Archive for the ‘Rock’ Category

Carol Govari Nunes – @carolgnunes

Foto: Carol Govari Nunes

Quando eu fui selecionada para o intercambio a primeira coisa que veio na minha cabeca foi a possibilidade de ver um show da Imelda May. Logo comecei a cuidar a agenda dela e procurar passagens. O primeiro show que pensei em ir foi em Paris, mas ainda nao tinha o meu cartao de residencia. Ok, passa. Depois resolvi esperar para fevereiro ou marco, que eh quando meu namorado vem pra ca, mas a agenda da cantora pulou de dezembro para maio. Entao minha unica oportunidade seria quando ela estivesse tocando em Dublin, dia 16 ou 17 de dezembro. Ingresso caro, lugar muito grande e uma semana a mais de hostel, entao como eu ia estar em Dublin quando ela estaria fazendo shows na Irlanda, resolvi ir pra outra cidade. Atravessei a Irlanda e fui parar em Killarney no dia 22 de dezembro: Bingo. Acertei em cheio.

Show em hotel, publico perto do palco, cidade pequena. Fiz reserva em um hostel onde eu era a unica hospedada. Na verdade, parecia que eu era uma das unicas estrangeiras naquela cidade de 14 mil habitantes. Sotaque do interior, eu brigando com o dito sotaque e morrendo de curiosidade pro show. O pessoal daqui eh bem diferente. O inverno na Irlanda eh complicado. Amanhece as 9 da manha e anoitece as 16h (pelo menos nos dias em que estive no pais). Nao me aguentei e fui as 17h pro hotel, ou seja, 2 horas antes de o teatro abrir. Lógico que me perdi no caminho e cheguei la umas 18h15min. O show estava marcado pras 20h30min. Cheguei la, conheci o hotel e fiquei passeando, ate que vejo a Imelda May vindo na direcao do teatro. Pensei sem pensar e a chamei. Me apresentei, disse que eu era do Brasil e que gostava muito dela. Tiramos uma foto e ela entrou. Foi tudo muito rápido.

Pouco tempo depois o teatro abriu e o púbico comecou a entrar. Fiquei perto do palco e de repente um homem (o que tirou nossa foto) veio falar comigo, perguntando se eu era mesmo do Brasil. Eu falei que sim e ele disse algo que não entendi muito bem, mas terminou com um “15 minutes after the show”. Ok.

Foto: Carol Govari Nunes

O show comecou e foi a coisa mais linda que eu ja vi na minha vida. A Imelda tem um dominio absurdo de palco e envolve o publico completamente. Durante todo o show ela conversou com a plateia, agradeceu quem montou o palco, brincou, contou historias, explicou musicas novas e fazia todos ficarem em total silencio para ouvi-la. Darrel Higham, guitarrista e marido de Imelda, eh um show a parte (ja ouviu Darrel Higham and the Enforcers? Ouça tudo dele o que cair em suas maos, por favor). Com sua gretch laranja, ele tocou e cantou junto com a esposa “Temptation”, dos Everly Brothers. Sem firula, guitarra cheiona, crua, rockabilly pra dancar. Dave Priseman, Steve Rushton e Al Gare tambem sao extremamente talentosos e carismaticos, arrasando em seus respectivos instrumentos.

Intercalando cancoes do Love Tattoo, Mayhem e More Mayhem, a banda tocou nada menos que 28 musicas. O bis foi todo natalino, incluindo “Christmas (Baby Please Come Home)”, pra morrer um pouquinho mais. A primeira musica foi apenas com Imelda e Al Gare sentados no rabeco, ele tocando ukulele e ela cantando. Depois a banda entrou, eles tocaram mais duas musicas e o show chegou ao final.

Entao o show acabou e eu fiquei por la, ja que aquele cara tinha dito algo sobre “after the show”. Eu ja estava quase indo embora quando um outro cara veio e fez praticamente a mesma pergunta: “are you the girl from Brazil?” – “yes” – “so come here with me”. Vou, desco uma escada e chego no corredor dos camarins. Neste instante a Imelda estava conversando com um pessoal da California que tambem tinha viajado para ver o show. Passou por mim, olhou no fundo nos meus olhos, segurou nas minhas maos e disse: “YOU! I’LL BE BACK FOR YOU” (isso deve ter durado 2 segundos, mas, por favor, entre no clima romantico da minha narracao/imaginacao). Quando a galera da California foi embora ela veio neste corredor me buscar e fomos para o camarim.

