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Canja Rave: 100 shows em 2010

Posted: 08/12/2010 in Entrevista, Pop, Rock
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Natalia Nissen@_natiiiii

O duo de pop rock formado por Paula Nozzari e Chris Kochenborger vai completar 100 apresentações feitas em 2010. A banda Canja Rave está na ativa desde 2005, desde então já tocou em vários, e importantes, festivais no Brasil e no resto do mundo. Este ano foi lançado o segundo álbum – “Badango” – que contou com versão em vinil. “Badango” foi gravado no estúdio do produtor musical Jim Diamond (que produziu os dois primeiros discos da dupla White Stripes).  Aqui no The Backstage você confere uma entrevista exclusiva com a dupla.

Canja Rave (Foto: Fabio Nagel - divulgação)

The Backstage: Por que “Badango”?

Canja Rave: “Badango” é a mistura de duas expressões muito usadas: o nosso “Bah” e “Dango” –  falado especialmente em Detroit (uma abreviação de “damn good”). Quando estávamos lá criamos essa palavra que acabou virando uma gíria entre todos nossos amigos.

TB: O primeiro álbum de vocês foi gravado ao longo de um ano, no Estúdio Submarino Amarelo. O “Badango” teve um processo completamente diferente, gravado em Detroit, durante cinco dias, é isso mesmo? Como aconteceu essa gravação, muito cansativa?

CR: Sim, o segundo disco foi gravado com outro conceito…a moda antiga! Gravamos tudo ao vivo, não utilizamos recursos digitais, usamos instrumentos anos 50, 60 e 70 e em fita de rolo!! Foi uma experiência desafiadora, pois para gravar com o Jim Diamond teria que ser assim. Ele é incrível principalmente na timbragem dos instrumentos e costuma gravar tudo muito rápido. Ele não gosta de gravar com bandas que repetem muitas vezes a mesma música. Para ele, quando você repete uma canção ela perde a espontaneidade. Nós optamos por experimentar essa fórmula e detalhes mínimos que em outras gravações seriam corrigidos, nós deixamos, pois o  disco “Badango” é o mais fiel possível ao que somos ao vivo.

TB: No blog da Canja Rave vocês colocam fotos e detalhes sobre as viagens que fazem durante a turnê internacional (deixando qualquer um com vontade de fazer as malas para ir viajar também), isso é uma maneira de manter a aproximação com os fãs brasileiros? Do que vocês sentem mais falta quando estão fora?

CR: Com certeza o blog é uma forma de aproximação com o público! Nem sempre conseguimos deixar atualizado como gostaríamos por causa da correria… Sempre nos organizamos para, além de tocar, também conhecer um pouco dos lugares, pois uma das coisas mais legais dessa  profissão é justamente o fato de conhecer cidades, países, culturas e pessoas interessantes. Tentamos aproveitar ao máximo e depois contamos um pouquinho destas experiências no blog. Quando estamos fora acho que sentimos mais falta das famílias, claro, e da comida do Brasil.

TB: Vocês gravaram o segundo disco e fecharam 100 shows em 2010. Qual a expectativa para o 100º show? Ele vai ser como os outros ou vai ter algo de especial?

CR: O ano de 2010 foi maravilhoso pra gente, evoluímos muito como banda e como pessoas! O show 100 será igual aos outros, faremos com a mesma energia e dedicação, pois todos foram muito importantes, afinal se não fosse o show 25 ou 46 não haveria o 100º, certo? Claro que no fim haverá uma sensação de missão cumprida, pois foi exatamente o número de shows que estipulamos como meta para esse ano.

TB: E dos shows que vocês fizeram, algum marcou mais que os outros?

CR: Nossa! Foram muitas situações loucas e novas, muitos shows foram marcantes. Tocar com -11 graus e muita altitude foi bastante difícil…dirigir e carregar os equipamentos na neve em Utah, USA…ter um show de strip tease antes do nosso show no interior da Inglaterra, tocar em festivais onde nenhuma banda brasileira havia tocado como o Motorcity Special e Blowout em Detroit, ter ganhado o prêmio do site Sonicbids pela participação no South by Southwest em Austin, Texas e ser a banda principal no Festival The Music Think Tank em Milão, Itália, ah e o show em Hamburgo, Alemanha que foi totalmente acústico, sem bateria, foi bem legal também!

