Archive for the ‘Rock’ Category

Carol Govari Nunes@carolgnunes

O ano de 2015 está sendo cheio de surpresas para os fãs de Augusto Licks. Depois de quase 22 anos sem tocar em público, o ex-guitarrista dos Engenheiros do Hawaii e parceiro de Nei Lisboa, participou do show da cantora japonesa Tsubasa Imamura em julho e, agora, movimenta a internet com uma campanha de financiamento coletivo pelo site Kickante.

 O projeto busca realizar a primeira edição do Workshop “Do Quarto Para o Mundo” em Belo Horizonte. A palestra interativa, ministrada por Augusto Licks, é uma rara e preciosa oportunidade para músicos iniciantes e estudantes de música conversarem sobre questões essenciais para tornar o “caminho das pedras” da carreira artística mais simples de ser percorrido.

Imagem: divulgação

Imagem: divulgação

O encontro tem uma atmosfera muito intimista e trata de detalhes conceituais e técnicos do mercado musical e de todos os processos que envolvem a produção e as diferentes formas de fazer música no mundo atual. Com um caráter acadêmico, mas sem “academicismos”, motivado pela vontade idealista de compartilhar conhecimentos, Augusto Licks busca transmitir experiências de uma maneira muito mais qualitativa do que quantitativa.

Idealizado pelo fã Rodrigo Pedrosa, o projeto de crowdfunding nasceu a partir de uma conversa em que Augusto Licks expressou seu desejo de realizar o Workshop para o público mineiro. A meta da campanha, lançada no dia 17 de agosto, é alcançar o valor de R$ 5.966,00. Em pouco menos de 24 horas, mais de 12% do valor estimado já haviam sido arrecadados.

“Fui ao encontro de Augusto Licks para presenteá-lo com uma pimenta mineira. Nessa conversa, surgiu o assunto de um workshop em BH e saí de lá muito entusiasmado. Para tornar possível – sem depender da iniciativa privada ou do governo – apresentei ao Augusto um projeto de Financiamento Coletivo, no qual poderíamos presentear a grande legião de admiradores de seu trabalho, muito carentes de suas aparições na mídia e redes sociais, com o workshop e várias outras lembranças do artista. Agora, a expectativa é que os fãs de Augusto Licks retribuam à iniciativa”, diz Rodrigo.

As vagas para participar da palestra são limitadíssimas. Os valores das cotas variam entre R$15 e R$150. Cada apoiador recebe recompensas personalizadas, como palhetas, participação em um grupo privado no Facebook, postal autografado, pôster exclusivo, entre outros.

Caso atinja seu objetivo, o Workshop será realizado no dia 17 de outubro. O financiamento coletivo funciona no modelo “Tudo ou Nada”. Então o projeto só sai do papel se for arrecadado o valor mínimo para realização.

Além de Belo Horizonte, o sucesso da empreitada pode levar também o Workshop para outras cidades. Antes de aderir à campanha, Augusto Licks levou “Do Quarto Para o Mundo” para Porto Alegre, Rio de Janeiro e Iracemápolis, no interior de São Paulo.

Fonte: assessoria de imprensa de Augusto Licks

Serviço: Workshop Augusto Licks “Do Quarto Para o Mundo” em Belo Horizonte

Endereço do financiamento coletivo e demais informações: http://www.kickante.com.br/campanhas/augusto-licks-workshop-do-quarto-para-o-mundo-em-bh

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Com influências de bandas como Nirvana, Rage Against the Machine, Melvins, Primus, Pearl Jam, Incubus, Pj Harvey, Faith No More, Red Hot Chili Peppers, Pantera, entre outras, a banda argentina formada em 2007 por Michelle Mendez (guitarra/voz), Juan Recio (baixo) e Jacques Blasetti (bateria) agora está radicada em Floripa.

Depois de gravar dois discos na Alemanha, dois na Argentina e ter feito 100 shows na Europa, o power trio argentino embarca em uma turnê que passará pelo RS, PR e SP durante o mês de agosto para festejar os 100 shows no Brasil e seguir apresentando o disco “Bite The Hook”.

Tendo passado por estados como Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina só neste ano de 2015, e ter se apresentado no Metal Mecânica, maior festival de rock de Florianópolis, a agenda continua cheia, e neste mês de agosto conta com 4 shows no RS (Santa Cruz, Santa Maria, Ijuí e Caxias do Sul), 3 shows em SP (Campinas, Piracicaba e Marília) e um show no PR (Araucária).

