Archive for the ‘Rock’ Category

Bruna Molena@moleeena

Uma cidade interiorana com menos de 30 mil habitantes, essa é Frederico Westphalen. Há exatos 433 km da capital Porto Alegre, Frederico encontra-se isolada no mapa. Longe de grandes centros e, consequentemente, longe de grandes gravadoras, estúdios e alternativas de público. Mas o que isso tem a ver com o The Backstage? Tudo! Se não há público consumidor, de que adianta produzir?

O público prestigia uma banda local em um dos poucos eventos voltados ao rock em Frederico Westphalen (Foto: Bruna Molena)

As bandas de rock locais enfrentam um sério problema: falta de espaço no mercado. E não digo que isso é recente, pois em cidades pequenas aquelas nunca ocuparam o nicho central, porém, desde que o sertanejo universitário conseguiu instaurar seu monopólio nas gravadoras e rádios, o espaço do rock, que já era pequeno, praticamente sumiu. Arnaldo Requia, comunicador da rádio Atlântida de Santa Maria nos conta que em cidades de maior porte a situação é muito diferente:

– Na programação da Atlântida não rola sertanejo universitário. Simples assim, é uma decisão que vem de cima. O problema é o cenário da noite, as casas noturnas são as grandes “aliadas” desse nicho musical. Se o sertanejo hoje é forte, não é por causa de rádios FM jovens como Atlântida, Pop Rock e Jovem Pan, que são as maiores no RS, mas sim pelos eventos em que tocam esse estilo musical – comenta o radialista, que já morou em Frederico Westphalen e conhece a situação local.

Ele explica que há, sim, espaço nas rádios para bandas de rock que estão começando agora, porém eles seguem um critério muito especifico em sua emissora: ter a sede/origem na região de cobertura da emissora, portanto não adianta uma banda de Frederico Westphalen querer tocar na Atlântida de lá. E é aí que, mais uma vez, as bandas perdem a chance de ter alguém para conferir seu talento, pois, como disse o jornalista Arnaldo, essa situação é a realidade da rede Atlântida, nas rádios locais frederiquenses  é bem diferente.

“Ainda há espaço para o rock nas rádios. É menor que os anos 80, mas o rock é bem vindo. Mas a verdade é: existe uma carência de boas bandas de rock”

Cada vez mais surgem bandas novas em Frederico Westphalen e na região, mas, na contramão, brotam duplas sertanejas de diversos lugares do país que tomam o espaço de bandas de qualidade que tinham grande chance de ter um futuro no mercado musical. Um exemplo entre as inúmeras bandas de rock que nadam contra a corrente e lutam para abrir seu caminho entre botinas e chapéus é a Muhamba Aly, de Ametista do Sul, cidade próxima a Frederico Westphalen. Formada por Gianni no vocal, Pedro Jorge no baixo, Neny na guitarra e Rafael na bateria, é nova na estrada ainda, porém está aí para mostrar o que sabem e gostam de fazer. Conversamos com o baixista, Pedro Jorge, sobre a Muhamba Aly. Nesta conversa, ele contou quais dificuldades que enfrentam no início da carreira e o que os motiva a continuar.

Os quatro integrantes da Muhamba Aly no Motoseb, em Seberi - RS (Foto: arquivo pessoal)

The Backstage: Como a banda foi criada? Começou na brincadeira, em uma garagem ou vocês já pensavam em tocar para valer, trabalhar com isso?

Muhamba Aly: A banda no começo era formada por mim, o Rafael e o Gianni, nós tocávamos em casa, na brincadeira, nada muito sério. Em 2010 eu e o Rafa fomos convidados para tocar uma música de entrada na festa de 15 anos de uma amiga nossa, e o Nenny que ia tocar guitarra e cantar. Conhecemos o Nenny pelo Orkut, nos comunicamos para ver o que iríamos tocar. No dia da festa começamos a ensaiar a música e tocar outras para descontrair e acabou que nosso estilo de som era o mesmo e sabíamos quase as mesmas músicas. Um cara que estava lá curtiu nosso som e nos convidou para tocar no Motoseb, um encontro de motos que aconteceem Seberi. Isso foi uns dois meses antes do evento, mas nós não tínhamos um vocal, então aproveitamos a oportunidade e convidamos o nosso amigo Gianni que fazia parte da brincadeira antes. Ensaiamos umas duas vezes para tocar nesse encontro de motos. Escolhemos o repertório e fomos tocar. Me lembro que tinha pouca gente nos vendo tocar, o som estava horrível, muitas bandas haviam desistido de tocar naquele dia, mas como era nossa primeira vez, grudamos fogo! Foi legal pra nós, nos empolgou.

