ano de 2010, os integrantes da banda Matiz fixaram-se no Rio de Janeiro para mixar e masterizar seu CD de lançamento – que já estava gravado, fazer a arte do disco e disponibilizá-lo para venda. No final de 2010, Mariana anunciou sua saída da Matiz, alegando estafa musical e retornou a Salvador, onde começou sua carreira.
Mariana afirma seguir carreira solo, mas diz não ter banda, ainda (Foto: Caroline Paternostro)
Através de uma conversa no MSN, a cantora contou suas ideias e expectativas para a nova carreira solo.
– Assim que assumi para mim mesma o fim, começou a rolar a empolgação com o trabalho novo. Comecei a pensar nas músicas que eu já tinha, nas letras, em parcerias que poderia fazer e em músicos que pudessem colar. Cheguei em Salvador e comecei a fazer os contatos, mas enquanto não rolar ensaio, nenhuma banda está formada, diz a cantora.
Foram produzidas 12 músicas para este disco que estava sendo finalizado no Rio de Janeiro, das quais 4 Mariana compôs. São elas “Carta”, “Dueto”, “Henri Matisse” e “1968 – Nenhuma tarde ruim”, duas musicadas por seu ex-parceiro de banda e guitarrista Daniel Albuquerque (Dinha), e outras duas pelo baterista Leo Abreu. Das músicas que entrarão em seu novo repertório e serão as primeiras a serem trabalhadas, Dinha foi quem musicou 4 delas.
Diferentemente de quando estava na Matiz, Mariana pretende mesmo investir em um projeto solo, com total autonomia e apenas cantando letras suas. Além disso, brinca dizendo que não se sentiria a vontade com o anúncio pré-show “com vocês, Mariana Diniz”, daí a vontade de dar um nome ao projeto. Mas diz que, caso não encontre um nome que faça jus ao que quer propor ao público, o projeto levará o nome dela. Conta, ainda, que já tem mais de 10 letras prontas para serem trabalhadas. Porém, como ela acha que as letras não se sustentam sem a música, só saberá quais entrarão no CD quando vir-las musicadas.
Mariana já está em contato com alguns músicos e diz que provavelmente em fevereiro eles comecem os ensaios para dar continuidade à sua carreira musical.
A cantora pretende dar continuidade na sua carreira em Letras, além da música (Foto: Caroline Paternostro)
– Tem algo muito representativo nesse projeto para mim: quero me afirmar como uma artista de música independente de Salvador. Além de cantora, quero chamar atenção para o meu lado compositora, da qual me orgulho bastante. Quero ser reconhecida como artista que sou. Artista, fundamentalmente artista. É uma condição, entende? Independente do status que a inserção no mainstream inevitavelmente confere, e que eu não tenho. Música é uma necessidade. Até darei continuidade à minha carreira em Letras- justo para poder bancar minha música, mas cantar o que eu escrevo é tudo o que eu preciso. E quero muito que isso chegue, comenta Mariana.
A cantora também conta que, por enquanto, não pretende lançar um álbum. Sua ideia é ir lançando as músicas gravadas no MySpace, que será criado assim que o projeto estiver definido.
– Estou pensando em um nome para o projeto solo. E tudo sem muitas pretensões: ensaiar, gravar, divulgar, fazer show, conclui a cantora.
Finalizando nossa conversa, Mariana cita um trecho de uma carta de Mario de Andrade:
“… pra aguentar um destino desses, antes de mais nada, é preciso ter uma ambição enorme, uma paciência enraivecida, um desejo de se vingar da vida, e uma ensolarada saúde mental. (…) Você se analise, pense seriamente sobre você, sobre se você sente mesmo em si A FATALIDADE DE SER ARTISTA, sobre se tem coragem e força pra aguentar o tranco duro que vai ser o seu. Se você tem orgulho suficiente pra mandar o mundo à puta-que-o-pariu em benefício desse mesmo mundo imbecil, se você tem coragem para tanto, sem falsa humildade, então vamos principiar.”
Confira o videoclipe de Dueto (parceria de Mariana Diniz e Daniel Albuquerque), lançado em 2007.
– Porque estava guardando você para ser John Lennon.
Hoje estreia no Brasil o filme “O Garoto de Liverpool” (2009) – falei dele aqui, uma história de John Lennon com direção de Sam Taylor-Wood. Aaron Johnson não se parece fisicamente com Lennon, mas sem dúvidas, fez uma interpretação admirável de uma personagem que conhecemos bem. O longa mostra a adolescência de John, um jovem solitário que mora com a tia, Mimi, e começou a gostar de Elvis Presley sob a influência da mãe.
