Archive for the ‘Lançamentos’ Category

Natalia Nissen@_natiiiii

Entre os próximos dias 21 e 25 de setembro acontece em São Paulo a 28ª edição da Feira Internacional da Música – Expomusic 2011. A maior feira de música da América Latina é uma oportunidade para lojistas, músicos e público em geral, conhecerem as novidades do mundo da música, instrumentos, iluminação e acessórios. São centenas de expositores brasileiros e internacionais apresentando seus produtos, entre eles marcas importantes como Yamaha, Vogga, Meteoro, Musical Express, Giannini e Suzuki Musical.

Fãs, músicos e lojistas têm oportunidade de conhecer novos produtos (Foto: divulgação)

Também haverá pocket shows nos estandes das marcas, entre as várias presenças confirmadas estão: Thiago Carreri, Samuel Rosa, Chico Pinheiro, Japinha, Xande Tamietti, Daniel Latorre e Frejat. A programação diversificada da feira promete envolver todos os profissionais relacionados à música, e também, entreter aqueles que apenas admiram a arte.

A Expomusic 2011 acontece na Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme) em São Paulo.  Nos dias 21 e 22 a feira fica aberta apenas aos profissionais do setor, já nos dias 23, 24 e 25 o público em geral pode comparecer ao evento; o ingresso custa R$18 e a entrada é gratuita para os credenciados, e pessoas de até 12 ou mais de 60 anos. A Expomusic 2011 deve atrair um público de mais de 50 mil pessoas.

Mais informações no site oficial.

Natalia Nissen@_natiiiii

Já faz quase um mês que ganhei o DVD e só agora tive tempo de assistir, na verdade só assisti aos bônus e é disso que vou escrever. Conheço pessoas que preferem assistir ao making of, outras gostam mesmo é do show, e ainda há aqueles que aproveitam tudo que um DVD oferece e assistem até aos créditos no final.

Capa do dvd "AC/DC Live At River Plate" (Foto: divulgação)

O AC/DC Live At River Plate documenta a turnê Black Ice World Tour (que passou pelo Brasil), mais especificamente os três shows que a banda fez em Buenos Aires em 2009. São mais de duas horas de muita música e quase 200 mil fãs enlouquecidos lotando o estádio em todas as noites de apresentação.

Em “faixas bônus” tem o documentário “The Fan, The Roadie, The Guitar Tech & The Meat” dirigido por Gavin Elder. É o backstage do AC/DC e por isso fiz questão de escrever sobre. O registro foi filmado com 32 câmeras em alta definição e mostra vários detalhes que passam despercebidos por quem compra o ingresso e espera horas na fila para entrar no estádio e ficar praticamente em transe durante todo o espetáculo.

Além das entrevistas com a banda e equipe, tem a espera dos fãs do lado de fora do estádio, histórias de quem admira desde criança e viaja milhares de quilômetros por causa de um show. É muito interessante ver a montagem do palco que começa logo depois de um jogo de futebol e termina em 48 horas. Embaixo do campo tem uma escola e os técnicos precisam parar por alguns momentos para não “atropelar” as crianças, e um deles garante que é bem ruim ter que interromper o trabalho por causa dos estudantes. Outro afirma que já assistiu a mais de 200 shows do AC/DC e todo o trabalho de criação e montagem de um show compensa.

Indico o documentário (e o show também) para todos aqueles que gostam de música, de AC/DC, e também para quem tem vontade de trabalhar com isso. Às vezes as pessoas acabam pensando que só trabalha com música quem sabe fazer e o “The Fan, The Roadie, The Guitar Tech & The Meat” mostra que, ao contrário disso, existem muito mais pessoas envolvidas nisso do que imaginamos. Há técnicos, cinegrafistas, músicos, iluminadores, assessores, e claro, os fãs, dentre tantos outros profissionais que trabalham muito para que os grandes espetáculos de música sejam feitos.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

“Glauber Guimarães, Jorge Solovera, Ricardo Alves, Heitor Dantas e Tadeu Mascarenhas, cansados da vida de modelo e atriz, unem-se para fazer boa música. Livre como a vida deve ser, o Teclas Pretas é um conjunto musical de boa índole. E isso é tudo que você precisa saber. No mais, tire suas próprias conclusões. E boa sorte, que nunca é demais…”