Depois disso começamos a ensaiar seguido e ir atrás de lugares para tocar, aí surgiu a idéia do Opus 10 Pub Hall, de Frederico Westphalen. Preparamos cinco músicas apenas pra demonstração do som da banda, já que era noite de Palco Aberto. A galera curtiu tanto que acabamos tocando duas horas com as músicas que tínhamos preparado caso isso acontecesse! Na semana seguinte fomos convidados para tocar de novo, rolando um cachê bom. Depois disso começamos a ensaiar seguido e ir atrás de lugares para tocar. No fim, acabou dando certo e o nome da banda continuou psicodélico como sempre: Muhamba Aly.

TB: Quais são as influências de vocês? Quem lhes inspira o rock’n roll?

MA: Nossa inspiração vem do rock gaúcho: Cascavelltes e etc. e também do rock’n’roll clássico americano e britânico: Beatles, Jimmy Hendrix, Led Zeppelin, The Doors, Creedence, Who, etc.

TB: Como é a rotina de ensaios da banda? E o set list, como vocês definem?

MA: Entre “morguiadeiras” rola algum ensaio… nosso repertório vem de cada um, quando um resolve de tocar um som, nós analisamos e se for do caralho nós colocamos na lista, sempre colocando algumas de nossas composições.

TB: A realidade que vemos em Frederico é que bandas de rock locais têm pouquíssimo espaço, principalmente depois dessa “invasão” do sertanejo universitário. Há muitas bandas e público para elas, porém poucos que invistam nesse nicho. Como é em Ametista? Também há esse “monopólio” do sertanejo que acaba excluindo os que não entram na dança?

MA: Sim, nós resolvemos correr da nossa cidade, lá a gente é bem excluído, nunca rolou muito rock’n’roll, ainda mais com essa invasão do sertanejo universitário…

A banda durante apresentação no Opus 10 Hall Pub (Foto: arquivo pessoal)

TB: Começar uma banda de rock não deve ser fácil, quais foram as maiores dificuldades que vocês enfrentaram?

MA: Era não ter em que ensaiar no começo, era tudo velho ou emprestado. O pessoal nos olhava e dizia: não vou emprestar pra esses guris de merda, não costumam cuidar das coisas! (risos). E ainda é difícil pra nos não ter onde gravar: ou é caro ou longe. Aí acabamos não tendo um material bom para mostrar o que a gente faz. Nossos vídeos são gravados com as piores câmeras possíveis, resultando em uma má qualidade.

TB: E mesmo com todas essas dificuldades que vocês tiveram no começo nos ensaios e agora, pela falta de espaço da cidade que vieram, o que faz o rock ainda valer a pena?

MA: Eu acho porque nós fomos criados escutando rock, sempre tivemos influências de familiares também, que mostraram coisas boas. Isso fez que nós nos criássemos escutando rock, gostando mais do que qualquer outro gênero musical. Lembro do meu pai sempre cantando e assoviando músicas do Raul Seixas, é de berço! (risos) Foi a nossa criação, por isso vale a pena, fazer o que gostamos mesmo, não se deixar levar pela moda de hoje, o sertanejo.

TB: Vocês já tocaram algumas vezes aqui em Frederico, é um objetivo expandir as apresentações para a região? Como é a recepção do público fora da cidade de vocês?

MA: Claro, nossa vontade é tocar em toda região,em todo Rio Grande do Sul e  Brasil! (risos) A gente gosta muito do que faz, o público sempre nos elogia, dizendo que agitamos muitos, fazemos a galera vibrar com as músicas. E isso dá cada vez mais vontade de tocar pra fora, mostrar o que a gente sabe mesmo fazer.

TB: Quais são os futuros planos da banda?

MA: Uma Limusine! (risos) Em primeiro momento, gravar nossas composições e seguir fazendo a única coisa que fazemos bem, o rock’n’roll.

Contato para shows:

Orkut  – comunidade Muhamba Aly

Débora Giese@dee_boraa

Flyer do Fronteira Rock Festival (Divulgação)

Nos dias 30 de abril e 1 de maio, a cidade de Marechal Cândido Rondon/PR, será palco do Fronteira Rock Festival, um evento que contará com a apresentação de 14 bandas da região. Será um prato cheio para quem gosta de rock: punk, rock, blues, hard rock e indie.

