Archive for the ‘Lançamentos’ Category

Natalia Nissen@_natiiiii

Tem gente que defende uma banda com unhas e dentes e chega a ficar até chato para quem ouve. Mas, independente da intensidade do que se sente por algum artista, sempre rola uma decepção quando a gente chega num show e percebe que a banda é boa, mas meia-dúzia de gato pingado apareceu para assistir. Foi mais ou menos isso que senti quando a Cartolas tocou aqui em Frederico Westphalen, lá em meados de setembro.

Um calor do capeta dentro da casa, um ventilador e uns climatizadores mequetrefes que, não é novidade, não davam conta do recado. Aí tu vê uns quatro casais tímidos perto do palco, um pessoal perto do bar, os “vips” no camarote, a galera da “vibe” reclamando da banda de rock e assim a vida segue. Fiquei ansiosa pelo show, mas acabei conseguindo ver só o final e, mesmo assim, valeu a pena. Não é fácil reparar a decepção dos próprios músicos que se apresentam em FW para um público muito pequeno se for comparar com toda a galera que espera o show sertanejo começar… ou a que desce pro “inferninho” do tuntztuntz. Enfim.

A banda me ganhou de vez na abertura do Eric Clapton, em outubro do ano passado. Aí fiquei torcendo para ver a trupe por aqui o quanto antes. Gosto porque dá pra ouvir uma noite toda sem enjoar. Música sem frescura, sem “artista” dando showzinho com solos intermináveis e falta de interação com o público. Não é de hoje que eu venho aqui para escrever que gosto das músicas com letras irônicas e que fazem bem o tipo que uns chamam de “rock gaúcho com fórmula pronta”.

Cartolas é uma banda que eu ia gostar muito de ver no Les Paul Rock Pub. Taí a dica. E olha que eu já vi os caras fazendo show para milhares de pessoas e para poucas dezenas. É uma banda que toca com a mesma vontade, independente do tanto de gente que assiste. E é assim que tem que ser. Pelo menos eu bato o pé achando que é assim.

Há pouco menos de um mês eles colocaram no Youtube o vídeo da música “Um Segundo”, o primeiro single do próximo disco. “Quanto veneno é preciso pra eu dizer que alguém me sacaneou mesmo dizendo que foi sem querer?” (às vezes parece que essas festas são todas parte de uma grande sacanagem com que gosta de rock).

Ah, e tem Cartolas no Set List também!

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Mostrando o período de gravação e depoimentos dos envolvidos no disco, o Cascadura disponibilizou hoje, 19, o documentário #AleluiaCASCADURA, no qual mostra também cenas de shows e imagens da cidade de Salvador.

O documentário, que inicia com “Um engolindo o outro”, apresenta na sequência várias faixas do disco e depoimentos de Fábio Cascadura, Thiago Trad, André t e Jô Estrada – os quatro principais responsáveis pelo projeto – além de Jajá Cardoso (Vivendo do Ócio), Gabriel Guedes e Letieres Leite (Orkestra Rumpilezz). Dirigido por Fábio Cascadura em parceria com Léo Monteiro, o vídeo, que tem quase 31 minutos de duração, apresenta tomadas da vida cotidiana de Salvador se misturando com tomadas internas do estúdio de gravação, dando realidade à imagem construída no disco, que é o quinto na carreira da banda.

O documentário confirma a sólida carreira da banda e mostra que, mesmo após 20 anos de estrada, o Cascadura tem gás suficiente para inovar a cada disco.

Abaixo, você assiste o documentário na íntegra. Aqui, faz o download do disco duplo da banda.

Natalia Nissen@_natiiiii

A caixa de entrada do backstageblog@hotmail.com é uma caixinha de surpresas. Tem produtor de artista pop solicitando parcerias, pessoas que querem “fazer blogs de música” e por aí vai… Também tem produtores/músicos de bandas super interessantes que reconhecem nosso trabalho e pedem um espaço neste humilde blog.

Conjunto mistura estilos e dispensa rótulos (Foto: divulgação)

O William Azalim é produtor da Paquiderme Escarlate, uma banda de Belo Horizonte/MG, e nos enviou um e-mail “mostrando” um pouco do trabalho do conjunto. De cara o nome do EP e da banda chamou atenção, depois veio o linguajar usado no site… coisa de gente dedicada, sabe? Muito criativo.

Formada por Bernardo Guerra, Elton Morais, Fernando Mascarenhas e Thiago Marques, a banda tem influências de grandes nomes como, The Beatles, Mutantes/Tropicalismo, Roberto Carlos/Jovem Guarda, Bob Dylan/Folk, Tom Jobim, Toquinho, Mozart, Chopin, Jimi Hendrix, The Doors, Janis Joplin, Stevie Wonder, Michael Jackson, Ray Charles, Elis Regina, Cartola, Chico Buarque, Rita Lee, Secos e Molhados, Baiano e os Novos Caetanos, AC/DC, Led Zeppelin, entre tantos outros.

