Posts Tagged ‘Les Paul Rock Pub’

Natalia Nissen@_natiiiii

Na noite desta sexta-feira, 27, a Antonieta fez a tão aguardada reestreia no palco do Les Paul Rock Pub. Casa lotada de um jeito que eu ainda não tinha visto desde a inauguração e a banda com um repertório caprichado. O clima ainda contribuiu bastante e não espantou a galera que quis aproveitar a noite de música. Faltou interação com o público, mas isso vem com o tempo e experiência. Tinha visto a Antonieta tocar uma ou duas vezes, isso lá em 2010, e o tempo só fez bem, amadureceu, escolheu boas músicas e agora está muito melhor.

Nova formação da Antonieta fez bonito no palco do Les Paul (Foto: Natalia Nissen)

O que mais chamou atenção foi o repertório, souberam valorizar o vocal feminino e escolheram músicas diferentes que dificilmente outras bandas tocam por aqui, Antonieta tem uma pegada meio Copacabana Club. Nunca pensei em ouvir Katy Perry e Lady Gaga num pub de rock and roll, mas nem só de pop a noite foi feita, também rolou The Beatles, The Doors, Nirvana, Amy Winehouse e até The Pretty Reckless (Make Me Wanna Die foi a que mais me surpreendeu e curti pra caramba). A proposta da Antonieta é fazer uma música mais dançante e conseguiu fugir do padrão sem perder a classe.

Ontem à tarde a banda participou de uma coletiva de imprensa na Vitrola e disponibilizou o novo single “23:59”. A ideia é conquistar o mercado de música europeu e a música foi feita visando esse objetivo, agora é esperar e ver o resultado. A produção de “23:59” é de Adriano Cintra (ex-Cansei de Ser Sexy).

O single “23:59” está disponível aqui.

Natalia Nissen@_natiiiii

A movimentação começou cedo através da fanpage da frederiquense Antonieta. Na próxima sexta-feira, 27, a banda estreia com a nova formação – Lara Fontana, Maurício Donin, Gustavo Minuzzi e Victor Barberini – e lança o primeiro single no palco do Les Paul Rock Pub. Gustavo Minuzzi, baixista, respondeu sem papas na língua as perguntas do The Backstage e a seguir você confere as respostas sobre a nova fase da Antonieta.

The Backstage: Como surgiu a Antonieta? E quais as influências da banda?

Gustavo: Surgiu de outras experiências sonoras que o Maurício e eu tivemos ao longo dos tempos (tocamos juntos há praticamente 8 anos). Em determinado momento, ao encerrarmos o ciclo de um outro projeto, optamos por nos engajar em algo novo e então, no dia 07 de janeiro de 2010, nasceu a Antonieta, que queria tudo, menos ser uma replicadora de fórmulas. Quanto as influências, citar as individuais seria abusar da paciência de todo mundo, pois são muitas, mas como banda buscamos referências modernas do rock e do dance para aliarmos as nossas próprias concepções no que tange a criação.

TB: Vocês ganharam o 1º lugar na categoria “Composição Senior” do II Festival Cultural Atena. Qual a importância desse prêmio para vocês e para o currículo da Antonieta?

G: Foi de grande importância, sem dúvida; repercutiu bem frente ao fato de que muita gente ainda não tinha nos visto e, portanto, não dava por consumado o nosso retorno. Foi a primeira apresentação que fizemos com a Lara e com o Victor, e foi uma maneira muito interessante de começar. E em relação ao currículo, acredito que ninguém pode se dar por satisfeito apenas com o segundo lugar. É preciso querer mais e, certamente, a lembrança de que fomos escolhido pelo júri nos obriga a sermos melhores a cada ensaio que fizermos.

TB: No próximo dia 27 a banda se apresenta no Les Paul, é o retorno em grande estilo e com lançamento do primeiro single. O que o público deve esperar desse show? E o que a própria banda espera da apresentação? 

