Carol Govari Nunes@carolgnunes

 “Na Mira 2013” é um evento promovido pela Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo de Frederico Westphalen, que acontecerá no dia 30 de agosto no Les Paul Rock Pub em Frederico Westphalen. A ideia do evento é fomentar, além de incentivar, a musicalidade existente no município e na região.

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Flyer do evento (Divulgação)

Para o secretário da Indústria de Frederico Westphalen, Sidnei Barbieri, “o evento vai escolher apenas uma banda, mas esta será uma forma de valorizarmos bandas locais e das regiões vizinhas, além de trazer visitantes para prestigiar a cidade e o comércio e conhecer melhor as potencialidades que o município oferece”. A comissão organizadora do evento selecionará seis bandas para o evento “Na Mira 2013”. Entre a premiação, a banda escolhida também será contemplada com um show no dia 19 de Outubro, durante a 9ª edição do festival conhecido como “Na Mira do Rock”, na Ecco Eventos, ao lado das seguintes bandas:

MotoRocker – Curitiba / PR
Cartel da Cevada – Porto Alegre / RS
Encéfalo – Fortaleza / CE
Bravery Branded – Torres / RS
Save our Souls – Porto Alegre / RS

Ingresso para o evento será a entrega de 1kg de alimento não perecível

De acordo com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, foi pensando no público jovem que a organização do evento decidiu cobrar como entrada para o evento a doação de 1kg de alimento não perecível que será destinado ao PROMENOR.

Ainda segundo o secretário da Indústria de Frederico Westphalen, esta ação visa “impulsionar a participação dos estudantes das 4 universidades presentes no município e a solução encontrada foi a de baratear a entrada com a doação de um alimento”.

As bandas que desejam participar do evento devem se inscrever até o dia 10 de agosto enviando o release da banda e vídeos ou áudios de 2 músicas cover e 1 autoral para o e-mail: imprensaprefeiturafw@gmail.com

Para outras informações:

Sidnei Barbieri – Secretário da Indústria, Comércio e Turismo de Frederico Westphalen
Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Frederico Westphalen
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Natalia Nissen – @_natalices

Quem não foi adolescente na época do “Nenhum de Nós – Acústico Ao Vivo 2” não sabe o que é mimimi. O CD tinha hino para todo mundo e independente do tipo de música que gostava, todo mundo sabia, pelo menos, uma letra inteira. Não que o “hino” fosse a realidade da geração, mas os jovens achavam que era. Até arrastei minha mãe pra um show deles em 2006 e tive que ouvir “eu sabia cantar todas as músicas de tanto que a Natalia ouvia em casa”.

Mas não somente aquele disco foi bom, não. Afinal, a carreira deles já dura mais de 20 anos.  Então, foi com um pouco de nostalgia que eu assisti ao teaser do “Contos Acústicos de Água e Fogo”. Fiquei com vontade de ver o resultado de toda a produção, pra ver o que há de novo ou nem tão novo assim.

E a moral da história é que a gravadora está investindo um bocado na divulgação do lançamento.  “Contos de Água e Fogo” saiu em 2011 e nessa semana o “Contos Acústicos de Água e Fogo” chegou às lojas.  Que seja mais uma produção bem sucedida!

A propósito, Nenhum de Nós é uma banda que eu queria ver de novo. Porque aqui pras bandas de Frederico Westphalen só têm tocado figurinhas carimbadas. Já que “não tem novidade” boa, que pelo menos tragam bons clássicos. E a agenda mostra que a banda não passa tão longe daqui. Em agosto tem show marcado em Palmitos/SC.

UPDATE:

Na sexta-feira, 2 de agosto, a banda faz o show de lançamento do DVD no Cine Joia, em São Paulo.  A apresentação terá a participação especial do guitarrista Edgard Scandurra e o baixista Estavão Camargo atuando como músico convidado. Os ingressos já estão à venda e o primeiro lote custa R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada).

