Archive for the ‘Lançamentos’ Category

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Eu deveria estar escrevendo uma síntese sobre a midiatização como processo interacional de referência, mas acontece que quando eu me perco, eu me perco. E agora eu me perdi com o “Out Among the Stars”, álbum póstumo do Johnny Cash. A primeira música lançada foi “She used to love me a lot”: letra incrível, melodia impecável. Simples assim. De chorar. Noto um exagero emocional todas as vezes que recorro ao blog para falar sobre um álbum, um clipe ou uma música. Acredito que isso se deva ao fato de eu estar ouvindo pouquíssima música, geralmente só no caminho de casa até a universidade e em alguns momentos do final de semana, então quando ouço fico assim – choro, me descabelo, sorrio, danço, sento no canto abraçando os joelhos – enfim, aproveito cada 3 minutos como se não houvesse midiatização e processos sociais. Na verdade, isso tem sido muito recorrente desde que iniciei no mestrado e me mudei: tudo é um exagero. Ando à flor da pele, desconstruindo teorias, questionando autores e questionando a mim mesma. Confesso que estou uma bagunça emocional ambulante. Tudo ganha uma proporção gigantesca. O disco do Johnny Cash é o melhor do ano no universo inteiro. “She used to love me a lot” é uma facada no meu coração. Eu não vou sobreviver a essa semana de aula. Minha tendinopatia atacou e nunca mais vou conseguir digitar na vida.

Sinceramente, estou esperando, inclusive, o dia em que a Natalia vai fazer uma intervenção e dizer: tu acha que o blog é pra isso? Minha vida pessoal tem se misturado com os textos que escrevo aqui mais do que o comum. Eu sei. Eu não devia. Não estou sendo profissional. Mas me permitir enlouquecer nesses caracteres é quase necessário para que eu não enlouqueça de verdade. Enlouquecer. Acho que tenho usado essa palavra com muita frequência.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Tenho um constante choro engasgado desde a morte do Nico Nicolaiewsky. Na verdade, desde a morte do Coutinho, a morte do Nico só intensificou isso e me deixou imobilizada a ponto de não conseguir escolher as palavras pra me manifestar. Desde então, fico ensaiando mentalmente para escrever sobre “A vida é confusão”, música que ficou martelando na minha cabeça no dia 7 de fevereiro, e como a Fernanda Takai a deixou mais bela, mais triste, mais profunda e mais delicada. Me permito fazer uma mistura de canções nesse texto, já que o que me impulsionou a escrever foi “Seu Tipo”, novo single da Fernanda Takai, que foi disponibilizado para download ontem à tarde. Como de costume, uma música leva à outra e “Seu tipo” me levou a “A vida é confusão”, ou seria o contrário?

Não sei, só sei que as duas foram feitas para a voz da Fernanda. Talvez seja uma heresia da minha parte e Nico que me perdoe, mas “A vida é confusão” fica perfeita e encaixa tanto na voz da Fernanda que chega a doer. Já “Seu tipo”, parceria de Fernanda e Pitty, não poderia ser cantada senão por Fernanda. A delicadeza, a suavidade, a doçura; a melodia, o timbre, os elementos sonoros (ouça no fone de ouvido), a métrica, a afinação.

Como às vezes a verdade dói demais e eu sou do tipo que pergunta o signo, esse texto pode não fazer sentido algum para quem está lendo. Eu entendo. A vida é mesmo confusão e eu sou do tipo que ainda tem memória, que não sabe se foi por ti ou por mim, que guarda sigilo e que não sabe de nada. Só que a vida vai seguir e que os deuses vão dançar.

Natalia Nissen@_natalices

Mais músicos brasileiros que se deram bem … bem longe daqui. A banda gaúcha, Selton, lançou o clipe “Across the Sea” (filmado na Itália) na última segunda-feira, 9. Embora eu nunca tenha ouvido falar até então, parece que eles já têm estrada e começaram a fazer sucesso tocando nas ruas de Barcelona e devem fazer uma turnê brasileira no ano que vem.

