Carol Govari Nunes@carolgnunes

O vocalista e guitarrista Martin em show no ano de 2006 (Foto: Carol Govari Nunes)

Há algum tempo meu namorado disse que eu sou muito exagerada. Não lembro direito a ocasião, mas provavelmente foi por que um fiapo de corda raspou no meu dedo e eu estava apavorada achando que iria pegar tétano. Ou na ocasião em que eu bebi demais e entrei em pânico pensando que acordaria no dia seguinte e ainda estaria bêbada, ficando assim pelo resto da minha vida.

Aí dia desses viciei completamente no Dezenove Vezes amor – disco de lançamento da dupla Martin e Eduardo. Um belo disco de rock com melodias bem trabalhadas e letras trazendo à tona o cotidiano e reflexões. E desde o dia do lançamento eu não tiro as músicas do play nem sob tortura.

Eu não gostei do Dezenove Vezes Amor: eu morri de amores pelo Dezenove Vezes Amor. Canto todas as músicas pelo apartamento, faço minhas amigas ouvirem na marra, crio clipes e me aposso das músicas como se elas tivessem sido escritas para mim (e por mim).

Todas as manhãs a mesma rotina: se eu não ouvir o disco, vou tropeçar na escada, cair e perder o ônibus para a faculdade. Ou eu coloco “Só” bem alto no fone ou meu dia será péssimo. É pior que passar debaixo de uma escada em uma sexta-feira 13. Então um, dois, três: lá estou eu tocando air drum ao atravessar a rua como se não houvesse trânsito.

Eduardo tocando com a cantora Pitty no Pepsi On Stage, em Porto Alegre (Foto: Carol Govari Nunes)

Reclamo porque falaram que o Dezenove Vezes Amor não é bom. Na verdade, quem disse isso mal ouviu o disco, mas eu não vejo assim: eu fico louca, chorando, esperneando, xingando todo mundo (mentalmente, é óbvio. Sou exagerada, mas ainda me sobra um pouco de bom senso).

Mas calma, não é sempre assim. Às vezes eu consigo me controlar e só coloco 4 vezes no repeat. Repeat, repeat, repeat, repeat.

Perder o show de lançamento de Martin e Eduardo foi uma desgraça, me deixou com o coração partido, foi o fim do mundo.

Ouvir o Dezenove Vezes Amor todo santo dia é algo sagrado, amém.

Eu disse que era exagerada, mas não disse que não era louca.

*O site da dupla é bastante completo e nele você encontra cifras e letras das canções, além de várias informações, vídeos, blog etc.

Desvio Padrão usa uniforme

Posted: 21/10/2010 in Rock
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Natalia Nissen@_natiiiii

Há algumas semanas recebi de uma grife de camisetas um CD da banda Desvio Padrão. Depois de ouvir fiquei me perguntando se era uma estratégia de divulgação ou um jeito de “despachar os cds” e, sinceramente, ainda não descobri a resposta.

Demorei um tempo pra perceber de qual mistura a banda é feita, e observei uma fração de Cidadão Quem e Faichecleres e outra com a pegada rock’n’roll tradicional das bandas do Sul. No entanto, não vou compará-los a CQ, a banda do Duca Leindecker é incontestavelmente melhor. Acho a Cidadão melhor no aspecto técnico (mesmo não sendo expert nisso) e nas letras também.

As músicas da Desvio têm letras bonitas, mas se encaixam perfeitamente numa melodia emocore, para nenhum emo colocar defeito. Mas eles definem o estilo da música como “rock-canção” e isto deve explicar minha frustração ao perceber que não se tratava de puro “rock’n’roll”.

O problema começou na capa do álbum. Já fiquei de cara por todos os integrantes estarem de calça e jaqueta jeans (na verdade, um deles usa jaqueta de couro). Parece uniforme. Onde está a personalidade de cada um? Será que são todos tão parecidos? O rock sempre pregou a personalidade, a irreverência, e imagem é tudo. Somos cinco garotas escrevendo no blog, e definitivamente, além do gosto musical não somos tão parecidas assim. A única explicação que encontrei é a de que precisam fazer jus ao “padrão” no nome da banda, mas e o “desvio”? Acredito, sim, que uma banda deve investir na imagem como um fator que contribui para o sucesso de todo um trabalho. Imagem e talento são fundamentais.

Muitos me questionaram sobre “reclamar do uniforme”, afinal,  Beatles (que já deixei bem claro serem meus ídolos), Cachorro Grande, entre outras, também vestem seus terninhos. Beatles reinventou a música e acabou inventando um jeito de vestir. Acho que bandas novas precisam criar sua identidade e não é porque as consagradas usavam terninhos ou jaquetões que as novas devem usar a mesma coisa. Mas tudo bem, as pessoas se vestem de maneira parecida, não é mesmo?!

Para não dizer que só achei defeito, o ponto forte é a música “o que se passa comigo” que tem harmônica e violão, uma sintonia bem legal. Nessa eles me ganharam. E a letra também, nada de babação de ovo apaixonada.

Desvio Padrão não roubou meu coração e nem ficou na minha cabeça por dias e dias, embora mereça meu respeito.

Quem quiser tirar a prova real acessa o Site Oficial e depois me conta o que achou.

Ps.: Em nenhum momento escrevi sobre não respeitar a banda, ao contrário, falei “Desvio Padrão (…) dias e dias, embora mereça meu respeito”. Respeito o trabalho e a luta para fazer e acontecer. Só não gostei, e tenho todo direito de dizer que a imagem da banda e suas músicas não me agradam tanto quanto outras que eu vejo/ouço por aí.

Natalia Nissen@_natiiiii

John Lennon em Nova York (Foto: divulgação)

Há 70 anos nascia o mito John Winston Lennon.  Natural de Liverpool viveu durante uma década nos Estados Unidos, e em 8 de dezembro de 1980 foi assassinado por um de seus fãs, Mark David Chapman. Durante os anos 60 ficou famoso por fazer parte da banda The Beatles, e ao lado de Paul McCartney formar uma das mais importantes alianças musicais – Lennon/McCartney.

Hoje o mundo inteiro comemora o aniversário de seu nascimento, e se estivesse vivo, o que John Lennon estaria fazendo? Ainda seria um ativista pela paz? Estaria ao lado de Yoko Ono? Essas perguntas jamais serão respondidas, mas “Imagine”.

Lennon defendeu o fim da Guerra do Vietnã e gravou a música “Give Peace a Chance”, tornando-se um importante ativista anti-guerra. A música “Imagine” transformou-se em hino de paz e até hoje representa a vontade de milhares de pessoas que desejam um mundo melhor. O músico sonhava com um paraíso, um lugar onde as pessoas não importar-se-iam com religiões ou dinheiro, ninguém morreria de fome – “You may say I’m a dreamer, but I’m not the only one” (Você pode dizer que sou um sonhador, mas não sou o único).

“Lucy in the Sky with Diamonds” e “Come Together” são algumas das músicas de John creditadas à dupla Lennon/McCartney. E a parceria com McCartney ainda rendeu outros sucessos, como “Yellow Submarine”, “With a Little Help from My Friends”, e “I’ve Got a Feeling”.

O eterno garoto de Liverpool (Foto: divulgação)

O artista também foi protagonsita de polêmicas. Durante uma entrevista em 1966 ele afirmou que os Beatles eram maiores e mais populares que Jesus Cristo. Em 2008 o vaticano “perdoou” Lennon, e publicou no diário oficial da Igreja que o comentário do músico não passava de uma “fanfarronice” de um jovem inglês que cresceu ouvindo Elvis Presley e se deslumbrou com o sucesso do rock’n’roll.

Muitas obras foram inspiradas no líder dos Fab Four, e para aqueles que quiserem saber mais sobre John Lennon são várias as opções, desde livros à filmes.

 

“Nowhere Boy”(2009) é um longa que mostra a juventude de John (interpretado por Aaron Johnson) sem transformar-se em uma biografia tediosa. O jovem inglês passa boa parte da adolescência ouvindo Elvis acompanhado de sua mãe, uma apaixonada pelo rock. Logo ele conhece um garotinho muito talentoso chamado James Paul McCartney que o acompanha em momentos difíceis e juntos alcançam o sucesso com os Beatles.

Trata-se de um filme não somente para os amantes de John Lennon e Beatles, mas também, para todos que admiram uma boa fotografia, uma trilha sonora envolvente e uma história interessante.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Depois de anos sem gravar disco novo, a banda Nenhum De Nós entra em estúdio (Foto: divulgação)

A banda Nenhum de Nós está terminando as gravações do novo disco “Contos de água e fogo”, o 14º álbum de sua carreira. O CD traz 13 músicas e conta com a participação especial do cantor e compositor baiano Fábio Cascadura (releia a entrevista que ele nos deu clicando aqui).

– O Fábio fez uns vocais g-e-n-i-a-i-s na canção “Pequena” (que ele foi compositor e parceiro). Mandou lá da Bahia direto. – disse Thedy Correa, vocalista da banda, em seu blog no site do clicRBS.

Outra participação foi a de Duca Leindecker, líder da banda Cidadão Quem e parceiro de Humberto Gessinger no Pouca Vogal.

Outras informações sobre o “Contos de água e fogo” você encontra no site oficial do Nenhum de Nós.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

A banda Vespas Mandarinas juntou amigos e músicos em uma música só (Foto: Otavio Sousa)

A banda Vespas Mandarinas, composta pelos músicos Chuck Hipolitho, Thadeu Meneghini, Mauro Motoki, e Mike Vontobel lançou na internet a música “O Inimigo”, que conta com o timbre especial de vários nomes da música nacional. Fábio Cascadura, Jajá Cardoso, Pitty, Alexandre & Muzzarelas, Fabrício Nobre, Nasi, Victor Rocha, Rodrigo Koala e Martin Mendez são os participantes dessa faixa muito peculiar.

“O Inimigo” é uma música de perder o fôlego: quando você menos espera, já tem outra pessoa cantando.

Além disso, você também pode ser “O inimigo”: As vespas Mandarinas colocaram para download uma versão karaokê, onde você se diverte gravando sua própria versão. No site você também encontra a letra da música e pode baixar o vocal solo de cada um dos cantores que participaram do single.

Se liga no que Chuck Hipolitho contou para a gente:

The Backstage: Cada integrante das Vespas Mandarinas vem de uma banda diferente, com estilo também diferente. De que maneira vocês conciliam toda essa diversidade?

Chuck Hipolitho: No começo era quando dava… Agora já estamos focando um pouco mais na banda… a proposta sempre foi ir se movimentando conforme fosse sendo solicitado da parte do público, e tem sido assim. Mas, fazermos coisas diferentes, e fazermos muito, nos faz o que somos e é parte de nossa química…

TB: De onde surgiu a ideia que levou até a gravação de “O inimigo”?

CH: O Thadeu apareceu com a Demo e eu saquei que dava para fazer algo especial… E aí depois de uma semana pensando chegamos a essa idéia… Que não veio pronta, ela foi se desenvolvendo conforme a coisa ia acontecendo… É um padrão que tem se repetido inclusive em como vemos a banda… O resultado foi esse. O bom é que juntamos amigos e pessoas que talvez nunca se juntassem se não fosse essa música.

TB: Como foi a produção da música “O inimigo“? Quanto tempo levou das gravações até o resultado final, disponibilizado no site?

CH: Da ideia até o final, creio que uns dois meses… Eu gravei a bateria, o baixo e a guitarra, o Thadeu outra guitarra e aí fomos gravando as vozes. Para alguns, como Fábio Cascadura e o Victor dos Black Drawing Chalks tivemos que mandar a música para que fosse gravada em suas cidades… O resto todo foi gravado no Costella.

TB: O lance de juntar vários artistas em uma mesma música foi muito interessante e teve uma ótima recepção pelo público geral e fãs de cada um dos artistas que ali colocaram sua voz.  Selecionar esses artistas foi uma tarefa fácil?

CH: Facílimo. Mandamos alguns e-mails para alguns amigos e pronto… Mas só não tem TODO mundo que queríamos ali por causa de tempo. Faltou muita gente. Todos foram extremamente generosos.

TB: Quem não conhecia as Vespas agora tem a oportunidade de conhecer. Fãs do Fábio Cascadura, da Pitty, do Nasi, citando alguns exemplos. Isso pode ser considerado uma maneira de divulgação ou eles estão no projeto apenas pela parceria, mesmo?

CH: Absolutamente, os dois. As Vespas não são tão geniais, e nem tão ingênuas assim. É legal tê-los, e deve ter sido legal estar ali também… né? E a divulgação apesar de um pouco planejada, aconteceu espontaneamente. Foi atrás quem se interessou.

TB: “O inimigo” é uma música muito instigante – letra e melodia. Fale um pouco mais sobre ela para a gente…

CH: Parceria entre Thadeu e o Adalberto Rabelo Filho. Assim como “Cobra de Vidro” e “Retroceder Nunca”. E por aí ainda vem Sasha Grey, Quarta Parada (comigo)… Dali só sai coisa boa… Quando você vê, tem uma música dessas nas mãos. E o que fazer!? Acaba saindo isso. É uma sorte muito grande estar envolvido com gente assim.

Ainda este mês, a banda Vespas Mandarinas fará shows em dois festivais (Foto: Otavio Sousa)

TB: Além da oficial, agora estão no site todas as versões individuais de “O inimigo”. Você pode nos adiantar o que vem pela frente?

CH: A Vigilante vai lançar um 7″ com Cobra de Vidro e Pesadilla Blues até o final do ano – o que não era nem sonho, nem plano! (risos), mas estamos compondo bastante, acho que vem coisa interessante por aí. E esse ano fazemos alguns festivais também… importantes como o Noise e o DoSol. Para uma banda que está começando, isso é sucesso puro. Tocar nesses dois festivais era nosso sonho de fato. Vamos tocar, e depois disso vai saber o que pode acontecer… Né!? Uma coisa de cada vez, e a música e diversão acima de tudo.

* Outras informações você encontra no twitter e no myspace da banda.