O organizador do evento e produtor musical Gustavo Lima (Tavinho), 28 anos, fala que o festival surgiu para que os olhares se voltassem para a cena do rock’n’roll na região. “O Fronteira não vem para estabelecer limites, mas para dizer ao Paraná e aos outros estados que no oeste também tem rock de qualidade”, explica ele.

No dia 30 de abril, as apresentações terão início às 15 horas e passarão pelo palco as bandas Norma Culta, Country Zombies, Moloko, Horror Machine, The Pilot is Dead (T.P.I.D.), Os Anônimos, Mr. Mann e Dark War. No dia seguinte, 1 de maio, começando às 14 horas, será a vez das bandas Mão Suja, Atomic Gum, Storehouse, Morden Kein, The Union Friends Music e Blue Dodgers subirem ao palco.

Mr. Mann é a banda que vem da capital, Curitiba. Ela vai trazer ao Fronteira Rock Festival um som totalmente instrumental. Já a T.P.I.D., que tem sua origem totalmente em terras rondonenses, trará o indie para o palco. Storehouse representará o blues e a The Union Friends Music fará um tributo aos Beatles. Os shows terão, em média, uma duração de 45 minutos.

O advogado, vocalista e guitarrista da T.P.I.D. Emerson Gasparotto, 29 anos, conta que a banda, mesmo tendo pouco tempo de existência (cerca de cinco meses), está tranquila para se apresentar no festival.

A Banda T.P.I.D. fará sua segunda apresentação no Fronteira (Foto: divulgação)

– Fizemos um show há duas semanas, para um público bem menor do que é a expectativa do Fronteira, mas já deu para perder o friozinho do primeiro ao vivo. O nosso set list conta atualmente com sons de bandas que a gente curte: Pixies, Grandaddy, Oasis, Libertines e Strokes. Queremos que o público se divirta assim como nós estamos nos divertindo enquanto tocamos – explica o vocalista.

Tavinho comenta que o evento está tentando dar oportunidade para quem quer aparecer na cena , seja iniciante ou experiente.

– Tem bandas que vão se apresentar ao vivo pela primeira vez no Fronteira, como a Mão Suja. E tem bandas que já tem história, como a Mr. Mann, considerada uma das melhores de Curitiba – afirma o idealizador do evento.

Tratando-se da plateia, a expectativa é que um grande público da região compareça, apesar da entrada de menores de idade não ser permitida sem o acompanhamento dos pais. Emerson reforça o convite: “vai ter rock para todos os gostos. Vai ser divertido!”

Esta é a primeira edição do festival e conta com o apoio da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon, Foto Rocker, Instituto Musical Thiago Ruzza, Garagem 95, entre outros. Os ingressos podem ser adquiridos por R$ 5,00 (por dia) na Petiscaria Gargamel (M. C. Rondon), no Bar Degraus ou no Mundo das Cópias (Toledo), ou ainda, com integrantes das bandas. Os shows acontecerão no Pavilhão Alemão do Centro de Eventos de M. C. Rondon.

Natalia Nissen@_natiiiii

No próximo dia 26 de abril acontece, em Porto Alegre, a solenidade de entrega do Prêmio Açorianos de Música. O prêmio tem o objetivo de certificar a qualidade da produção musical do Rio Grande do Sul, além de divulgar e expandi-la para outras regiões. Marcelo Oliveira, Coordenador de Comunicação da Secretaria da Cultura de Porto Alegre, e Emerson Tuta, da Coordenação de Música da S. C. de Porto Alegre,  conversaram com o The Backstage e esclareceram algumas questões importantes sobre as indicações e o Prêmio.

A modalidade “música” no Prêmio Açorianos surgiu em 1991, catorze anos depois de instaurada a primeira categoria, de teatro. Hoje o Prêmio Açorianos de Música representa a mais importante “vitrine” de produção artística do Rio Grande do Sul, e na última edição foram entregues 37 estatuetas, enquanto na primeira foram apenas oito, ou seja, isso demonstra a importância e o reconhecimento do prêmio.

