Archive for the ‘Lançamentos’ Category

Carol Govari Nunes@carolgnunes

A música representa um imaginado ato de contrição de Cristóvão Colombo (Foto: Fábio Cascadura, em Buenos Aires)

No primeiro minuto do dia 18 de julho o Cascadura disponibilizou em seu site a música “Colombo”, primeiro single do disco “Aleluia”, que deve ter seu lançamento virtual lá por setembro. Para quem não sabe, o “Aleluia” será um disco duplo com 22 músicas e produzido por andré t, mesmo produtor do “Bogary”, um dos maiores discos de rock dos anos 2000.

Além de Fábio Cascadura (voz, vocais), Thiago Trad (bateria, tambor mourisco, tarol medieval), andré t (baixo, piano elétrico) e Jô Estrada (guitarras), “Colombo” conta com a participação especial de Siba Veloso na rabeca.

Quem estava preocupado que nada ultrapassaria o “Efeito Bogary” já pode relaxar: “Colombo” dá pistas de que o “Aleluia” vai ser tão genial quanto o disco anterior.

A música está entre uma das 50 concorrentes do IX Festival de Música Educadora FM, e pode ser votada através do link http://www.irdeb.ba.gov.br/festivaleducadora/

Você lê outras muitas informações sobre o single/produção do disco aqui, e ainda pode ouvir e fazer o download da música.

PS: Fábio Cascadura compôs com Thedy Correa e gravou os vocais da música “Pequena”, da banda gaúcha Nenhum de Nós. O disco foi lançado em abril e está disponível para audição no site da banda.

Bruna Molena@moleeena

Nas mãos de Machete, até um lustre pode fazer as vezes de trapézio (Foto: divulgação)

Em uma apresentação única nessa última sexta-feira, dia 20, a cantora carioca Silvia Machete gravou seu segundo DVD, “Extravaganza”, no Auditório Ibirapuera, São Paulo. Diferenciada por incrementar seus shows com o que aprendeu nos tempos de artista de rua e na escola do Circo, Silvia cativa a todos por onde passa, não só por suas performances irreverentes, mas principalmente por sua voz potente. O show, em turnê desde agosto do ano passado, traz aos palcos as faixas do elogiado CD homônimo e mostra muito da evolução de Machete como cantora e intérprete, revelando outros lados da mesma Silvia.

Se alguns pensavam que a artista era só mais uma que usa acrobacias para disfarçar alguma falta de talento, certamente mudaram de opinião depois de verem o espetáculo “Extravaganza”. Nele, Silvia mostra que pode, absolutamente, deixar de lado seus malabarismos e continuar encantando o público e a crítica. Em 2010, ela ficou na lista das melhores cantoras do Jornal O Globo e, recentemente, “Extravaganza” foi eleito pela APCA (Associação dos Críticos Paulistas de Artes) como o Melhor do Ano de 2010.

Em entrevista para o The Backstage, Silvia conta sobre a gravação do DVD, suas andanças pelo mundo como artista e como a caretice deve passar longe de seus trabalhos. Confira:

The Backstage: “Extravaganza” foi eleito pela APCA como o Melhor do Ano de 2010. Deve ser muito bom receber esse reconhecimento, tanto da crítica como do público, que está abrindo os olhos para o que há de novo na música brasileira. Mas o que queremos mesmo saber é: como foi o show? Podemos esperar um DVD tão envolvente e, porque não, pecador, como “Eu Não Sou Nenhuma Santa”?

Silvia Machete: O show foi ótimo. O Roberto de Oliveira, que também dirigiu o meu DVD anterior, adorou o resultado no vídeo. Luz, cenário, tudo funcionou muito bem pra ele. Como já estamos fazendo o show desde o ano passado, estamos super ensaiados. O teatro também é perfeito para a gravação de um DVD. Todos os elementos dos meus shows estão lá: músicas minhas, performances, humor, está tudo lá, com aquela energia que só o palco te dá.

TB: Entre seus dois DVDs já gravados, o que os diferencia? A Silvia, de lá pra cá, mudou muito? O que há a mais no “Extravaganza” que não podemos deixar de ver? 