TB: A Canja Rave já tem planos para 2011?

CR: Continuar indo tocar onde quiserem nos ouvir!

TB: Vocês conhecem Frederico Westphalen? Existe a possibilidade da Canja Rave passar por aqui?

CR: Eu (Paula) já tive a oportunidade de tocar na cidade com a Cidadão Quem e seria um prazer poder voltar com a Canja Rave, claro!! Ficaremos muito felizes se alguém quiser contratar nosso show, estamos a disposição!

Grande abraço a todos e feliz 2011!!!

Paula & Chris – Canja Rave

Quem quiser saber mais sobre a banda pode ouvir no My Space e ver no blog.

Carol Govari Nunes @carolgnunes

Eu conheci Bidê ou Balde em 2000. Lembro de fazer uma seleção musical e levar para uma loja em uma cidade vizinha para gravar. “Melissa”, “E por que não?” e “Buddy Holly” estavam no CD, que também tinha Hanson e… er, deixa pra lá. Essas músicas tocavam muito na rádio e então eu, com 12 anos, queria ter “Bideobalde” (eu achava que esse era o nome da banda) tocando o tempo todo no meu som. Eu nem lembrava mais da existência do tal CD, até meu namorado achá-lo há umas duas semanas na casa dos meus pais.

Bidê ou Balde é uma banda que tem no seu set list aquela música cínica, irreverente, bem humorada e divertida, a qual comentei no post sobre o bom humor dos anos 80 e 90. Não é pra menos, já que eles têm influência das bandas norte-americanas The B 52s (década de 80) e Weezer (década de 90).

Suas letras são melodramáticas e inusitadas, e a sonoridade abrange o rock n’ roll com uma boa pitada de Jovem Guarda, misturando uma levada meio psicodélica e encorpando com punk-pop-rock. Concluindo, é  música para se divertir.

Pilla, Leandro, Carlinhos e Vivi: a volta depois de anos sem gravar disco (Foto: divulgação)

A banda é formada por Carlinhos Carneiro (vocal), Rodrigo Pilla (guitarra), Vivi Peçaibes (vocal secundário e teclado) e Leandro Sá (também guitarra). Já passaram pela banda Rossato, Kátia, André e Pedro.

O disco de estreia foi lançado em 2000 e intitulado “Se sexo é o que importa só o rock é sobre amor”. Em 2001 a Bidê ou Balde ganhou o prêmio Artista Revelação no VMB, um ano depois do primeiro disco ser lançado, incluindo o grande sucesso “Melissa”. Outra música bastante conhecida deste primeiro disco é “E por que não?”, música que causou processo contra a banda por incentivo à pedofilia e incesto.

Capa do "É preciso dar vazão aos sentimentos"

Seu último disco “É Preciso dar Vazão Aos Sentimentos” foi o terceiro disco de estúdio, lançado em 2004 (os anteriores são “Se sexo é o que importa só o rock é sobre amor”, o qual citei antes, e “Outubro ou nada”). A sonoridade da banda mudou um pouco neste trabalho. As guitarras tiveram sua presença intensificada e o som ficou mais pesado. Em 2005 aconteceu a saída de Pedro Hahn e a partir daí a Bidê ou Balde deixou de ter um baterista fixo.

“É Preciso dar Vazão Aos Sentimentos” teve duas versões do álbum. A primeira, com dez músicas, de capa prata e com a participação de Marcelo Nova em “Hoje”, cover do Camisa de Vênus.

A segunda tem a capa branca e não tem a participação de Marcelo Nova, mas conta com quatro faixas bônus remixadas. Esta última foi vendida nas bancas de jornais, distribuída pela revista Outracoisa (a qual também lançou o disco “Bogary”, do Cascadura).

No dia 10 de dezembro, a Bidê ou Balde se apresentará na casa de shows Green Lounge, em Frederico Westphalen. Os fãs poderão curtir seus maiores sucessos desses 10 anos de atividade, além da música nova “Me deixa desafinar”, que anda tocando em todas as rádios do Rio Grande do Sul.

No site da banda você encontra músicas, informações, biografia e tudo o que a banda já produziu.

No Track 25 do nosso Set List você pode assistir o videoclipe de “É preciso dar vazão aos sentimentos”.