A dupla de artistas homenageados (Foto: divulgação)

O Prêmio Açorianos de Música transformou-se em espetáculo e a cada ano o público em geral se mostra mais interessado em assistir à cerimônia. Assim, neste ano a premiação vai acontecer no Teatro do Bourbon Country, e não mais no Theatro São Pedro, como era tradição. Essa mudança deve-se ao espaço limitado no São Pedro, após 19 edições do evento.

Indicação dos homenageados/menções especiais

Os jurados indicam os artistas homenageados e os que vão receber menções especiais considerando nomes que já vinham sendo cogitados, mas não foram premiados nas outras edições. A decisão desse júri é incontestável. Os nomes selecionados devem estar envolvidos com a música há algum tempo e o público deve conhecê-los.

Seleção dos indicados para o Prêmio

O júri é formado por profissionais que trabalham na área musical, jornalistas, produtores, músicos, entre outros. Para não beneficiar determinado veículo de comunicação ou gênero musical, por exemplo, se leva em consideração a “filiação” de cada profissional.

– São escolhidos três jurados por gênero musical e cada um decide na sua área quem são os nomes. No caso dos prêmios que não estão ligados a gêneros musicais, a decisão é conjunta de todos os jurados, explica Marcelo.

A lista dos premiados é feita após três reuniões entre a bancada do júri, na ultima reunião, que acontece poucas horas antes do evento, são definidos os vencedores da categoria “destaques do ano”, a distinção mais importante. Emerson ainda acrescenta: “os jurados podem trazer nomes de trabalho não inscritos. Quando isso ocorre, se entra em contato com o artista verificando se ele quer participar do Prêmio. Alguns artistas não querem participar, pois veem o prêmio como uma mostra competitiva, afinal, tem um ganhador”.

Cartolas concorre na categoria Pop/Rock (Foto: Marcelo Nunes - divulgação)

As categorias deste ano são: Disco Infantil; DVD do Ano; Espetáculo do Ano; Revelação; Arranjador; Produtor Musical; Produtor Executivo; Projeto Gráfico; Gênero Regional, Instrumental, Pop/Rock, MPB, Blues/Jazz, Erudito e Rap: Compositor; Intérprete; Instrumentista; e Disco.

A dupla Kleiton & Kledir será homenageada nesta 20ª edição do Prêmio Açorianos de Música. Nascidos em Pelotas, sul do estado, eles deixam a música popular brasileira com uma pitada de bairrismo. As letras são repletas de “bah”, “tri legal”, entre outras expressões tradicionais do Rio Grande do Sul. Já receberam diversos prêmios, inclusive, o título de “Embaixadores Culturais do RS”. Este ano recebem a homenagem pelo conjunto de sua obra.

A lista completa dos indicados pode ser conferida aqui.

A cerimônia de premiação acontece no dia 26 de abril, no Teatro do Bourbon Country, a partir das 20h30min. Entrada franca.

A seguir o clipe “The Secret of The Recipe” de Fernando Noronha & Black Soul, a banda concorre com indicações nas categorias: Produtor Musical; Disco Blues/Jazz – Compositor, Intérprete, Instrumentista e Disco.

Josefina Toniolo – @jositoniolo

Apesar de todos os apelos do sertanejo universitário e dos mais variados estilos musicais, o bom e velho rock’n’roll ainda é bem representado em Frederico Westphalen. O cenário underground da cidade é composto por vários amantes do estilo. Bandas de garagem reunem-se para tocar clássicos e ainda há as que buscam ir mais além com composições próprias: esse é o caso da MotorCocks. O The Backstage conversou com o Lucas Widmar Pelisari, vocalista da banda para saber um pouco mais sobre esse projeto.

The Backstage: Quais são as principais influências da banda?

Lucas: Como fundador da banda, e compositor de todas as músicas, posso dizer que a maior influencia vem de bandas do rock da Noruega. De um estilo, originado em 2002, que se chama Dirty Rock N Roll (Rock Sujo), pela banda The Carburetors, muito conhecida lá. Alguns especialistas afirmam que seria o “retorno” do rock n roll com atitude e energia, onde a presença de palco vale mais que a técnica propriamente dita.

Logomarca da banda.

TB: Para quem não conhece, como é esse estilo?

Lucas: O Dirty Rock mistura Punk Rock, Rockabilly e Heavy Metal… Aí sai esse som louco. (risos)

TB: Quem são os integrantes da banda? Você já os conhecia antes de vir para cá?