SM: A Silvia Machete de “Extravaganza” está mais focada na música, no entrosamento com a banda maravilhosa que me acompanha. Claro que as performances continuam lá, essa é a minha marca e não deixaria esse meu lado de fora do DVD ou dos meus shows. Sei que a performance é muito forte na minha atuação, talvez por isso os críticos e formadores de opinião tenham dúvidas se sou cantora ou não (risos). É porque é difícil mesmo definir, meu mundo não é convencional. Acho que esse DVD vai revelar uma cantora mais madura, mais segura do que quer cantar e com mais domínio sobre todas as etapas do processo artístico: eu me envolvo em tudo, das fotos ao figurino, do cenário ao repertório.

TB: Você já rodou o mundo, literalmente: morou na Argentina quando era criança, foi morar fora com apenas 18 anos e se apresentava pelo mundo afora. O quanto essa bagagem cultural influencia seu trabalho?

SM: Influencia sobretudo na maneira de mostrar ao público a minha arte. Me apresentar na rua, para todo o tipo de público, me ensinou a buscar sempre um elemento surpresa e, sobretudo, a saber que o público quer diversão, quer embarcar na viagem, quer ser surpreendido. Eu mesma quero ser surpreendida quando vou a um espetáculo, seja ele de música ou não.

TB: Nesse último álbum você fez uma regravação, em português, de um clássico argentino eternizado na voz de Mercedes Sosa, “Como la Cigarra”. Como essa música entrou em seu repertório?

SM: Eu conheço essa música desde pequena, meu pai era muito fã da Mercedes Sosa e da gravação dela. Como eu queria gravar em português, resolvi fazer a versãoem português. No show, antes e cantá-la, conto algumas piadas pra quebrar qualquer possibilidade de sentimentalismos. A ideia não é essa, definitivamente.

TB: Elementos circenses estão sempre presentes complementando suas apresentações: o bambolê, um lustre/trapézio… como você faz para “casá-los” com suas músicas sem que eles se sobressaiam a estas?

SM: Trabalho com artes visuais e com música também, tenho a sorte de gostar de música e não ser apenas uma cantora. Minhas apresentações revelam esse domínio de palco conquistado com a vivência que tive em diferentes expressões artísticas. As habilidades físicas trago comigo de muitos anos. Misturar esses elementos é uma coisa natural pra mim, mas estou certa de que se a música não fosse boa, nada disso funcionaria – e é aí que busco esse equilíbrio. Antes de tudo, a música tem que ser boa.

TB: Essa união de artes que você faz, a música com a arte circense, traz cara nova e um novo jeito de se fazer musica ao Brasil, que já estava meio saturado de mesmices. Seria essa uma maneira de inovar e fazer renascer o gosto dos brasileiros por musica nossa, casando-a com outras artes?

A cantora traz para os palcos muito do que aprendeu na escola de circo e como artista de rua (Foto: divulgação)

SM: O Circo no Brasil ainda é visto de forma muito convencional. Todos amam o Cirque du Soleil, que é legal, mas também muito careta, ou aquele modelo antigo de espetáculo com palhaços super convencionais e nada surpreendentes. Nesse sentido, o que faço não tem nada a ver com Circo, apenas me utilizo de habilidades que aprendi quando estudei com artistas circenses para subverter à minha maneira essa manifestação artística. Acho que há um quê de inovação, mas não é esse o meu foco: quero levar entretenimento de qualidade, música de qualidade pra pessoas. Se conseguir fazer isso abolindo a caretice, aí sim terei alcançado o meu objetivo.

No site oficial da cantora você pode assistir à vídeos, ver fotos e ouvir seus álbuns, na íntegra, além de ficar por dentro de sua agenda de shows.

Bruna Molena@moleeena

Marcelo dos Santos no lançamento de seu romance “O Sopro da Noite” (Foto: Bruna Molena)

No último sábado, 07 de maio, houve o lançamento do livro “O Sopro da Noite” (Editora Multifoco), do escritor iraiense Marcelo dos Santos. O evento aconteceu na livraria Vitrola, na parte da tarde, e contou com a presença de Lara Fontana e Carol Nunes fazendo um som ao vivo, unindo, dessa forma, música e literatura em um só lugar.

A música, por vezes, acaba influenciando diversos trabalhos de artistas de outras áreas, como pintores, estilistas, escritores e cineastas, e tais artes também influenciam a música. É visível, desde o início do rythm and blues, como cada década foi fortemente caracterizada tanto na moda como nas artes plásticas e visuais pela vertente do rock’n’roll que agradava a cada geração.

