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Natalia Nissen@_natiiiii

Porto Alegre recebeu nos últimos dias 22, 23 e 24 de abril o maior evento de tatuagem da região Sul do Brasil, o Poa Tattoo Festival. A 5ª edição do festival aproximou um público eclético com uma característica em comum: admiração à arte da tatuagem e ao body piercing.  O 5º Poa Tattoo Festival foi uma promoção do Lagarto Tattoo Clinic e do Leandro Fleck, vulgo Bola Tattoo, do Bola Tattoo Studio. Para a próxima edição há possibilidade de ocorrer paralelamente ao festival de tatuagem e body piercing um festival de música. O The Backstage já explicou (aqui) um pouco sobre a cultura da tattoo e a relação com a música, e agora, vai mostrar o que aconteceu em Porto Alegre no evento que atraiu milhares de visitantes em apenas três dias.

Muitos aproveitaram para fazer novas tattos durante o evento (Foto: Natalia Nissen)

Pessoas de todas as tribos e idades compareceram aos Armazéns A e B do Cais do Porto para conferir as novidades em tatuagem, piercing, moda alternativa, prevenção às doenças que podem ser transmitidas nesses processos, entre outras atrações. No sábado, 23, aconteceu também a exposição de Harley Davidson e Hot Rods. Nem a previsão de chuva forte espantou os apaixonados por desenhos no corpo.

Cultura e moda alternativa (Foto: Natalia Nissen)

Foram 50 stands de diversos estúdios de tattoo do Rio Grande do Sul, e de outras regiões do Brasil, como Sudeste e Nordeste. O tatuador Snappy, de Londres, também compareceu ao festival. Em um dos stands estava a “Família Moraes Tattoo & Piercing” mostrando que tatuagem e piercing como forma de expressão são coisas de família; são três irmãos e um primo. O piercer Titi contou um pouco sobre a relação da família com a tattoo, e explicou que um dos estúdios  fica em Porto Alegre, sob o comando de Rodrigo, mas a arte dos Moraes está também em Paris  e na Escócia. Além disso eles também participam de diversos encontros no Brasil e pelo mundo.

Na programação do festival estavam incluídas várias atrações como workshops, palestras e seminários para o público e profissionais de tatuagem e piercing, sorteios e concursos de tattoos, desfile de moda, acesso à internet e área de alimentação. Entretenimento garantido para aqueles que não têm tatuagem, mas apreciam a arte.

O evento promoveu um concurso da melhor tatuagem feita durante o Festival. O prêmio foi de R$4 mil mais uma máquina Paulo Fernando (criador da Electric Ink – empresa respeitada que produz e comercializa equipamentos e tintas para tatuagem seguindo padrões da ANVISA). Para os vencedores das demais categorias (no total foram 12) a premiação foi de uma máquina Paulo Fernando. No domingo ainda aconteceu a eleição da primeira Miss Tattoo. Dentre os premiados, o tatuador Julio Hatzenberger, de Gramado, foi vencedor da categoria New School; Éder (Éder Tattoo Arte), de Novo Hamburgo, garantiu o primeiro lugar no grupo Realismo. A melhor tatuagem feita durante o evento Electric Ink foi a do tatuador Diego, do Estúdio Verani Tattoo.

Rodrigo Moraes fazendo a tatuagem de Rafael (Foto: Natalia Nissen)

O Sinca RS (Sindicato dos Salões de Barbeiros, Cabelereiros, Institutos de Beleza e Similares) e o Hepatchê (Grupo de Apoio aos Portadores de Hepatite e Familiares) estavam presentes no evento para alertar o público sobre a importância de prevenir a transmissão de Hepatite B e C, e outras doenças, através dos processos de tatuagem e colocação de piercing por pessoas sem qualificação, e ainda, utilizando materiais não descartáveis. Cláudio Martins, do Sinca, comentou que muitas pessoas que visitaram o evento e aproveitaram a oportunidade para se tatuar foram ao stand tirar dúvidas sobre os métodos de prevenção às doenças, “essa parceria com o Poa Tattoo Festival é muito importante para que as pessoas conheçam os riscos e as formas de evitar as doenças”.

