Archive for the ‘Lançamentos’ Category

Carol Govari Nunes@carolgnunes

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A banda passou por São Paulo, onde fez show e participou do projeto de Rafael Kent (Foto: Rafael Kent)

A sala de um apartamento no Centro de São Paulo serve de estúdio. O numero do imóvel é 62 de uma rua transversal, a famosa R. Augusta. Ali mora e trabalha o fotógrafo Rafael Kent e é onde ele realiza um projeto que vem ganhando cada vez mais atenção na internet: o Studio 62. Por ele, já passaram nomes como a cantora Ana Cañas, o cantor Max de Castro, o compositor Ivo Mozart e o líder do grupo Exaltasamba, Péricles. Logo virão participações de Negra Li e outros.

Essa semana foi ao ar pela página oficial do projeto no Facebook a performance do CASCADURA. Com a passagem da banda por São Paulo para cumprir agenda de shows e divulgação do novo CD, “Aleluia”, Kent resolveu convidá-los.

Numa formação reduzida, sob o apoio de um violão e um mini-kit de bateria, Fábio Cascadura e Thiago Trad apresentaram três canções: duas de seu repertório autoral – “Juntos somos nós”, do Bogary (2006) e “Soteropolitana”, do recém-lançado “Aleluia” – e ainda um cover. As músicas foram sendo sugeridas na hora da gravação e por motivos óbvios “Soteropolitana” foi incluída, afinal, é o tema do mais novo vídeo clipe da banda. Já “Juntos Somos Nós”, acabou sendo incluída casualmente e o próprio mentor do projeto, Rafael Kent, na página oficial do projeto, depõe sobre esta música e sua relação com o grupo baiano:

 Foi uma das bandas que mais ouvi nos primeiros anos em São Paulo, tempos MUITO difíceis, exclusivamente pela solidão e pela mudança repentina de casa, de ambiente e de referências. Naquela época estava saindo do “Vivendo em grande estilo” ,que quase furou o disco de tanto ouvir, e ia todos os dias nas bancas saber quando que o álbum novo, o grande Bogary, iria ser lançado (na época, na revista OUTRA COISA), perdi as contas de quantos nãos eu recebi do jornaleiro até que um dia ele tinha chegado. Foram músicas que me acompanharam por todo esse período, que me faziam me sentir mais perto de casa (ou ex-casa como preferir) e supriam a minha saudade natural na época.

Kent nasceu no Rio de Janeiro, mas é baiano desde os 4 anos de idade, quando foi com os pais para morar em Salvador. Em 2004, se mudou para Sampa. Depois de muita busca, se descobriu fotógrafo e trabalhou com nomes como Nação Zumbi, Seu Jorge, Fresno, Vivendo do Ócio e outros. Atua na publicidade e dirigindo clipes de artistas brasileiros e de outros países. Vem conquistando cada vez mais espaço no mercado de audiovisual voltado para a música e certamente é dos nomes mais promissores dessa área no Brasil.

Clicando aqui, você vê o vídeo de “Juntos Somos Nós” e aproveita para conhecer a página do Studio 62 no Youtube.

Natalia Nissen@_natiiiii

Sim, tivemos um recesso aqui no The Backstage, mas aos poucos tudo volta ao normal. Nós paramos um pouco, mas a música nunca para. Há poucos dias foi divulgado o novo single do próximo disco do Eric Clapton. “Gotta Get Over” tem o som característico das músicas do Clapton e me faz querer envelhecer tomando umas e ouvindo ele o Paul McCartney. Aliás, o novo disco tem participação do McCartney na canção “All Of Me”.

O single é só uma prévia do que deverá ser conferido no álbum “Old Sock”, com lançamento previsto para o próximo dia 12. Segundo informações do site oficial de Clapton, o disco é uma coleção de algumas das músicas preferidas do artista e que influenciaram sua vida desde a infância e que fazem parte de “seu vasto conhecimento musical”.