É assim que a banda se define na página da Trama Virtual. Atualmente contando com dois integrantes, o Teclas Pretas é metade Glauber Guimarães (Ex-Dead Billies: infos e discografia aqui) e Jorge Solovera (produtor, engenheiro de som, músico, arranjador). Lançado esse ano, o álbum “2005/2011” reúne músicas de todos esses anos de trabalho, além de uma inédita. E é sobre isso que Glauber Guimarães conversou com o The Backstage:

Glauber Guimarães é 50% da banda Teclas Pretas (Foto: divulgação)

The Backstage: A banda já teve mais integrantes, né? Originalmente ela começou quando?

Glauber Guimarães: O teclas pretas começou em 2005 como um coletivo. Eu, Jorge Solovera, Heitor Dantas, Ricardo Alves e Tadeu Mascarenhas. Todos compuseram e revezaram instrumentos. O disco chama-se “Oolalaquizila” [jan/2006] e pode ser baixado aqui.

TB:  Quando tu e Jorge resolveram seguir em frente? Quais foram as principais mudanças nesse trajeto?

GG: Na verdade em janeiro de 2009, decidimos seguir como uma dupla, compondo juntos e dividindo as ideias, arranjos etc. Os outros três partiram para outros projetos [Demoiselle, os “estudos azedos” de Heitor, Radiola…]. Solovera, Tadeu, Ricardo e Heitor também produzem gravações de outras bandas.

TB: No disco dá para perceber muita influência psicodélica do final dos anos 60. Isso é de 2005 para cá ou os ex-integrantes também tinham essa influência?

GG: Todos têm, mas creio que eu seja o cara que mais ouve late 60s psychedelia. Principalmente inglesa. Mas também ouço Zappa, Chrysalis, bandas americanas desse período. E os Mutantes, claro. Beatles é certamente a grande influência em comum. Além disso, ouço muito Elliott Smith, Malkmus, Wilco, Beck…

TB: O 2005/2011 é produção desses 6 anos? Qual foi o período de mais trampo mesmo?

GG: A gente foi gravando ao longo desse período e lançando eps [“e se…”, “oroboro”, “nó dos mais gravatas”, “vaudevida”]. O 2005/2011 é uma compilação desses eps + algo inédito, como “ópera sabonete”, e fecha um ciclo. Agora começa uma outra fase: Solovera gravando em salvador e eu em São Paulo. Até fim do ano, sai mais umas coisas e tal… Recebo sempre elogios e mensagens como se o Teclas fosse algo só meu, mas não é. Somos uma dupla mesmo. Sem Solovera, não existiria Teclas Pretas.

TB: E a mudança para São Paulo? Tu tá há quanto tempo aí? 

GG: Muito pouco tempo, um mês. Sinto mesmo que aqui é meu lugar, não necessariamente pelo circuito de rock, mas pela cidade mesmo. Me sinto muito à vontade aqui. Em casa.

Capa do disco "2005/2011"

TB: As coisas funcionam melhor aí do que em Salvador ou as dificuldades de músicos independentes são as mesmas em qualquer lugar?

GG: No Brasil, basicamente as mesmas. É preciso haver um caminho do meio por aqui. O mercado precisa amadurecer. Os artistas já estão avançando um bocado, criativa e estruturalmente. É preciso que se exista para além da grande mídia, da MTV, do entediante jornalismo cultural [salvo exceções], do jabá etc etc. Entremos de vez no século 21.

TB: Tu já tocou vários estilos de música. Quais teus artistas favoritos? O que tu tem ouvido ultimamente?

GG: Wilco, Elliott Smith, Ivan Lins [1974/78], Floyd, música cigana, música judaica tradicional, Django Reinhardt, Pélico, Chico, Caetano, Nirvana, muita coisa… Beatles e os discos solo dos Beatles, sempre.

Além do Teclas Pretas, Solovera também produz gravações de outras bandas (Foto: divulgação)

TB: No The Backstage a gente costuma perguntar sempre sobre o meio online para trabalhar. E para ti, como músico, que tocou nos anos 90, onde a divulgação devia ser bem diferente de agora, como é lidar com essa instantaneidade?