O Sindicato ainda aproveitou a ocasião para recolher assinaturas em um abaixo-assinado que visa a regularização de cabelereiros, manicures e tatuadores. Além da preocupação com a saúde da população, nos stands um cartaz alertava “proibido tatuar menores de 18 anos mesmo acompanhados pelos pais”.

Site oficial do Poa Tattoo Festival.

Natalia Nissen@_natiiiii

No próximo dia 26 de abril acontece, em Porto Alegre, a solenidade de entrega do Prêmio Açorianos de Música. O prêmio tem o objetivo de certificar a qualidade da produção musical do Rio Grande do Sul, além de divulgar e expandi-la para outras regiões. Marcelo Oliveira, Coordenador de Comunicação da Secretaria da Cultura de Porto Alegre, e Emerson Tuta, da Coordenação de Música da S. C. de Porto Alegre,  conversaram com o The Backstage e esclareceram algumas questões importantes sobre as indicações e o Prêmio.

A modalidade “música” no Prêmio Açorianos surgiu em 1991, catorze anos depois de instaurada a primeira categoria, de teatro. Hoje o Prêmio Açorianos de Música representa a mais importante “vitrine” de produção artística do Rio Grande do Sul, e na última edição foram entregues 37 estatuetas, enquanto na primeira foram apenas oito, ou seja, isso demonstra a importância e o reconhecimento do prêmio.

A dupla de artistas homenageados (Foto: divulgação)

O Prêmio Açorianos de Música transformou-se em espetáculo e a cada ano o público em geral se mostra mais interessado em assistir à cerimônia. Assim, neste ano a premiação vai acontecer no Teatro do Bourbon Country, e não mais no Theatro São Pedro, como era tradição. Essa mudança deve-se ao espaço limitado no São Pedro, após 19 edições do evento.

Indicação dos homenageados/menções especiais

Os jurados indicam os artistas homenageados e os que vão receber menções especiais considerando nomes que já vinham sendo cogitados, mas não foram premiados nas outras edições. A decisão desse júri é incontestável. Os nomes selecionados devem estar envolvidos com a música há algum tempo e o público deve conhecê-los.

Seleção dos indicados para o Prêmio

O júri é formado por profissionais que trabalham na área musical, jornalistas, produtores, músicos, entre outros. Para não beneficiar determinado veículo de comunicação ou gênero musical, por exemplo, se leva em consideração a “filiação” de cada profissional.

– São escolhidos três jurados por gênero musical e cada um decide na sua área quem são os nomes. No caso dos prêmios que não estão ligados a gêneros musicais, a decisão é conjunta de todos os jurados, explica Marcelo.

A lista dos premiados é feita após três reuniões entre a bancada do júri, na ultima reunião, que acontece poucas horas antes do evento, são definidos os vencedores da categoria “destaques do ano”, a distinção mais importante. Emerson ainda acrescenta: “os jurados podem trazer nomes de trabalho não inscritos. Quando isso ocorre, se entra em contato com o artista verificando se ele quer participar do Prêmio. Alguns artistas não querem participar, pois veem o prêmio como uma mostra competitiva, afinal, tem um ganhador”.

Cartolas concorre na categoria Pop/Rock (Foto: Marcelo Nunes - divulgação)

As categorias deste ano são: Disco Infantil; DVD do Ano; Espetáculo do Ano; Revelação; Arranjador; Produtor Musical; Produtor Executivo; Projeto Gráfico; Gênero Regional, Instrumental, Pop/Rock, MPB, Blues/Jazz, Erudito e Rap: Compositor; Intérprete; Instrumentista; e Disco.

A dupla Kleiton & Kledir será homenageada nesta 20ª edição do Prêmio Açorianos de Música. Nascidos em Pelotas, sul do estado, eles deixam a música popular brasileira com uma pitada de bairrismo. As letras são repletas de “bah”, “tri legal”, entre outras expressões tradicionais do Rio Grande do Sul. Já receberam diversos prêmios, inclusive, o título de “Embaixadores Culturais do RS”. Este ano recebem a homenagem pelo conjunto de sua obra.

