Natalia Nissen@_natalices

Sábado nublado para ficar em casa ouvindo uma música no repeat eterno. A música do dia é Ghost Riders In The Sky.  Para quem não lembra assim de nome, é aquela que toca no final do filme Motoqueiro Fantasma. No Youtube tem uma penca de versões e vou deixar três aqui, afinal são mais de 60 anos de música.

Só prestar atenção na letra e imaginar o tal rebanho das vacas de olhos vermelhos. Eita, capiroto!  E hoje vai assim, mais vídeo do que música. Mais do que o normal.

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Paul é o tiozão do pop

Posted: 08/02/2015 in Lançamentos, Pop
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Natalia Nissen@_natalices

Tiozão não, né? Já dá pra dizer que é avô.

Paul McCartney, mais do que nunca, anda se bandeando para o lado das musas do pop. Tenho faniquito da Rihanna, mas me obriguei a ouvir o novo single dela com participação do ex-beatle e Kanye West.
O Paul é figurante nessa história toda. Assim como na participação dele na música “Only One”. Vai entender.
Não que eu goste do Kanye West, mas tenho uma birra do tamanho do mundo com a Rihanna, então achei uma menos pior que a outra. A música não é horrível, mas né. Não curto a necessidade de sempre estar (quase) pelada nos vídeos e sensualizando eternamente.

E essa semana a Lady Gaga também anunciou parceria com o Paul. É esperar para ver no que vai dar.

Para não dizer que eu sou chata, vai uma parceria que eu gosto e até já escrevi por aqui.  Johnny Depp figurou em alguns vídeos… Aí tem fundamento.

E ode aos bons tempos de parceria de Wings. :p

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Ontem eu decidi ser público. Não queria ser jornalista e entrevistar, não queria ser pesquisadora e analisar, não queria prestar atenção em nada que não fosse o espetáculo. Fotos, umas 5, apenas para registro. Confesso que pra mim isso é algo desafiador e que eu venho lutando muito nos últimos shows, pois mesmo quando não estou trabalhando acabo sendo extremamente racional e observadora. Mas ontem, mesmo que não completamente (por mais que eu tente, não consigo me livrar de mim – acho que dá para notar nos próximos parágrafos), consegui não pensar tanto e ser público.

E fui público no primeiro dia do espetáculo “Nico Tributo”, em homenagem ao grande Nico Nicolaiewsky. Com direção musical de Fernando Pezão (que também cantou, tocou bateria e piano) e uma banda formada especialmente para o evento, Hique Gomez, Cláudio Levitan, Arthur de Faria, Marco Lopes, Silvio Marques, Nina Nicolaiewsky e Fernanda Takai interpretaram canções de diferentes fases de Nico. Foi de se lavar chorando. Tenho certeza que muitas pessoas que estavam lá concordam comigo, inclusive o sisudo senhor que estava sentado ao meu lado esquerdo e que volta e meia tirava os óculos para enxugar suas lágrimas.

A banda abriu com “Só cai quem voa”, e foram 3 segundos até eu começar a chorar. A iluminação de palco estava sensacional. O cenário delicado e muito honesto. A banda? Nem sei o que falar. O público, para mim, também foi uma experiência à parte. Tenho adorado assistir a shows em lugares que eu não frequentava, como teatros e salão de atos, onde encontro senhoras simpáticas no banheiro e eventualmente dou um papel para uma criança que quer pedir um autógrafo. Além disso, quase nenhuma luz de câmera fotográfica ligada, muito menos celular. Apenas palmas emocionadas e ensurdecedoras.

Cada momento foi único e especial. Hique se derreteu – e nos derreteu – ao cantar “Feito um picolé no sol”; Cláudio Levitan, além dos textos, fez todos cantarem “Marcou bobeira”; Nina, filha de Nico, emocionou com “Vida sem razão”; Pezão arrasou em “Final feliz”; Arthur de Faria trouxe a linda “Schafran” e Fernanda Takai deu aquela graça que só ela tem às canções “Onde está o amor?”, “Ser feliz é complicado” e “A vida é confusão”. E essas são só algumas das músicas – ainda teve “Poeta analfabeto”, “Flor” (cantada lindamente por Silvio Marques) e muitas, muitas outras. No bis, cantamos e procuramos todos juntos “A verdadeira maionese” e saímos do teatro com “Só cai quem voa”, a mesma que abriu o espetáculo. Lá fora, mesmo com chuva, todos cantaram, pularam, dançaram, aplaudiram e gritaram “NICO! NICO! NICO!”. Quem não se emocionou bom sujeito não é.

Quem perdeu ontem, ainda tem hoje (sexta), sábado e domingo. No domingo, além dos nomes citados acima, tem a participação de John Ulhoa, do Pato Fu. John produziu o disco “Onde está o amor?”, que Nico lançou em 2007.

Abaixo, um trecho de “A vida é confusão”. Essa é uma das músicas mais importantes da minha vida, e justamente por isso só filmei um trecho. Eu queria prestar atenção em cada segundo dela. Vocês vão perceber isso pela filmagem trêmula, já que eu nunca olho para a câmera, e sim para o palco, mas mesmo assim achei que devia compartilhar um pedacinho dessa noite especial.

Acreditem, tudo isso que eu escrevi não passa de um breve relato. Quem puder, vá até o Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, centro, Porto Alegre) e assista a esse espetáculo fenomenal e comovente.