A literatura é uma dessas artes que pode ter uma estreita relação com a música, e não por causa de rock stars e suas autobiografias, mas pelo caminho inverso: quando a música se inspira na literatura. O grupo britânico The Alan Parsons Project é um exemplo claro disso. Formado na década de 70, seu primeiro álbum, “Tales of Mystery and Imagination”, musicou contos do icônico escritor estadunidense Edgar Allan Poe, entre eles: A Dream Within A Dream, The Tell-Tale Hart, The Raven, que se tornou o tema central da obra e o ponto culminante do álbum, a orquestral e erudita The Fall of the House of Usher.

Mais recentemente foi a vez do nova-iorquino e ex-vocalista da The Velvet Underground, Lou Reed, prestar sua homenagem ao romancista americano. Em 2003 ele lançou “The Raven”, um álbum conceito cujo objetivo era recontar histórias curtas e poemas de Edgar Allan Poe. Algumas faixas eram versões novas e bem diferentes de musicas já conhecidas de Lou Reed e o disco contava com a participação de diversos convidados, como David Bowie, Willem Dafoe e Laurie Anderson.

Edgar Allan Poe também inspira escritores, como o próprio Marcelo dos Santos. Em conversa com o The Backstage, no lançamento de seu livro, ele nos conta que admira muito o contista e que vê como Poe, até hoje, influencia inúmeras bandas. A música também tem um papel fundamental na composição de suas obras, afirma Marcelo, e que, conforme o estilo do que está escrevendo, os gêneros musicais também variam: “se eu for escrever um suspense, eu vou ouvir uma musica mais pesada, um metal, um rock. Se for uma poesia, uma coisa mais leve, como Coldplay e Radiohead. Esse livro tem uma levada meio gótica, então eu ouço música gótica, como Nightwish, Evanesence e Lacuna Coil. Eu pego elementos dessas bandas e passo para o livro”, explica o autor.

O público prestigia o escritor enquanto a tarde é embalada pelo rock tocado por Lara e Carol (Foto: Bruna Molena)

Sobre o processo de criação do livro, Marcelo diz que a parte mais difícil é a primeira: a criação de capítulos e personagens. Depois disso feito, é só jogar no papel e dar continuidade à história, o que ele faz nas madrugadas, bebendo café ou whisky e, claro, ouvindo música.

Sua obra recém-lançada, “O Sopro da Noite”, é um suspense sobre um escritor que se envolve em uma aventura permeada de mistérios e paixões, explorando uma cidade que mistura o gótico dos monumentos e ruas ao charme das praças e cafés. “Ousado e sedutor”, como Marcelo o define, e instigante do princípio ao final surpreendente.

São fatores como esses que fazem tanto a música como a literatura renascerem a cada geração. Uma banda atual pode se inspirar em uma obra de séculos passados e torná-la atual, como um escritor pode basear toda uma nova obra em grandes músicos do passado. A arte, quando é boa, se eterniza através de seus admiradores e os inspira a renová-la através dos tempos.

Josefina Toniolo – @jositoniolo

Apesar de todos os apelos do sertanejo universitário e dos mais variados estilos musicais, o bom e velho rock’n’roll ainda é bem representado em Frederico Westphalen. O cenário underground da cidade é composto por vários amantes do estilo. Bandas de garagem reunem-se para tocar clássicos e ainda há as que buscam ir mais além com composições próprias: esse é o caso da MotorCocks. O The Backstage conversou com o Lucas Widmar Pelisari, vocalista da banda para saber um pouco mais sobre esse projeto.

The Backstage: Quais são as principais influências da banda?

Lucas: Como fundador da banda, e compositor de todas as músicas, posso dizer que a maior influencia vem de bandas do rock da Noruega. De um estilo, originado em 2002, que se chama Dirty Rock N Roll (Rock Sujo), pela banda The Carburetors, muito conhecida lá. Alguns especialistas afirmam que seria o “retorno” do rock n roll com atitude e energia, onde a presença de palco vale mais que a técnica propriamente dita.

Logomarca da banda.

TB: Para quem não conhece, como é esse estilo?

Lucas: O Dirty Rock mistura Punk Rock, Rockabilly e Heavy Metal… Aí sai esse som louco. (risos)

TB: Quem são os integrantes da banda? Você já os conhecia antes de vir para cá?

Lucas: Eu sou vocalista e guitarrista solo, Éber Peretto, no contra baixo, Elvis Siqueira, na guitarra base e estamos em busca do “baterista dourado”. Não conhecia ninguém, tive que correr atrás.