GG: Acho a diversidade uma beleza. A rapidez também. O que os colecionadores de vinil fazem na rede, postando discos fora de catálogo [vinyl rips], como no caso do “loronix”, é importantíssimo.

TB:Quais as ferramentas que o Teclas Pretas usa?

GG: Coloquei as músicas no myspace mesmo. Quero cuidar mais do reverbnation ou similar… E no facebook também vou espalhando o que fazemos.

TB: Novidades? Clipes? Projetos?

GG: O Teclas Pretas continua. Temos, eu e Solovera, outras músicas importantes pra gravar. Mas agora tô gravando duas músicas que fiz com Murilo Goodgroves [também de salvador e morando aqui há mais tempo]. Elas falam de São Paulo e de ser forasteiro residente em São Paulo. É um lance à parte e tá ficando lindão…Em breve, coloco na rede. É isso: wim wenders e aprendenders. Abración!

Clarissa toca violão desde a infância (Foto: divulgação)

Natalia Nissen@_natiiiii

Semana passada ganhei um cd da cantora e compositora Clarissa Mombelli, o “Volta no Tempo”, promessa do atual rock gaúcho. Sabe aquela voz gostosa de ouvir? Pois é. O álbum tem músicas compostas nos últimos quatro anos, canções que passeiam pelo rock, folk e pop, e que contam com participações especiais de peso: Eduardo Dolzan (bateria e baixo), Diogo Bamboocha (percussão), Luciano Leães (piano e escaleta) e Maurício Chaise (violão e guitarra).

A voz marcante e doce da Clarissa não enjoa, e as letras são poéticas e contam coisas da vida. “Recomeço” fala um pouco da saudade da infância e faz a gente se identificar e sentir saudades também. Aliás, o disco inteiro provoca esse sentimento, mas sem clichês e choradeira. É ouvir o álbum e pensar nas várias fases da vida, no amadurecimento, no amor, na saudade, na dor de perder, e em como é bom se “encontrar” nas músicas de alguém.

O disco tem nove músicas, “Hoje”, “Volta no tempo”, “Mesmo lugar”, “Diga alguma coisa”, “Porque eu não sei mais dizer que não”,  “Recomeço”, “Nada mais importa”, “Seus olhos” e “Nada importa”. São curtas e não enchem a nossa cabeça de frases feitas e rimas pobres.

O clipe da canção “Volta no tempo” foi lançado há dois meses e já apareceu nos principais canais de música da televisão brasileira. Na próxima segunda-feira estreia o vídeo de “Porque eu não sei mais dizer que não” na programação da MTV. E no dia 12 de agosto ela faz um show no Café da Oca (Projeto Oca Rockin) em Porto Alegre. A rotina da artista pode ser acompanhada através do twitter.

Calibre lança “O Jogo”

Posted: 23/07/2011 in Lançamentos
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Natalia Nissen@_natiiiii

Formada em Porto Alegre há cinco anos, a banda Calibre lançou na última quinta-feira, no Beco 203, o álbum “O Jogo”. O disco tem onze músicas que mostram a identidade de uma das revelações do atual rock gaúcho com influências de The Killers, The Beatles, Pink Floyd e Led Zeppelin, além de outros clássicos do rock’n’roll. A Calibre é formada pelos músicos Rodrigo Ferreira (guitarras, violão e vocal), Leonel Radde (guitarra, teclado e vocal),  Gabriel Severo (baixo) e Adriano Moraes (bateria e vocal).

Foto da capa do disco “O Jogo” (Foto: divulgação)

“O Jogo” é o primeiro disco da Calibre, antes do lançamento, a banda já tinha feito um EP e participado do álbum “Coletânea Bandas Gaúchas” do selo Antídoto/Acit. As canções d’O Jogo falam do cotidiano e têm melodias marcantes e pesadas com uma pegada pop, seguindo o lema da banda “porque a música é a única arma”.

O CD em embalagem pack tem preço sugerido de R$7, um pequeno investimento para ouvir uma boa música, e vale para quem não abre mão dos encartes com as letras das músicas. Apesar da embalagem econômica, dentro tem o encarte com as fotos, letras e ficha técnica do trabalho.