 UPDATE

Eu fiquei tão extasiada com a apresentação de quinta-feira que precisei repetir a dose. Fui no domingo, no último dia da temporada, e foi tão emocionante quanto o primeiro. O último espetáculo foi filmado pela Estação Filmes e vai sair em DVD ou programa de televisão. A direção fica por conta do Rene Goya Filho, então fiquem ligados!

No dia 11 eu fiz dois registros: “Feito um picolé no sol”, com Hique Gomez e Arthur de Faria; e “Ser feliz é complicado”, com participação de Fernanda Takai e John Ulhoa.

A certeza dessa celebração é de que a arte nunca morre. Eu poderia ficar horas escrevendo sobre o último espetáculo, sobre a atmosfera linda que tomou conta do teatro, sobre amor, sobre tudo; mas resumo em uma frase: Nico, tua vida nunca vai se desmanchar feito um picolé no sol.

Os textos mais lidos de 2014

Posted: 31/12/2014 in Rock

O ano está acabando e, como de costume, temos os textos mais lidos do ano, segundo as estatísticas do WordPress.

Abaixo, o link dos dez posts mais visitados em 2014.

Que 2015 seja um ano de ótimos discos, muitos shows, clipes, livros, documentários, músicas e pautas interessantes. Feliz ano novo!

  1. Viver parece mesmo coisa de insistente: Pitty e suas SETEVIDAS
  2. Pitty no Opinião: o lançamento do disco SETEVIDAS
  3. Costa do Marfim: a casca quebrada da Cachorro Grande
  4. Mas afinal, o que é que o sertanejo universitário tem?
  5. Agridoce e a diferença entre o abajur e a luminária
  6. Caixa de surpresas do rock: a parceria entre Pitty e Ricardo Spencer
  7. Maria Lúcia: novo pub em Frederico Westphalen
  8. Sobra demônio: Pitty na Inked
  9. Concertos Dana: Cachorro Grande e Orquestra de Câmara da ULBRA
  10. Pe Lanza, a pedrada e até aonde a intolerância pode chegar

Eu queria ser Cássia Eller

Posted: 29/12/2014 in Rock
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Carol Govari Nunes@carolgnunes

Foi em 29 de dezembro de 2001 que Cássia Eller nos deixou. Hoje, 13 anos depois, ao lembrar da data, fui tomada por uma sensação de nostalgia que me obrigou a pausar meus afazeres científicos e deixar que essa sensação viesse à tona como ela merece.

Eu tinha 13 anos quando a Cássia morreu. Ela não era só uma cantora com a carreira no auge – ela era, para mim, a maior cantora do mundo. Quem me conheceu na pré-adolescência sabe que eu nem estou exagerando (como geralmente faço aqui no blog), era tudo isso mesmo. Eu sabia tocar todas as suas músicas. Eu tocava o Acústico MTV, lançado no mesmo ano de sua morte, religiosamente todos os dias. Eu tinha um tonante terrível, estava naquela fase de primeira aproximação verdadeira com o violão e as revistinhas de cifras ensinavam a tocar o básico de todas as canções dela. Minha mãe não aguentava mais. O bom é que as revistas, por causa do sucesso do Acústico MTV, acabavam trazendo também músicas de outros discos como, por exemplo, Veneno Antimonotonia, Com Você… Meu Mundo Ficaria Completo, entre outros.

Basicamente, o que eu conhecia de compositores brasileiros no início dos anos 2000 se resumia a Cazuza, Frejat, Nando Reis, Chico Buarque, Renato Russo, Riachão – tudo porque eram os autores das canções que ela interpretava. E como interpretava. Pra mim, ela vai ser sempre uma das maiores intérpretes da música brasileira. Não é tão simples assim pegar a música que outra pessoa escreveu e deixar ela com a tua marca, com a tua impressão, com o teu sentimento.

Eu poderia ficar horas contando tudo o que a Cássia representou pra mim dos meus 10 aos 13 anos; de que forma ela influenciou na minha personalidade, de como eu me sentia acolhida (sim, acolhida – vocês imaginam como é ser um pouquinho diferente, numa cidade de 5 mil habitantes, no interior do Rio Grande do Sul?) quando a via na televisão, de como eu sofri quando ela morreu, mas nada seria suficiente – tamanha sua importância –, então esses parágrafos só esboçam um pouco do que realmente foi.

Apesar da pontuação sofrível e dos erros de português, compartilho, abaixo, um texto que escrevi alguns dias depois de sua morte. Acho ele péssimo (e é, né), mas resolvi postar mesmo assim. Muito antes de sonhar ser jornalista, a escrita já me fazia companhia em absolutamente todas as ocasiões. Esse, sobre sua morte, considero o primeiro que escrevi sobre música. Tenebroso, mas de coração. Se eu passasse a limpo para esconder os erros não seria tão honesto, então posto exatamente como escrevi.

PS: o “Revista Isto É”, no canto direito, abaixo, é um detalhe que hoje acho engraçadíssimo: servia para “se a minha mãe ou alguém pegar, digo que copiei da revista” (santa ingenuidade, hein?). Durante anos, morri de vergonha de tudo que escrevi, então tenho muito manuscrito com assinatura fake. Mas esse fui eu que escrevi, mãe. E tudo que tu encontrar nas minhas gavetas dizendo que é da Capricho, mentira  – nunca li a Capricho -, fui eu que escrevi também.

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