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Débora Giese@dee_boraa

A Prefeitura Municipal de São Paulo, com a realização da Secretaria Municipal de Cultura, promoverá a 7ª edição da Virada Cultural na cidade. Ela está prevista para começar às 18 horas do dia 16 de abril e terminar às 18 horas do dia seguinte (17). Várias bandas passarão pelos diversos palcos espalhados pela cidade. Até o metrô, que não deixará de funcionar durante a virada, será palco de apresentações.

Todos os gêneros musicais são contemplados: de forró a rock’n’roll, de eletrônico a ritmos do candomblé, do hip-hop a ritmos latinos. Opção é o que não falta. O músico paulista Flávio Cavalcante, fã de Raimundos, conta que no ano passado, quando perguntavam para ele se iria à Virada Cultural, ele respondia que não, que iria apenas ao show do Raimundos (uma das inúmeras atrações oferecidas pelo evento anterior). E esse ano, diz ele, não será diferente: “vou sair apenas para ver os Misfits”, enfatiza.

A banda Misfits, que fará show na Virada Cultural. (Foto: divulgação)

Essa é a grande sacada do evento: são várias atrações acontecendo continuamente em vários locais e cada um pode montar o seu próprio roteiro conforme o que mais lhe agrada. Nada mais justo, já que o público é muito diversificado. Por trazer shows de grandes nomes, a Virada Cultural acaba atraindo, além dos habitantes de São Paulo, visitantes de outras cidades e até de outros estados. Ninguém deixa de dar uma “espiadinha”. O arte-finalista e estudante Paulo “Jeca” Schulz, paranaense de Marechal Cândido Rondon, estará na cidade por causa dos shows do Motörhead (16 na Via Funchal) e do Dirty Rotten Imbeciles (17 no Carioca Club), bandas que não fazem parte da programação da Virada desse ano, porém, o estudante fala que irá assistir ao show do Misfits. Sobre a apresentação da banda Sepultura em conjunto com a Orquestra Experimental de Repertório, Paulo comenta que nem verá o show do Sepultura. Diz que apesar de ser sua banda preferida, hoje em dia não se anima em ver o show, ainda mais com orquestra. Completa falando que este não é o modo que sempre sonhou ver o Sepultura. E finaliza dizendo que, para ele, a virada vai ser só o Misfits.

Para os fãs de Beatles, o palco “Bulevar São João” é o mais indicado. O quarteto Beatles 4ever tocará todos (sim, todos) os álbuns do querido quarteto inglês, em ordem cronológica. E para cada álbum, eles tocam com os instrumentos e roupas similares aos usados pelos garotos de Liverpool.

Mas a Virada Cultural não se resume só à música: filmes serão exibidos, peças de teatro apresentadas, o stand-up comedy terá seu espaço e também a luta livre. Uma verdadeira maratona cultural ao acesso de todos, já que a entrada é franca. (clique aqui para ver a programação completa)

Virada Cultural e Virada Cultural Paulista

Logotipo - Virada Cultural (divulgação)

Inspirada na Nuit Blanche, evento que rompe a noite da capital parisiense anualmente com as mais diversas atrações, a Virada Cultural envolve mais de 2 mil pessoas na produção. E ainda tem seguranças, Polícia Militar, Guarda Civil, médicos, enfermeiros, vendedores de cachorro-quente e afins. Além dos milhares de espectadores que prestigiam as apresentações.

O projeto deu tão certo que surgiu a Virada Cultural Paulista, que é a Virada Cultural do interior do estado de São Paulo. Ela acontece em 23 cidades simultaneamente, com esse mesmo conceito de 24 horas de cultura ininterruptas. Esse ano já é a 5ª edição, e acontecerá nos dias 14 e 15 de maio. E é um oferecimento do Governo Estadual de São Paulo, com realização da Secretaria Estadual de Cultura. (clique aqui para conferir as cidades e as respectivas programações)

Josefina Toniolo@jositoniolo

Demorei alguns dias para conseguir escrever sobre o show do Ozzy, até agora tudo que passava em minha mente era ele entrando no palco com um sorriso gigante… Ainda não havia encontrado palavras para descrever esse momento, ainda me parece um sonho louco. Se não fossem os hematomas para me lembrar de que foi real, talvez nem eu acreditasse.