G: O queremos levar até o Les Paul é a fundamentação do nosso discurso: não queremos ser iguais e estamos deixando tudo pronto para que isso fique evidente. Temos nos dedicado ao show como um todo e, no exato momento em que respondo essas perguntas, ouço pela 30ª vez o single que será lançado (acabou de chegar da pós produção), primeiro com uma “provocação” na coletiva de imprensa que se realizará na Vitrola na sexta-feira e, mais tarde, na íntegra e ao vivo, no Les Paul!

TB: O repertório do show no Les Paul já foi definido? Pode nos adiantar alguma coisa?

G: Sim, está definido. Hummm… deixe-me ver. Certamente vai rolar a “23:59”, nosso single, e em seguida posso dizer que, por um bom tempo, não vamos deixar a peteca cair. Acho que fizemos boas escolhas, mesmo que algumas músicas não sejam conhecidas para algumas pessoas, certamente não haverá desculpas para ficar parado! Hehehehe.

TB: O que você acha do atual cenário do rock em Frederico Westphalen? Muitos dizem que a safra de bandas e festas está muito boa, mas há quem diga que ainda tem muito a se fazer para valorizar o rock de verdade.

G: Muitas bandas estão preocupadas em sair depressa demais daqui, sem nem sequer terem absorvido de fato o que a atmosfera desse lugar tem para lhe emprestar. Ouço bandas que replicam fórmulas de mais de 50 anos, optando por competir com uma grande massa ao invés de serem de fato originais no que fazem. Isso acontece em Frederico, e o que posso dizer sobre as bandas daqui é que a Fungus é a banda de Punk-Rock mais massa na qual eu já pensei em ser um baterista improvisado – e efetivado- e que a Datavenia é coice de mamute, forte mesmo. Nos falta, por aqui, um pouco de ousadia na hora de produzir, pois um material de qualidade é definitivo quando se busca mercado e justamente essa parte é um dogma que devemos quebrar em Frederico: o bairrismo não nos levará a nada. E, complementando, a tão sonhada “união das bandas” é uma Epifania; não existe há muito tempo e não voltará a existir. É possível reunir algumas pessoas para tomar cerveja e rir um pouco, e esses são os que valem a pena. Mas reunir todos os que poderiam fazer diferença, é impossível.

TB: Quem cuida da página da Antonieta no Facebook? As atualizações são constantes, como a banda lida com a importância da internet para divulgar o trabalho?

G: Eu tenho tomado frente nestas atualizações, tem um bom tempo. Os quatro tem autonomia para tanto, mas como bolei algumas ações convincentes até aqui, parece que monopolizei o serviço. Hehehe. Reconhecemos que o caminho mais curto para o mundo é a tela do computador e estamos desenvolvendo nossos meios de divulgação neste meio. O físico praticamente inexiste e hoje você pode conhecer uma “banda fenômeno” que até ontem era completamente desconhecida. Se viralizar, pegou. E se pegou pra alguém, pode pegar para qualquer um que se colocar na web.

TB: E quais são os próximos passos da Antonieta?

G: Vamos estudar a repercussão desse nosso primeiro single, o trabalho que realizaremos no dia do show e tudo o que vier depois será muito bem pensado.  A busca é, e sempre foi, por um mercado bem distante daqui, que é o europeu, onde bandas como CSS e duplas como Canja Rave já provaram que o mercado carece de diferenciais. E veja só: eu “engano” no palco desde o 13, tenho quase 25, toquei em “casebre” e em festas muito importantes, então acho que já posso sair daqui, ao mesmo tempo que julgo não me encaixar na faixa das pessoas apressadas que citei mais acima; as que tem pressa demais. Hehehehe

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Ao contrário da Deusa mitológica que transformava em pedra quem olhasse diretamente em seus olhos, a chapecoense Medusa agitou – e muito! –  a última noite do mês de junho no Les Paul Rock Pub.

Formada por Juliano Backer (guitarrista), Luiz da Costa (vocalista, guitarra base), Marcos (baixista) e Zumbaide (baterista), a banda com pouco mais de meio ano se uniu pela vontade de tocar Hard Rock. Luiz da Costa, vocalista da banda, mantém o projeto “Jack Louis” desde 2007 e então começou a sentir a necessidade de montar um time mais forte e mais rock, já que na Jack Louis ele faz um som mais acústico.

– Todos já têm experiência no ramo e decidimos unir isso na Medusa, completou o vocalista.

A banda ainda está produzindo o material de divulgação, tanto que eles ainda nem tem Facebook ou MySpace. A Medusa também é conhecida como New Jacks, já que veio de uma necessidade anterior da Jack Louis.

O efeito da apresentação dos caras foi tão positivo que, durante o show, o sócio-proprietário Crystian Graffitti já confirmou que em agosto a banda tocará novamente no Les Paul. Nem os problemas com a falta de água no local, ou as falhas no amplificador do baixo foram suficientes para diminuir a empatia que a banda causou na plateia durante as 20 músicas executadas.

A Medusa tem meio ano de banda e está preparando seu material de divulgação (Foto: Carol Govari Nunes)

Falando em músicas executadas, o set list fugiu completamente do “de sempre”, explico: nada de “Amigo Punk” e “Não Sei”, por exemplo. Aliás, nada de música nacional. A Medusa mandou ver no AC/DC, Rush, Foo Fighters, versões mais pesadas de Beatles, Michael Jackson e Creedence, entre outros clássicos e encerrou com um Rage Against The Machine que fez todo mundo pedir bis. Não é pra menos que Zumbaide estourou a correia da caixa e o bumbo da bateria. Também ainda não descobri como o Juliano não bateu a cabeça nos amplificadores suspensos no teto, porque o cara pulou enlouquecidamente durante todo o tempo. Mas é o que eu sempre digo: Deus protege as crianças, os bêbados e os roqueiros. Amém.

Natalia Nissen@_natiiiii

Nos próximos dias 12 e 13 de julho a banda Datavenia volta aos palcos de Frederico Westphalen, na quinta-feira se apresenta no Les Paul fazendo um tributo a Metallica e na sexta-feira faz a abertura da festa em comemoração ao Dia Mundial do Rock no Pub Maria Lucia que tem como atração principal a banda Holiness.

O último show da banda foi há pouco mais de dois meses (Foto: Natalia Nissen)

A Datavenia lançou o single Devil’s Game em fevereiro do ano passado e agora apresenta duas novas músicas: Bang Your Head e Strange Zone. A Devil’s Game tem quase oito minutos, mas as novas músicas são mais curtas e prometem grudar na cabeça de quem gosta de um som mais pesado. O processo de gravação desses novos trabalhos durou quase um mês, o perfeccionismo da banda contribui com isso, mas a composição começou há bastante tempo. Os integrantes não se dedicam exclusivamente à música, dividem-se entre estudos e trabalho, um deles mora em outra cidade e, assim, a criação de uma música torna-se algo mais demorado que o esperado.

Há pouco mais de um ano a banda tocou no palco do Opus 10 Hall Pub e agora volta ao local para fazer a primeira apresentação no então Les Paul Rock Pub, o último show aconteceu no final de abril no festival “Vive La Résistance”. Unindo trabalho e diversão a Datavenia promete um tributo muito especial, a princípio o repertório conta com 12 músicas da banda Metallica (duas recém-incluídas na lista) e outros clássicos que a banda costuma apresentar.

Na noite seguinte a Datavenia abre o show da banda revelação do metal nacional, Holiness, uma promoção de Fuga Produções. O show deve ser mais curto, mas não menos empolgante como declara o baixista Guilherme “ainda não definimos o repertório, mas além das duas músicas novas e as do Metallica, temos mais uma possível carta na manga e quem for ‘peão do inferno’ vai curtir demais”. Os músicos declaram que estão muito felizes em tocar duas noites seguidas em Frederico Westphalen porque isso demonstra o reconhecimento que a banda tem na cidade, é muito gratificante e esperam que sejam duas noites inesquecíveis.

Faz parte dos planos para o futuro buscar mais lugares para se apresentar, fazer um trabalho fotográfico para divulgar a banda e, talvez, uma pequena compilação das músicas. Os planos não passam de conversas, por enquanto, mas devem entrar na pauta dos próximos ensaios.

Natalia Nissen@_natiiiii

Um prato cheio para quem gosta de rock gaúcho e música irreverente, há quase 20 anos na estrada, a banda Maria do Relento se apresenta hoje no Les Paul Rock Pub celebrando mais uma noite de rock. A banda começou em 1994, já  alterou a formação, abriu uma série de shows para os Raimundos e dividiu o palco com grandes nomes do rock nacional. Na bagagem tem até um Prêmio Açorianos de Música. No final da tarde uma coletiva de imprensa foi realizada na Vitrola, os integrantes Ricardo Pêdo (baixista), Jazzner Messa (baterista) e  Guilherme Barros (guitarrista) conversaram conosco e contaram como anda a carreira da banda e falaram sobre o cenário atual da música brasileira.

Foto: divulgação

O último CD foi lançado em 2007, em setembro de 2010 o The Backstage publicou uma nota sobre o lançamento do single “Feiticeira”, música que estaria no próximo disco da banda com regravações de outros grandes clássicos da música brega. Questionados sobre o não-lançamento deste disco, os músicos afirmaram que ele ficou pronto, mas vários motivos fizeram com que ele não fosse parar nas lojas. Além da pirataria, naquela época o ex-baixista dos Titãs, Nando Reis, acabava de lançar o “MTV Ao Vivo – Bailão do Ruivão” um disco com regravações nacionais e internacionais, a Maria do Relento entendeu que um álbum com uma proposta parecida poderia soar como um aproveitamento do sucesso que outro artista já tinha feito.

Outra razão defendida pelos músicos é que depois de 18 anos de carreira uma banda não pode arriscar a frustração de não fazer o sucesso esperado e, na dúvida, a Maria do Relento preferiu guardar a produção e esperar a hora certa de fazer um novo álbum. O single “Farofada Rock and Roll” estará disponível para audição e download em breve, estão produzindo um clipe, mas ainda não há previsão de lançamento de um disco completo. Os integrantes moram em cidades diferentes e o convívio não é intenso como nos primeiros anos de carreira, isso evita o desgaste tão comum em bandas que estão na estrada há muito tempo. A “rotina de ensaios” é basicamente se encontrar alguns dias antes das apresentações e definir os detalhes.

Sobre o atual cenário do rock nacional eles são diretos, Ricardo, o baixista, diz “está uma porcaria” e depois emenda que o cenário está terrível, mas isso não quer dizer que tenhamos uma oferta de bandas ruins. A mídia tem um poder muito grande de massificar a música e fazer com que as pessoas escutem sempre a mesma coisa “você liga a tv e tá tocando sertanejo na propaganda, na novela, depois liga o rádio e é a mesma coisa. Vai numa festa e não toca algo diferente”. Os músicos defenderam que nas pequenas cidades essa relação de massificação através da mídia ainda é um pouco diferente e deixaram um recado para os fãs de rock and roll em Frederico Westphalen “aproveitem esse novo pub, não deixem que ele termine”, ainda disseram que nos pubs podem tocar pagode, sertanejo e até promover stand-up, o importante é dar espaço para o rock and roll também.

Como já é de praxe aqui no blog, perguntamos sobre a relação da Maria do Relento com a internet. A banda mantém a agenda atualizada no site, utiliza o Twitter e, geralmente, quem faz a atualização dos perfis nas redes sociais é outra pessoa, os integrantes acabam interagindo mais com os fãs nos perfis pessoais. Quanto ao download das músicas eles apoiam, garantem que um músico não consegue viver da venda de discos e o fato das pessoas poderem baixar as músicas na internet é muito interessante para a banda.

Para quem ficou curioso, a Maria do Relento se apresenta hoje no Les Paul Rock Pub, os ingressos serão vendidos somente na hora com o valor de R$10.