A lista completa dos indicados pode ser conferida aqui.

A cerimônia de premiação acontece no dia 26 de abril, no Teatro do Bourbon Country, a partir das 20h30min. Entrada franca.

A seguir o clipe “The Secret of The Recipe” de Fernando Noronha & Black Soul, a banda concorre com indicações nas categorias: Produtor Musical; Disco Blues/Jazz – Compositor, Intérprete, Instrumentista e Disco.

Josefina Toniolo@jositoniolo

Demorei alguns dias para conseguir escrever sobre o show do Ozzy, até agora tudo que passava em minha mente era ele entrando no palco com um sorriso gigante… Ainda não havia encontrado palavras para descrever esse momento, ainda me parece um sonho louco. Se não fossem os hematomas para me lembrar de que foi real, talvez nem eu acreditasse.

Chegada sorridente de Ozzy no palco (Foto: Fábio Mattos - divulgação)

Sim, hematomas, pois ir em um show de metal requer muita força e resistência.  Nenhum playboy “bombado” de academia aguentaria mais que três músicas nos lugares da frente na pista com uns 5 mil headbangers  de 2 metros de altura  tentando te empurrar pra frente. Homens, sim, pois era a grande maioria, as mulheres que estavam lá eram guerreiras, as que sobreviveram até o final na grade são minhas “ídolas” porque, olha, era difícil, eu não aguentei e pedi pra sair.

Chegamos no Gigantinho às 8 da manhã, os portões abriram às 6 da tarde, nem com toda a insistência e gritos das milhares de pessoas que estavam lá, os seguranças abriram os portões antes.  Não é difícil ficar na fila, quando as pessoas têm algo em comum a conversa flui e o dia passa mais rápido. Os “únicos” problemas são a fome, a sede e a vontade de ir ao banheiro (que nesse caso ficava no outro lado daquela maldita rua super movimentada, transformando algo tão simples em uma missão impossível).

Quando os portões abrem e você percebe que conseguiu pegar ótimos lugares, todo o sofrimento vale a pena. Só mais três horas e o Ozzy, uma das maiores lendas vivas do rock, estaria ali na minha frente.

Ozzy comanda a platéia com maestria (Foto: Fábio Mattos - divulgação)

A banda de abertura, Gunport, tinha um som legal, as músicas eram próprias e bem tocadas, tudo nos conformes. Mas entraram mudos e saíram calados do palco, sem nenhum tipo de interação com o público. Alguns gritos de apoio se misturavam a gritos de “OZZY, OZZY” e vaias.  Afinal, ninguém quer saber da banda de abertura, ainda mais quando o som não tem muito a ver com o do show principal, era um rock mais leve, com uma pegada meio pop.

Às 21 horas, pontualmente, Ozzy apareceu no palco honrando sua nacionalidade britânica. Ele foi ovacionado pela platéia que delirava, chorava, gritava e pulava alucinadamente. Depois de um tempo, quando a pedidos, conseguiu diminuir um pouco (um pouco mesmo) da gritaria, falou algumas palavras que se perdiam no meio dos gritos e começou a “Bark at The Moon”, o gigantinho veio abaixo. Sem muitos efeitos especiais, pirotecnias e essas coisas, que definitivamente não fizeram falta nenhuma naquele momento. Um show simples. sem cerimônia. Logo em seguida foi a vez da única música do novo disco que fez parte do show, a Let Me Hear You Scream, que foi muito bem aceita pelos fãs.

A terceira música foi a clássica “Mr. Crowley”, que fez o gigantinho tremer, literalmente. Enquanto o tecladista Adam Wakeman fazia a tão famosa introdução, Ozzy parecia reger um culto satânico com gestos e caras de assustar qualquer criancinha. Maravilhoso, incomparável. A “I Don’t Know” deu continuidade a loucura que tinha se instaurado naquele ginásio, totalmente lotado. A “Fairies  Wear Boots” foi a primeira das cinco,  da sua ex-banda Black Sabbath, que fizeram parte do repertório.  Antes de começar a “Suicide Solution”, o Mr. Madman, muito simpático, incitou um “olê Ozzy” que em instantes virou um gigantesco coro.