Chegada sorridente de Ozzy no palco (Foto: Fábio Mattos - divulgação)

Sim, hematomas, pois ir em um show de metal requer muita força e resistência.  Nenhum playboy “bombado” de academia aguentaria mais que três músicas nos lugares da frente na pista com uns 5 mil headbangers  de 2 metros de altura  tentando te empurrar pra frente. Homens, sim, pois era a grande maioria, as mulheres que estavam lá eram guerreiras, as que sobreviveram até o final na grade são minhas “ídolas” porque, olha, era difícil, eu não aguentei e pedi pra sair.

Chegamos no Gigantinho às 8 da manhã, os portões abriram às 6 da tarde, nem com toda a insistência e gritos das milhares de pessoas que estavam lá, os seguranças abriram os portões antes.  Não é difícil ficar na fila, quando as pessoas têm algo em comum a conversa flui e o dia passa mais rápido. Os “únicos” problemas são a fome, a sede e a vontade de ir ao banheiro (que nesse caso ficava no outro lado daquela maldita rua super movimentada, transformando algo tão simples em uma missão impossível).

Quando os portões abrem e você percebe que conseguiu pegar ótimos lugares, todo o sofrimento vale a pena. Só mais três horas e o Ozzy, uma das maiores lendas vivas do rock, estaria ali na minha frente.

Ozzy comanda a platéia com maestria (Foto: Fábio Mattos - divulgação)

A banda de abertura, Gunport, tinha um som legal, as músicas eram próprias e bem tocadas, tudo nos conformes. Mas entraram mudos e saíram calados do palco, sem nenhum tipo de interação com o público. Alguns gritos de apoio se misturavam a gritos de “OZZY, OZZY” e vaias.  Afinal, ninguém quer saber da banda de abertura, ainda mais quando o som não tem muito a ver com o do show principal, era um rock mais leve, com uma pegada meio pop.

Às 21 horas, pontualmente, Ozzy apareceu no palco honrando sua nacionalidade britânica. Ele foi ovacionado pela platéia que delirava, chorava, gritava e pulava alucinadamente. Depois de um tempo, quando a pedidos, conseguiu diminuir um pouco (um pouco mesmo) da gritaria, falou algumas palavras que se perdiam no meio dos gritos e começou a “Bark at The Moon”, o gigantinho veio abaixo. Sem muitos efeitos especiais, pirotecnias e essas coisas, que definitivamente não fizeram falta nenhuma naquele momento. Um show simples. sem cerimônia. Logo em seguida foi a vez da única música do novo disco que fez parte do show, a Let Me Hear You Scream, que foi muito bem aceita pelos fãs.

A terceira música foi a clássica “Mr. Crowley”, que fez o gigantinho tremer, literalmente. Enquanto o tecladista Adam Wakeman fazia a tão famosa introdução, Ozzy parecia reger um culto satânico com gestos e caras de assustar qualquer criancinha. Maravilhoso, incomparável. A “I Don’t Know” deu continuidade a loucura que tinha se instaurado naquele ginásio, totalmente lotado. A “Fairies  Wear Boots” foi a primeira das cinco,  da sua ex-banda Black Sabbath, que fizeram parte do repertório.  Antes de começar a “Suicide Solution”, o Mr. Madman, muito simpático, incitou um “olê Ozzy” que em instantes virou um gigantesco coro.