Lucas: Eu sou vocalista e guitarrista solo, Éber Peretto, no contra baixo, Elvis Siqueira, na guitarra base e estamos em busca do “baterista dourado”. Não conhecia ninguém, tive que correr atrás.

TB: Como foi a gravação das músicas?

Lucas: Por não conhecer muito bem as pessoas da cidade ainda, tive que gravar os instrumentos das duas músicas sozinho. E por conta disso, o restante do CD será gravado por mim novamente, para não ficar com sonoridade muito diferente. O produtor, Marcos Vinícius Manzoni, gravou a bateria e eu coloquei as duas guitarras (base e solo), depois o baixo e por último o vocal. Só que o produtor acabou se mudando para Santiago, atrasando o restante das gravações para junho. Por enquanto conversamos por Skype, para acertar os detalhes das próximas músicas, para ele ter uma idéia do que será feito para que em uma semana consigamos gravar tudo.

TB: Não há conflito na banda por você fazer toda essa parte sozinho?

Lucas: Bom, quando eles chegaram os “dados” do futuro da banda já estavam lançados. Eu tive uma conversa com eles, e expliquei a situação, nós não deixamos de nos divertir bastante nos ensaios, já tentamos compor para um próximo álbum, que sairá provavelmente no final do ano que vem, para não perdermos o ritmo. Quando se tem um objetivo profissional, as pessoas têm que deixar um pouco seu ego de lado, para não prejudicar o trabalho como um todo.

TB: Quanto ao álbum, quantas músicas serão? O nome já está definido?

Lucas: Serão 10 músicas, o nome do álbum é Badass Rock N Roll, a nossa faixa no purevolume. Essa será a faixa de abertura, porém vamos tirar aquele começo com o Restart, porque não queremos ser processados. (risos) Dessas 10 músicas, teremos dois covers, um será Nice Boys (Don’t Play Rock’n’Roll), da banda Rose Tattoo e o outro, bem, surpresinha… Posso garantir que será no mínimo engraçado, é tipo o que a banda Children of Bodon fez da Britney Spears, só que não será dela o cover.

TB: As duas músicas que já estão disponíveis no PureVolume.com (Speeding On The Road e Bad Ass Rock’n’Roll) são em inglês. Vocês têm alguma composição em português?

Lucas:Temos sim, Terra Sem Lei, o baixo dela será gravado pelo Adyson Vieira, considerado um dos melhores baixistas brasileiros, fazer merchan da banda é sempre bom (risos). Essa música será a nossa promessa de hit, pois é rápida, direta, refrão legal e, particularmente, minha obra prima em termos de composição. A letra fala sobre correr na estrada com um carro, em busca dos prazeres, adrenalina, sexo, e rock’n’roll. Tocamos com minha antiga banda (F.G.U) uma vez, em um show, no segundo refrão as pessoas já cantavam conosco, o feedback foi maravilhoso, mas só lançaremos com o CD em junho.

F.G.U. Antiga banda do vocalista (Foto: arquivo pessoal)

TB: As bandas influentes de vocês não são muito conhecidas na grande mídia. Tem algum motivo especial ou é só questão de gosto mesmo?

Lucas:Na verdade, isso eu posso responder não apenas com minha opinião, no caso. O fato é que The Carburetors e Chrome Division são as bandas de rock mais conhecidas da Noruega, tipo Sepultura, Angra e Matanza aqui pra nós. Tanto é que o clipe Rock’n’Roll 4 Ever, da banda The Carburetors, entrou em primeiro lugar no top 10 da MTV da Noruega na época que foi lançado, coisa que aqui não acontece com nenhuma banda de metal.  A Nashville Pussy e a Rose Tattoo também são conhecidas lá fora. Por exemplo, a Nashville Pussy tem 2 DVDs ao vivo lançados e mais de 5 álbuns de estúdio. As informações é que não chegam no Brasil…. Mas posso garantir que no exterior essas bandas são muito renomadas. Por exemplo, Angra, faz mais sucesso no Japão do que no Brasil, então já da pra se ter uma idéia onde a música brasileira é valorizada.

TB: O objetivo da banda é esse? Uma carreira voltada principalmente para o público internacional?

Lucas: O objetivo da banda, por incrível que pareça, é ajudar pessoas. Buscamos a fama apenas para isso, em suma, então, nosso objetivo não é fazer sucesso fora ou dentro do país, é fazer o nosso melhor. No caso, queremos atingir o coração do Brasil, ajudar esse povo que sofre com políticos, temos um projeto, que eu apadrinhei, se chama Rock Salva. Queremos uma revolução, abrir os olhos das pessoas, mas para isso precisamos ter fama.