A Petit Mort já se apresentou nos festivais independentes mais importantes do país e fez 30 shows nas edições do Grito Rock, maior festival integrado do mundo, o qual acontece em 300 cidades (e em 30 países) nos meses de fevereiro e março. O festival ocorre nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e também nos conhecidos Festival Do Sol (Natal/RN) e Vaca Amarela (Goiânia/GO).

A banda também conseguiu a marca de 100 shows na Europa. Em 2012, fizeram turnê pelo terceiro ano consecutivo no velho continente (Inglaterra, Holanda, Alemanha, França, Bélgica, República Checa e Suíça). Dois dos discos da Petit Mort, “Du Bist” e “Spit In”, foram produzidos, gravados e distribuídos na Alemanha pelo produtor Olaf Zwar nos estudios Benthus. Os lançamentos dos discos causaram grande impacto em jornais europeus, como o alemão Sueddeutsche. Já o disco “Bite the hook” foi gravado em Buenos Aires Argentina e mixado e Masterizado nos estudios Benthus, Geldern (Alemanha), em 2014.

As cidades e locais por onde a banda vai passar nessa turnê de comemoração estão no flyer abaixo.

flyer 100 shows

Outras informações no site da banda.

Natalia Nissen@_natalices

Uma música do dia recém saída do forno, sim senhor! “O melhor do mundo” é o primeiro single do novo álbum do Doutor Jupter – Na Varanda. E se as canções foram gravadas em uma varanda, nada melhor do que ouvi-las num cantinho de casa com toda a atenção que elas merecem. “Vale sorrir, desafinar, desconstruir, depois remontar”.

Segundo a banda, o novo álbum – em CD e Vinil – será lançado esse mês e é o registro ao vivo dos instrumentos acústicos, canções e amigos em noite de festa, numa varanda. É coisa linda de sentir e ouvir. O primeiro single “Noutra Primavera” foi divulgado há duas semanas e a música do dia veio pouco depois. Também vai rolar um mini documentário para mostrar o processo da produção.

Pelas novidades já dá pra ver, o grupo continua fiel ao estilo “rock da roça”, mas mais maduro. Música para ouvir e cantarolar sem parar, de novo e de novo.

As músicas do novo disco foram produzidas por Doutor Jupter, captadas ao vivo e mixadas por Dudu Massonetto e masterizadas no Reco-Master, sob a batuta do mestre Arthur Joly.

Gostou? Há exatos quatro anos rolou entrevista com a banda aqui no blog. E fica a dica para ouvir o primeiro CD, é bom demais também.

Eles não vestem apenas roupas pretas e usam cabelos compridos, não fazem o estereótipo do quarentão grisalho com jaqueta de couro sobre uma motocicleta, mas são unânimes quando o assunto é música: o rock também é um estilo de vida. Hoje, os amantes da música homenageiam os artistas e comemoram o Dia Mundial do Rock.

Para o músico Max Lima, responsável pelo violão e vocais da Bico Fino Brother’s Band, é uma data para reunir os amigos e celebrar o estilo que influencia diretamente a vida de muita gente. E para os integrantes da Hello! Ms. Take – Walter Silva; Ismael Schossler; Eduardo Machry; Estevan Junges e Bernardo Siqueira – é dia de comemorar a unificação da atitude de pensar, amar, se revoltar, abrir a mente e protestar, de uma maneira sem rótulos nem diferenças.

Com o passar dos anos, o rock mudou, mas a essência se mantém. É um gênero que transmite a identidade de várias gerações. E Lima acredita que o público envelheceu um pouco. Ainda que muitos adolescentes saibam quem foram os Beatles ou quem sejam os integrantes da banda Foo Fighters. Até os anos 2000 poderia se dizer que o rock era o estilo do momento, já que o mercado musical não era tão capitalista e o rock gaúcho, por exemplo, era mais forte e respeitado nas terras riograndenses. “Hoje, a mídia e a indústria estão diferentes, e os estilos mais comerciais são outros. A maioria das pessoas segue o que a moda dita e temos menos jovens ouvindo rock. E eles são o público dominante nas baladas”, diz.