 

Ah, e amanhã é Dia Mundial do Rock. Let’s rock! \m/

Natalia Nissen@_natalices

A minha dor está na rua
Ainda crua
Em ato um tanto beato, mas
Calar a boca, nunca mais!

 

Tom Zé (Foto: Divulgação)

Tom Zé (Foto: Divulgação)

Nesse clima de gente na rua, cartazes e gritos de ordem que encontrei a nova música do Tom Zé. Crua e linda. Não é a primeira vez que ele aparece aqui, “O Amor é um Rock” está no Set List do blog e “Povo Novo” resume de maneira simples e direta o que tem acontecido nas últimas semanas. Deixando de lado os atos de violência e os aproveitadores que aparecem querendo promover suas causas umbiguistas, “a nossa dor está nas ruas” e já está rendendo bons frutos.

Tom Zé, por sua vez, sempre nos presenteia com canções cheias de brasilidade, críticas e reflexões. Tem amor, guerra, rock, música popular e inspiração. É um bom (e antigo) jeito de protestar.

Lá no início dos anos 2000 ele lançou o “Imprensa Cantada 2003”, que eu só fui ouvir em 2007 ou 2008, mas me arrebatou como se fosse a última novidade do mundo da música. Aliás, o disco também vale nesses tempos de manifestos pacíficos e nem tão amigos assim.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

O mês de junho foi marcado pelo lançamento do single “Merry-Go-Round”, da Fire Department Club. Criada em Porto Alegre no final de 2009 depois que Meinel, guitarrista, teve a ideia de montar uma banda que fizesse um som diferente do que a cidade estava acostumada, a FDC surgiu com uma mistura diferente de elementos sonoros e composições em inglês. Com riffs precisos, melodias marcantes e um ritmo pronto para a dancefloor, “Merry-Go-Round” mostra a ousadia da banda em uma sonoridade única.

Formada por Meinel Waldow (guitarra), André Ache (vocal/baixo) Gabriel Gottardo (guitarra/synth) e Gui Schwertner (bateria), em 2010 a FDC já tinha metido a cara no cenário independente de Porto Alegre, mas só em 2012 foi que lançou seu primeiro EP, “Colourise”. Depois do lançamento do EP, a banda adicionou o “Club” e a coisa começou a ficar maior, iniciando uma parceria com o produtor Luc Silveira e o selo Soma Records. Após essa parceria, a banda relançou a faixa “Just Fine” (presente no EP) e começou a tocar em casas de shows maiores em Porto Alegre, como Beco e Opinião.

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Foto: Divugação 2013 por Daniel Lacet

“As casas de show têm quase sempre disponibilizado o espaço. O que sinto falta ainda é uma cena forte, aonde as pessoas vão a fim de conhecer novas bandas e fazer essa troca de ideias. A noite tá cada vez mais, como disse um amigo, “som alto, encher a cara e achar um amante””, comenta o vocalista/baixista André Ache.

Influenciada por Wombats, Strokes, We Are Scientists, Incubus, Two Door, Foals entre outras tantas bandas, o próximo passo da FDC será o lançamento de um EP com pelo menos 5 faixas, conta o vocalista/baixista. Os músicos atualmente se encontram em processo de pré-produção e pretendem lançar esse EP até o final desse ano. André também comentou sobre o cenário independente de Porto Alegre e disse que a nova safra de bandas na capital está muito boa: “Existe uma nova safra de bandas daqui muito legal. Não só de POA, mas de toda a região metropolitana. Geralmente reunimos uma ou duas para os shows, fazendo um intercâmbio bacana”, diz o músico.

Sobre o processo de composição, André diz que “o nosso processo é bem variado. Todos trabalham. Às vezes surge de um riff de guitarra, às vezes de uma batida louca do Gui. Por muitas o Gabriel vem com uma ideia de letra e eu crio a melodia e vice versa. Mas, no caso de “Merry-Go-Round”, a letra foi escrita pelo nosso amigo Léo Stein e musicada por mim, no violão mesmo”.