Nos primeiros acordes da “Road to Nowhere”, uma das poucas baladas do show, muitas mãos, com alguns isqueiros e câmeras balançavam ritmicamente, em um dos momentos “fofos” do espetáculo. Mas nada supera os maiores clássicos, o  hino do Black Sabbath, “War Pigs”, levou todos a loucura, provando que quem estava ali tinha “conhecimento de causa”. Desde os mais velhos, que acompanharam a carreira da antiga banda, até os mais novos curtiram aquele que foi um dos pontos altos da noite.

A “Shot in the Dark” e a “Rat Salad” (outra do Black Sabbath) mantiveram a euforia e a energia que corria nas veias de todos ali presentes. A faixa instrumental, da ex-banda do Príncipe das Trevas, contou com mais de 10 minutos de solos de guitarra e bateria que, incrivelmente, alucinaram a platéia.

Parte da multidão que lotava o Gigantinho (Foto: Paz Fotos - divulgação)

A interação do baterista Tommy Clufetos em uma espécie de brincadeira com as baquetas transformou aquilo que poderia ser muito chato, como costumam ser os solos desse instrumento, em algo muito divertido. Esse momento serviu de descanso para o Ozzy que voltou para executar a “Iron Man”, clássico setentista do Black Sabbath, que transformou o gigantinho em um verdadeiro caldeirão humano, tamanha paixão pela música.

Dando continuidade, a “I Don’t Wanna Change the World” manteve o clima que encerrou o show com a “Crazy Train”, na minha humilde opinião, a música mais fantástica da noite. A performance dela ao vivo é coisa de louco, não tem como explicar a sensação e a vontade absurda de pular que essa música provoca. Nesse momento o show teve, aquele já conhecido, falso final. O pessoal meio confuso sobre o que gritar, chamava pelo Ozzy em meio a pedidos de mais um, uma zoada sonora se constituiu no ginásio. Foi quando Madman voltou ao palco e ensinou a todos como pedir mais música, puxando um coro de “one more song”.

Foi então que a música mais emocionante do show começou, gente chorando enquanto isqueiros, celulares e câmeras iluminavam o ambiente, criando uma imagem linda. Não era de se esperar menos para a clássica da sua carreira solo “Mama I’m Coming Home”.

A já tradicional espuma jogada por Ozzy no público (Foto: Paz Fotos - divulgação)

Sua voz quase desaparecia no meio das 13 mil outras vozes que cantavam a plenos pulmões essa música. Foi lindo, foi surreal, era impossível não se emocionar, também porque, quem tivesse olhado a set list dos outros shows da turnê saberia que essa era a penúltima música.

Eis então que começa a “Paranoid”, que causou um misto de felicidade absurda e tristeza, pois eu sabia que seria a última, ela encerraria aquela que foi a melhor noite da minha vida. Ninguém ficou parado. Não tinha ninguém sem pular, erguer os braços ou “bater cabelo”. Foi realmente um encerramento com chave de ouro.

Os poderes (quase mágicos) do Príncipe das Trevas

O Ozzy é lindo, magnífico, um gentleman. Mesmo com seus 62 anos e problemas de saúde causados pelos excessos do passado, comandou as quase duas horas de show como ninguém. Regia o público como um maestro, batia palmas, corria, jogava espuma e água nele mesmo e na platéia e até dava alguns pulinhos. Quem vê aquele tiozinho, meio curvado e com passinhos curtos, chegando no palco não acredita que ele se consiga durar o show todo, e ele o fez, melhor que muito gurizão de 20 anos por aí.

Ozzy causando euforia na torcida tricolor (Foto: Paz Fotos - divulgação)

Ele é uma simpatia, pegou o morcego de pano que atiraram e fingiu que ia comer a cabeça, satirizando o episódio tão famoso da sua história. Usou a bandeira do Grêmio como manto, para delírio dos gremistas, como eu, e tristeza dos colorados. Mas os tímidos gritos de desaprovação que surgiram, logo desapareceram novamente. O Ozzy é superior a tudo, até a essa rivalidade histórica.