Nos primeiros acordes da “Road to Nowhere”, uma das poucas baladas do show, muitas mãos, com alguns isqueiros e câmeras balançavam ritmicamente, em um dos momentos “fofos” do espetáculo. Mas nada supera os maiores clássicos, o  hino do Black Sabbath, “War Pigs”, levou todos a loucura, provando que quem estava ali tinha “conhecimento de causa”. Desde os mais velhos, que acompanharam a carreira da antiga banda, até os mais novos curtiram aquele que foi um dos pontos altos da noite.

A “Shot in the Dark” e a “Rat Salad” (outra do Black Sabbath) mantiveram a euforia e a energia que corria nas veias de todos ali presentes. A faixa instrumental, da ex-banda do Príncipe das Trevas, contou com mais de 10 minutos de solos de guitarra e bateria que, incrivelmente, alucinaram a platéia.

Parte da multidão que lotava o Gigantinho (Foto: Paz Fotos - divulgação)

A interação do baterista Tommy Clufetos em uma espécie de brincadeira com as baquetas transformou aquilo que poderia ser muito chato, como costumam ser os solos desse instrumento, em algo muito divertido. Esse momento serviu de descanso para o Ozzy que voltou para executar a “Iron Man”, clássico setentista do Black Sabbath, que transformou o gigantinho em um verdadeiro caldeirão humano, tamanha paixão pela música.

Dando continuidade, a “I Don’t Wanna Change the World” manteve o clima que encerrou o show com a “Crazy Train”, na minha humilde opinião, a música mais fantástica da noite. A performance dela ao vivo é coisa de louco, não tem como explicar a sensação e a vontade absurda de pular que essa música provoca. Nesse momento o show teve, aquele já conhecido, falso final. O pessoal meio confuso sobre o que gritar, chamava pelo Ozzy em meio a pedidos de mais um, uma zoada sonora se constituiu no ginásio. Foi quando Madman voltou ao palco e ensinou a todos como pedir mais música, puxando um coro de “one more song”.

Foi então que a música mais emocionante do show começou, gente chorando enquanto isqueiros, celulares e câmeras iluminavam o ambiente, criando uma imagem linda. Não era de se esperar menos para a clássica da sua carreira solo “Mama I’m Coming Home”.

A já tradicional espuma jogada por Ozzy no público (Foto: Paz Fotos - divulgação)

Sua voz quase desaparecia no meio das 13 mil outras vozes que cantavam a plenos pulmões essa música. Foi lindo, foi surreal, era impossível não se emocionar, também porque, quem tivesse olhado a set list dos outros shows da turnê saberia que essa era a penúltima música.

Eis então que começa a “Paranoid”, que causou um misto de felicidade absurda e tristeza, pois eu sabia que seria a última, ela encerraria aquela que foi a melhor noite da minha vida. Ninguém ficou parado. Não tinha ninguém sem pular, erguer os braços ou “bater cabelo”. Foi realmente um encerramento com chave de ouro.

Os poderes (quase mágicos) do Príncipe das Trevas

O Ozzy é lindo, magnífico, um gentleman. Mesmo com seus 62 anos e problemas de saúde causados pelos excessos do passado, comandou as quase duas horas de show como ninguém. Regia o público como um maestro, batia palmas, corria, jogava espuma e água nele mesmo e na platéia e até dava alguns pulinhos. Quem vê aquele tiozinho, meio curvado e com passinhos curtos, chegando no palco não acredita que ele se consiga durar o show todo, e ele o fez, melhor que muito gurizão de 20 anos por aí.

Ozzy causando euforia na torcida tricolor (Foto: Paz Fotos - divulgação)

Ele é uma simpatia, pegou o morcego de pano que atiraram e fingiu que ia comer a cabeça, satirizando o episódio tão famoso da sua história. Usou a bandeira do Grêmio como manto, para delírio dos gremistas, como eu, e tristeza dos colorados. Mas os tímidos gritos de desaprovação que surgiram, logo desapareceram novamente. O Ozzy é superior a tudo, até a essa rivalidade histórica.

