Posts Tagged ‘Rock’

No próximo dia 16 de agosto o The Backstage completa um ano de atividades e para agradecer o apoio de todos que participam do blog (como leitores, colaboradores, divulgadores, bandas etc) preparamos uma comemoração.

A festa será no dia 25, quinta-feira, no Mendonças Bar a partir das 22 horas. Convidamos as bandas frederiquenses que sempre nos deram força para participar também e um representante de cada uma delas vai ser DJ do aniversário do blog. Vai ter rock para todos os gostos com os DJs da Áudio Etílico, Datavenia, Fliperama e The Elizabeth’s. A camiseteria Marka Diabo está nessa e disponibilizou algumas camisetas para sortearmos neste aniversário. A Aba Store, que será inaugurada nos primeiros dias de setembro, também comprou essa ideia e está junto conosco na festa.

E, claro, não podemos deixar de agradecer a todos os músicos e leitores de outras cidades que também nos dão apoio e não poderão estar presentes na festa, mas que ajudam na divulgação do The Backstage e do rock’n’roll.

Contamos com a presença de todos, convidem os amigos e vamos fazer uma grande festa! ROCK ON!

Os ingressos já estão à venda e podem ser adquiridos no Mendonças Bar, com a Carol (@carolgnunes), Nati (@_natiiiii), Aba (@juleerocker), Dudi (@JulianoSDMF) e Gui (@gui_gurizao).

Natalia Nissen@_natiiiii

A banda Identidade é figurinha carimbada do rock gaúcho. Já tem uma carreira sólida, três discos oficiais, concorreu ao Prêmio Açorianos de Música, participou de quatro edições do Planeta Atlântida,  entre outros importantes eventos de música.  Agora você vai conhecer um pouco mais do trabalho desse grupo de amigos que formou uma banda em 1998.

O objetivo da banda é sempre fazer o melhor, assim, demora bastante para concluir todo o processo de composição e gravação de um álbum. O resultado é um conjunto de canções que a banda acredita que tenham um potencial, os músicos são exigentes e isso justifica o fato de novos trabalhos não serem lançados com tanta frequência, mas estão sempre na ativa fazendo shows. O trabalho em equipe é o que move o grupo, alguém tem a ideia e todos desenvolvem até a música ficar pronta.

O grupo de amigos faz música há 13 anos (Foto: Rafael Cony)

O The Backstage sempre questiona as bandas sobre a relação delas com a internet, e no caso da Identidade não é diferente. A banda garante que as ferramentas da web são de extrema importância para quem quer divulgar um trabalho, principalmente através de Facebook, Twitter e MySpace, mantendo-se sempre alerta às novas formas de fazer essa divulgação. Quanto aos downloads das músicas trata-se de algo muito pessoal de cada artista, a Identidade é a favor e acredita que essa possibilidade reflete em divulgação e shows.

O grupo conta com o apoio da produtora Marquise 51 (produz algumas das bandas de maior respaldo do Rio Grande do Sul) e reconhece a importância de uma produtora que aposta no rock, “isso nos dá apoio e um suporte muito importante pra podermos desenvolver cada vez mais nosso trabalho”.

E apesar do crescente número de bandas que se dizem do rock, quando na verdade não são, a Identidade afirma que cada dia surgem grupos muito bons “estamos numa grande safra”. “Hoje em dia existem zilhões de estilos e é muito mais fácil e oportuno para as grandes empresas apostarem em estilos onde as pessoas não pensam ou contestam”, nos anos oitenta, por exemplo, o rock era popular e agora o espaço na grande mídia, bares, casas de shows é cada vez menor.

A Identidade lançou recentemente o vídeo clip “Vícios” e pretende gravar quatro músicas e fazer um EP. No início de 2012 a banda deve lançar o quarto álbum, e ainda este ano deve sair o DVD “3X Rock” com Identidade, Os Replicantes e Acústicos & Valvulados.

Natalia Nissen @_natiiiii

Doutor Jupter é uma banda da roça, ou melhor,  há 319 quilômetros da capital… E em São Paulo isso significa “pra lá do interior”, mesmo que a “roça” seja uma cidade com aproximadamente 700 mil habitantes. A banda de rock surgiu em 2006 em Ribeirão Preto, mas logo os integrantes decidiram mudar-se para a “cidade grande”  e conquistar espaço no concorrido mundo da música. A seguir você confere uma entrevista com Ricardo Massonetto, vocalista e violonista da banda Doutor Jupter.

A banda presa pelo rock simples e clássico (Foto: divulgação)

The Backstage: De onde vem o nome da banda? E como tudo começou? 