O músico complementa que aqueles que ainda gostam de rock têm um estilo de vida mais caseiro. Os espaços para ouvir esta música diminuíram, e fazer rock nos anos 1970, 1980 ou 1990 era mais fácil do que atualmente. “É preciso buscar novos espaços e construir pouco a pouco o público. Aí está o desafio”, defende. E este desafio das bandas de rock, assim como dos fãs, é encontrar espaços que abram suas portas a um gênero que já foi mais popular.

Segundo Lima, outros estilos que têm menos apelo comercial, como o reggae, o jazz e o blues, também têm dificuldade para tomar conta dos palcos de casas noturnas. “Acho que o formato do mercado musical atual, que cada vez mais trabalha e massifica o modismo, contribuiu muito para isto. Ao mesmo tempo, vejo um determinado público mais de meia idade reclamando por falta de espaços para o rock. Então algo estaria errado. Vejo aí uma dificuldade em conciliar esse público com as casas noturnas”, reflete.

Para os guris da Hello! Ms. Take, o rock é universal e tem recuperado seu espaço. A massificação de outros estilos também cria a possibilidade de agradar a ouvidos cansados daquilo que é imposto diariamente. “Quem vive no mundo rock, seja ele clássico, alternativo ou pesado, sabe que pode tocar em qualquer lugar do planeta que haverá alguém feliz por estar ouvindo o que está sendo apresentado. Mesmo com os regionalismos musicais, os folclores e os estilos midiáticos da música atual, o rock está e sempre estará presente, fazendo história e consagrando ídolos”, afirmam.

Imagem: reprodução

Imagem: reprodução

De pai…

Um solo de guitarra do multi-instrumentista mexicano Carlos Santana fez Arnulfo Bender (64) se apaixonar pelo rock and roll. “Comprei uma coleção com meu primeiro ordenado, aos 17 anos. Depois, fui para os clássicos como The Beatles.” A vida do lajeadense sempre esteve ligada ao mundo da música. Foi baterista, operador de som e, por muitos anos, vendedor de discos de vinil na cidade.

Na loja da família, na esquina da Rua Carlos Von Kozeritz com a Julio de Castilhos, entre as dé- cadas de 1980 e 1990, ele era quem sabia quais os discos iriam se tornar hits nas rádios. “Os clientes perguntavam se eu poderia fazer seleções com os álbuns do momento. Ficava horas escutando as faixas, garimpando as melhores e passando tudo para os rolos de fita K7.” Depois, datilografava a seleção para indicar os lados A e B.  “A experiência me fez gostar de vários estilos”, explica.

O gosto de Bender passeia por diferentes ritmos. Vai do blues ao folk. “Sou crítico. Presto muito mais atenção na melodia do que na letra.” Mas o rock está na sua essência. “Por que não lembrei de trazer minha camiseta do Black Sabbath?” interroga o filho, enquanto faz pose para a foto. “O rock rejuvenesce. O som entra em você. Quando escutamos, incorporamos o ritmo. Queremos estar no palco, ser o próprio músico. Tocar a guitarra dele.”

Mesmo tendo suas preferências, lembra que um bom ouvinte precisa ter repertório. “Temos que escutar de tudo para saber o que é bom e o que não é. Nem é preciso ser rock para ser bom. Gosto da música que entra em mim. Por isso, escutar é um ato individual. Costumo apreciar deitado e sozinho em casa. Ou no meu carro, enquanto estou indo à praia. Nem vejo o tempo passar.”

….Para filho

Na sala de Eduardo Bender (32), uma vitrola da década de 1960 toca a banda de rock inglesa Jethro Tull até cansar os ouvidos dos vizinhos. Ele é colecionador dos rádios valvulados e amante do bom e velho rock and roll. Herdou do pai, Arnulfo, o gosto musical. “O rock é prazer. Um estilo de vida.”

A coletânea de vinis ultrapassa os dois mil volumes. Rush, Black Sabbath, Deep Purple, AC/DC e Creedence estão entre os bolachões que coleciona. O acervo é preservado com enorme cuidado. Todos os discos estão embalados e guardados em caixas. Para não arranhar, Eduardo segue um ritual limpeza antes de colocá-los para tocar. Depois, lustra um por um. “ Som na vitrola é melhor do que nos aparelhos modernos”, observa, com nostalgia.