Foto: Carol Govari Nunes

A essas alturas ela ja sabia meu nome, pois o produtor dela, com quem eu havia conversado, ja havia dito. Sentamos, ela perguntou como eu tinha ido parar na Irlanda e como conhecia ela no Brasil. Contei que meu namorado comprou o Love Tattoo em 2009 e foi amor a primeira audicao. Continuamos falando sobre qualquer coisa semelhante a isso e que meu ingles permitisse. A Imelda eh aquele tipo de pessoa que fala te tocando (bem friendly, como aquelas pessoas que tu encontra nos pubs em Dublin querendo brindar com uma guinness). Receptiva, espontanea e muito curiosa (ainda querendo entender como ela tinha fas no Brasil), disse que a unica palavra que sabia em portugues era “obligado”. Sim, com L. Foi tudo muito divertido. Muitas das frases que eu comecava ela terminava, tentando me dar uma mao no ingles. Acabou que eu nao fiquei nervosa em nenhum momento, pois ela foi tao carinhosa que nao tinha como nao ficar a vontade. No camarim ela continuou sorridente e charmosa, tanto como no palco, mas parece que quando ela tirou o salto alto e o vestido, colocou uma babylook e uma calça jeans ficou mais humana, if you know what I mean. No palco era assustador. Logico que isso pode ser coisa da minha cabeca e ela eh soh mais uma cantora de rockabilly, mas era desconcertante encarar aquele mulherao cantando. E ela olha muito nos olhos das pessoas. Eu não conseguia, confesso, sempre que os olhos dela voltavam para mim eu derretia e desviava. E no camarim era mais acolhedor, longe da persona cantora-fodona-no-palco.

Chegou a hora de ir embora, tiramos outra foto e agradeci muito ao produtor dela e ja nem sabia mais o que falar. Ela extremamente querida e eu mais encantada. Fui completamente rendida no Love Tattoo. Conto nos dedos de uma mao os artistas que fazem isso comigo, e a Imelda eh daqueles que eu ainda nao encontrei uma explicacao plausivel pra tamanha gana que ela me causa. Eu sou muito chata, ou morro de amores por uma banda ou to me lixando pra ela. Nunca soube gostar um bocadinho, como dizem os portugueses. Sem falso nacionalismo, dizer que eu era do Brasil nunca foi tao bem dito. Nao acredito em sonho e fico um bocadinho irritada quando falam em realizacao de um sonho. Eu nunca “sonhei” nada disso. Acredito em oportunidade (poder viajar), persistencia (nem a pau eu nao ia pra Irlanda) e sorte. E, porra, eu tenho sido sortuda pra caralho.

Desculpem a falta de acentuacao, mas estou sem notebook e na Belgica, ou seja, sofrendo com um teclado frances. Ia esperar ate voltar pra Faro pra escrever, mas nao me aguentei. Quando eu voltar posto todas as fotos e videos no nosso Youtube e Flickr.

Carol Govari Nunes@carolgunes

Repassando um aviso de inegável importância:

No provável último show aberto ao público do Império da Lã no ano, os cavaleiros imperiais decidiram transformar mais uma vez o seu já consagrado “Bailão”, com músicas de Frank Sinatra, Burt Bacharach, Roberto Carlos, Tim Maia, Stevie Wonder, entre outros.., numa verdadeira festa jamaicana, acelerado os “BPMs” das canções e gerando uma catarse e euforia rítmica em arranjos contagiantes e raros de se presenciar ao vivo.

Imagem: divulgação

Vindos dos mais elegantes grupos musicais do estado, os Cavaleiros Imperiais deste espetáculo serão: Carlinhos Carneiro (da Bidê ou Balde), Chico Bretanha (da Groove James), Leonardo Boff (da Funkalister), Sassá (dos Darma Lovers), Marcos Rubenich (dos Walverdes), João Augusto e mais o Fabuloso Naipe de Metais do Império (FNMI), comandado por Rodrigo Siervo (Funkalister/Camerata Brasileira). Mas, sacomé… a emoção bate forte, vai juntando mais e mais gente pra tocar e o Império acaba crescendo e indo além do previamente imaginado… então, só vendo lá na hora o que sai (e o verdadeiro número de músicos no palco)!