Em outubro a Paquiderme Escarlate lançou o EP “O Incrível Espécime que se Alimenta de Harmonias”, três músicas que já estão disponíveis para audição e download no site. Sem se prender a estilos musicais ou rótulos, o conjunto mostra a que veio neste trabalho de três canções (e meia!), suficientes para revelar sua versatilidade.

No início o som me lembrou um pouco de Tom Zé, mas é uma mistura de vários estilos e o resultado ficou muito legal. E bandas que ousam colocar violino numa música e conseguem mostrar que o instrumento não serve só pra música clássica me encantam. Nem todas que fazem isso dão certo, mas o grupo em questão fez muito bem em “As Horas”.

* O disco “Scarlatus Pachydermata” deve ficar pronto em 2013. No site também está disponível 0 EP “Paquiderme Escarlate”. Este é o trabalho solo de Fernando Mascarenhas, um dos integrantes, e que mais tarde deu nome ao grupo. As músicas também são gostosas de ouvir.

A faixa “Vou Acreditar” (Mascarenhas) mostra um lado mais dançante da trupe e conta com a participação de Sofia Cupertino e seus poderosos backing vocals ao estilo gospel. A canção é precedida por uma introdução – repleta de referências circenses – concebida e arranjada em estúdio para apresentar o espécime/conjunto musical. A “intro” é ornamentada pela arrebatadora locução de Ricardo Righi Filho e pela ambientação tribal do mago das percussões, Delano Soares.

A canção seguinte – “As Horas” (Guerra/Marques) – é uma divertida valsa com pitadas de rock rural, abrilhantada pelo suave violino de Nath Rodrigues. As distorções de guitarras e órgão da enérgica e autobiográfica “Paquiderme Escarlate” (Guerra/Marques) encerram o compacto e a trupe desmonta o circo para deixar a cidade, cantarolando, em busca de novos ares.

Entusiastas da Paquidermia

Como é de praxe na cena independente, esta produção foi realizada através de diversas parcerias. Além das participações de outros artistas e músicos, só foi possível concretizá-la graças ao empenho dos entusiastas da paquidermia. Vale destacar o responsável técnico pelas gravações, mixagens e masterização, o sagaz Tales Trajano (Big Band Produção Musical) e os designers gráficos Luis Matuto e Dharlan Lacerda, cujas habilidades resultaram na concepção da bem sucedida identidade visual de “O Incrível Espécime que se Alimenta de Harmonias”.

Natalia Nissen@_natiiiii

No final da tarde deste sábado, 27, a Vitrola lançou o selo Vitrola Live!, uma linha de presentes que teve como ponta pé inicial a apresentação, com desfile, de dez modelos de camisetas de rock. A ideia é unir modernidade com os clássicos do rock and roll e as primeiras peças  têm estampas de AC/DC, The Beatles, Queen, Nirvana, Pink Floyd, Led Zeppelin, The Doors, Rolling Stones, Kiss e Ramones. As camisetas custam R$ 39,90 cada (tem baby look também).

Em breve a Vitrola vai lançar outros produtos com o selo, como canecas e bottons com estampas que remetem à cultura e à música. A melhor parte é que os produtos serão vendidos pela internet. As camisetas estão com estampas super criativas e vale a pena dar uma conferida. Fica a sugestão: fazer a mesma estampa em várias cores.

É até difícil fazer a listinha das que eu quero, mas minhas preferidas são: The Beatles, Queen (numa cor mais democrática que o amarelo) e The Doors. (:

Natalia Nissen@_natiiiii

Antes tarde do que nunca! Minha ausência por aqui não é proposital, mas inevitável. E nada tão bom quanto ter uma semana de muito trabalho e na véspera do feriado dar de cara com uma música nova dos Stones, depois de sete anos. Li por aí que uma pá de gente não curtiu e esperava mais. Pra mim tá bom demais, os caras tão “velhos” e podiam se acomodar enquanto um monte de bandas meia-boca surgem por aí numa tentativa de fazer um décimo do que eles já fizeram.

Rolling Stones, pra mim, é o tipo de banda que pode até fazer esforço pra ser ruim, mas sempre vai sair alguma coisa aproveitável daquele som. Espero que o “GRRR!” – álbum de comemoração aos 50 anos dos Stones – seja bom, mas também não vou ficar esperando o melhor disco de todos os tempos. A estreia está prevista para daqui um mês, então, vamos aguardar.

E voltando a falar da “música do dia”, “Doom and Gloom” foi lançada hoje e já contabiliza mais de 160 mil visualizações (e audições!) no Youtube. O vídeo ficou legal e a música, apesar das críticas, também veio para lembrar aquilo que todo mundo já sabe: os caras são foda.  E já que amanhã é Dia das Crianças, fica aqui a dica: incentivem as crianças a ouvirem essas boas canções, assim, daqui a 50 anos elas vão conhecer os caras que um dia fizeram a gente acreditar no tal de rock and roll.

Ouçam e tirem suas próprias conclusões… enquanto eu ouço pela décima vez seguida.