Natalia Nissen @_natiiiii

O Tierramystica – integrado por Gui Antonioli, Alexandre Tellini, Fabiano Müller, Rafael Martinelli, Luciano Thumé, Duca Gomes, e Ricardo (Chileno) Durán – se apresenta neste sábado, 19, no Opus 10 Hall Pub em Frederico Westphalen. O grupo de folk metal formado em 2008 já é destaque nacional no gênero e dividiu o palco de shows com diversos artistas importantes do metal, como Paul Di’Anno (aqui mesmo em FW), Scorpions, Angra, Epica, entre outros. O vocalista Ricardo (Chileno) Durán respondeu uma entrevista exclusiva para o The Backstage e você confere a seguir.

The Backstage – O Tierramystica já dividiu o palco com Paul Di’Anno, Scorpions, Angra, e há alguns dias com a cantora Tarja Turunen. O grupo formou-se em 2008 e já alcançou um reconhecimento considerável; como vocês lidam com isso, já era esperado ou foi algo que aconteceu de repente?

O folk metal do Tierramystica em Frederico Westphalen (Foto: divulgação)

Ricardo – Bem, desde o início da formação da banda tentamos ter o máximo de cuidado com a nossa programação, estratégia, etc. Sabemos que isso faz muita diferença, pois queremos fazer um trabalho sólido e bem estruturado tanto em termos musicais quanto em termos de carreira. Então, é de certa forma esperado alcançar esses resultados, pois afinal estamos lutando pra isso! (Risos). E isso vem acontecendo naturalmente, claro que junto a muito trabalho! Ou seja, estamos fazendo a nossa parte. Lidamos com isso na boa, pois fazem parte das nossas metas: levar o Tierramystica junto à nomes de grande peso, e é claro que isso nos deixa muito felizes e satisfeitos!

TB – Como surgiram as oportunidades de tocar com esses artistas?

R – Bem, creio que as oportunidades surgem quando se está pronto para apostar, ousar e quando já se têm uma certa vivência no meio. No caso do Tierramystica, como acabou sendo a continuidade de um trabalho que eu (Ricardo Chileno) e o Fabiano (Muller, guitarra) já havíamos iniciado há quase dez anos atrás, não éramos de todo desconhecidos dos produtores que trazem os grandes grupos para o Brasil e dos fomentadores que realizam os festivais e etc. enfim daqueles que criam e dão espaço para as bandas mostrarem seu trabalho, então já tínhamos diversas parcerias “engatilhadas”, assim, de certa forma o Tierramystica não começou totalmente do “zero” e muitos já esperavam e nos cobravam a continuidade dessa mistura tão fascinante que é a da música latina/andina com o som pesado!

TB – Vocês curtem várias bandas, do rock clássico ao heavy metal, quais delas mais influenciam a música do Tierramystica?

R – Hmm, na realidade cada componente – e olha que são sete! – traz a sua bagagem de influências para o grupo. Eu, por exemplo, trabalho também com música clássica/erudita na OSPA, o Alexandre e o Fabiano, por serem professores, lidam com muita informação musical diferenciada devido aos seus alunos, o Gui também tem outros trabalhos diferenciados assim como o Duca; o Luciano é o que mais tem a ver com a tecnologia da música, o Rafa é bem eclético; enfim todos temos em comum essa paixão pelo som pesado. É claro que as bandas clássicas do rock são as que mais nos influenciam, desde Beatles até Rush ou Iron Maiden só pra citar alguns exemplos, pois se eu fosse para pra citar, certamente ficaria faltando alguma!

TB – Os integrantes já tinham uma bagagem musical relacionada aos sons latinos? Por isso incorporaram instrumentos tão diferentes daqueles que estamos acostumados a ouvir em outras bandas?

R – Creio que os mais “familiarizados” éramos eu e o Fabiano, devido justamente ao projeto anterior que tínhamos, onde esse “caldeirão” de influências andinas, com esse instrumentos todos – charango, ocarina, zampoñas, quenas, toyos e etc. – teve a sua primeira oportunidade de acontecer. Fiquei muito surpreso uma vez ao consultar a Wikipédia e perceber que o estilo “andean metal” tinha como representante o Tierramystica! He He, mesmo não dando muita importância a rótulos, certamente é muito gratificante ver algo que você criou na vanguarda. Quando formado o Tierramystica, todos os integrantes acabaram por aderir definitivamente a esse tipo de sonoridade, já que essa é a proposta principal do grupo.