Ao sair do local, ouvi alguém comentando algo que resume tudo: o Ozzy é um showman perfeito. É exatamente isso. Ele é ótimo e faz tudo com amor a camiseta, enchendo o palco com sua vontade de dar o melhor de si. Os músicos eram excelentes, mas quem mais me chamou atenção foi o baterista Tommy Clufetos, que destruía, literalmente, a bateria com muita força e habilidade. O medo dos fãs era a ausência do Zakk Wylde, substituído por Gus G. que agora ocupa seu posto de guitarrista. Mas, para a agradável surpresa de todos, o cara é realmente bom.

Saí de lá com a alma lavada, me sentindo no paraíso do Deus do Metal. Em novembro, quando comprei o ingresso fiquei com medo de que o desempenho dele ao vivo me decepcionasse. Mas não, para mim, o Ozzy agora garantiu seu posto de melhor do mundo, ele é O cara e duvido que alguém conteste a qualidade do seu show.

Ozzy na reta final do show (Foto: Paz Fotos - divulgação)

As pessoas saiam do Gigantinho praticamente flutuando de tanta satisfação. Foi onde um amigo meu perguntou: Josefina, agora já dá pra morrer tranqüila? Minha resposta não poderia ser outra além de “com certeza”. Se essa pergunta fosse feita para qualquer um no local, aposto que a resposta seria a mesma.

Existe vida pré e pós show do Ozzy e só quem teve a honra de conhecer esse segundo lado poderá entender o que estou dizendo.

Natalia Nissen@_natiiiii

O evento Magical Mystery Meeting vai acontecer em quatro cidades simultaneamente – Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre – no próximo dia 7 de maio. A ideia é reunir fãs dos Beatles para trocar opiniões, experiências e informações, beatlemaníacos que não viveram o auge do quarteto nos anos 60, mas mesmo assim sabem de tudo sobre a banda. Larah Camargo, estudante, 13 anos, é a idealizadora do Magical Mystery Meeting e nos contou mais sobre o encontro.

– Há quase um mês eu sugeri a ideia no twitter dos Beatles, e recebi muitos comentários positivos. O nome foi sugestão de um dos nossos seguidores, é uma brincadeira com o filme “Magical Mystery Tour” – comenta Larah.

O evento foi inspirado no filme dos Beatles (Foto: divulgação)

A princípio o evento deveria acontecer em todas as capitais do Brasil, mas por questões de organização foram definidas quatro, e cada uma deve ter até cinco responsáveis pelo encontro. Esses representantes têm a função de organizar, divulgar e informar os participantes. O Magical Mystery Meeting vai acontecer em locais públicos, de fácil acesso, no dia 7 de maio a partir das 15 horas. Em Porto Alegre a reunião deve acontecer no Parque da Redenção.

A representante do Magical Mystery Meeting em Porto Alegre, Gabriela Quadros, 16 anos, diz que ainda está pensando nas atividades, “porque ficar lá todo mundo parado se olhando não dá, né?”. Quem tiver sugestões pode entrar em contato com ela pelo Twitter.

Se a ideia der certo e o público comparecer e aprovar o evento, outra edição deve acontecer ainda no segundo semestre deste ano.

Para mais informações acesse os links:

Comunidade no Orkut

Twitter

Débora Giese@dee_boraa

O excêntrico Alice Cooper confirmou em seu site oficial que fará três shows no Brasil este ano: dia 31 de maio em Porto Alegre, no Pepsi On Stage, dia 2 de junho em São Paulo, no Credicard Hall, e dia 3 de junho em Curitiba, no Master Hall. O pai do rock horror show desembarca em terras tupiniquins com a turnê “No More Mr. Nice Guy – The Original Evil Returns”.

As apresentações prometem ser históricas. Além das performances diabólicas já características da Tia Alice, como é carinhosamente chamado pelos fãs, o guitarrista Steve Hunter (que tocou nos álbuns de 73, 75 e 76) estará de volta aos palcos.