Ricardo:  Tudo começou de verdade em nossa cidade, Ribeirão Preto. Lá tivemos um projeto por alguns anos, a banda Sociedade Urbana. Fizemos um trabalho bacana, mas o nome trazia muitas associações com a banda Legião Urbana… aí quando resolvemos mudar para São Paulo, decidimos escolher um nome neutro. Sempre gostamos muito de Legião e toda trupe oitentista, mas para o nosso objetivo, a associação não era bacana. Doutor Jupter foi o nome escolhido para que não tivéssemos novamente os problemas do passado, e por causa do excelente significado mitológico do nome Jupter, tanto na mitologia Grega quanto na Romana. Achamos bem legal, depois encontramos uma composição que combinasse com a palavra, deixamos o Jupter com o “P” mudo pra ficar mais personalizado, e por fim escolhemos Doutor Jupter!

TBPorque sempre deixar muito claro que vocês são da “roça”? Deixaram Ribeirão Preto por causa da banda mesmo?

R: Sim, deixamos a cidade em busca de mais espaços e de uma vitrine maior (com muita determinação, mas com um grande aperto no peito)… Mudamos para SP em 2006 à bordo de uma Veraneio ano 79, sem dinheiro, sem uma referência na cidade, família, amigos, uma turma ou coisa assim. Passamos por tudo que possa imaginar, mas estamos firmes e focados em nosso objetivo! Agora quanto ao termo roça, estamos falando de algo cultural que percebemos na nossa música, não é algo baseado na infra-estrutura, educação, ou potencial econômico da nossa cidade e região. Ribeirão Preto é um pólo estudantil, possui inúmeras universidades, tem em torno de 700 mil habitantes, e é a capital brasileira do agronegócio. Nos orgulhamos de nossa cidade e de podermos falar dela em qualquer lugar do país. Simplesmente percebemos nestes anos de intercâmbio musical, que realmente tínhamos algo mais “caipira” do que outros artistas e bandas que tivemos a oportunidade de conhecer, como as soluções que encontramos para os arranjos, as vibrações das músicas e outras coisas mais. Utilizamos o termo “roça” para explicar melhor a pulsação sonora da banda.

TB: A Doutor Jupter é uma banda de rock, com pitadas de country, quais são as influências da banda? Quem compõe as músicas?

R: Crescemos ouvindo principalmente o que tocava no rádio. Fomos muito influenciados a princípio, pelo Rock Nacional 80, onde já encontrávamos elementos muito fortes do Folk e do CoutryRock em artistas como Raul Seixas e Legião Urbana. Depois você começa a buscar mais informação por conta própria, e passa a conhecer bandas e artistas que também influenciam em sua formação musical. Podemos dizer que além do Rock Nacional 80, a banda também tem influências de Beatles, Stones, Creedence, Elvis, Los Hermanos, Little Joy, Old Crow the Medicine, Munford Sons, Bob Dylan, Beirut, Suéters (Pirassununga-SP) e uma lista quase infindável… mas resumindo, gostamos de músicas simples, com personalidade e presença de espírito… Não é muito a nossa praia aqueles sons mais turbinados, que se utilizam muito de recursos eletrônicos. Na maior parte dos casos, componho as letras e melodias, levo para banda e aí começamos a dar corpo para a música e trabalhar os arranjos.

TBO que vocês acham da atual cena do rock, dá para comparar o rock nacional de hoje com as bandas que fizeram sucesso nos anos 80 e 90?

R: Não dá pra comparar, na minha opinião. São fases muito distintas. O papo é outro, o momento mundial é outro, e o comportamento dos jovens também.  A cena atual é muito mais rica e muito mais plural do que a das décadas anteriores, o que só faz aumentar a qualidade do que tem sido criado. Acho apenas que a cena precisa encontrar mais acessos. No passado existia um bloco de bandas e artistas que davam certo, que abriam espaços e acabavam puxando outras do estilo, deixavam sucessores e impulsionavam a viabilidade comercial do Rock, das Bandas, das casas de Shows, dos produtores de eventos, das mídias especializadas e todo o comércio de produtos. Hoje a oferta é maior, porém a evidência dos artistas é menor.

TBComo a banda vê a atual relação da música com a internet? Quais ferramentas da internet vocês utilizam?

R: Sempre fomos uma banda de estrada, sempre vivemos da música, e sempre tivemos nossa realidade fincada nos palcos. A internet é uma ferramenta relativamente nova para nós, e que pretendemos explorar ao máximo. Acho que a internet é fantástica, deixa tudo mais democrático, possibilita contatos, e é uma excelente vitrine. Estamos tirando a banda da idade da pedra e já temos nossas páginas no MySpace, Facebook, Youtube, TNB, Melody Box, Last FM, Twitter, Orkut e etc…

Doutor Jupter deve lançar o primeiro álbum em agosto (Foto: divulgação)

TB: E qual a opinião de vocês em relação aos downloads de músicas?

R: Com relação à divulgação dos trabalhos é muito interessante, mas apostamos mais na tendência dos Downloads remunerados. Imaginamos que isso pode corrigir o que, na nossa opinião, é um dos principais problemas do cenário da musica atual, onde artistas se destacam na internet por um trabalho bem feito e não colhem frutos disso. Achamos que se essa tendência se firmar, os artistas poderão investir mais em suas carreiras, fortalecendo assim a cena independente. Existem excelentes artistas levando suas carreiras como atividades paralelas por falta do retorno financeiro. Arrisco até dizer, que essa é uma realidade da grande maioria de bandas e artistas independentes.

TBQuais são os principais projetos nos quais a banda está envolvida? 

R: Estamos com o lançamento do nosso primeiro álbum previsto para agosto deste ano. Já tem algumas faixas disponíveis para ouvir em nossas páginas na internet, e este disco é, sem dúvida, uma de nossas maiores conquistas. Conseguimos gravá-lo com o prêmio do concurso http://www.vempronovo.com.br, e pretendemos trabalhar muito forte na divulgação desse álbum. Achamos que é nossa grande oportunidade de começar a figurar entre os nomes da atual cena independente, e para isso não mediremos esforços, pois acreditamos demais nesse disco! Pretendemos produzir pelo menos quatro clipes de músicas deste álbum, fazer muitos shows e buscar todos os espaços possíveis e imagináveis para divulgar este trabalho.

Clarissa toca violão desde a infância (Foto: divulgação)

Natalia Nissen@_natiiiii

Semana passada ganhei um cd da cantora e compositora Clarissa Mombelli, o “Volta no Tempo”, promessa do atual rock gaúcho. Sabe aquela voz gostosa de ouvir? Pois é. O álbum tem músicas compostas nos últimos quatro anos, canções que passeiam pelo rock, folk e pop, e que contam com participações especiais de peso: Eduardo Dolzan (bateria e baixo), Diogo Bamboocha (percussão), Luciano Leães (piano e escaleta) e Maurício Chaise (violão e guitarra).

A voz marcante e doce da Clarissa não enjoa, e as letras são poéticas e contam coisas da vida. “Recomeço” fala um pouco da saudade da infância e faz a gente se identificar e sentir saudades também. Aliás, o disco inteiro provoca esse sentimento, mas sem clichês e choradeira. É ouvir o álbum e pensar nas várias fases da vida, no amadurecimento, no amor, na saudade, na dor de perder, e em como é bom se “encontrar” nas músicas de alguém.

O disco tem nove músicas, “Hoje”, “Volta no tempo”, “Mesmo lugar”, “Diga alguma coisa”, “Porque eu não sei mais dizer que não”,  “Recomeço”, “Nada mais importa”, “Seus olhos” e “Nada importa”. São curtas e não enchem a nossa cabeça de frases feitas e rimas pobres.

O clipe da canção “Volta no tempo” foi lançado há dois meses e já apareceu nos principais canais de música da televisão brasileira. Na próxima segunda-feira estreia o vídeo de “Porque eu não sei mais dizer que não” na programação da MTV. E no dia 12 de agosto ela faz um show no Café da Oca (Projeto Oca Rockin) em Porto Alegre. A rotina da artista pode ser acompanhada através do twitter.

Calibre lança “O Jogo”

Posted: 23/07/2011 in Lançamentos
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Natalia Nissen@_natiiiii

Formada em Porto Alegre há cinco anos, a banda Calibre lançou na última quinta-feira, no Beco 203, o álbum “O Jogo”. O disco tem onze músicas que mostram a identidade de uma das revelações do atual rock gaúcho com influências de The Killers, The Beatles, Pink Floyd e Led Zeppelin, além de outros clássicos do rock’n’roll. A Calibre é formada pelos músicos Rodrigo Ferreira (guitarras, violão e vocal), Leonel Radde (guitarra, teclado e vocal),  Gabriel Severo (baixo) e Adriano Moraes (bateria e vocal).

Foto da capa do disco “O Jogo” (Foto: divulgação)

“O Jogo” é o primeiro disco da Calibre, antes do lançamento, a banda já tinha feito um EP e participado do álbum “Coletânea Bandas Gaúchas” do selo Antídoto/Acit. As canções d’O Jogo falam do cotidiano e têm melodias marcantes e pesadas com uma pegada pop, seguindo o lema da banda “porque a música é a única arma”.

O CD em embalagem pack tem preço sugerido de R$7, um pequeno investimento para ouvir uma boa música, e vale para quem não abre mão dos encartes com as letras das músicas. Apesar da embalagem econômica, dentro tem o encarte com as fotos, letras e ficha técnica do trabalho.