A série conta com peças raras, como um rádio valvulado da ex-Iugoslávia. O mais antigo é da década de 1930, da marca Philco. “Todos foram restaurados e funcionam. Prezo por isso.” Para escutar as ondas do AM e, em alguns casos até a FM, é preciso aguardar a válvula esquentar. “Isso se tornou mais do que um hobby: hoje é um negócio, que faz parte da minha história de interesse pela música.”

Por Natalia Nissen  e Taciana Colombo

A matéria completa foi publicada hoje (13), no Tema do Dia do jornal O Informativo do Vale.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

A edição de 2015 do Discografia Pop Rock Gaúcho aconteceu nos dias 19, 20 e 21 de junho de 2015. Antes, o evento se chamava Discografia Rock Gaúcho, mas a mudança do nome foi feita para que mais bandas pudessem fazer parte. Assim, tem Graforréia Xilarmônica, mas também tem Chimarruts. Ultramen, Comunidade Nin-Jitsu, Esteban e Da Guedes também se apresentaram na edição deste ano.

Em 2013 conversei com o Lelê (quando ainda era só Discografia Rock Gaúcho) sobre a organização do evento. Se quiser ler a entrevista, é só clicar aqui.

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A Comunidade Nin-Jitsu tocou o Maicou Douglas Syndrome, disco repleto de sucessos (Foto: Carol G. Nunes)

Na primeira noite, o Da Guedes tocou na íntegra o disco “Morro seco mas não me entrego”, lançado em 2002. Nele, os sucessos Dr. Destino e Bem nessa. Na verdade, era basicamente o que eu conhecia dos rappers. Fiquei muito surpresa com o show – achei interessantíssimo. Os caras mandam bem, têm postura firme no palco e um discurso bem racional. Inclusive, comentaram que o disco era de 2002, mas muitos problemas da cidade (e do país) ainda eram muito atuais.

Depois do Da Guedes, quem entrou no palco foi a Comunidade Nin-Jitsu, com o disco Maicou Douglas Syndrome. O show foi ótimo! Cheio de hits, muito peso nas guitarras, Mano Changes extremamente comunicativo com o público, que em todas as oportunidades abriam rodas no meio da pista.

Quem abriu a segunda noite foi a Graforréia Xilarmônica, tocando o Chapinhas de Ouro, de 1998. Quando terminou o disco, Frank Jorge disse: “então ta, esse foi o Chapinhas de Ouro, mas a gente tem mais umas músicas pra tocar pra vocês”. Além das 12 faixas do Chapinhas de Ouro, a Graforréia Xilarmônica tocou Literatura Brasileira, Bagaceiro chinelão, Minha picardia, Patê, Twist, Amigo punk, Nunca diga e Rancho. Amigo punk foi pedida durante todo o show, inclusive enquanto a banda ainda tocava o Chapinhas de Ouro. Perto de mim, dois guris dizem que “bem capaz que a banda vai embora sem tocar Amigo Punk”, entoada como um hino quando finalmente foi tocada.

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Luciano Malásia empunhou o microfone e pulou no meio da galera durante “Peleia” (Foto: Carol G. Nunes)

Depois da Graforréia Xilarmônica, veio a Ultramen. A banda tocou o disco Olelê, de 2000, que está debutando este ano. O show foi sensacional. A banda muito bem sintonizada, o som ótimo. E o “Olelê” é um baita disco, convenhamos. Não tinha como não ser um baita show.

Na terceira noite, eu fui um peixe fora d’água. Esteban e Chimarruts. Esteban tocou o disco ¡Adiós, Esteban!, de 2012, e o Chimarruts tocou o disco homônimo, de 2002. Fiquei dias pensando se ia ou não, mas resolvi ir e ver qual era. Achei uma noite muito curiosa. O que me chamou muito a atenção foi o público das bandas: muito mais famintos do que os públicos das noites anteriores. Do Esteban eu até esperava, sabia que era um pessoal mais novo, mas fiquei surpresa com os fãs do Chimarruts, que fizeram com que o show se tornasse praticamente uma missa.

Foram três noites interessantíssimas. Se quiserem saber mais, no site do POA Music Scenes tem o relato completo dos shows.

Vídeos do Discografia Pop Rock Gaúcho:

Da Guedes – Bem Nessa

Comunidade Nin-Jitsu – Cowboy

Graforréia Xilarmônica – Eu

Ultramen – Ultramanos

Esteban – Sophia 

Outras fotos na fanpage do The Backstage.