Além da parceria com o Soma Records, a banda lançou o single “Merry-Go-Round” através da Ditto Music, distribuidora de música da Inglaterra. A Dito Music, além de distribuir música em mais de 130 países, possibilita a compra de “Merry-Go-Round” em diversas lojas virtuais como, por exemplo, iTunes, Spotify, Amazon, Deezer e eMusic.

Aqui você pode ouvir “Merry-Go-Round” no SoundCloud. Já aviso que é impossível ouvir só uma vez e é impossível não sair dançando.

Para conferir biografia, fotos, músicas e etc, é só clicar aqui e ir direto para o site da banda.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Os tempos estão mudando, a repressão ainda ta pegando, a galera ta se pronunciando, mas a nossa liberdade não é total, a gente sabe. Não digo só a liberdade do país, que ta querendo nos atar cada vez mais com projetos de leis inacreditáveis, mas a liberdade individual de cada um. Muita coisa nos prende internamente, mas já são tantas as prisões externas que acredito que não devemos cultivar as internas.

Não vou me deter no assunto dos protestos, das leis, da copa, mas tudo isso me levou a pensar em liberdade. Fico pensando por quanto tempo a gente se acorrenta a definições, a escolhas, a identidades. Hall (2006) disse que não existe uma identidade unificada, que “se sentimos que temos uma identidade unificada desde o nascimento até a morte é apenas porque construímos uma cômoda estória sobre nós mesmos ou uma confortadora “narrativa do eu””. Woodward (2000) também falou que a diferença pode ser concebida como princípio da diversidade, heterogeneidade e hibridismo, o que vem a enriquecer as identidades. É lógico que em algum momento isso apareceria no meu texto – estou finalizando um TCC e não leio outra coisa senão estudos sobre identidade, diferença e o enriquecimento cultural que essa mistura pode causar. Mas também não vou me aprofundar (tanto) nesse assunto.

Sendo assim, preciso contar que hoje eu me apaixonei novamente.

Não por uma nova pessoa, mas por uma nova música. A música não é uma mistura, apesar de a intérprete vir de outras raízes. Falando em raízes, lembrei que raízes também podem nos acorrentar. Raízes ou certezas, tanto faz. Eu tenho as minhas, tu provavelmente também tenha as tuas. Eu sou isso, sou contra aquilo, sou a favor disso, só canto esse estilo de música, detesto aquele outro estilo. Isso dá segurança para a gente e para os outros, é muito mais cômodo não trocar de hábitos, não  adquirir outros gostos, não infringir as identidades que os outros já construíram sobre nós, mas eu gosto de pensar, repensar, voltar atrás, ir para o lado, mudar de objetos de estudo e de direção. Também gosto de pessoas assim: pessoas que dão a cara à tapa, pessoas que se atrevem a trabalhar longe da sua zona de conforto, pessoas que não pisam em ovos, pessoas diretas, pessoas confortáveis, sim, mas com situações diferentes. E Pitty me pareceu extremamente confortável cantando “Roda Ciranda” (Martinho da Vila) – tão confortável que fez com que eu me apaixonasse novamente por sua voz. Sua personalidade firme atrelada à malemolência e doçura do samba de Martinho da Vila resultou numa mistura encantadora.

Perceba que eu me perco entre suave, firme, confortável, doce. Bom, tire suas próprias conclusões. Conhecer músicas (e coisas) novas, pensar, ouvir, observar, se atrever – tudo isso já é um ensaio de liberdade. E olha que daqui a pouco vão começar a nos cobrar por esse ensaio de liberdade (tomara que não, entretanto, não ando muito confiante no mundo). Do jeito que a coisa ta, um samba vai bem para alegrar =)

Essa música faz parte do Sambabook, projeto em comemoração aos 75 anos de idade e 45 anos de carreira do Martinho da Vila. Vale conferir, tem uma galera massa.