Os fãs de Heavy Metal comemoram o anúncio da banda (Foto: divulgação)
Depois de muita especulação os fãs de Black Sabbath podem comemorar. A banda anunciou na última sexta-feira, 11, o retorno aos palcos para uma turnê mundial e o lançamento de um álbum de músicas inéditas.
A última apresentação com a formação clássica da banda foi há seis anos nos Estados Unidos. O vocalista Ozzy Osbourne, Tony Iommi na guitarra, o baterista Bill Ward e mais o baixista Geezer Butler iniciam a turnê no dia 10 de junho de 2012 no encerramento do festival “Download” na Inglaterra.
A expectativa para os shows da turnê é grande, já que, no início deste ano Ozzy fez uma turnê e mostrou que está em plena forma. De acordo com a própria banda, essa seria a turnê de despedida definitiva, com gravação de um disco depois de mais de 30 anos desde o último álbum de estúdio do Black Sabbath.
Ringo Starr emocionou uma legião de fãs no último dia 10 de novembro (Foto: Willian Kochhann)
Na mesma semana que completava um ano da passagem de Paul McCartney na capital gaúcha, Ringo Starr começava a sua primeira turnê com a All Star Band no Brasil, trazendo a Beatlemania de volta ao nosso país. Os boatos de uma possível turnê do eterno baterista dos Beatles começou no inicio de 2011, quando foi postado a seguinte frase no seu antigo twitter: “Brazil2011”. Até então ninguém sabia se de fato a conta dele era verídica, porém foi o primeiro indício de que ocorreria uma nova turnê mundial do Ringo com a All Star Band e o Brasil estava cotado para receber este evento.
Após a confirmação das apresentações dele no Brasil, Porto Alegre seria a primeira parada do músico para realizar os seus shows, até então, inéditos para o público brasileiro. Ringo chegou no Rio Grande do Sul sem toda a badalação que seu companheiro de Beatles teve no ano passado, até porque ele chegou da Argentina algumas horas antes do seu show.
Com a pontualidade britânica, Starr subiu ao palco às 21:00 horas ao som de “It Don’t Come Easy”, música que ele “ganhou” de Harrison na década de 70 e trouxe de volta aquela sensação de ir para os anos 60, sentimento que tomou o Ginásio Gigantinho e muitas pessoas se emocionaram por ver ele ao vivo. O público deste show era de todas as idades, desde fãs mais antigos dos Beatles a adolescentes influenciados pela música do quarteto de Liverpool.
Em praticamente duas horas e meia de apresentação, Ringo e a sua banda deram um show de vitalidade e de muita música boa. Ringo cantou, dançou, tocou bateria e não aparentava ter os 71 anos que já possui, muitos desses dedicados à música. No setlist do show havia um misto de canções de sua carreira solo, dos Beatles e dos outros músicos da banda. Destacamos as músicas “Boys”, “With a Little Help With My Friends”, “I Wanna Be Your Man”, “Yellow Submarine”, “The Other Side of Liverpool”, “Frankenstein” e “What I Like About You” que fizeram o público pular no gigantinho.
Ringo dividiu-se entre os vocais e a bateria durante o show (Foto: Willian Kochhann)
Uma apresentação empolgante regida pela qualidade dos outros músicos, homenagens com balões amarelos em “Yellow Submarine”, todos cantado abraçados em “With a Little Help With My Friends”, cartazes, faixas e uma inteiração da banda com os espectadores foram pontos que ganharam o baterista durante o espetáculo. Ringo distribuía sorrisos e mensagens de “Peace And Love” para onde olhava e assim conquistou os gaúchos com sua simpatia e “brincadeiras” no palco. No final do show ele agradeceu a presença de todos e reforçou o que grande maioria dos artistas falam: “Os brasileiros são os melhores”. Com “Give Peace a Chance”, de John Lennon, Ringo e a All Star Band fechou com chave de ouro sua apresentação em Porto Alegre.
* Willian colaborou para o The Backstage e também tem um blog.
Ontem, quinta-feira, Porto Alegre recebeu o “Deus da Guitarra” em um show que desagradou muitos fãs que esperavam um grande espetáculo no estacionamento da Fiergs depois de 10 anos da última turnê brasileira. A falta de interação com o público foi um dos maiores problemas, Clapton falou um “obrigado” e um “valeu” entre tantos outros “thank you” no final das músicas. Faltou carisma e vontade de chamar o público para cantar junto, público que desembolsou altos valores (entre ingresso, taxa de conveniência e taxa de entrega) e se frustrou por não ver uma apresentação daquelas de emocionar.
Foi um bom show com uma boa estrutura. Os telões de alta qualidade deixaram menos decepcionados os fãs da pista que quase nem viram o Eric Clapton lá no palco. A platéia era grande, mas havia espaço para todos, nada de aperto e pisões nos pés; alguns passaram dos limites e beberam demais, acabaram saindo da Fiergs carregados pelos bombeiros. A pontualidade britânica garantiu um dos pontos positivos ao show, às 22h01 o artista subiu ao palco e tocou por quase duas horas.
Deixando a falta de interação de lado, a técnica do Clapton e de toda a banda que o acompanhava era algo invejável. As backing vocals Sharon White e Michelle John poderiam fazer um show sozinhas que seria incrível. O próprio Eric Clapton demonstrou que, apesar dos seus 66 anos, ainda faz música de qualidade como se fosse brincadeira, a voz dele ao vivo é de colocar no chinelo muito cantor que tem por aí. Os improvisos e a atuação dos tecladistas Tim Carmom e Chris Staiton, do baterista Steve Gadd e do baixista Willie Weeks também chamaram muita atenção.
