Archive for the ‘Lançamentos’ Category

Natalia Nissen@_natiiiii

– Por que Deus não me fez Elvis?

– Porque estava guardando você para ser John Lennon.

Hoje estreia no Brasil o filme “O Garoto de Liverpool” (2009) – falei dele aqui, uma história de John Lennon com direção de Sam Taylor-Wood. Aaron Johnson não se parece fisicamente com Lennon, mas sem dúvidas, fez uma interpretação admirável de uma personagem que conhecemos bem. O longa mostra a adolescência de John, um jovem solitário que mora com a tia, Mimi, e começou a gostar de Elvis Presley sob a influência da mãe.

Mimi é a tia que controla tudo, quer cada coisa no seu lugar e trata o sobrinho com certa frieza. Logo nos primeiros minutos do filme o marido de Mimi, George, morre e John fica sem a figura masculina mais importante que tem. Assim, o jovem decide procurar sua mãe e a partir daí a história realmente começa.

John aprende a fazer música, poesia, e conhece Paul. Lembranças de infância, gaitas, violões, “The Quarrymen”, cigarros e garotas.

A trilha sonora vale por si só. Os amantes da boa música vão ouvir rock’n’roll da melhor qualidade. Beatlemaníacos, ou não, assistam ao “Garoto de Liverpool”. É um drama de encher os olhos e ouvidos.

O filme está em cartaz em alguns cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Porto Alegre.

Assista ao trailer do filme aqui.

Site oficial do filme “Nowhere Boy“.

 

Natalia Nissen@_natiiiii

Está previsto para o próximo dia 14 de dezembro o lançamento do álbum de músicas inéditas de Michael Jackson. O disco póstumo intitulado “Michael” gera controvérsia antes mesmo de ser lançado. Na última segunda-feira, 08, foi liberada para audição no site oficial do cantor a música “Breaking News” (gravada em 2007). A polêmica refere-se aos comentários sobre a origem dos vocais da música, há quem afirme não ser a voz de MJ. A família do artista declarara que um “imitador” cantou e apenas alguns trechos de outras músicas, nos quais Michael canta, foram adicionados a canção. O produtor e o empresário do rei do pop garantem que esta e todas as outras músicas do álbum têm apenas os vocais de Michael Jackson.

A discussão deve continuar até que mais músicas possam ser ouvidas pelo público e se for provado que há fraude na gravação do álbum os fãs (e a família do cantor) com certeza ficarão bastante decepcionados. Michael Jackson sempre declarou seu comprometimento com a legião de fãs que conquistou durante toda a sua carreira, e principalmente, o respeito para com aqueles que continuaram ao seu lado mesmo diante de tantas polêmicas nas quais o astro esteve envolvido.

Quem ouve a música com atenção e conhece os demais trabalhos do cantor pode notar uma sutil diferença nos vocais de alguns trechos de “Breaking News”. Mas a dúvida deve permanecer até que se prove algo, então, resta-nos esperar para conferir as outras canções do álbum. O single lançado esta semana pouco valoriza a voz do cantor, ao contrário de outros sucessos, como “The Way You Make Me Feel”, “Dangerous”, “This Is It” (irmãos de Michael nos backing vocals) e “Say Say Say” (gravada com Paul McCartney).

“Breaking News” está disponível aqui até o final de semana.

Assista ao videoclipe de “They Don’t Care About Us” gravado no Brasil e que tem participação do grupo Olodum.

Josefina Toniolo@jositoniolo

Capa da autobiografia

No Scream Awards 2009, ao anunciar Keith Richards como o Imortal do Rock do ano, Johnny Depp usou a seguinte frase: “Muito tempo depois de a humanidade incinerar o mundo, as únicas coisas que permaneceram vivas foram as baratas… e Keith Richards.”

Mesmo que essa piada seja velha, faz todo sentido. O homem tem 66 anos, abusou do uso de drogas praticamente toda vida  e está aí “firme e forte”. Com sua postura rebelde e com sua guitarra em mãos continua fazendo shows pelo mundo com os Rolling Stones.

Em outubro desse ano, ele lançou sua autobiografia chamada “Life” que, como era de se esperar, está causando muita polêmica. O projeto foi anunciado pelo guitarrista em 2007 e conforme o previsto foi finalizado esse ano.

O livro traz declarações pesadas  sobre a relação de amor e ódio com Jagger, sobre o uso quase  científico de drogas e sobre a banda. Mas as consequências já estão aparecendo.

Há boatos de que ele será cortado do quarto filme da franquia Piratas do Caribe, pois a produção diz que sua presença com toda a apologia que ele faz as drogas, não faz bem para a imagem do filme.

Também não era para menos, com declarações como essa presente no seu livro:

Não apenas à alta qualidade das drogas que tomei que atribuo minha sobrevivência. Eu era muito meticuloso quanto à quantidade. Eu nunca tomaria mais para ficar um pouco mais alterado. É aí que muitos se f… com as drogas.