TB – O grupo dividiu o palco com a Datavenia  no festival Na Mira do Rock em 2009; vocês acompanham o trabalho deles? Eles estarão na plateia do show no próximo sábado.

R – Muito legal! É sempre bom encontrar o pessoal com o qual a gente divide a experiência de tocar, seja num festival, numa abertura de show, nos backstages de algum outro de show e etc. Sempre procuramos acompanhar as bandas com as quais já compartilhamos algum momento da nossa carreira, e posso dizer que a música Devil´s Game está muito boa!!!

TB – E o que o público de Frederico Westphalen pode esperar desta apresentação?

R – Com certeza podem esperar uma apresentação com muita paixão, pois o que mais gostamos de fazer é tocar ao vivo, com certeza! Certamente tocaremos as músicas do álbum “A New Horizon” que é o nosso CD début e que, aliás, apesar da primeira prensagem já estar esgotada, reservamos algumas cópias para o público de FW, pois sem dúvida é um dos lugares que melhor têm nos recepcionado desde o início do grupo!

O The Backstage agradece a atenção de vocês e deseja um ótimo show, e voltem sempre a Frederico Westphalen.

R – Muito obrigado! Nós é que agradecemos o apoio de vocês! Por nós, faríamos shows com muito mais frequência em FW! Gostaríamos de agradecer também aos nossos parceiros que apóiam a nossa proposta musical: Espaço Cultural Zeppelin, Loja A Place, Escola Thalentos, Loja Made In Brazil, Guitarras Walczak. Esperamos todos lá! Que Wiracocha e Inti iluminem a todos nós! E viva à América latina!

Encontre o Tierramystica na internet:

Twitter / Orkut / MySpace / Facebook / Youtube

O Tierramystica divide o palco do pub com os gaúchos do Venus Attack, a partir das 23 horas. Os ingressos estão a venda na Vitrola ou pelo telefone (55) 91363131 – com Catarina. O evento é uma promoção do Na Mira do Rock – 7 anos.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Lançado no final do ano passado, o videoclipe de “Só Agora”, da cantora Pitty, circula pelas primeiras posições da MTV, além de ter passado de trezentas mil visualizações no youtube.

Dirigido por Ricardo Spencer, que tinha em punho uma Super 8mm, o clipe de “Só Agora” foi filmado em uma chácara em São Paulo, onde foram capturados momentos da banda, filhos e amigos próximos.

Cantora e diretor durante as gravações do clipe (Foto: Otavio Sousa)

Passados quase dois meses do lançamento, sonhei com cenas do vídeo. Curioso, pois o assisti poucas vezes, revendo só hoje. Na noite em que foi lançado, mandei um email para o diretor contando as sensações que as cenas tinham me causado – “uma montanha-russa de emoções”, disse a ele.

Ricardo Spencer também dirigiu os clipes de “Memórias” (junto com Alexandre Guena), “Deja Vu” e “Me Adora”, além do “Sessões Anacrônicas”, documentário sobre as gravações do disco Anacrônico (também com Alexandre Guena), o making of do “(Des) Concerto ao vivo” e “Chiaroscope”, uma espécie de home movie do disco Chiaroscuro.

Tendo isso para analisar, sentir e simplesmente ver, todas essas produções causam em mim, como espectadora, uma montanha-russa de emoções. Na verdade, um parque de diversão de emoções. Para que serve a arte, senão para divertir, sentir, se jogar? Pois esse é o tipo de arte que te acelera, excita, aperta o peito, surpreende e arrepia os pelos do corpo inteiro.

Spencer também dirigiu o clipe da música “Me Adora”, com mais de um milhão de views no youtube (Foto: Otavio Sousa)

Talvez o trabalho de Spencer vista tão bem as músicas da Pitty porque a música dela causa justamente esse sentimento meio (meio?) montanha-russa, não se encaixando no conceito de indústria musical que a mídia nos mostra. Ninguém esperava todo o experimentalismo do Chiaroscope, nem a música “Só Agora” como single e o estilo do clipe que assistimos. Acho isso curioso e lindo, porque o que mais vemos são bandas idênticas e com músicas idênticas, tudo produzido para ser absorvido da maneira mais fácil pelo público.

