Archive for the ‘Rock’ Category

Natalia Nissen@_natiiiii

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Para comemorar os 50 anos do lançamento do primeiro disco gravado em estúdio pelos Beatles, o Please Please Me, a casa de leilões Omega Auctions realizará um leilão de 65 fotos raras do grupo no dia 22 de março, na Inglaterra. As imagens são coloridas e registram o fab four durante uma turnê pelos Estados Unidos em 1964.

O fotógrafo responsável pelos registros é Robert Beck, um físico que faleceu em 2002 e deixou um vasto acervo de imagens em sua casa, nos EUA. Entre as fotografias há momentos de George Harrison com sua guitarra Rickenbacker vermelha, dos Beatles durante uma coletiva de imprensa em Las Vegas e de uma festa particular na residência do presidente da Capitol Records, em Beverly Hills.

As imagens disponíveis para compra serão divulgadas no dia 1º de março, no site da Omega Auctions, empresa especializada em leilões de objetos relacionados a colecionáveis raros de música, televisão, arte em geral, jóias, brinquedos, e outros. A estimativa é de que sejam arrecadados entre R$ 30 mil e R$ 45 mil com o leilão das fotos e direitos autorais.

Please Please Me: o álbum foi lançando em 22 de março de 1963 e tem 14 músicas, oito delas escritas pela parceria Lennon/McCartney. A revista Rolling Stone elegeu em 39º colocado na lista de “500 melhores álbuns de todos os tempos”. O disco ainda conta com participações especiais de George Martin e Andy White.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Foi por volta das 2 da manhã que a Funky Monks subiu ao palco inciando o tributo da noite de ontem, 5. O público, que já estava impaciente com a demora do show, vibrou nos primeiros acordes de “Around The World”, música do “Californication” (1999). A banda se mostrou meio tímida no início da apresentação, mas os gritos da plateia resolveram isso e logo eles estavam mais animados, passando por todas as fases do Red Hot Chili Peppers e sendo aplaudidos ao final de cada música.

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A Funky Monks se mostrou afiada na execução dos álbuns do Red Hot Chili Peppers (foto: Carol Govari Nunes)

“My Friends” (“One Hot Minute”, 1995) foi um dos pontos altos da noite. Apesar de ser uma balada melancólica onde Anthony Kiedis fala sobre a infelicidade de seus amigos em uma época em que a heroína era presente da vida dos músicos, a música trouxe à tona o peso das composições de uma das maiores bandas desde os anos 80. Contrastando com “My Friends” e voltando à raiz funk da banda, a Funky Monks tocou “Suck My Kiss” (Blood Sugar Sex Magik, 1991) e elevou o ânimo de todos. Do “Blood Sugar Sex Magik” também surgiu a clássica “Under The Bridge”, que só não levantou isqueiros porque não se pode mais fumar em locais fechados.

“By The Way”, do álbum homônimo de 2002 (que eu, modéstia a parte, tive o prazer de ver ao vivo a turnê no Gigantinho), também estava no Set List e foi uma das mais aclamadas (e conhecidas) músicas da noite.

A banda se mostrou fiel quando tocou músicas menos conhecidas do Red Hot Chili Peppers. Mostraram que conheciam toda a carreira dos californianos e que não estavam ali apenas para agradar, e sim para fazer jus ao nome de tributo.

Mais fotos do tributo no álbum do Les Paul Rock Pub na nossa página do Facebook.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Entre os dias 09 de janeiro e 17 de fevereiro acontece, em Porto Alegre, o 14º Porto Verão Alegre, evento apresentado pela Ultragaz, Zaffari e Banrisul. Nele, são oferecidas diversas opções culturais a preços populares ou gratuitos. Dentro da programação, há o “Discografia Rock Gaúcho” que acontece nos dias 4, 5, 6 e 7 de fevereiro no Opinião, com realização da Olelê Music.

Por e-mail, Leandro Bortholacci, proprietário da Olelê Music, conversou com o The Backstage e contou como está sendo a produção para o evento.

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A Bidê ou Balde toca seu último disco “Eles são assim. E assim por diante” na segunda noite do Discografia Rock Gaúcho (Foto: Carol Govari Nunes)

The Backstage: O Discografia Rock Gaúcho faz parte da programação do Porto Verão Alegre 2013. Como a Olelê Music vai produzir esses 4 dias de show?

Lelê Bortholacci: Será uma verdadeira “correria”. Produzir shows em dias seguidos gera muito trabalho. São poucas horas de sono e muita vontade. Mas, graças a DEUS, tenho uma equipe absolutamente competente e sei que irão tirar de letra. Ainda teremos o apoio do pessoal da Mezanino e da Mais Além (produtoras do Porto Verão Alegre) e da Opinião Produtora. Faremos o melhor possível para que o público lote os 4 dias de shows e saiam de lá satisfeitos. O sucesso dessa edição pode transformar o DRG num evento fixo dentro do calendário do PVA. Estamos trabalhando nesse projeto há mais de 150 dias. Os shows serão a conclusão de todo esse trabalho!

TB: Essa é a 14ª edição do Porto Verão Alegre. Vocês já haviam participado dessa programação antes?

L: Nunca. O DRG surgiu em 2010 no Beco, com shows únicos. Depois mudei pro Opinião e passei a fazer dois shows por noite. Mas a falta de patrocínios e apoio me fez deixar o projeto em “stand by”. Numa conversa com o Zé Victor Castiel surgiu a oportunidade de voltar e num formato ainda melhor: de graça para o público!

TB: O Discografia Rock Gaúcho do ano passado também foi realizado por vocês. Como vem sendo o trabalho da empresa nesses eventos significativos pra cultura do rock local?

 L: Na realidade o projeto está parado desde Outubro de 2011, como eu falei acima, pela falta de apoio e patrocínios. É muito difícil fazer eventos sem esses apoios. Com esta oportunidade de fazermos a parte musical do PVA e com o apoio ESSENCIAL da Petrobrás, voltamos a ter ânimo para apostar em projetos novos. O DRG é uma ideia inovadora, pois os artistas podem tocar ao vivo canções que nunca fizeram parte do repertório de seus shows, apenas foram gravadas em discos. Esse é o grande “ineditismo” do projeto. Para o músico é extremamente gratificante poder tocar pela primeira vez ao vivo uma canção sua que está apenas registrada em seu disco. E o mesmo vale para o fã que estará lá pra ouvir.

Tenho um carinho especial por esse projeto e quero muito que ele dê certo!
O rock gaúcho tem material para esse projeto durar muitos anos. Existem dezenas de discos que eu quero fazer!

TB: Com mais de 15 anos de atividade a Olelê já viu e participou de muitos períodos do rock’n’roll. O que mudou na cena de Porto Alegre desde o final dos anos 90, e como você enxerga o atual momento da música local?

 L: Creio que a mudança mais significativa é a forma como se consome música atualmente. O acesso está mais fácil e isso acaba “espalhando” o público. Antes eram menos bandas e menos shows, onde mais público comparecia. Hoje, com o aumento do número de artistas é normal que o público seja menor; e temos uma quantidade maior de shows. Infelizmente quem consome música não tem grana pra ir a todos. Até nesse sentido, batalhamos para que as entradas pro DRG fossem gratuitas.

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A Cachorro Grande toca o disco homônimo dia 7 de fevereiro, no Opinião (Foto: Carol Govari Nunes)

 TB: É crescente o número de bandas que saem do RS e tentam a vida no sudeste do país como, por exemplo, a Cachorro Grande, que é uma banda do casting da Olelê. Por que é mais produtivo sair de Porto Alegre e se fixar em São Paulo, sendo que o RS tem uma cena roqueira muito forte?

 L: Na realidade, o rock gaúcho é uma referência em todo o Brasil. Com as mudanças ocorridas no mercado (as mesmas que eu citei na resposta anterior) acabou sendo uma necessidade para o artista ter “mais destaque”, sair daqui. A centralização dos grandes meios de comunicação é em São Paulo e Rio, não há como negar. Se o artista/banda quer atingir um mercado “nacional”, tem que sair daqui. Para conquistar mais espaços em mídia, tem eu estar perto desses grandes veículos. Se o Jô Soares, por exemplo, quer uma entrevista e um musical com a Cachorro Grande, basta um telefonema pra nossa produção que nós passamos a eles o endereço do “QG” da banda em São Paulo e eles mandam a van buscar na data e horário combinados. Se a banda morasse em Porto Alegre, teria que ser providenciadas passagens aéreas, hospedagem, alimentação, etc e isso aumentaria muito o custo. Ou seja, inviabiliza. O mesmo vale pra quem faz eventos/shows nas regiões acima de São Paulo. Se uma empresa quer levar uma banda de rock gaúcha para um show no Nordeste, por exemplo, e tiver que pagar passagens de Porto Alegre, isso já vai inviabilizar o show. É uma questão matemática. O centro do país não é “centro” à toa.

Programação do Discografia Rock Gaúcho

4 de fevereiro, segunda-feira
22 horas – Frank Jorge
23h30 – Wander Wildner

5 de fevereiro, terça-feira
22 horas – Tópaz
23h30 – Bidê ou Balde

6 de fevereiro, quarta-feira
22 horas – Acústicos e Valvulados
23h30 – Tequila Baby

7 de fevereiro, quinta-feira
22 horas – Cachorro Grande
23h30 – DeFalla

Outras informações e agenda completa do Porto Verão Alegre em http://portoveraoalegre.com.br

Os textos mais lidos de 2012

Posted: 26/12/2012 in Rock
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2013 chegando e esse post é para relembrar os textos mais populares de 2012 no The Backstage, de acordo com as estatísticas do WordPress. A seguir, os 10 posts mais visitados. E em 2013 continuaremos a todo o vapor!

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1. Pe Lanza, a pedrada e até aonde a intolerância pode chegar

2. Maria Lúcia: novo pub em Frederico Westphalen

3. Budweiser Indie Festival: as melhores bandas de rock do Brasil juntas em um show realizado pelos fãs

4. Nova formação da Reação em Cadeia

5. Agridoce: música doce para pessoas amargas

6. Slash: a mistura inusitada que deu certo

7. A Banda das Velhas Virgens

8. Mas afinal, o que é que o sertanejo universitário tem?

9. Les Paul Rock Pub – um lugar do caralho

10. Planeta Atlântida 2012 já tem atrações confirmadas

Boas festas e um 2013 cheio de música para tod@s!

Carol Govari Nunes@carolgnunes

O último final de semana foi agitado por dois shows de rock em Frederico Westphalen. Aconteceu na Ecco Eventos o Green Festival, que trouxe duas conhecidas bandas gaúchas: Tequila Baby e Bidê ou Balde.

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Divulgando seu último disco, a Bidê ou Balde passou por Frederico Westphalen no último sábado, 15 (Foto: Carol Govari Nunes)

Freguês da cidade, esse é o terceiro ano consecutivo que a Bidê ou Balde vem se apresentar em Frederico. Por volta das 2h20min do último sábado, 15 (madrugada de domingo), a banda chegou à Ecco Eventos e logo depois iniciou o show que durou mais ou menos uma hora e meia. Antes do show, Carlinhos Carneiro conversou com o The Backstage e contou que a divulgação do novo disco está melhor do que se esperava. Por enquanto, a banda está divulgando o CD intitulado “Eles são assim. E assim por diante” apenas no Rio Grande do Sul, mas em janeiro de 2013 eles já partem para São Paulo fazendo shows com o repertório mais voltado para o novo disco – até o momento, eles ainda intercalam sucessos como “Bromélias”, “Microondas” e “Mesmo que mude” (que ganhou um bônus track lindo no novo disco #ficaadica), além de músicas do EP lançado em 2010.

A parte audiovisual da banda também está a todo vapor: eles estão com o clipe de “Lucinha” quase pronto e no início do próximo ano eles já começam a gravar o clipe de “+Q1 Amigo”. A ideia é emendar outros vários clipes na sequência, mostrando que o quarto disco da banda veio com tudo.

Carlinhos contou que a gravação do “Eles são assim. E assim por diante”, a qual durou mais ou menos um ano e meio, foi bem bizarra: eles gravavam estrofes soltas, refrão por refrão, tudo separado. Desde 2010, a banda gravou umas 24 músicas inéditas e ainda será lançado mais um EP. É a Trilogia BidêouBaldilística: um EP, um CD e outro EP.

De volta à rotina independente, o disco foi produzido pela banda e por Gilberto Ribeiro Junior.

– Trabalhamos muito nesse disco, então valia mais a pena divulgarmos sozinhos. Ficamos um tempo com o Lelê, mas não estava sendo proveitoso nem pra gente, nem pra ele, afirmou o charmoso vocalista.

Outra novidade é que ano que vem um tecladista acompanhará a Bidê ou Balde na turnê do novo disco: Leonardo Bofe entra para a trupe e embeleza ainda mais a presença de palco que observamos no último sábado.

Pra quem ainda não comprou, “Eles são Assim. E assim por diante” está à venda no site da banda. De quebra, sua compra ainda vem com foto autografada, adesivos e você concorre a otras cositas más, ou seja, é uma edição super especial.

Se o mundo não acabar dia 21, esperamos que ano que vem a Bidê ou Balde volte com o show completo do seu novo disco, porque o mundo seguirá assim, e assim por diante.

Outro vídeo do show (+Q1 Amigo) você assiste clicando aqui.
Mais fotos você encontra na fanpage do The Backstage Blog.