O ano está acabando e como é de praxe, temos o post com os textos mais lidos de 2013 conforme as estatísticas do WordPress. Na sequência, o link dos dez posts mais visitados deste ano.

E que 2014 nos traga muitas pautas e músicas interessantes! Feliz ano novo!

Retrospectiva 2013

1. Um tributo nada convencional 

2. A morte de Chorão e a necrofilia da arte

3. Datavenia abrirá show do Angra em Porto Alegre

4. “Quando calou-se a multidão”: o disco solo de Guri Assis Brasil

5. Na roda da saia rendada da moça que dança a ciranda: Pitty canta Martinho da Vila

6. Fire Department Club lança “Merry-Go-Round” e investe no cenário mundial

7. Nenhum de Nós lança “Contos Acústicos de Água e Fogo”

8. Sigmund Records: gravadora experimental envolve alunos e profissionais

9. I Congresso Internacional de Estudos do Rock começou nessa quarta-feira (25)

10. De passagem por São Paulo, Cascadura participa de projeto no Studio 62

Sugestões de pauta podem ser enviadas para backstageblog@hotmail.com, carolgnunes@msn.com ou natiinissen@hotmail.com.

Natalia Nissen@_natalices

Mais músicos brasileiros que se deram bem … bem longe daqui. A banda gaúcha, Selton, lançou o clipe “Across the Sea” (filmado na Itália) na última segunda-feira, 9. Embora eu nunca tenha ouvido falar até então, parece que eles já têm estrada e começaram a fazer sucesso tocando nas ruas de Barcelona e devem fazer uma turnê brasileira no ano que vem.

O clipe pertence ao disco Saudade e os próprios músicos dão vida à história. Já são quase quatro mil visualizações no Youtube. Não é o tipo de música que agrada aos adoradores do rock mais tradicional, mas a Selton acaba de receber o prêmio de Melhor Banda de Rock da Associação Paulista dos Críticos de Arte (Apca).

Taí a dica de música do dia. Dessa vez não é música “velha” e vale dar uma espiada nos outros vídeos do canal. Tem bastante coisa legal.

A propósito… vim postar e vi que hoje já é o segundo post. Quem nos dera poder fazer isso sempre. Mas se tá difícil viver de jornalismo, imaginem viver de blog.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Sinto nostalgia de uma época em que nem vivi. Época onde Elvis Presley e Marilyn Monroe, por exemplo, seduziam através do mistério que os envolvia, onde o que importava era o que eles de melhor tinham a oferecer: sua arte. Digo isso porque, como vocês sabem (ou não), tive uma crise de tendinopatia que me deixou quase três meses sem poder digitar/escrever. O supra-sumo do tédio-beirando-a-insanidade para uma jornalista verborrágica em caracteres como eu. Mesmo sem poder digitar, meu laptop não conseguiu habeas corpus da nossa relação – passei a um tipo de voyeurismo virtual – e comecei refletir até onde a interatividade atinge as relações virtuais.

Se antes biografias saciavam a curiosidade do público, hoje os sites relatam cada passo dessas celebridades. Temos acesso à intimidade de  qualquer artista que coloque o pé na rua. Até os que não colocam, comentários são inventados. Não sei, mas tanta interatividade condicionou a relação artista-plateia a algo que eu ainda não consegui definir. Sei que estamos em uma época em que não há mais público pacífico – todos comentam, todos querem dar a resposta (e não me excluo, pois faço parte dessa geração), mas acho que esse negócio ta virando uma promiscuidade virtual. “Fulano veste casaco e chinelo em evento”, “Por que não mostra foto da banda?”, “Não some! Queremos saber como anda sua vida!”, “Odiei isso, corta o cabelo assim, e não assado”. Se antes músicos eram admirados pela música que faziam, hoje precisam dar satisfação de cada segundo do seu dia a dia.  Cadê o mistério? Cadê a vida particular? Cadê “vamos esperar a obra”? Eu sei menos da vida do meu vizinho de cima do que da vida de muitos artistas por aí, e pior, sem querem saber. Acho que a função da interatividade virtual não é bem essa.