Acredito que vender com originalidade, não fazer o que todo mundo faz e, mesmo assim, crescer, conquistar espaço, é uma grande vitória para qualquer artista, independente do ramo.

Sobreviver em um meio que deseja e consome um acervo de coisas palatáveis demanda lutar bravamente contra essa previsibilidade artística, tão presente em nossos aparelhos de rádio e televisão.

É bom perceber que ainda há artistas lutando contra isso.

Natalia Nissen @_natiiiii

 Há pouco mais de um mês foi lançado o tão esperado álbum póstumo de Michael Jackson (falei sobre ele aqui). Depois de ouvir atentamente o CD posso dizer que “Michael” é um trabalho um tanto diferente daqueles com os quais estamos acostumados.  Como já havia falado no outro post, acho que este último disco não valorizou tanto a voz do cantor como os outros, mas não deixa de ter boas músicas. Algumas músicas já eram conhecidas por fãs que acompanharam a carreira do cantor, pelo menos trechos de determinadas canções já haviam vazado na internet ou sido apresentadas em projetos de outros álbuns.

Seguindo o raciocínio da polêmica que envolveu as músicas liberadas na internet antes do lançamento, realmente, algumas parecem não ter vocais “só” do MJ, e sim trechos que podem ter sido selecionados de outros sucessos e com o vocal de alguém que tem uma voz muito semelhante a do Michael. Mas como não sou perita em produção e edição de áudio prefiro não deixar argumentos infundados, apenas observo que há algo suspeito em certas faixas do álbum.

O rei do pop é alvo de polêmica e fracasso (Foto: divulgação)

Ao ouvir as músicas dá pra imaginar o Michael no palco fazendo suas performances tão famosas e surpreendendo todo seu público. Perdemos um gênio da música pop e da dança.

Nas comunidades dedicadas ao artista em sites de relacionamento os fãs têm muitas opiniões sobre o inesperado fracasso nas vendas do álbum. Alguns comentam que o título do disco foi uma péssima escolha, já que, este é o trabalho menos autoral de MJ. Outros alegam à falta de divulgação, e ainda, um proveito estritamente comercial por parte da gravadora que acabou deixando de lado os interesses do cantor e de seus fãs.

 “Michael” não poderia ser apresentado sob menos polêmica e fica a critério de cada um dizer se o disco agrada ou não. Quem sabe um próximo lançamento supere as expectativas e traga menos decepção a quem tanto esperou por um álbum de músicas inéditas.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Depois de 5 anos como vocalista da banda soteropolitana Matiz, Mariana Diniz, 27 anos, deixou a banda e está armazenando composições para seu projeto solo.

Durante o ano de 2010, os integrantes da banda Matiz fixaram-se no Rio de Janeiro para mixar e masterizar seu CD de lançamento – que já estava gravado, fazer a arte do disco e disponibilizá-lo para venda. No final de 2010, Mariana anunciou sua saída da Matiz, alegando estafa musical e retornou a Salvador, onde começou sua carreira.

Mariana afirma seguir carreira solo, mas diz não ter banda, ainda (Foto: Caroline Paternostro)

Através de uma conversa no MSN, a cantora contou suas ideias e expectativas para a nova carreira solo.

– Assim que assumi para mim mesma o fim, começou a rolar a empolgação com o trabalho novo. Comecei a pensar nas músicas que eu já tinha, nas letras, em parcerias que poderia fazer e em músicos que pudessem colar. Cheguei em Salvador e comecei a fazer os contatos, mas enquanto não rolar ensaio, nenhuma banda está formada, diz a cantora.

Foram produzidas 12 músicas para este disco que estava sendo finalizado no Rio de Janeiro, das quais 4 Mariana compôs. São elas “Carta”, “Dueto”, “Henri Matisse” e “1968 – Nenhuma tarde ruim”, duas musicadas por seu ex-parceiro de banda e guitarrista Daniel Albuquerque (Dinha), e outras duas pelo baterista Leo Abreu. Das músicas que entrarão em seu novo repertório e serão as primeiras a serem trabalhadas, Dinha foi quem musicou 4 delas.