TB: Como foi a gravação das músicas?

Lucas: Por não conhecer muito bem as pessoas da cidade ainda, tive que gravar os instrumentos das duas músicas sozinho. E por conta disso, o restante do CD será gravado por mim novamente, para não ficar com sonoridade muito diferente. O produtor, Marcos Vinícius Manzoni, gravou a bateria e eu coloquei as duas guitarras (base e solo), depois o baixo e por último o vocal. Só que o produtor acabou se mudando para Santiago, atrasando o restante das gravações para junho. Por enquanto conversamos por Skype, para acertar os detalhes das próximas músicas, para ele ter uma idéia do que será feito para que em uma semana consigamos gravar tudo.

TB: Não há conflito na banda por você fazer toda essa parte sozinho?

Lucas: Bom, quando eles chegaram os “dados” do futuro da banda já estavam lançados. Eu tive uma conversa com eles, e expliquei a situação, nós não deixamos de nos divertir bastante nos ensaios, já tentamos compor para um próximo álbum, que sairá provavelmente no final do ano que vem, para não perdermos o ritmo. Quando se tem um objetivo profissional, as pessoas têm que deixar um pouco seu ego de lado, para não prejudicar o trabalho como um todo.

TB: Quanto ao álbum, quantas músicas serão? O nome já está definido?

Lucas: Serão 10 músicas, o nome do álbum é Badass Rock N Roll, a nossa faixa no purevolume. Essa será a faixa de abertura, porém vamos tirar aquele começo com o Restart, porque não queremos ser processados. (risos) Dessas 10 músicas, teremos dois covers, um será Nice Boys (Don’t Play Rock’n’Roll), da banda Rose Tattoo e o outro, bem, surpresinha… Posso garantir que será no mínimo engraçado, é tipo o que a banda Children of Bodon fez da Britney Spears, só que não será dela o cover.

TB: As duas músicas que já estão disponíveis no PureVolume.com (Speeding On The Road e Bad Ass Rock’n’Roll) são em inglês. Vocês têm alguma composição em português?

Lucas:Temos sim, Terra Sem Lei, o baixo dela será gravado pelo Adyson Vieira, considerado um dos melhores baixistas brasileiros, fazer merchan da banda é sempre bom (risos). Essa música será a nossa promessa de hit, pois é rápida, direta, refrão legal e, particularmente, minha obra prima em termos de composição. A letra fala sobre correr na estrada com um carro, em busca dos prazeres, adrenalina, sexo, e rock’n’roll. Tocamos com minha antiga banda (F.G.U) uma vez, em um show, no segundo refrão as pessoas já cantavam conosco, o feedback foi maravilhoso, mas só lançaremos com o CD em junho.

F.G.U. Antiga banda do vocalista (Foto: arquivo pessoal)

TB: As bandas influentes de vocês não são muito conhecidas na grande mídia. Tem algum motivo especial ou é só questão de gosto mesmo?

Lucas:Na verdade, isso eu posso responder não apenas com minha opinião, no caso. O fato é que The Carburetors e Chrome Division são as bandas de rock mais conhecidas da Noruega, tipo Sepultura, Angra e Matanza aqui pra nós. Tanto é que o clipe Rock’n’Roll 4 Ever, da banda The Carburetors, entrou em primeiro lugar no top 10 da MTV da Noruega na época que foi lançado, coisa que aqui não acontece com nenhuma banda de metal.  A Nashville Pussy e a Rose Tattoo também são conhecidas lá fora. Por exemplo, a Nashville Pussy tem 2 DVDs ao vivo lançados e mais de 5 álbuns de estúdio. As informações é que não chegam no Brasil…. Mas posso garantir que no exterior essas bandas são muito renomadas. Por exemplo, Angra, faz mais sucesso no Japão do que no Brasil, então já da pra se ter uma idéia onde a música brasileira é valorizada.

TB: O objetivo da banda é esse? Uma carreira voltada principalmente para o público internacional?

Lucas: O objetivo da banda, por incrível que pareça, é ajudar pessoas. Buscamos a fama apenas para isso, em suma, então, nosso objetivo não é fazer sucesso fora ou dentro do país, é fazer o nosso melhor. No caso, queremos atingir o coração do Brasil, ajudar esse povo que sofre com políticos, temos um projeto, que eu apadrinhei, se chama Rock Salva. Queremos uma revolução, abrir os olhos das pessoas, mas para isso precisamos ter fama.