Talvez alguns pais realmente não gostariam que seus filhos tivessem contato com alguém que fala esse tipo de coisa… Como se isso fosse possível! Tudo bem que ele falou algumas besteiras no seu livro, alguns gostaram e outros não.  Mas o cara é uma lenda viva do rock e disso não há como e nem porquê discordar.

E indo contra todas as leis da natureza, ele ainda viverá muitos anos, pois provavelmente encontrou a fonte da juventude eterna… E quem sabe daqui a outros 66 anos, em alguma futura biografia, ele conte seu segredo a nós, meros mortais.

Josefina Toniolo@jositoniolo

Slash, ex- Guns N’ Roses e atual Velvet Revolver, é mestre no que faz e quanto a isso não há dúvidas. Neste ano mostrou mais uma vez sua genialidade ao lançar seu primeiro trabalho solo. Nomeado de “Slash”, o álbum, lançado em abril nos Estados Unidos, conta com várias participações pra lá de especiais. Com 14 faixas dignas de repeat, pode ser considerado um dos grandes lançamentos do ano.

Arte da capa do disco (Divulgação)

Há coisas que só o gosto pela boa música pode explicar. Quem diria que Ozzy Osbourne, Fergie e Adam Levine, com características tão distintas, fariam parte de um mesmo CD? E pior, quem diria que isso ficaria realmente bom? Pois é, o Slash merece esses créditos.

Depois de ouvi-lo dezenas de vezes e ler algumas críticas cheguei a conclusão de que, talvez, o único defeito do disco seja a falta de identidade. Isso acontece pela troca de vocalista a cada faixa, mas não chega a ser algo tão grave que diminua a genialidade dessa obra.

O CD possui desde músicas agitadas até baladas, passando pelo clima característico dos trabalhos do Ozzy e por uma faixa instrumental super bacana. As composições são muito interessantes e os riffs e solos são geniais. Não era de se esperar menos do Slash, o cara sabe o que faz. E pelo que parece se esforçou para dar o melhor de si nesse disco e conseguiu!

O guitarrista com o vocalista Adam Levine (Foto: Divulgação)

Se você curte baladas, daquelas de apenas ouvir com os olhos fechados, curtindo toda a calmaria, “Gotten”, “Promise”, “Starlight” e “Saint is a Sinner Too” são boas opções. Mas não se engane, não se tratam de melodias iguais, com vocais chorosos e enjoados. Cada uma traz alguma singularidade e esse é um dos méritos do disco. Adam Levine (Maroon 5), Chris Cornell (Soundgarden), Myles Kennedy (Alter Bridge) e Rocco Deluca emprestaram suas vozes e um pouco dos seus estilos para essas canções.

A “Promise” é a mais agitada, quase foge a minha “pseudo-classificação”, a “Saint is a Sinner Too” é a mais tranquila, praticamente um Rivotril 2mg. Já a “Gotten” gruda na mente, como todas as músicas do Adam Levine, mas é gostosa de se ouvir e a “Starlight” é daquelas de chorar, gritar e afogar as mágoas em um pote de sorvete.

Agora, se você quer música para bater cabelo e pular a noite inteira tem também: “Doctor Alibi”, “I Hold On”, “We’re All Gonna Die”. Com Lemmy Kilmister (Motörhead) , Kid Rock e Iggy Pop, respectivamente, dão conta do recado. E não era pra menos, com nomes de peso como esses não há como ficar parado. Nem que seja apenas batendo o pézinho, mesmo que involuntariamente, seu corpo vai fazer-lhe entrar no clima.

Desse trio eu destacaria uma simplesmente por seu refrão incrivelmente fácil de decorar e cantar: “Doctor Alibi” na voz poderosa de Lemmy fica na cabeça o resto do dia: “Doctor, there’s nothin’ wrong with me! Doctor, doctor, can’t you see? Doctor, I ain’t gonna die. Just write me an alibi!

Com um clima quase que de faroeste, daqueles que nos fazem querer apenas um conversível, uma estrada e um bom rock, “Ghost”, “By the Sword” e “Back from Cali” acariciam os ouvidos. Gravadas em parceria com Ian Astbury (The Cult), Andrew Stockdale (Wolfmother) e Myles Kennedy (Alter Bridge) em sua segunda participação no álbum, são aquelas músicas típicas para viajar com o som a todo volume, sem pressa alguma de chegar.