Diferentemente de quando estava na Matiz, Mariana pretende mesmo investir em um projeto solo, com total autonomia e apenas cantando letras suas. Além disso, brinca dizendo que não se sentiria a vontade com o anúncio pré-show “com vocês, Mariana Diniz”, daí a vontade de dar um nome ao projeto. Mas diz que, caso não encontre um nome que faça jus ao que quer propor ao público, o projeto levará o nome dela. Conta, ainda, que já tem mais de 10 letras prontas para serem trabalhadas. Porém, como ela acha que as letras não se sustentam sem a música, só saberá quais entrarão no CD quando vir-las musicadas.

Mariana já está em contato com alguns músicos e diz que provavelmente em fevereiro eles comecem os ensaios para dar continuidade à sua carreira musical.

A cantora pretende dar continuidade na sua carreira em Letras, além da música (Foto: Caroline Paternostro)

– Tem algo muito representativo nesse projeto para mim: quero me afirmar como uma artista de música independente de Salvador. Além de cantora, quero chamar atenção para o meu lado compositora, da qual me orgulho bastante. Quero ser reconhecida como artista que sou. Artista, fundamentalmente artista. É uma condição, entende? Independente do status que a inserção no mainstream inevitavelmente confere, e que eu não tenho. Música é uma necessidade. Até darei continuidade à minha carreira em Letras- justo para poder bancar minha música, mas cantar o que eu escrevo é tudo o que eu preciso. E quero muito que isso chegue, comenta Mariana.

A cantora também conta que, por enquanto, não pretende lançar um álbum. Sua ideia é ir lançando as músicas gravadas no MySpace, que será criado assim que o projeto estiver definido.

– Estou pensando em um nome para o projeto solo. E tudo sem muitas pretensões: ensaiar, gravar, divulgar, fazer show, conclui a cantora.

Finalizando nossa conversa, Mariana cita um trecho de uma carta de Mario de Andrade:

“… pra aguentar um destino desses, antes de mais nada, é preciso ter uma ambição enorme, uma paciência enraivecida, um desejo de se vingar da vida, e uma ensolarada saúde mental. (…) Você se analise, pense seriamente sobre você, sobre se você sente mesmo em si A FATALIDADE DE SER ARTISTA, sobre se tem coragem e força pra aguentar o tranco duro que vai ser o seu. Se você tem orgulho suficiente pra mandar o mundo à puta-que-o-pariu em benefício desse mesmo mundo imbecil, se você tem coragem para tanto, sem falsa humildade, então vamos principiar.”

Confira o videoclipe de Dueto (parceria de Mariana Diniz e Daniel Albuquerque), lançado em 2007.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Quem foi até o Stage Music Park, em Florianópolis/SC, para conferir o show de Amy Winehouse, no último sábado, se deparou com alguns problemas de organização do evento, pois a distribuição da plateia não estava de acordo com o que estava no site do Livepass, ponto de venda exclusivo do festival. Na ilustração do mapa que estava no site, o camarote ocupava a área localizada em frente ao palco, enquanto a pista ficava atrás. Entretanto, a pista ocupou a área que estava destinada para o camarote.

Print do site feito pela estudante Carla Ruthes

Os ingressos para o camarote custavam de R$ 300 a R$ 600. Na pista, o valor variava de R$ 100 a R$ 250. No final, quem pagou R$ 100 e R$ 600, acabou ficando no mesmo local.

Devido a esse problema, a estudante Carla Ruthes colocou na internet um texto mostrando sua indignação.

Segue, na íntegra, o que a estudante escreveu:

“Gostaria de ter ajuda da mídia para fazer uma reclamação.
Comprei meu ingresso antecipadamente pelo site LIVEPASS -fiz a compra no dia 25/11, osingressos começaram a ser vendidos no dia 23 – e já no segundo lote, optei pelo camarote, pois segundo o site do LIVEPASS o mapa deixava claro que o camarote era NA FRENTE DO PALCO, separado da pista, que começaria logo atrás… Paguei o equivalente a R$ 575,00, R$ 500 do ingresso e R$ 75 de taxa. O que me levou a adquirir o camarote foi o local privilegiado que ele abarcaria e assim o fiz.