O clipe pertence ao disco Saudade e os próprios músicos dão vida à história. Já são quase quatro mil visualizações no Youtube. Não é o tipo de música que agrada aos adoradores do rock mais tradicional, mas a Selton acaba de receber o prêmio de Melhor Banda de Rock da Associação Paulista dos Críticos de Arte (Apca).

Taí a dica de música do dia. Dessa vez não é música “velha” e vale dar uma espiada nos outros vídeos do canal. Tem bastante coisa legal.

A propósito… vim postar e vi que hoje já é o segundo post. Quem nos dera poder fazer isso sempre. Mas se tá difícil viver de jornalismo, imaginem viver de blog.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Na semana passada, a banda gaúcha Fire Department Club estreou o clipe da música “Love Reconnected”, seu novo single, que está disponível em seu site oficial e nas redes sociais.

Fire Department Club promete novo EP até fevereiro de 2014 (Foto: divulgação)

O clipe teve direção de André Wofchuk, que foi diretor de fotografia do curta-metragem “A Princesa” – filme premiado no 41º Festival de Cinema de Gramado e no festival Lapacho 2013, da Argentina. As filmagens aconteceram em Porto Alegre e tiveram inspiração no filme Fantasia (Disney, 1940).

Com riffs subversivos, melodias marcantes e muito groove, o FDC passeia do indie rock ao dance, sem perder a essência da sua música pop. Em 2012,  com seu primeiro EP, “Colourise”, os músicos chamaram a atenção do Produtor Musical Luc Silveira e do Estúdio SOMA. O single “Merry-Go-Round” foi o primeiro produto desta nova parceria. Em primeira mão, os músicos afirmam que um novo EP da banda deve sair até fevereiro de 2014.

Em 2013, o FDC foi escolhido como uma das Top21 Novas Bandas Brasileiras, chegando a ser indicado para o line up do Rock in Rio 2013. Além disso, este ano a banda gravou um especial para Club NME Brasil em São Paulo, junto com apenas outras quatro bandas da nova geração brasileira.

Então agora é a vez de “Love Reconnected”. O novo single é o primeiro clipe da banda, que junto com “Merry-Go-Round” está a venda na iTunes Store e Amazon, e disponível via streaming no Deezer, Soundcloud e Grooveshark.

Dia 14 de novembro, no Dhomba (Rua Gen. Lima e Silva, 1037, PoA), o público também vai poder conferir o lançamento do clipe durante o show da banda.

Enquanto isso, fique com o clipe abaixo:

 

Natalia Nissen@_natalices

A minha dor está na rua
Ainda crua
Em ato um tanto beato, mas
Calar a boca, nunca mais!

 

Tom Zé (Foto: Divulgação)

Tom Zé (Foto: Divulgação)

Nesse clima de gente na rua, cartazes e gritos de ordem que encontrei a nova música do Tom Zé. Crua e linda. Não é a primeira vez que ele aparece aqui, “O Amor é um Rock” está no Set List do blog e “Povo Novo” resume de maneira simples e direta o que tem acontecido nas últimas semanas. Deixando de lado os atos de violência e os aproveitadores que aparecem querendo promover suas causas umbiguistas, “a nossa dor está nas ruas” e já está rendendo bons frutos.

Tom Zé, por sua vez, sempre nos presenteia com canções cheias de brasilidade, críticas e reflexões. Tem amor, guerra, rock, música popular e inspiração. É um bom (e antigo) jeito de protestar.

Lá no início dos anos 2000 ele lançou o “Imprensa Cantada 2003”, que eu só fui ouvir em 2007 ou 2008, mas me arrebatou como se fosse a última novidade do mundo da música. Aliás, o disco também vale nesses tempos de manifestos pacíficos e nem tão amigos assim.