Encontro de mestres: Slash e Ozzy Osbourne (Foto: Divulgação)

A parte mais pesada e obscura fica por conta de Ozzy Osbourne e M. Shadows (Avenged Sevenfold).  A “Crucify the Dead” começa calminha e logo todo o poder da voz inconfundível de Ozzy toma conta do ambiente. Não há muito o que falar sobre ela, são “apenas” dois dos maiores mestres do rock em uma música envolvente, dessas que dá vontade de apenas fechar os olhos, acender um cigarro e ouvir. Curtindo cada nota, cada sílaba…

A “Nothing to Say” também tem um pouco desse clima “das trevas”, mas é mais acelerada e o M. Shadows com seu vocal meio rouco e ritmado, gritado em algumas partes dá um charme a mais para a música. Se você está meio estressado, ouça e sinta o poder das guitarras tomando conta do seu ser.

Entre todas essas obras fonográficas há uma surpresa: uma música totalmente instrumental. Ótima, diga-se de passagem e que não é cansativa como esse tipo de som costuma ser. “What This Dave” foi feita em parceria com o Dave Grhol (Foo Fighters) e com, o ex-colega de Guns, Duff Mckagan. A música é intensa e em momento nenhum sente-se a falta de vocais, pois apenas os instrumentos já bastam para torná-la irresistível.

Por último, mas não menos importante, vem a maior polêmica do álbum: Fergie (Black Eyed Peas). Imaginá-la cantando rock era algo impossível, pelo menos para mim. E não é que ela dá conta do serviço? E olha que sou meio preconceituosa com vocal feminino… Na Beautiful Dangerousa cantora conseguiu deixar muita vocalista de rock no chinelo. Ela tem a manha, sabe o que faz. Ouso dizer que entende mais do negócio que o Fiuk. O resultado, é claro, foi excelente.

Slash e Fergie: a dupla polêmica (Foto: Divulgação)

E com esse álbum, o Slash provou que não há fronteiras para a boa música. E também, que mesmo muitos anos depois do auge da sua carreira, ele continua sendo mestre no que faz e servindo de inspiração para muitos iniciantes, apreciadores e até veteranos do rock.

Depois de toda essa apresentação, trago uma notícia “fresquinha” para vocês. Essa madrugada,  há 2 horas atrás, o Slash divulgou em seu twitter que o clipe da “Beautiful Dangerous” será lançado no canal Veevo do site YouTube, dia 28 de outubro. Então, se você curtiu a proposta e as músicas do novo trabalho do cara, fica ligado! E vamos esperar para ver quais as surpresas do vídeo dessa mistura inusitada de um disco pra lá de diversificado.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

O vocalista e guitarrista Martin em show no ano de 2006 (Foto: Carol Govari Nunes)

Há algum tempo meu namorado disse que eu sou muito exagerada. Não lembro direito a ocasião, mas provavelmente foi por que um fiapo de corda raspou no meu dedo e eu estava apavorada achando que iria pegar tétano. Ou na ocasião em que eu bebi demais e entrei em pânico pensando que acordaria no dia seguinte e ainda estaria bêbada, ficando assim pelo resto da minha vida.

Aí dia desses viciei completamente no Dezenove Vezes amor – disco de lançamento da dupla Martin e Eduardo. Um belo disco de rock com melodias bem trabalhadas e letras trazendo à tona o cotidiano e reflexões. E desde o dia do lançamento eu não tiro as músicas do play nem sob tortura.

Eu não gostei do Dezenove Vezes Amor: eu morri de amores pelo Dezenove Vezes Amor. Canto todas as músicas pelo apartamento, faço minhas amigas ouvirem na marra, crio clipes e me aposso das músicas como se elas tivessem sido escritas para mim (e por mim).

Todas as manhãs a mesma rotina: se eu não ouvir o disco, vou tropeçar na escada, cair e perder o ônibus para a faculdade. Ou eu coloco “Só” bem alto no fone ou meu dia será péssimo. É pior que passar debaixo de uma escada em uma sexta-feira 13. Então um, dois, três: lá estou eu tocando air drum ao atravessar a rua como se não houvesse trânsito.

Eduardo tocando com a cantora Pitty no Pepsi On Stage, em Porto Alegre (Foto: Carol Govari Nunes)

Reclamo porque falaram que o Dezenove Vezes Amor não é bom. Na verdade, quem disse isso mal ouviu o disco, mas eu não vejo assim: eu fico louca, chorando, esperneando, xingando todo mundo (mentalmente, é óbvio. Sou exagerada, mas ainda me sobra um pouco de bom senso).

Mas calma, não é sempre assim. Às vezes eu consigo me controlar e só coloco 4 vezes no repeat. Repeat, repeat, repeat, repeat.

Perder o show de lançamento de Martin e Eduardo foi uma desgraça, me deixou com o coração partido, foi o fim do mundo.

Ouvir o Dezenove Vezes Amor todo santo dia é algo sagrado, amém.

Eu disse que era exagerada, mas não disse que não era louca.

*O site da dupla é bastante completo e nele você encontra cifras e letras das canções, além de várias informações, vídeos, blog etc.