Ao sair do local, ouvi alguém comentando algo que resume tudo: o Ozzy é um showman perfeito. É exatamente isso. Ele é ótimo e faz tudo com amor a camiseta, enchendo o palco com sua vontade de dar o melhor de si. Os músicos eram excelentes, mas quem mais me chamou atenção foi o baterista Tommy Clufetos, que destruía, literalmente, a bateria com muita força e habilidade. O medo dos fãs era a ausência do Zakk Wylde, substituído por Gus G. que agora ocupa seu posto de guitarrista. Mas, para a agradável surpresa de todos, o cara é realmente bom.

Saí de lá com a alma lavada, me sentindo no paraíso do Deus do Metal. Em novembro, quando comprei o ingresso fiquei com medo de que o desempenho dele ao vivo me decepcionasse. Mas não, para mim, o Ozzy agora garantiu seu posto de melhor do mundo, ele é O cara e duvido que alguém conteste a qualidade do seu show.

Ozzy na reta final do show (Foto: Paz Fotos - divulgação)

As pessoas saiam do Gigantinho praticamente flutuando de tanta satisfação. Foi onde um amigo meu perguntou: Josefina, agora já dá pra morrer tranqüila? Minha resposta não poderia ser outra além de “com certeza”. Se essa pergunta fosse feita para qualquer um no local, aposto que a resposta seria a mesma.

Existe vida pré e pós show do Ozzy e só quem teve a honra de conhecer esse segundo lado poderá entender o que estou dizendo.

Débora Giese@dee_boraa

O excêntrico Alice Cooper confirmou em seu site oficial que fará três shows no Brasil este ano: dia 31 de maio em Porto Alegre, no Pepsi On Stage, dia 2 de junho em São Paulo, no Credicard Hall, e dia 3 de junho em Curitiba, no Master Hall. O pai do rock horror show desembarca em terras tupiniquins com a turnê “No More Mr. Nice Guy – The Original Evil Returns”.

As apresentações prometem ser históricas. Além das performances diabólicas já características da Tia Alice, como é carinhosamente chamado pelos fãs, o guitarrista Steve Hunter (que tocou nos álbuns de 73, 75 e 76) estará de volta aos palcos.

O senhor de 63 anos Vincent Damon Furnier, que em meados dos anos 70 adotou para si o nome de Alice Cooper, é uma lenda viva do rock. Ele sobe aos palcos desde 1964 e trouxe para o mundo da música o teatro, os temas de horror, efeitos e maquiagem, criando um estilo único, que influenciou várias bandas como Marilin Mason, Robie Zombie e King Diamond.

O guitarrista Slash, parceria de Cooper na música “Vengeance Is Mine”, declarou que “Alice foi o primeiro de todos a casar o rock ‘n’roll com a teatralidade dramática e o horror. Por 40 anos ele fez discos fantásticos e performances ao vivo igualmente fantásticas. E ainda nos dias de hoje ele é o melhor de sua linhagem. Muito imitado, mas nunca duplicado”.

Consta que o primeiro megashow de rock internacional no Brasil foi protagonizado pela Titia e superou as expectativas de público. Alice declarou na época: “De todos os shows que fizemos aquele (no Anhembi/SP)  foi o mais bizarro. Tinha muita gente e faziam mais barulho que nós, nem conseguíamos ouvir o que estávamos tocando. Colocaram 120 mil pessoas lá dentro”. Mas pelo visto ele gostou, ou se acostumou, com o “calor” da plateia brasileira, porque será a quarta vinda para o Brasil.