Nem “Layla” animou a plateia de aproximadamente 20 mil pessoas, uma sequência de músicas calmas deixou muita gente desanimada. Só em “Cocaine” o público ensaiou um coro e cantou junto. “Crossroads” também foi bastante esperada e o público correspondeu com certo entusiasmo à última canção do espetáculo. Algumas músicas que faziam parte do set list de outros shows desta turnê ficaram de fora da apresentação em Porto Alegre como o cover de Bob Marley “I Shot The Sheriff”.
Eric Clapton demonstrou muita técnica em solos e improvisos (Foto: Mauro Vieira)
A abertura do show ficou por conta da banda gaúcha Cartolas e durou aproximadamente meia hora. O público não participou muito da apresentação, mas a banda teve uma boa presença de palco e tocou músicas conhecidas como “Cara de Vilão”. O vocalista Luciano Preza agradeceu a presença dos fãs que pegaram mais para estar nas cadeiras à frente do palco, e também, aos que pagaram “180” para ficar na pista, todos estavam lá por um mesmo objetivo: Eric Clapton.
No domingo e na segunda-feira Eric Clapton se apresenta no Rio de Janeiro, em São Paulo o show acontece na próxima quarta-feira.
Em 10 de dezembro de 2010 a Bidê ou Balde lotou a Green Lounge (Foto: Carol Govari Nunes)
Em dezembro de 2010 a Bidê ou Balde tocou na Green Lounge em Frederico Westphalen, e agora na comemoração do segundo aniversário da casa a banda volta para fazer outro show na cidade. Com EP lançado há pouco para dar um gostinho do CD que está por vir, a Bidê reformou o site e lá dá para ouvir todas as músicas do EP. Não dá para baixar, mas na lojinha do Facebook (quero comissão das vendas) o EP tá custando 13 pila (pila de reais, não do guitarrista).
Depois desse show na Green Lounge a banda segue a sua agenda do mês de setembro até que no dia 29 vai rolar no Bar Opinião, em Porto Alegre, a “Discografia Rock Gaúcho” – edição especial de um ano. Dois álbuns clássicos do rock gaúcho executados na íntegra e na ordem. A Bidê toca o “Se Sexo é o que Importa, só o Rock é Sobre Amor”, de 2000, e a outra banda da noite é a Tequila Babycom o disco homônimo, de 1996.
Então o pessoal de Frederico e região já sabe o que fazer dia 16, sexta-feira. O show é na Green Lounge e os ingressos estão custando R$20, 25, e 30.
Se quiser reler a entrevista que o Carlinhos Carneiro, vocalista da Bidê ou Balde, gentilmente concedeu ao The Backstage ano passado, é só clicar aqui.
A quinta edição do festival Morrostock já tem data, acontecerá entre os dias 07 e 16 de outubro em Sapiranga. A partir de 2011 o Morrostock conta com o apoio do Movimento SOMA (Sociedade Organizada pela Música Alternativa) que é um importante coletivo cultural de Porto Alegre e não luta somente pela música e sim pelas ações culturais como um todo. Assim, o festival vai integrar música e cineclube, exposição 5 anos de Morrostock, teatro de rua, entre outras atrações.
No ano passado os shows aconteceram no famoso Bardomorro, mas na próxima edição as apresentações serão divididas em mais locais: A Toca, Centro Cultural de Sapiranga e sítio Picada Verão. A cada edição o Morrostock se consolida como um dos mais importantes festivais de música independente do Brasil trazendo shows nacionais e estrangeiros. A programação é divulgada aos poucos através do twitter e do blog.
Algumas atrações já estão confirmadas, entre elas Graforréia Xilarmônica, Ação Direta (SP), o punk hardcore da Olho Seco (SP), Os Replicantes, Armagedom (SP), Lobotomia, Rattus (Finlândia) e Pupilas Dilatadas. Arthur de Faria e Seu Conjunto e Blackbirds, no dia 13 de outubro, no Centro Cultural de Sapiranga, e no sítio Picada Verão acontecem os shows do rock clássico, e quem vai estreiar no festival é o músico Yanto Laitano apresentando o álbum “Horizontes e Precipícios”.
“Eu sempre quis tocar em um festival como o Morrostock. Lugar aberto, ar puro, longe da cidade, clima neo hippie. Vai ter um monte de gente legal, disposta a novas experiências e novos sons. Vai ser uma grande oportunidade de mostrar minha música pra pessoas que ainda não tiveram contato” afirma Yanto.
O músico ainda comenta que não há pressão a respeito da sua estreia no festival, a responsabilidade fica nas mãos do público (que deve aproveitar ao máximo) e da equipe de produção do Morrostock que vem organizando muito bem a festa há quatro edições. Além disso, ele ainda pretende assistir aos outros shows do festival.
O Morrostock é um evento para todas as tribos, ou seja, ao contrário do que a maioria das bandas está acostumada – como tocar para determinado público – no festival neo hippies e punks vão curtir os shows de rock também. Yanto garante que essa é a parte mais interessante, “o espírito da coisa é a diversidade, música feita com amor entra direto no coração das pessoas”.
Já publicamos aqui uma entrevista com Yanto Laitano, e como foi dito, o artista já se envolveu em várias projetos culturais envolvendo não somente o rock, mas também, o cinema e a música erudita. “Nesses tempos de cada um por si, de cada um em sua casa, em seu quadrado, é muito importante juntar todo mundo que tem posicionamentos parecidos. Tem que agregar, juntar, misturar, trocar, ouvir e ser ouvido. Todas essas coisas fazem parte do espírito do festival” explica Yanto a respeito do apoio do Movimento SOMA ao Morrostock.
O álbum “Horizontes e Precipícios” está disponível para download aqui.