TB: E para finalizar, algum recado para os leitores do blog?

Lucas: Tenho um convite: Bora participar do Projeto Rock Salva e livrar esse país da desonestidade dos políticos!

A banda ainda não tem agenda de shows confirmada, mas se você ficou interessado, encontra o som dos caras no PureVolume. E no blog do vocalista você encontra mais informações sobre o projeto, como participar e colaborar.

Twitter da banda: @themotorcocks

Twitter do projeto: @procksalva

Natalia Nissen@_natiiiii

O vocalista da A&V durante show em Frederico Westphalen (Foto: Bruna Molena)

A banda Acústicos & Valvulados retorna a Frederico Westphalen neste sábado, 09 de abril, apresentando seu novo disco, o “Grande Presença”. No ano passado eles fizeram um show que foi considerado “o melhor de 2010”, e por isso estão de volta. Diego Lopes, o baixista da banda, respondeu à entrevista feita pelo The Backstage e você confere os detalhes nesta reportagem.

Muitas bandas consagradas passaram por aqui no ano passado, e ser considerada a melhor do ano tem seu valor. O Diego nos contou que esse “título” faz valer a viagem até aqui, e a expectativa pela animação do público é grande. Isso dá mais ânimo para a banda vir e fazer um grande espetáculo para animar a plateia.

Luana Caron, 22 anos, comprou o ingresso para ir ao show no ano passado, mas de última hora imprevistos aconteceram e ela não pôde ir. Ela ainda ressalta que a iniciativa dos promotores de eventos em trazer grandes espetáculos para a região é muito motivante e espera que continuem assim.

– Espero me divertir muito no sábado, vai ser a primeira vez que vou ao show deles e tenho certeza que o A&V não irá decepcionar o público. Uma ótima vibe para todos! – Conclui a estudante.

O “Grande Presença” transmite a essência do rock’n’roll ao longo das 11 músicas que o compõem. No ano passado, quando a A&V fez um show em Frederico, no dia 09 de julho, já deu pra ter noção do que estava por vir.  Neste sábado os fãs vão conferir uma apresentação com músicas do novo CD e os clássicos que fazem parte da história de 20 anos da banda. E, ainda, pode acontecer algumas homenagens, como em 2010, quando a banda tocou músicas de outros artistas.

Unir rock’n’roll aos sons de instrumentos como piano e gaita é uma ousadia da A&V que dá certo. Perguntamos ao Diego se isso é de caso pensado e ele respondeu que faz parte de um processo natural, “apesar de todos nós curtirmos coisas diferentes, é no rock´n´roll que a gente se encontra, pois é onde todos começamos. Por mais loucuramas que a gente faça, no fim das contas acabamos sempre voltando ao rock”.

O “Carrossel Valvulado”. Como somos seis integrantes e quase todos tem seus respectivos trabalhos solo, às vezes algumas datas dão problema. Assim, já teve show de quinteto, quarteto e se precisar, acho que rola até de trio. Dupla acho que rola também, mas não sei se sai um sertanejo universitário, tá mais pra sertanejo presidiário.

Alexandre Móica - integrante da Acústicos & Valvulados (Foto: Natalia Nissen)

Acústicos & Valvulados já lançou discos com selos de importantes gravadoras, mas optou por retornar ao cenário da música independente, assim fica mais fácil conciliar os compromissos da banda com os projetos paralelos e, ainda, evita a burocracia envolvida com trabalhos associados às gravadoras. A banda criou a produtora “Mico & Jegue Falc.”, responsável pelos projetos da A&V. O nome é inspirado no Mick Jagger – vocalista dos Rolling Stones – que também cuida de tudo que envolve o grupo. O baixista só disse que não pode nos contar quem seria o “mico” e o “jegue” da história, então fica o mistério.

Para 2011 a banda está programando o lançamento do “Grande Presença” em vinil, a promoção do clipe “Agora”, um show de comemoração aos 20 anos de carreira, uma turnê em Minas Gerais, além de “dominar o mundo… e outros projetos mirabolantes” finalizou Diego.

O show da Acústicos & Valvulados acontece neste sábado, a partir das 23 horas, na Green Lounge. Os ingressos podem ser adquiridos com os promoters Green, ou nos pontos de venda.