Tia Alice está nos palcos desde os anos 60 (Foto: divulgação)

O baterista Edson Rosa conta que quase foi nesse show histórico de 1974. “Na época tinha 14 anos e já curtia meus primeiros rocks, principalmente Alice Cooper, Grand Funk Railroad, Deep Purple e Led Zeppelin. Vivíamos sob a repressão da ditadura militar. Fui praticamente proibido por minha mãe, preocupada com a cobertura alarmista das rádios e TVs alertando os pais sobre os riscos do evento. E, de fato, houve realmente muita confusão e várias pessoas pisoteadas, feridas e que desmaiaram em meio à multidão que afluiu para o Anhembi, que teve um público muito maior do que o previsto e que não tinha infraestrutura e segurança adequada para um evento desse porte. Acabei ficando em casa, mas meu irmão de som Nivaldo foi ao show e depois me contou todos os detalhes, inclusive a abertura do show feita pelo Som Nosso de Cada Dia”.

O legado de Cooper embalou e embala diversas gerações. Clássicos como “Poison”, “Vengeance Is Mine”, “Hey Stoopid” e “School’s Out” estão vivos na memória e playlists dos fãs. E uma das provas disso foi a recente entrada dele, em 14 de março de 2011, ao lado de Tom Waits, Leon Russel, Darlene Love e Dr. John para o “Rock And Roll Hall Of Fame”.

O professor de História Carlos Botto, 25 anos, ficou entusiasmado com a confirmação dos shows: “Alice Cooper no Brasil?! Uma das melhores notícias da semana. Apesar do nosso país receber grandes shows esse ano. Penso que o show da Tia Alice é um dos que você deveria anotar na agenda! Na estrada desde os anos 60, com várias passagens pelo Brasil, incluindo uma lendária em 1974, os shows teatrais são saboreados de muita energia e grandes clássicos como “School’s Out” e “Billion Dollar Babies”, “I’m Eighteen” entre outros que não costumam faltar! E agora são 3 oportunidades para ver a Tia mais velha do rock and roll. Go away bad mother fucker”.

Os ingressos estarão à venda a partir do dia 4 de abril. Os preços ainda não foram divulgados.

Novo álbum

Capa do primeiro álbum solo de Alice Cooper (Foto: divulgação)

Em fevereiro, no seu programa de rádio, o “Nights with Alice Cooper”, a Tia mais velha do rock anunciou que terminaram as gravações do seu novo trabalho, o “Welcome 2 my nightmare”.

O álbum será a continuação do disco de estreia da carreira solo de Cooper, o “Welcome to my nightmare”, de 1975. Assim como o primeiro, esse também será produzido por Bob Ezrin.

O fã Marcus Schulten manifestou-se: “estou curioso para ouvir, depois de tantos anos, esse encontro com Ezrin e os membros da banda original”.

Serão 13 faixas e o lançamento está previsto para o segundo semestre de 2011.

Bruna Molena@moleeena

Logotipo - Vinil Rock Café (divulgação)

O programa pode ter acabado, mas a festa não! Em mais um ano para ser comemorado, o Vinil Rock Café ressurge trazendo-nos um evento recheado do bom e velho rock and roll, dia 08 de abril às 23h, no Clube Harmonia de Frederico Westphalen. O programa extinto da rádio frederiquense Luz e Alegria 95,9 comemorou seu segundo aniversário em junho de 2009, com uma noitada em grande estilo que contou com a apresentação de diversas bandas e improvisos. Em 2010, no terceiro aniversário, trouxe Datavenia, Liberty?!, Trevus (rebatizada como Johnnie Red), entre outras. Agora é a vez de resgatar os clássicos, no Vinil Rock Café Classic. Três bandas vão compor as apresentações da noite, são elas:

Back Doors Band: o quarteto porto-alegrense tem a responsabilidade de interpretar uma das maiores e mais conhecidas bandas de rock da história: The Doors. Formada por Piá de Lucce no vocal, Ricardo Farfisa com teclado, baixo e vocais, Ellias Pedra na guitarra e vocais e Giovanni Benedetti na bateria, a banda está na estrada desde 2005 e, pelos vídeos no canal deles do Youtube, os fãs de Morrison e companhia só tem pelo o que se empolgar:

 

Logotipo - Sexy Pearl (divulgação)

(A música começa para valer lá pelos 2min20s)

Sexy Pearl: 2005 deve ter sido um ano bom pro rock’n’roll, pois nesse mesmo período a banda catarinense se formou. De Joinville, gravou seu primeiro EP em 2008 e foi vencedora do 9º Festival Coletânea de Bandas, o que resultou na gravação do cd e DVD do Festival, ao vivo no Hard Rock Café do Rio de Janeiro. Traz para Frederico o repertório de seu novo disco, intitulado “Na Cidade do Nunca”.

The Elizabeth’s: essa é nativa! Composta por Lucas Wirti, Juliano Fontana (vulgo Dudi), Murilo e Duda, todos de Frederico Westphalen, a banda recém-formada resgatará a vertente mais cru, bruta e poderosa do rock: o punk. O repertório, a princípio, contará com versões de Ramones, Sex Pistols, Replicantes e The Clash.

Uma noite clássica está por vir, pronta para embalar desde os fãs do rock que faz o pé bater no ritmo da música até os que pulam enlouquecidos em uma roda punk. A venda dos ingressos antecipados já começou e você pode comprá-los nos seguintes locais: Maranello, Vitrola, Mendonças e LeiaAgora.

 

Natalia Nissen @_natiiiii

O Tierramystica – integrado por Gui Antonioli, Alexandre Tellini, Fabiano Müller, Rafael Martinelli, Luciano Thumé, Duca Gomes, e Ricardo (Chileno) Durán – se apresenta neste sábado, 19, no Opus 10 Hall Pub em Frederico Westphalen. O grupo de folk metal formado em 2008 já é destaque nacional no gênero e dividiu o palco de shows com diversos artistas importantes do metal, como Paul Di’Anno (aqui mesmo em FW), Scorpions, Angra, Epica, entre outros. O vocalista Ricardo (Chileno) Durán respondeu uma entrevista exclusiva para o The Backstage e você confere a seguir.

The Backstage – O Tierramystica já dividiu o palco com Paul Di’Anno, Scorpions, Angra, e há alguns dias com a cantora Tarja Turunen. O grupo formou-se em 2008 e já alcançou um reconhecimento considerável; como vocês lidam com isso, já era esperado ou foi algo que aconteceu de repente?

O folk metal do Tierramystica em Frederico Westphalen (Foto: divulgação)

Ricardo – Bem, desde o início da formação da banda tentamos ter o máximo de cuidado com a nossa programação, estratégia, etc. Sabemos que isso faz muita diferença, pois queremos fazer um trabalho sólido e bem estruturado tanto em termos musicais quanto em termos de carreira. Então, é de certa forma esperado alcançar esses resultados, pois afinal estamos lutando pra isso! (Risos). E isso vem acontecendo naturalmente, claro que junto a muito trabalho! Ou seja, estamos fazendo a nossa parte. Lidamos com isso na boa, pois fazem parte das nossas metas: levar o Tierramystica junto à nomes de grande peso, e é claro que isso nos deixa muito felizes e satisfeitos!

TB – Como surgiram as oportunidades de tocar com esses artistas?

R – Bem, creio que as oportunidades surgem quando se está pronto para apostar, ousar e quando já se têm uma certa vivência no meio. No caso do Tierramystica, como acabou sendo a continuidade de um trabalho que eu (Ricardo Chileno) e o Fabiano (Muller, guitarra) já havíamos iniciado há quase dez anos atrás, não éramos de todo desconhecidos dos produtores que trazem os grandes grupos para o Brasil e dos fomentadores que realizam os festivais e etc. enfim daqueles que criam e dão espaço para as bandas mostrarem seu trabalho, então já tínhamos diversas parcerias “engatilhadas”, assim, de certa forma o Tierramystica não começou totalmente do “zero” e muitos já esperavam e nos cobravam a continuidade dessa mistura tão fascinante que é a da música latina/andina com o som pesado!