Mimi é a tia que controla tudo, quer cada coisa no seu lugar e trata o sobrinho com certa frieza. Logo nos primeiros minutos do filme o marido de Mimi, George, morre e John fica sem a figura masculina mais importante que tem. Assim, o jovem decide procurar sua mãe e a partir daí a história realmente começa.
John aprende a fazer música, poesia, e conhece Paul. Lembranças de infância, gaitas, violões, “The Quarrymen”, cigarros e garotas.
A trilha sonora vale por si só. Os amantes da boa música vão ouvir rock’n’roll da melhor qualidade. Beatlemaníacos, ou não, assistam ao “Garoto de Liverpool”. É um drama de encher os olhos e ouvidos.
O filme está em cartaz em alguns cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Porto Alegre.
Está previsto para o próximo dia 14 de dezembro o lançamento do álbum de músicas inéditas de Michael Jackson. O disco póstumo intitulado “Michael” gera controvérsia antes mesmo de ser lançado. Na última segunda-feira, 08, foi liberada para audição no site oficial do cantor a música “Breaking News” (gravada em 2007). A polêmica refere-se aos comentários sobre a origem dos vocais da música, há quem afirme não ser a voz de MJ. A família do artista declarara que um “imitador” cantou e apenas alguns trechos de outras músicas, nos quais Michael canta, foram adicionados a canção. O produtor e o empresário do rei do pop garantem que esta e todas as outras músicas do álbum têm apenas os vocais de Michael Jackson.
A discussão deve continuar até que mais músicas possam ser ouvidas pelo público e se for provado que há fraude na gravação do álbum os fãs (e a família do cantor) com certeza ficarão bastante decepcionados. Michael Jackson sempre declarou seu comprometimento com a legião de fãs que conquistou durante toda a sua carreira, e principalmente, o respeito para com aqueles que continuaram ao seu lado mesmo diante de tantas polêmicas nas quais o astro esteve envolvido.
Quem ouve a música com atenção e conhece os demais trabalhos do cantor pode notar uma sutil diferença nos vocais de alguns trechos de “Breaking News”. Mas a dúvida deve permanecer até que se prove algo, então, resta-nos esperar para conferir as outras canções do álbum. O single lançado esta semana pouco valoriza a voz do cantor, ao contrário de outros sucessos, como “The Way You Make Me Feel”, “Dangerous”, “This Is It” (irmãos de Michael nos backing vocals) e “Say Say Say” (gravada com Paul McCartney).
“Breaking News” está disponível aqui até o final de semana.
Assista ao videoclipe de “They Don’t Care About Us” gravado no Brasil e que tem participação do grupo Olodum.
No Scream Awards 2009, ao anunciar Keith Richards como o Imortal do Rock do ano, Johnny Depp usou a seguinte frase: “Muito tempo depois de a humanidade incinerar o mundo, as únicas coisas que permaneceram vivas foram as baratas… e Keith Richards.”
Mesmo que essa piada seja velha, faz todo sentido. O homem tem 66 anos, abusou do uso de drogas praticamente toda vida e está aí “firme e forte”. Com sua postura rebelde e com sua guitarra em mãos continua fazendo shows pelo mundo com os Rolling Stones.
Em outubro desse ano, ele lançou sua autobiografia chamada “Life” que, como era de se esperar, está causando muita polêmica. O projeto foi anunciado pelo guitarrista em 2007 e conforme o previsto foi finalizado esse ano.
O livro traz declarações pesadas sobre a relação de amor e ódio com Jagger, sobre o uso quase científico de drogas e sobre a banda. Mas as consequências já estão aparecendo.
Há boatos de que ele será cortado do quarto filme da franquia Piratas do Caribe, pois a produção diz que sua presença com toda a apologia que ele faz as drogas, não faz bem para a imagem do filme.
Também não era para menos, com declarações como essa presente no seu livro:
Não apenas à alta qualidade das drogas que tomei que atribuo minha sobrevivência. Eu era muito meticuloso quanto à quantidade. Eu nunca tomaria mais para ficar um pouco mais alterado. É aí que muitos se f… com as drogas.
Talvez alguns pais realmente não gostariam que seus filhos tivessem contato com alguém que fala esse tipo de coisa… Como se isso fosse possível! Tudo bem que ele falou algumas besteiras no seu livro, alguns gostaram e outros não. Mas o cara é uma lenda viva do rock e disso não há como e nem porquê discordar.
E indo contra todas as leis da natureza, ele ainda viverá muitos anos, pois provavelmente encontrou a fonte da juventude eterna… E quem sabe daqui a outros 66 anos, em alguma futura biografia, ele conte seu segredo a nós, meros mortais.