TB: E para finalizar, algum recado para os leitores do blog?

Lucas: Tenho um convite: Bora participar do Projeto Rock Salva e livrar esse país da desonestidade dos políticos!

A banda ainda não tem agenda de shows confirmada, mas se você ficou interessado, encontra o som dos caras no PureVolume. E no blog do vocalista você encontra mais informações sobre o projeto, como participar e colaborar.

Twitter da banda: @themotorcocks

Twitter do projeto: @procksalva

Natalia Nissen@_natiiiii

O vocalista da A&V durante show em Frederico Westphalen (Foto: Bruna Molena)

A banda Acústicos & Valvulados retorna a Frederico Westphalen neste sábado, 09 de abril, apresentando seu novo disco, o “Grande Presença”. No ano passado eles fizeram um show que foi considerado “o melhor de 2010”, e por isso estão de volta. Diego Lopes, o baixista da banda, respondeu à entrevista feita pelo The Backstage e você confere os detalhes nesta reportagem.

Muitas bandas consagradas passaram por aqui no ano passado, e ser considerada a melhor do ano tem seu valor. O Diego nos contou que esse “título” faz valer a viagem até aqui, e a expectativa pela animação do público é grande. Isso dá mais ânimo para a banda vir e fazer um grande espetáculo para animar a plateia.

Luana Caron, 22 anos, comprou o ingresso para ir ao show no ano passado, mas de última hora imprevistos aconteceram e ela não pôde ir. Ela ainda ressalta que a iniciativa dos promotores de eventos em trazer grandes espetáculos para a região é muito motivante e espera que continuem assim.

– Espero me divertir muito no sábado, vai ser a primeira vez que vou ao show deles e tenho certeza que o A&V não irá decepcionar o público. Uma ótima vibe para todos! – Conclui a estudante.

O “Grande Presença” transmite a essência do rock’n’roll ao longo das 11 músicas que o compõem. No ano passado, quando a A&V fez um show em Frederico, no dia 09 de julho, já deu pra ter noção do que estava por vir.  Neste sábado os fãs vão conferir uma apresentação com músicas do novo CD e os clássicos que fazem parte da história de 20 anos da banda. E, ainda, pode acontecer algumas homenagens, como em 2010, quando a banda tocou músicas de outros artistas.

Unir rock’n’roll aos sons de instrumentos como piano e gaita é uma ousadia da A&V que dá certo. Perguntamos ao Diego se isso é de caso pensado e ele respondeu que faz parte de um processo natural, “apesar de todos nós curtirmos coisas diferentes, é no rock´n´roll que a gente se encontra, pois é onde todos começamos. Por mais loucuramas que a gente faça, no fim das contas acabamos sempre voltando ao rock”.

O “Carrossel Valvulado”. Como somos seis integrantes e quase todos tem seus respectivos trabalhos solo, às vezes algumas datas dão problema. Assim, já teve show de quinteto, quarteto e se precisar, acho que rola até de trio. Dupla acho que rola também, mas não sei se sai um sertanejo universitário, tá mais pra sertanejo presidiário.

Alexandre Móica - integrante da Acústicos & Valvulados (Foto: Natalia Nissen)

Acústicos & Valvulados já lançou discos com selos de importantes gravadoras, mas optou por retornar ao cenário da música independente, assim fica mais fácil conciliar os compromissos da banda com os projetos paralelos e, ainda, evita a burocracia envolvida com trabalhos associados às gravadoras. A banda criou a produtora “Mico & Jegue Falc.”, responsável pelos projetos da A&V. O nome é inspirado no Mick Jagger – vocalista dos Rolling Stones – que também cuida de tudo que envolve o grupo. O baixista só disse que não pode nos contar quem seria o “mico” e o “jegue” da história, então fica o mistério.

Para 2011 a banda está programando o lançamento do “Grande Presença” em vinil, a promoção do clipe “Agora”, um show de comemoração aos 20 anos de carreira, uma turnê em Minas Gerais, além de “dominar o mundo… e outros projetos mirabolantes” finalizou Diego.

O show da Acústicos & Valvulados acontece neste sábado, a partir das 23 horas, na Green Lounge. Os ingressos podem ser adquiridos com os promoters Green, ou nos pontos de venda.