TB – Vocês curtem várias bandas, do rock clássico ao heavy metal, quais delas mais influenciam a música do Tierramystica?

R – Hmm, na realidade cada componente – e olha que são sete! – traz a sua bagagem de influências para o grupo. Eu, por exemplo, trabalho também com música clássica/erudita na OSPA, o Alexandre e o Fabiano, por serem professores, lidam com muita informação musical diferenciada devido aos seus alunos, o Gui também tem outros trabalhos diferenciados assim como o Duca; o Luciano é o que mais tem a ver com a tecnologia da música, o Rafa é bem eclético; enfim todos temos em comum essa paixão pelo som pesado. É claro que as bandas clássicas do rock são as que mais nos influenciam, desde Beatles até Rush ou Iron Maiden só pra citar alguns exemplos, pois se eu fosse para pra citar, certamente ficaria faltando alguma!

TB – Os integrantes já tinham uma bagagem musical relacionada aos sons latinos? Por isso incorporaram instrumentos tão diferentes daqueles que estamos acostumados a ouvir em outras bandas?

R – Creio que os mais “familiarizados” éramos eu e o Fabiano, devido justamente ao projeto anterior que tínhamos, onde esse “caldeirão” de influências andinas, com esse instrumentos todos – charango, ocarina, zampoñas, quenas, toyos e etc. – teve a sua primeira oportunidade de acontecer. Fiquei muito surpreso uma vez ao consultar a Wikipédia e perceber que o estilo “andean metal” tinha como representante o Tierramystica! He He, mesmo não dando muita importância a rótulos, certamente é muito gratificante ver algo que você criou na vanguarda. Quando formado o Tierramystica, todos os integrantes acabaram por aderir definitivamente a esse tipo de sonoridade, já que essa é a proposta principal do grupo.

TB – O grupo dividiu o palco com a Datavenia  no festival Na Mira do Rock em 2009; vocês acompanham o trabalho deles? Eles estarão na plateia do show no próximo sábado.

R – Muito legal! É sempre bom encontrar o pessoal com o qual a gente divide a experiência de tocar, seja num festival, numa abertura de show, nos backstages de algum outro de show e etc. Sempre procuramos acompanhar as bandas com as quais já compartilhamos algum momento da nossa carreira, e posso dizer que a música Devil´s Game está muito boa!!!

TB – E o que o público de Frederico Westphalen pode esperar desta apresentação?

R – Com certeza podem esperar uma apresentação com muita paixão, pois o que mais gostamos de fazer é tocar ao vivo, com certeza! Certamente tocaremos as músicas do álbum “A New Horizon” que é o nosso CD début e que, aliás, apesar da primeira prensagem já estar esgotada, reservamos algumas cópias para o público de FW, pois sem dúvida é um dos lugares que melhor têm nos recepcionado desde o início do grupo!

O The Backstage agradece a atenção de vocês e deseja um ótimo show, e voltem sempre a Frederico Westphalen.

R – Muito obrigado! Nós é que agradecemos o apoio de vocês! Por nós, faríamos shows com muito mais frequência em FW! Gostaríamos de agradecer também aos nossos parceiros que apóiam a nossa proposta musical: Espaço Cultural Zeppelin, Loja A Place, Escola Thalentos, Loja Made In Brazil, Guitarras Walczak. Esperamos todos lá! Que Wiracocha e Inti iluminem a todos nós! E viva à América latina!

Encontre o Tierramystica na internet:

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O Tierramystica divide o palco do pub com os gaúchos do Venus Attack, a partir das 23 horas. Os ingressos estão a venda na Vitrola ou pelo telefone (55) 91363131 – com Catarina. O evento é uma promoção do Na Mira do Rock – 7 anos.