Vá pro Ocidente na próxima quinta-feira se despedir do Império em 2011!!!

SERVIÇO:
O QUE – Império da Lã: Bailão Ska
ONDE – OCIDENTE ACÚSTICO – Bar Ocidente – (Av. Osvaldo Aranha, 960, esq. com João Telles), Porto Alegre/RS
QUANDO – Quinta, 01/12/11, 22h
QUANTO – R$20,00

Imagem: divulgação

“Lucinha”, a nova da Bidê ou Balde

Estou inlove com a música nova da Bidê e aproveito para deixar o link aqui para quem quiser ouvir.

“Lucinha, meu tabasco do feriado
Eu te arranjo um namorado
Se tu disser sim
Lucinha,  meu tabasco do feriado
Eu te arranjo um namorado
Se tu quiser.”

É muita poesia.

Willian Barros Kochhann@WilliaN_7 *

Depois de 6 anos desde a sua última passagem por Porto Alegre o Pearl Jam voltou ao estado para um concerto inesquecível para as mais de 20 mil pessoas que estavam no Estádio do São José (Zequinha) no último dia 11 de novembro. A turnê que a banda vem apresentando é comemorativa aos 20 anos do grupo de Seattle que estourou no inicio da década de 90 junto de outras grandes bandas do cenário Grunge, como o Alice In Chains e o Nirvana, entretanto, foi o Pearl Jam que soube dosar a sua carreira, e assim foi emplacando grandes Hits durante estas duas décadas.

Eddie Vedder conquistou o público com seu "português improvisado" (Foto: Willian Kochhann)

Muito aguardado pelos fãs e por todas aquelas pessoas que não puderam comparecer ao show de 2005, a venda dos ingressos para o evento começou pouco mais de 3 meses antes de sua apresentação na capital gaúcha, e em pouco tempo dois, dos três setores do Zequinha, já não havia mais disponibilidade para a compra, sobrando apenas o ingresso para a pista.

Dois dias antes da apresentação do grupo começaram a se formar as filas nos portões do estádio para conseguir a tão esperada ”grade” e ficar bem perto de seus músicos preferidos. A abertura dos portões e a entrada do público foram de forma tranquila, auxiliada pelos instrutores que cuidavam da organização do evento que realmente merecia nota 10 por todo o seu trabalho desempenhado.

Após a apresentação das duas bandas de abertura, sendo a primeira gaúcha e a outra que está em turnê com os americanos, chega a vez de Eddie pegar o microfone e logo de início fazer o estádio pular com “Why Go” e “Do The Evolution”. O concerto foi recheado de Hits como “Black”, “Jeremy”, “Alive”, “Even Flow” e “Daughter” que eram indispensáveis para os fãs mais antigos da banda.

Muito comunicativo, Eddie Vedder, distribuía sorrisos para todos os lugares onde olhava, e entre as músicas arriscava um português para o delírio do público. Em duas horas e quarenta minutos, o grupo apresentou 32 músicas, sendo algumas covers de músicos que inspiraram o Pearl Jam, como “Rockin’ In The Free World”, “I Believe In Miracles” e a famosa “Last Kiss” que ninguém esperava.

Pearl Jam fez um show de quase três horas de duração (Foto: Willian Kochhann)

Depois da primeira parada de descanso dos músicos, Eddie se arriscou novamente no português e disse que a sua esposa estava de aniversário no dia 11/11 e pediu, carinhosamente, se poderíamos cantar parabéns para ela. Logo o estádio cantava “parabéns para você” e a clássica “é big” para a felicidade do vocalista. Tudo ficou registrado por uma pessoa da produção que gravou e deixaria para que ele mostrasse para a sua mulher. Eddie e outros membros da banda também desceram do palco e foram cumprimentar seus fãs nos corredores que dividiam o gramado do estádio para delírio das pessoas que estava nas grades laterais. Vedder também foi na platéia e buscou um menino de12 anos que estava na grade do show e o colocou do lado do palco para assistir a apresentação da banda, e se não bastasse, ele posou junto da banda na foto de despedida de Porto Alegre.

Perto da meia noite de sábado o Pearl Jam dizia uma “até breve” para os gaúchos. Eddie acenou para Mike para que tocasse mais uma música e então começou a “Yellow Ledbetter” que encerrou de forma gloriosa a série de apresentações do grupo americano em solo brasileiro. Após a canção Vedder disse ”prometemos que vamos voltar logo”, deixando a esperança que não demore mais 6 anos até o próximo show do Pearl Jam em Porto Alegre.

* Willian colaborou com o The Backstage e também tem um blog.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

A cantora lançou o “More Mayhem” no início deste mês (Foto: divulgação)

Ela já dividiu o palco com Chuck Berry, Alison Moyet, Dionne Warwick, Bryan Ferry, Anastasia, The Supremes, Sister Sledge, Scissor Sisters, The Dubliners, Madeleine Peyroux, Matt Bianco, Jools Holland, U2, Eric Clapton, Van Morrison, Jeff Beck, David Gilmour, Shane MacGowan, McCall Kristy, Van Morrison, Lionel Richie e a primeira-dama do rockabilly, Wanda Jackson. Nascida em 10 de julho de 1974 em Dublin, Irlanda, Imelda Mary Clabby, mais conhecida como Imelda May, pode não ser um nome tão conhecido, mas com certeza é uma das melhores cantoras da atualidade.

Ela mistura rockabilly, surf music e blues, além de manter um visual impecável, relembrando as lindas pin ups da década de 50: corpo curvilíneo, rosto angelical e olhar arrebatador (sorry, não consegui fugir do clichê). Com 3 discos na carreira (“No turning back” – 2005; “Love Tattoo” – 2008; “Mayhem” – 2010), Imelda May tem feito turnê por toda a Europa e agora está fazendo shows na América do Norte. A mulher mexe com os ouvidos de qualquer pessoa. Sua voz é rasgada, sensual e de um timbre único. Pode ser cantando uma balada ou um rockabilly dos mais dançantes, daqueles que te fazem querer levantar um topete e sair dançando igual ao Chuck Berry.

Em agosto desse ano Imelda apareceu com um clipe novo: o “Road Runner”, e agora, dia 12 de setembro, a cantora lançou o “More Mayhem”,  6 canções (além de todos os hits) disponíveis para compra no iTunes.

Atualmente em turnê pelos Estados Unidos, a irlandesa de 37 anos anunciou dia 19 deste mês que em dezembro estará de volta à terra natal. Dia 23 começaram as vendas dos ingressos para o show dia 16 de dezembro, em Dublin.

Para conhecê-la melhor, o site de Imelda May é bem completo e no Facebook também tem a agenda de todos os shows, vídeos, rádios, fotos e etc.

Playlist do Café Colonial

Posted: 21/09/2011 in Rock
Etiquetas:

Natalia Nissen@_natiiiii

O programa Café Colonial acabou há pouco na Putzgrila e a seguir tem a lista das músicas que tocaram. Sintonize todas as quartas-feiras das 18h às 20 horas.

1º bloco

Yanto Laitano – Charly Tomo Demas

Mr. Big – To Be With You

Iggy Pop – I Wanna Be Your Dog

Elvis Presley – Jailhouse Rock

Led Zeppelin – Whole Lotta Love

2º bloco

Cartel da Cevada – O Diabo da Fronteira 

Raul Seixas – Mosca Na Sopa

Pink Floyd – Goodbye Blue Sky

The Beatles – I’ve Got a Felling

Engenheiros do Hawaii – Perfeita Simetria

3º bloco

Clarissa Mombelli – Volta no Tempo

Mutantes – El Justicero

Vera Loca – Preto e Branco

The Doors –  L.A. Woman

Van Halen – D.O.A.

4º bloco

The Pixies – Break My Body

Chuck Berry – You Never Can Tell (Pulp Fiction)

AC/DC – Touch To Much

Motörhead – The Chase Is Better Than The Catch

5º bloco

Iron Maiden – Phantom Of  The Opera

Tenacious D – The Pick Of Destiny

Identidade – Pequenas Doses

Mark Knopfler – Imelda

Velvet Underground – Pale Blue Eyes

6º bloco

Wander Wildner – Quase um Alcoólatra

Bob Dylan & George Harrison – Ghost Rider in the Sky

Audioslave – Out Of Exile

Vanguart – Para Abrir os Olhos

Black Sabbath – Fairies Wear Boots