O senhor de 63 anos Vincent Damon Furnier, que em meados dos anos 70 adotou para si o nome de Alice Cooper, é uma lenda viva do rock. Ele sobe aos palcos desde 1964 e trouxe para o mundo da música o teatro, os temas de horror, efeitos e maquiagem, criando um estilo único, que influenciou várias bandas como Marilin Mason, Robie Zombie e King Diamond.

O guitarrista Slash, parceria de Cooper na música “Vengeance Is Mine”, declarou que “Alice foi o primeiro de todos a casar o rock ‘n’roll com a teatralidade dramática e o horror. Por 40 anos ele fez discos fantásticos e performances ao vivo igualmente fantásticas. E ainda nos dias de hoje ele é o melhor de sua linhagem. Muito imitado, mas nunca duplicado”.

Consta que o primeiro megashow de rock internacional no Brasil foi protagonizado pela Titia e superou as expectativas de público. Alice declarou na época: “De todos os shows que fizemos aquele (no Anhembi/SP)  foi o mais bizarro. Tinha muita gente e faziam mais barulho que nós, nem conseguíamos ouvir o que estávamos tocando. Colocaram 120 mil pessoas lá dentro”. Mas pelo visto ele gostou, ou se acostumou, com o “calor” da plateia brasileira, porque será a quarta vinda para o Brasil.

Tia Alice está nos palcos desde os anos 60 (Foto: divulgação)

O baterista Edson Rosa conta que quase foi nesse show histórico de 1974. “Na época tinha 14 anos e já curtia meus primeiros rocks, principalmente Alice Cooper, Grand Funk Railroad, Deep Purple e Led Zeppelin. Vivíamos sob a repressão da ditadura militar. Fui praticamente proibido por minha mãe, preocupada com a cobertura alarmista das rádios e TVs alertando os pais sobre os riscos do evento. E, de fato, houve realmente muita confusão e várias pessoas pisoteadas, feridas e que desmaiaram em meio à multidão que afluiu para o Anhembi, que teve um público muito maior do que o previsto e que não tinha infraestrutura e segurança adequada para um evento desse porte. Acabei ficando em casa, mas meu irmão de som Nivaldo foi ao show e depois me contou todos os detalhes, inclusive a abertura do show feita pelo Som Nosso de Cada Dia”.

O legado de Cooper embalou e embala diversas gerações. Clássicos como “Poison”, “Vengeance Is Mine”, “Hey Stoopid” e “School’s Out” estão vivos na memória e playlists dos fãs. E uma das provas disso foi a recente entrada dele, em 14 de março de 2011, ao lado de Tom Waits, Leon Russel, Darlene Love e Dr. John para o “Rock And Roll Hall Of Fame”.

O professor de História Carlos Botto, 25 anos, ficou entusiasmado com a confirmação dos shows: “Alice Cooper no Brasil?! Uma das melhores notícias da semana. Apesar do nosso país receber grandes shows esse ano. Penso que o show da Tia Alice é um dos que você deveria anotar na agenda! Na estrada desde os anos 60, com várias passagens pelo Brasil, incluindo uma lendária em 1974, os shows teatrais são saboreados de muita energia e grandes clássicos como “School’s Out” e “Billion Dollar Babies”, “I’m Eighteen” entre outros que não costumam faltar! E agora são 3 oportunidades para ver a Tia mais velha do rock and roll. Go away bad mother fucker”.

Os ingressos estarão à venda a partir do dia 4 de abril. Os preços ainda não foram divulgados.

Novo álbum

Capa do primeiro álbum solo de Alice Cooper (Foto: divulgação)

Em fevereiro, no seu programa de rádio, o “Nights with Alice Cooper”, a Tia mais velha do rock anunciou que terminaram as gravações do seu novo trabalho, o “Welcome 2 my nightmare”.

O álbum será a continuação do disco de estreia da carreira solo de Cooper, o “Welcome to my nightmare”, de 1975. Assim como o primeiro, esse também será produzido por Bob Ezrin.

O fã Marcus Schulten manifestou-se: “estou curioso para ouvir, depois de tantos anos, esse encontro com Ezrin e os membros da banda original”.

Serão 13 faixas e o lançamento está previsto para o segundo semestre de 2011.