Ouvindo a nova canção me senti de novo no show dele. A mesma energia de ouvir alguém que sabe o que está fazendo, como se fosse a coisa mais simples do mundo.

Old Sock

1. Further On Down The Road
2. Angel
3. The Folks Who Live On The Hill
4. Gotta Get  Over
5.  Till Your Well Runs Dry
6. All Of Me
7. Born To Lose
8. Still Got The Blues
9. Goodnight Irene
10. Your One and Only Man
11. Every Little Thing
12. Our Love Is Here To Stay

Natalia Nissen@_natiiiii

Tem gente que defende uma banda com unhas e dentes e chega a ficar até chato para quem ouve. Mas, independente da intensidade do que se sente por algum artista, sempre rola uma decepção quando a gente chega num show e percebe que a banda é boa, mas meia-dúzia de gato pingado apareceu para assistir. Foi mais ou menos isso que senti quando a Cartolas tocou aqui em Frederico Westphalen, lá em meados de setembro.

Um calor do capeta dentro da casa, um ventilador e uns climatizadores mequetrefes que, não é novidade, não davam conta do recado. Aí tu vê uns quatro casais tímidos perto do palco, um pessoal perto do bar, os “vips” no camarote, a galera da “vibe” reclamando da banda de rock e assim a vida segue. Fiquei ansiosa pelo show, mas acabei conseguindo ver só o final e, mesmo assim, valeu a pena. Não é fácil reparar a decepção dos próprios músicos que se apresentam em FW para um público muito pequeno se for comparar com toda a galera que espera o show sertanejo começar… ou a que desce pro “inferninho” do tuntztuntz. Enfim.

A banda me ganhou de vez na abertura do Eric Clapton, em outubro do ano passado. Aí fiquei torcendo para ver a trupe por aqui o quanto antes. Gosto porque dá pra ouvir uma noite toda sem enjoar. Música sem frescura, sem “artista” dando showzinho com solos intermináveis e falta de interação com o público. Não é de hoje que eu venho aqui para escrever que gosto das músicas com letras irônicas e que fazem bem o tipo que uns chamam de “rock gaúcho com fórmula pronta”.

Cartolas é uma banda que eu ia gostar muito de ver no Les Paul Rock Pub. Taí a dica. E olha que eu já vi os caras fazendo show para milhares de pessoas e para poucas dezenas. É uma banda que toca com a mesma vontade, independente do tanto de gente que assiste. E é assim que tem que ser. Pelo menos eu bato o pé achando que é assim.

Há pouco menos de um mês eles colocaram no Youtube o vídeo da música “Um Segundo”, o primeiro single do próximo disco. “Quanto veneno é preciso pra eu dizer que alguém me sacaneou mesmo dizendo que foi sem querer?” (às vezes parece que essas festas são todas parte de uma grande sacanagem com que gosta de rock).

Ah, e tem Cartolas no Set List também!

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Mostrando o período de gravação e depoimentos dos envolvidos no disco, o Cascadura disponibilizou hoje, 19, o documentário #AleluiaCASCADURA, no qual mostra também cenas de shows e imagens da cidade de Salvador.

O documentário, que inicia com “Um engolindo o outro”, apresenta na sequência várias faixas do disco e depoimentos de Fábio Cascadura, Thiago Trad, André t e Jô Estrada – os quatro principais responsáveis pelo projeto – além de Jajá Cardoso (Vivendo do Ócio), Gabriel Guedes e Letieres Leite (Orkestra Rumpilezz). Dirigido por Fábio Cascadura em parceria com Léo Monteiro, o vídeo, que tem quase 31 minutos de duração, apresenta tomadas da vida cotidiana de Salvador se misturando com tomadas internas do estúdio de gravação, dando realidade à imagem construída no disco, que é o quinto na carreira da banda.

O documentário confirma a sólida carreira da banda e mostra que, mesmo após 20 anos de estrada, o Cascadura tem gás suficiente para inovar a cada disco.