E sobre meu voyeurismo virtual, sabem que eu até me adaptei?! Falar menos, não se expor tanto, comentar muito pouco. Dizem azamiga que o meu “falar menos” ainda parece “uma lauda de 15 páginas”. Mesmo assim, pra mim, já é um avanço virtual. Se eu vou continuar assim pra sempre, eu não sei, mas, por enquanto, o meu punho agradece.

Natalia Nissen@_natalices

Tem nada de novidade na “Lay Down Sally” do Eric Clapton, mas depois de um longo dia de trabalho e fechamento de edição é bom ouvir uma música familiar. E o Superplayer também não deve ser novidade pra muita gente.

Fiquei divagando porque comecei a reparar na variedade de gêneros que aparecem no site para a gente ouvir. Muita coisa que eu nem sabia que existia ou era gênero, tipo “Chill Out”. Ah, essa globalização. Lá na redação do Folha diríamos que isso é uma “visão de interatividade em tudo”. Mas enfim.

Dei “play” em uns três gêneros e desisti de tentar ouvir algo “novo”. Pode ser preconceito, mas tem muita coisa chata por aí (ou é o meu inferno astral). Aí que no “rock clássico” a primeira música foi “Lay Down Sally” e eu fiquei feliz por finalmente me sentir em casa.

Depois ainda veio Rolling Stones e um monte de coisa legal. Por isso o site é bacana pra quem quer ouvir músicas aleatórias sem ter muito trabalho. É um site democrático e ainda dá a opção de escolher as músicas por “atividades” ou “sentimentos”. Nessas últimas opções nem sempre as músicas fazem sentido, mas vale a pena ouvir pelo menos uma vez. É prático.

Então, fica a minha dica de música do dia e site/aplicativo para conhecer coisas novas e velhas.

No youtube ainda achei a versão maravilinda de Eric Clapton e Mark Knopfler ♥. Ponto pra eles!

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Na semana passada, a banda gaúcha Fire Department Club estreou o clipe da música “Love Reconnected”, seu novo single, que está disponível em seu site oficial e nas redes sociais.

Fire Department Club promete novo EP até fevereiro de 2014 (Foto: divulgação)

O clipe teve direção de André Wofchuk, que foi diretor de fotografia do curta-metragem “A Princesa” – filme premiado no 41º Festival de Cinema de Gramado e no festival Lapacho 2013, da Argentina. As filmagens aconteceram em Porto Alegre e tiveram inspiração no filme Fantasia (Disney, 1940).

Com riffs subversivos, melodias marcantes e muito groove, o FDC passeia do indie rock ao dance, sem perder a essência da sua música pop. Em 2012,  com seu primeiro EP, “Colourise”, os músicos chamaram a atenção do Produtor Musical Luc Silveira e do Estúdio SOMA. O single “Merry-Go-Round” foi o primeiro produto desta nova parceria. Em primeira mão, os músicos afirmam que um novo EP da banda deve sair até fevereiro de 2014.

Em 2013, o FDC foi escolhido como uma das Top21 Novas Bandas Brasileiras, chegando a ser indicado para o line up do Rock in Rio 2013. Além disso, este ano a banda gravou um especial para Club NME Brasil em São Paulo, junto com apenas outras quatro bandas da nova geração brasileira.

Então agora é a vez de “Love Reconnected”. O novo single é o primeiro clipe da banda, que junto com “Merry-Go-Round” está a venda na iTunes Store e Amazon, e disponível via streaming no Deezer, Soundcloud e Grooveshark.

Dia 14 de novembro, no Dhomba (Rua Gen. Lima e Silva, 1037, PoA), o público também vai poder conferir o lançamento do clipe durante o show da banda.

Enquanto isso, fique com o clipe abaixo: