Archive for the ‘Rock’ Category

Natalia Nissen@_natalices

Promessa dada, é promessa cumprida. E assim como a internet facilitou o contato entre Nenhum de Nós e fãs, facilitou da imprensa com os artistas. O Carlos Stein, um dos guitarristas da banda, respondeu a algumas perguntas do The Backstage Blog por e-mail. A banda já tem 27 anos de estrada, mais de um milhão de discos vendidos e turnês Brasil afora. E no dia 2 de maio, no Parque de Exposições de Frederico Westphalen, a NDN vai tocar seus principais sucessos e canções do último disco de inéditas.

The Backstage – São quase três décadas de Nenhum de Nós. Que momento foi mais marcante na carreira, até agora?

Carlos Stein – Foram, como era de se esperar, muitos momentos marcantes nesses anos todos. A primeira música a tocar no rádio (People Are), o absurdo sucesso de Camila, que revolucionou não só a história da banda, como a nossa vida. Logo depois o sucesso de Astronauta, que nos levou ainda mais longe. Logo depois tocamos no Rock in Rio II. Teve também o prêmio da MTV do melhor clipe nacional de 93. O nosso primeiro acústico nos mostrou um novo caminho. Nosso primeiro Planeta Atlântida foi inesquecível. Foram muitos os momentos marcantes que fizeram do Nenhum o que ele é hoje.

TB – Como é a relação das bandas com os fãs? Muita coisa mudou desde os primeiros passos da Nenhum de Nós, e agora com a internet é possível ficar mais próximo do público?

Stein – É mais fácil de manter contato, sim. O Nenhum sempre procurou ficar próximo aos fãs. Eles são uma referência para nós. Temos até algumas canções que contam histórias desse relacionamento. A internet tornou toda a nossa comunicação mais fácil e ágil.

TB – E como foi a recepção do público com o novo DVD Contos Acústicos de Água e Fogo?

Stein – As pessoas ficaram surpresas com o formato, mas todo mundo falou que a ideia de fazer um não-show foi muito boa. Além disso, é um trabalho de muita qualidade.

TB – No último disco de inéditas há participações de Duca Leindecker e Leoni. Como acontecem essas parcerias?

Stein – São amizades que fazemos durante nossas jornadas. Gostamos muito desse intercâmbio. É uma grande forma de aprender.

TB – Vocês estão produzindo alguma novidade ou apenas fazendo shows e divulgando o DVD?

Stein – Temos planos de lançar algo ainda esse ano.

TB – O que o público frederiquense deve esperar do show da NDN?

Stein – Uma grande festa. Estamos lançando o DVD, mas no show podem esperar ouvir as músicas que fizeram o Nenhum ser conhecido. Os sucessos estarão lá.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Para iniciar 2014 a todo vapor, o Cascadura – uma das bandas mais importantes do cenário da Bahia nos últimos anos – realiza mais uma edição do projeto batizado Sanguinho Novo. Além de entreter e levar música de graça para a população, o Cascadura transmite a importância do ato de doar sangue em todo o material gráfico do evento, nas entrevistas, no seu blog e vestindo a camisa da causa. Baseado nas ideias de renovação, circulação, troca e parceria, o Sanguinho Novo assume a atitude de compartilhamento tanto no viés artístico quanto no social. Por e-mail, o vocalista e guitarrista Fábio Cascadura nos contou um pouco sobre o projeto. Confere aí:

The Backstage: Sobre o Sanguinho Novo, o que mudou da edição de 2011 pra cá?

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Cascadura na edição do projeto Sanguinho Novo em 2011 (Foto: Leo Monteiro)

Fábio Cascadura: Em 2011 realizamos a segunda edição do evento. Naquela ocasião, tínhamos algumas coisas que nos ajudaram bastante: estávamos em estúdio, em pleno processo de gestação do disco “Aleluia”; as canções estavam ainda no estágio de gravação e isso dava um frescor a mais para aquela temporada; tudo era curiosidade – a ocasião subimos ao palco com o embrião da formação que temos hoje: sem percussão, mas já com o Du Txai na guitarra (que estreou no Cascadura, bem naquele momento) e ainda com André T e Jô Estrada, nossos produtores… Foi importante tocar com aquela formação para apresentar aquele repertório que hoje é bem conhecido do pessoal todo (o “Aleluia” acabou sendo indicado a Melhor Disco no VMB 2012 e ganhou o Prêmio Dynamite 2013 de Melhor Álbum Pop). Para nossa satisfação, tudo deu muito certo! Foram quatro fins de tarde memoráveis, com muita gente legal indo conferir… Foi uma celebração inesquecível! Queremos mesmo repetir essa dose de emoção no calor do Verão baiano 2014!

TB: Em que ano vocês tiveram a iniciativa de montar essa parceria? Como foi esse início?

FC: A primeira edição foi meio de improviso, num momento de muitas ideias. Era o tempo da Turnê Bogary, tínhamos muitas ideias, todo momento… Essa veio num papo, dentro de um carro, entre eu, Thiago (baterista) e o Dimitri, que era o nosso produtor. Nós comentávamos sobre o grande numero de e-mails que vínhamos recebendo solicitando doação de sangue para alguém que era conhecido de alguém. Sabe? Então pensamos num modo de colaborar com a divulgação dessa necessidade. Eu já era doador de sangue. Procuro doar com alguma frequência. Mas precisávamos de alguma ação mais efetiva para ajudar na conscientização. Daí veio a ideia do projeto Sanguinho Novo.

TB: Esse ano vai ter o stand do HEMOBA?

FC: Nosso menager, Ricardo Rosa, é o Coordenador Geral do projeto nessa edição e está conversando com o pessoal do HEMOBA para vermos o que será possível termos lá. Já é muito importante darmos atenção à matéria. Fazer com que esse tema apareça na agenda das pessoas durante um período que foca mais na festa, badalação e tal… O exercício de debate em torno da consciência para ações como doação de sangue, reciclagem de lixo, cuidados com o meio ambiente, etc, deve ser constante.

TB: Acredito ser meio óbvio, mas qual a importância de um projeto desses em Salvador?

FC: O Verão em Salvador é bem especial. A cidade ganha muita atenção de fora. Mesmo num momento delicado, difícil como o que vivemos agora, com a cidade sob uma convulsão urbana tremenda, quando chega o Verão, ela parece ficar ainda mais interessante. Há uma confluência enorme de pessoas de todo canto que vem pra cá atrás desse clima… Assim, um projeto que propõe apresentar a música de gente que trabalha o ano inteiro na cidade e por ela, e ainda quer falar de um tema importante como o da doação voluntária de sangue é algo muito relevante, ao meu modo de ver. Ainda, com esse crescimento populacional momentâneo na cidade durante a estação, há aumento da necessidade de sangue para transfusões nos postos de saúde e hospitais. Esse é mais um dado que precisa ser levado em consideração.

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TB: Quais as informações que o público deve saber sobre esses shows de 2014?

FC: Acho que cada edição reflete um momento especial. Em 2011 tivemos a honra de contar com parceiros artistas muito incríveis – Maglore, Dub Stereo, Vendo 147 e Velotroz, são realidades muito expressivas no contexto artístico da Bahia, seja por suas obras e atuações no cenário local e nacional, seja pelo desdobramento de sua produção em outros projetos. Esses artistas refletiam o que vinha sendo mais celebrado como novidade, naquele instante, e se afirmaram, por seus próprios méritos, como grandes artistas da Bahia. Os shows foram incríveis! Marcou aquele Verão! Essa edição de 2014 trará gente que cremos estar em consonância com o projeto e o momento da música na Bahia: Clube de Patifes, de Feira de Santana/BA e Falsos Modernos. A primeira tem 15 anos de carreira e é um importante representante da cena no interior do Estado, sendo responsável pelo surgimento e fortalecimento de um novo contexto de produção cultural no eixo Feira de Santana/Camaçari. Acho que essa produção do interior da Bahia foi um grande destaque de 2013 e cremos que com a Clube de Patifes teremos uma representação a altura desse momento bacana. Além disso, eles estão lançando um novo trabalho, acústico. Eu até participei! É bacana! Já a Falsos Modernos é uma banda que vem revigorar o panorama de Salvador. São músicos experimentados, mostrando uma nova possibilidade para a cidade. Gostamos da rapaziada e pomos a maior fé neles. Vai ser lindo.

Bom, nós do Cascadura poremos o melhor de nós no palco. Afinal, é o que fazemos: tocar nossa música! Vai ter de tudo um pouco e espero ainda um pouco mais de tudo… Vamos aguardar que aquela moçada apareça para cantar, curtir e celebrar, na paz! (Fábio Cascadura)

O ano está acabando e como é de praxe, temos o post com os textos mais lidos de 2013 conforme as estatísticas do WordPress. Na sequência, o link dos dez posts mais visitados deste ano.

E que 2014 nos traga muitas pautas e músicas interessantes! Feliz ano novo!

Retrospectiva 2013

1. Um tributo nada convencional 

2. A morte de Chorão e a necrofilia da arte

3. Datavenia abrirá show do Angra em Porto Alegre

4. “Quando calou-se a multidão”: o disco solo de Guri Assis Brasil

5. Na roda da saia rendada da moça que dança a ciranda: Pitty canta Martinho da Vila

6. Fire Department Club lança “Merry-Go-Round” e investe no cenário mundial

7. Nenhum de Nós lança “Contos Acústicos de Água e Fogo”

8. Sigmund Records: gravadora experimental envolve alunos e profissionais

9. I Congresso Internacional de Estudos do Rock começou nessa quarta-feira (25)

10. De passagem por São Paulo, Cascadura participa de projeto no Studio 62

Sugestões de pauta podem ser enviadas para backstageblog@hotmail.com, carolgnunes@msn.com ou natiinissen@hotmail.com.

Natalia Nissen@_natalices

Mais músicos brasileiros que se deram bem … bem longe daqui. A banda gaúcha, Selton, lançou o clipe “Across the Sea” (filmado na Itália) na última segunda-feira, 9. Embora eu nunca tenha ouvido falar até então, parece que eles já têm estrada e começaram a fazer sucesso tocando nas ruas de Barcelona e devem fazer uma turnê brasileira no ano que vem.

O clipe pertence ao disco Saudade e os próprios músicos dão vida à história. Já são quase quatro mil visualizações no Youtube. Não é o tipo de música que agrada aos adoradores do rock mais tradicional, mas a Selton acaba de receber o prêmio de Melhor Banda de Rock da Associação Paulista dos Críticos de Arte (Apca).

Taí a dica de música do dia. Dessa vez não é música “velha” e vale dar uma espiada nos outros vídeos do canal. Tem bastante coisa legal.

A propósito… vim postar e vi que hoje já é o segundo post. Quem nos dera poder fazer isso sempre. Mas se tá difícil viver de jornalismo, imaginem viver de blog.

Natalia Nissen@_natalices

Tem nada de novidade na “Lay Down Sally” do Eric Clapton, mas depois de um longo dia de trabalho e fechamento de edição é bom ouvir uma música familiar. E o Superplayer também não deve ser novidade pra muita gente.

Fiquei divagando porque comecei a reparar na variedade de gêneros que aparecem no site para a gente ouvir. Muita coisa que eu nem sabia que existia ou era gênero, tipo “Chill Out”. Ah, essa globalização. Lá na redação do Folha diríamos que isso é uma “visão de interatividade em tudo”. Mas enfim.

Dei “play” em uns três gêneros e desisti de tentar ouvir algo “novo”. Pode ser preconceito, mas tem muita coisa chata por aí (ou é o meu inferno astral). Aí que no “rock clássico” a primeira música foi “Lay Down Sally” e eu fiquei feliz por finalmente me sentir em casa.

Depois ainda veio Rolling Stones e um monte de coisa legal. Por isso o site é bacana pra quem quer ouvir músicas aleatórias sem ter muito trabalho. É um site democrático e ainda dá a opção de escolher as músicas por “atividades” ou “sentimentos”. Nessas últimas opções nem sempre as músicas fazem sentido, mas vale a pena ouvir pelo menos uma vez. É prático.

Então, fica a minha dica de música do dia e site/aplicativo para conhecer coisas novas e velhas.

No youtube ainda achei a versão maravilinda de Eric Clapton e Mark Knopfler ♥. Ponto pra eles!