Abaixo, você assiste o documentário na íntegra. Aqui, faz o download do disco duplo da banda.

Natalia Nissen@_natiiiii

A caixa de entrada do backstageblog@hotmail.com é uma caixinha de surpresas. Tem produtor de artista pop solicitando parcerias, pessoas que querem “fazer blogs de música” e por aí vai… Também tem produtores/músicos de bandas super interessantes que reconhecem nosso trabalho e pedem um espaço neste humilde blog.

Conjunto mistura estilos e dispensa rótulos (Foto: divulgação)

O William Azalim é produtor da Paquiderme Escarlate, uma banda de Belo Horizonte/MG, e nos enviou um e-mail “mostrando” um pouco do trabalho do conjunto. De cara o nome do EP e da banda chamou atenção, depois veio o linguajar usado no site… coisa de gente dedicada, sabe? Muito criativo.

Formada por Bernardo Guerra, Elton Morais, Fernando Mascarenhas e Thiago Marques, a banda tem influências de grandes nomes como, The Beatles, Mutantes/Tropicalismo, Roberto Carlos/Jovem Guarda, Bob Dylan/Folk, Tom Jobim, Toquinho, Mozart, Chopin, Jimi Hendrix, The Doors, Janis Joplin, Stevie Wonder, Michael Jackson, Ray Charles, Elis Regina, Cartola, Chico Buarque, Rita Lee, Secos e Molhados, Baiano e os Novos Caetanos, AC/DC, Led Zeppelin, entre tantos outros.

Em outubro a Paquiderme Escarlate lançou o EP “O Incrível Espécime que se Alimenta de Harmonias”, três músicas que já estão disponíveis para audição e download no site. Sem se prender a estilos musicais ou rótulos, o conjunto mostra a que veio neste trabalho de três canções (e meia!), suficientes para revelar sua versatilidade.

No início o som me lembrou um pouco de Tom Zé, mas é uma mistura de vários estilos e o resultado ficou muito legal. E bandas que ousam colocar violino numa música e conseguem mostrar que o instrumento não serve só pra música clássica me encantam. Nem todas que fazem isso dão certo, mas o grupo em questão fez muito bem em “As Horas”.

* O disco “Scarlatus Pachydermata” deve ficar pronto em 2013. No site também está disponível 0 EP “Paquiderme Escarlate”. Este é o trabalho solo de Fernando Mascarenhas, um dos integrantes, e que mais tarde deu nome ao grupo. As músicas também são gostosas de ouvir.

A faixa “Vou Acreditar” (Mascarenhas) mostra um lado mais dançante da trupe e conta com a participação de Sofia Cupertino e seus poderosos backing vocals ao estilo gospel. A canção é precedida por uma introdução – repleta de referências circenses – concebida e arranjada em estúdio para apresentar o espécime/conjunto musical. A “intro” é ornamentada pela arrebatadora locução de Ricardo Righi Filho e pela ambientação tribal do mago das percussões, Delano Soares.

A canção seguinte – “As Horas” (Guerra/Marques) – é uma divertida valsa com pitadas de rock rural, abrilhantada pelo suave violino de Nath Rodrigues. As distorções de guitarras e órgão da enérgica e autobiográfica “Paquiderme Escarlate” (Guerra/Marques) encerram o compacto e a trupe desmonta o circo para deixar a cidade, cantarolando, em busca de novos ares.

Entusiastas da Paquidermia

Como é de praxe na cena independente, esta produção foi realizada através de diversas parcerias. Além das participações de outros artistas e músicos, só foi possível concretizá-la graças ao empenho dos entusiastas da paquidermia. Vale destacar o responsável técnico pelas gravações, mixagens e masterização, o sagaz Tales Trajano (Big Band Produção Musical) e os designers gráficos Luis Matuto e Dharlan Lacerda, cujas habilidades resultaram na concepção da bem sucedida identidade visual de “O Incrível Espécime que se Alimenta de Harmonias”.