Foto: Charles Guerra

Cheguei ao local às 21h30min, a noite que tinha tudo para ser de pura diversão se tornou uma tragédia, ao menos para mim, que a procura do camarote encontrei uma pista livre, já cheia de gente! Não condizendo com o que eu havia comprado, os camarotes eram laterais e ao fundo, ainda nas laterais, mas na frente dos camarotes das “pessoas comuns” havia uma divisão, que era para VIPs! Nada disto havia sido previsto, muito menos informado. O jeito era optar por ficar empoleirado no fundo de um camarote abarrotado de gente OU partir para a pista.

Fugi para a pista e lá, aqueles que compraram ingressos de última hora, ou mesmo antes, com valores muito abaixo do que eu paguei, por exemplo, ficaram gratos com a surpresa, pois nem eles esperavam a pista liberada. Fiquei furiosa, fiquei indignada, me senti enganada. Ao meu lado haviam pessoas que também estavam se sentindo da mesma maneira, pois também haviam comprado o “tal camarote”, outras pessoas que pagaram R$ 100, R$ 200 estavam felizes por elas mas ao mesmo tempo compadeciam da nossa situação, nos entendiam e davam força. Do mesmo, muitas pessoas no meu twitter manifestaram apoio, abismadas com o acontecido, mesmo as que nem foram ao show.

Outro que me deixou extremamente triste foi que li no verso do ingresso as “regras/instruções” para o espectador do show, entre elas dizia que era proibido qualquer tipo de imagem, sendo ela vídeo ou foto, fosse capturada no evento. Em respeito a isto, não levei minha câmera, companheira de shows. Você deve saber que o que eu encontrei lá foi um festival de câmeras de todos os tipos e tamanhos. Quem vai correr atrás dos “infratores”? Quem vai cobrar multa ou dar punição a quem captou as imagens, quem não fez sua parte? Pode ser que isto seja o de menos, mas regras são regras.

Os shows são compostos sempre do público, dos artistas e daqueles que “organizam a bagunça”… Se um falha, a bola de neve cresce e neste caso eu senti o peso dela me esmagando. Não tenho recordação feita por mim mesma do show, não tive o camarote que eu pensei ter comprado e o dia 8/01/11 vai ficar marcado como o momento em que tive uma grande decepção na minha vida.

Foto: Hermes Bezerra

Quem deposita quase R$ 600,00 em um show não espera passar pelo apuro que passei. Eu podia ter simplesmente ter comprado a pista por R$ 100, no máximo R$ 200 e teria assistido ao show do mesmo lugar. Isto não é um absurdo?!
Me sinto lesada, já fui ao Stage Music Park e eles não se responsabilizaram por nada, liguei para o Livepass, eram 14h e a pessoa que me atendeu disse que estavam todos em horário de almoço, que eu teria que ligar depois. Liguei para uma tal de Juliana, que pelo que consta vendeu os camarotes reservados, creio que eram aqueles melhor posicionados e cheios de gente da High Society Florianopolitana. Todos estão “tirando o corpo fora”. E eu? Como fico? Se eu quisesse ouvir os shows, comprava o CD ou ficava na porta do local do evento. Eu queria ver os artistas de perto, eu queria vê-los, queria CURTIR o show. No fim das contas, todas as surpresas ruins tomaram conta das boas. Faz 3 dias que estou mergulhada neste mistério do camarote em frente ao palco que não passava de um desenho.

– Não havia por escrito em lugar algum que a imagem era meramente ilustrativa. E mesmo se fosse, pra que mapa local se ele não serviria de orientação ao comprador e não era NEM UM POUCO fiel ao que encontramos no dia do show?!

– Não estavam descritas vantagens como “área coberta e banheiro” na hora da compra, ou seja, o que induziu as pessoas a comprar o camarote foi O LOCAL, O POSICIONAMENTO e não isto que publicaram na nota.

Enfim, a lição está dada: não se pode tentar fazer as coisas de maneira correta em um país onde isto se torna burrice. Porque é assim que me sinto – uma idiota. Como eu já havia mencionado em texto anterior, o jeito é tentar entrar para a High Society ou então bancar a espertinha e viver na malandragem.”

Att., Carla Ruthes
Estudante de Letras-Português na UFSC, 19 anos.