Débora Giese@dee_boraa

Apesar de estar em momento de pausa na carreira, a banda The Killers se reuniu para gravar o single natalino de 2010. A música chama-se “Boots” e foi lançada nos Estados Unidos em 30 de novembro e o videoclipe, dirigido por Jared Hess, nesta quinta-feira, dia 2 de dezembro.

A tradição de criar música natalinas começou em 2006. “A Great Big Sled“, “Don’t Shoot Me Santa“, “Joseph, Better You Than Me” e “¡Happy Birthday Guadalupe!” são as canções lançadas em anos anteriores. “Boots” está disponível para compra no itunes e cada vizualização, a Starbucks vai contribuir com R$0,85. O dinheiro arrecadado será para ajudar a combater a AIDS na África.

Os fãs se perguntam sobre o fato de só o Brandon Flowers (vocalista da banda que lançou álbum solo esse ano) aparecer no videoclipe indicaria o fim do The Killers. A curitibana Patricia Cristina, estudante, comenta que “esperava muito mais do clipe. A música soa pra mim como um single natalino do Flamingo, eu vejo só o Brandon e não consigo imaginar The Killers ali. Preferia então que ele não aparecesse, como em Guadalupe.”

Resta-nos aguardar para saber se as “férias” do Killers serão permanentes ou não.

Veja o videoclipe de “Boots” e entre no clima natalino:

Natalia Nissen@_natiiiii

– Por que Deus não me fez Elvis?

– Porque estava guardando você para ser John Lennon.

Hoje estreia no Brasil o filme “O Garoto de Liverpool” (2009) – falei dele aqui, uma história de John Lennon com direção de Sam Taylor-Wood. Aaron Johnson não se parece fisicamente com Lennon, mas sem dúvidas, fez uma interpretação admirável de uma personagem que conhecemos bem. O longa mostra a adolescência de John, um jovem solitário que mora com a tia, Mimi, e começou a gostar de Elvis Presley sob a influência da mãe.

Mimi é a tia que controla tudo, quer cada coisa no seu lugar e trata o sobrinho com certa frieza. Logo nos primeiros minutos do filme o marido de Mimi, George, morre e John fica sem a figura masculina mais importante que tem. Assim, o jovem decide procurar sua mãe e a partir daí a história realmente começa.

John aprende a fazer música, poesia, e conhece Paul. Lembranças de infância, gaitas, violões, “The Quarrymen”, cigarros e garotas.

A trilha sonora vale por si só. Os amantes da boa música vão ouvir rock’n’roll da melhor qualidade. Beatlemaníacos, ou não, assistam ao “Garoto de Liverpool”. É um drama de encher os olhos e ouvidos.

O filme está em cartaz em alguns cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Porto Alegre.

Assista ao trailer do filme aqui.

Site oficial do filme “Nowhere Boy“.

 

Josefina Toniolo @jositoniolo

Foto: Divulgação

Depois de muitos boatos no twitter e em vários sites da internet sobre a vinda do Príncipe das Trevas ao Brasil, hoje a empresa Ticket For Fun confirmou o que todos esperavam: teremos Ozzy Osbourne em 2011 na nossa amada terrinha.

Segundo o site, a lenda do rock apresenta-se em:

– Porto Alegre no dia 30 de março

– São Paulo, na Arena Anhembi, dia 02 de abril

– Brasília dia 05 de abril

– Rio de Janeiro, no Citibank Hall, dia 07 de abril

– Belo Horizonte, dia 09 de abril.

Ainda não há local confirmado para o show em Porto Alegre. Existem rumores de que a princípio seria no Gigantinho, mas a produção estaria em busca de um lugar mais amplo. Os valores e a data da pré-venda de ingressos também não foram divulgados.

Os shows fazem parte da turnê mundial do novo álbum do artista, lançado esse ano, “Scream”. O trabalho vem recebendo ótimas críticas e as músicas foram muito bem aceitas pelos fãs.

A última vez que Ozzy esteve no Brasil foi em 2008. Se você não teve oportunidade de conferir ao vivo o espetáculo de um dos maiores mestres do rock, está aí a sua chance.

Enquanto isso, divirta-se com o vídeo promocional do disco, que é tão irreverente quanto seu criador: