Natalia Nissen@_natiiiii

Há quase seis meses Frederico Westphalen tem um novo ponto de encontro para quem gosta de rock and roll, a Lugosi Rock Bazar. Luiz Carlos Nunes, o Fuga, é sócio-proprietário da loja que oferece discos e outros produtos ligados ao rock, como camisetas, mochilas, relógios e souvenirs. Ontem, dia 17, aconteceu na Lugosi um workshop com os músicos Eduardo Martinez e Nando Mello, guitarrista e baixista, respectivamente, do Hangar – um grupo respeitado no cenário do heavy metal.

Nando Mello, baixista do Hangar (Foto: divulgação)

Superando a expectativa de público, aproximadamente 40 pessoas enfrentaram o calor intenso e  assistiram à apresentação dos músicos e depois puderam bater um papo sobre a realidade da música nacional, o cotidiano de uma banda de heavy metal, e tirar dúvidas sobre várias questões musicais.

Nando Mello é baixista do Hangar há mais de dez anos e falou sobre a importância dos artistas serem parceiros dos contratantes, ou seja, a banda precisa ser realista ao aceitar uma proposta para tocar em determinado lugar.  Para fazer mais shows num mesmo lugar a banda precisa estar ciente do lucro que será obtido naquele show e não pode cobrar um cachê que vá além das possibilidades do evento. É necessário conversar e entrar em um acordo que valorize tanto o trabalho da banda, quanto o retorno do empresário. A realidade do heavy metal no Brasil não permite que uma banda cobre R$5 mil por um show com público de 300 pessoas pagando R$20 pelo ingresso. Seguindo o raciocínio do músico, mais artistas têm a oportunidade de se apresentar nos mesmos lugares, se uma banda cobra muito o empresário fica pagando o prejuízo por mais tempo e não tem condições de fazer novos eventos.

Nessa oportunidade Fuga afirmou que o maior incentivo para abrir a loja, além da questão financeira, foi a fomentação do rock em Frederico Westphalen. “Penso num evento e espero 300 pessoas, mas vou continuar promovendo shows mesmo que apenas 150 estejam lá. O cara que gosta de música deve vestir a camiseta da banda favorita e o maior incentivo que alguém pode dar à música é comprando um ingresso e indo ao show” declarou. Enquanto houver público, por menor que seja, o rock e suas vertentes não vão findar-se.

Questionados sobre a ascensão do sertanejo universitário Martinez foi breve e claro “não conheço”. O público do sertanejo universitário não é o do heavy metal, são públicos muito diferentes e, definitivamente, não serão os fãs dos astros sertanejos que irão acabar com o rock. Com orgulho os músicos enfatizaram que nunca houve briga em qualquer show do Hangar, as pessoas que curtem rock são pessoas do bem, “todo tipo de música tinha uma droga associada, os de camiseta preta eram os maconheiros, o pessoal da balada era ecstasy,… as coisas não são mais bem assim”.

Eduardo Martinez (Foto: divulgação)

Além das demonstrações e execuções de algumas músicas do Hangar, o baixista e o guitarrista ainda esclareceram as dúvidas dos músicos que estavam na plateia. Disseram que assim como em qualquer outro ramo, na música é necessário estabelecer prioridades, “se você quer fazer música tem que estar certo disso quando a namorada quiser sair na hora que você marcou ensaio com a banda. Se não estiver disposto a ensaiar tem que sair da banda e deixar lá só quem quer”.

Esbanjando bom-humor Nando Mello e Eduardo Martinez falaram sobre aspectos do cotidiano de uma banda de heavy metal, desde o processo de composição de uma música até a expectativa de venda de um álbum. Outros estilos de música têm muito mais investimento no Brasil, é muito difícil uma banda de heavy metal vender mais que 1000 cópias de um disco, enquanto que artistas pop têm a primeira tiragem já com 30 mil cópias. O workshop foi oportuno não somente para os fãs do Hangar, mas também, para todos que gostam de música e se envolvem com ela de alguma forma.

Hoje o workshop acontece em Santo Ângelo, no Canecão Beer a partir das 19 horas e amanhã em Horizontina, no Centro Cultural Belas Artes. Em março a dupla ainda passa por Três de Maio, Ijuí, São Luiz Gonzaga e Canela.  A agenda completa do Hangar está disponível no site. E se você ainda não conhece a loja Lugosi vale a pena conferir, fica na rua João Ruaro nº 305, próxima ao Lar dos Idosos no bairro Barril. Fuga adiantou que em breve vai acontecer uma comemoração aos seis meses da loja e a festa vai ser no Maria Lucia.

Natalia Nissen@_natiiiii

Quem mora em Frederico Westphalen já conhece, mas agora o The Backstage Blog vai mostrar um pouco mais sobre a banda que surgiu no final de 2007 em Santa Maria para resgatar os clássicos do rock and roll. Bito Maria (bateria/vocais), Zeh Maria (guitarra/vocais) e Fernandinho (contrabaixo/vocais) são Os Marias, eles fazem show no próximo sábado, dia 10, na Green Lounge na festa de retorno às aulas.

The Backstage – Os Marias começaram a fazer shows para resgatar o rock em Santa Maria. Vocês acham que o rock não está numa boa fase?

Zeh Maria – Não achamos que o rock está em má fase ou sem espaço. Sempre tem lugar pra se ouvir/curtir um rock and roll e pra quem tem banda sempre tem lugares pra tocar rock and roll. Isso é fato. É só ir atrás. O rock perdeu um pouco de espaço com a ascensão de outros estilos que passaram a dividir o espaço dos grandes eventos com o rock and roll. Achamos que o público em geral, talvez, esteja passando por uma má fase, aceitando material sem qualidade e deglutindo tudo sem ter um pouco mais de critério.

Os Marias se apresentam em FW no próximo sábado (Foto: Marcos Piaia)

TB – O repertório dos shows conta com grandes clássicos do rock nacional e internacional. Quando vocês se apresentam em Frederico Westphalen, quais são as considerações feitas em relação a esse repertório? Aqui os shows têm músicas diferentes dos outros lugares?

ZM – Dificilmente repetimos um repertório. É claro que certas canções não podem faltar, pois já são nosso cartão de visitas, por assim dizer, mas procuramos sempre tocar aquelas canções que achamos que podem soar melhor nos lugares que tocamos. Ainda não decidimos o repertório pra Frederico, ele vai ser feito provavelmente no hotel ou no camarim da Green Lounge. Precisamos sentir o clima da festa e da cidade no dia para podermos escolher as canções. Geralmente ocorrem mudanças no setlist no meio do show mesmo.

TB – A banda tem uma agenda intensa de shows. Vocês têm projetos paralelos?

ZM – Fazemos mais de 120 apresentações por ano, é bem puxado, mas muito gratificante. Projetos paralelos não temos, não, trabalhamos nas nossas áreas de graduação. O Bito é medico veterinário e possui uma clínica veterinária aqui em Santa Maria, O Fernandinho é Analista de Sistemas e eu sou Relações Públicas, mas só vivo da música. Conciliamos tudo da melhor maneira possível.

TB – Quais são os planos da banda para 2012?

ZM – Pretendemos manter a média e a qualidade dos shows. Também estamos em um forte processo de composição nesse início do ano e, se tudo der certo, lançaremos muitas músicas novas e talvez um disco completo se o mundo não acabar (risos). Mas o mais importante é que queremos tocar muito, levar o nosso trabalho cada vez mais longe para que cada vez mais pessoas possam nos conhecer.

Iremos assistir ao mestre Dylan em Porto Alegre somente. Em 2008 conseguimos falar com ele em Buenos Aires e tirar fotos. Presenteamos ele com uma camiseta da banda. Uma pena é não podermos exibir nada disso devido aos direitos de imagem (risos).

TB – Bob Dylan faz parte das influências d’Os Marias? E quais outras vocês têm?

ZM – Certamente tem grande influência sobre nosso trabalho. É um grande compositor, talvez um dos maiores de todos os tempos. Toco harmônica em grande parte por causa dele. Seria difícil citar todas as nossas influências aqui, gostamos de muitas bandas, mas acho que o nosso trabalho é muito influenciado pelas nossas vidas, nas experiências que temos, nas pessoas que conhecemos e naquilo em que acreditamos.

TB – Os Marias estão entre as bandas mais queridas do público de Frederico Westphalen, para finalizar, o que o público pode esperar da apresentação no próximo sábado?

ZM – Gostamos muito de tocar em Frederico, somos sempre muito bem recebidos e temos grandes amigos por aí. É um dos lugares mais rock and roll que conhecemos aqui no RS, galera muito receptiva e participativa nos shows. O que podem esperar d´Os Marias é muito volume, dedicação e energia pra executar os clássicos do rock da melhor maneira possível.

Natalia Nissen@_natiiiii

No último sábado, 18, Frederico Westphalen recebeu a banda Comunidade Nin-Jitsu para mais um show da programação de carnaval do município. Pela quarta vez na cidade a banda iniciou a apresentação, com quase uma hora de atraso, entoando o clássico “Cowboy”, música lançada em 2001 no álbum “Maicou Douglas Syndrome” e em seguida uma sequência de músicas já conhecidas pela platéia.

O público de foliões, apesar de ser muito menor ao esperado, não deixou a desejar na empolgação com o show que durou aproximadamente 50 minutos. No repertório ainda teve homenagem ao cantor Wando com a música “Chuva nas calcinha”, e as canções “Ah, eu tô sem erva!”, “Casa do sol” – tema do Planeta Atlântida 2005, “Não aguento mais” e “Detetive”, entre outras.

Fredi Endres, o guitarrista, tocou o tema do desenho animado “Bob Esponja” em homenagem ao bloco de carnaval que leva o nome da animação. O vocalista, Mano Changes, convidou a Rainha do Carnaval e o Rei Momo de Frederico Westphalen para subirem ao palco e mostrar a ginga ao lado da Comunidade e, então, outras garotas também atenderam ao convite e participaram da apresentação.

Ao final do show o vocalista manifestou-se a favor do carnaval, da música, das festas e alertou ao público para aproveitar as comemorações sem o uso de violência. Também elogiou a platéia e disse que a banda estava muito satisfeita com mais uma apresentação na cidade e que os integrantes da banda iriam aproveitar a festa até o final antes de retornar ao hotel.

A previsão era de que a banda se apresentasse à meia-noite, no entanto, o atraso de quase uma hora no show não foi justificado. Outros problemas em relação à organização do evento foram a cobrança dos ingressos, muitos espectadores que estavam de carro nem tiveram seus ingressos antecipados solicitados ao entrar no Parque de Exposições e, ao contrário do que foi divulgado com muita ênfase, a comprovação de maioridade para a compra de bebida alcoólica não foi cobrada como deveria.

Obs.: o The Backstage Blog deixa aberto o espaço para a manifestação da organização do evento em relação aos problemas citados.

Natalia Nissen@_natiiiii

Vera Loca é uma das bandas de rock mais importantes do Rio Grande do Sul e hoje completa 10 anos de carreira. A celebração já começou, a banda está fazendo shows pelo estado, mobilizando os fãs nas redes sociais e continua fazendo sucesso com músicas que contagiam o público desde o lançamento. O nome “Vera Loca” é uma “homenagem” à vizinha que reclamava do barulho que a banda fazia durante os ensaios na sala de um apartamento, mas todos garantem que já está tudo em paz.

Vera Loca completa 10 anos de carreira fazendo shows pelo RS (Foto: divulgação)

Frederico Westphalen já foi palco para a Vera Loca e os fãs sempre pedem o retorno, aqui no The Backstage você confere uma entrevista e fica conhecendo um pouco mais sobre a história da banda formada por Diego Floreio nos teclados, Fabrício Beck no vocal e guitarra, Hernán González na guitarra, Luigi Vieira na bateria e Mumu no contrabaixo.

The Backstage – Como a Vera Loca começou? Desde o início a intenção foi fazer música profissionalmente?

Vera Loca – A Vera Loca se formou em Porto Alegre, mas três integrantes são do interior do estado, temos um argentino na banda e apenas um integrante é de POA. Diego e Fabrício são amigos de infância e desde criança estão no meio da música, assim como Mumu, Luigi e Hernán também, nos encontramos porque temos afinidades musicais, temos o mesmo pensamento e aí se formou a Vera Loca. Sempre trabalhamos com música paralelamente aos estudos. Quando nos mudamos para POA largamos nossas faculdades para nos dedicarmos exclusivamente à música. Nunca brincamos de ter uma banda pois escolhemos a música como profissão, talvez por isso nunca se cogitou desistir.

TB – Quais são as influências da banda?

VL – Ouvimos muitas coisas em comum, como as bandas tradicionais do Rock, Rolling Stones, The Beatles, AC/DC, mas acho que está nas diferenças o tempero do nosso som. Nosso vocalista gosta bastante de bossa nova, Tom Jobim, Ivan Lins, temos o Rock Argentino muito presente na banda, Gustavo Cerati, Fito Paez, Charly Garcia e também bandas mais recentes como Kings Of Leon, The Strokes. Ouvimos muita música.

Fazemos músicas de várias formas. Às vezes alguém chega com a música e letra pronta e arranjamos nos ensaios, mas a maioria das músicas são feitas em parceria entre dois ou três integrantes, ou até mesmo a banda toda. Como todos compõem na banda, nossa dificuldade sempre foi escolher o repertório, um problema bom. Temos músicas já gravadas que acabaram não entrando nos discos que um dia podem aparecer.

TB – Com 10 anos de estrada, teve algum momento/show que marcou muito os integrantes?

VL – Tudo que passamos na música serviu para fortalecer o nosso trabalho, desde os shows no começo da banda, onde ninguém conhecia e não tínhamos muito público até hoje quando estamos vendo todos os nossos shows lotados. Tivemos um show em 2011 que foi especial que foi o Planeta Atlântida, onde uma multidão se mobilizou para ver nosso show, como pode ser visto no youtube. Temos certeza que vai marcar muito os shows que faremos de comemoração dos 10 anos de banda.

TB – A Vera Loca tem uma relação muito forte com os fãs através do Twitter. Como esse contato acontecia antes da popularização da rede social?

VL – Sempre nos achamos um pouco atrasados nesse sentido no começo da banda. Quando começamos a nos dar conta da importância disso, entramos a fundo nesse meio.  Mas sempre tentamos atender a todos de forma individual, valorizando bastante aqueles que gostam do nosso trabalho, logicamente cada vez mais se torna impossível fazer isso com o crescimento do público, mas tentamos dar toda atenção possível, sem mandar recados através da produção da banda. Nós mesmos abastecemos esses meios. Antes das redes sociais esse contato era apenas direto nos shows e ainda tentamos fazer o máximos que conseguimos.

TB – E qual o posicionamento da Vera Loca em relação ao download de músicas na internet?

VL – Queremos que as pessoas conheçam nossas músicas. Isso vem em primeiro lugar. Hoje vendemos muitos discos, pois as pessoas que gostam do trabalho não abrem mão de ter o disco físico. Vendemos muito nos shows e também na loja do nosso site.

TB – O The Backstage Blog nasceu em Frederico Westphalen, vocês já fizeram show lá e a galera sempre pede para a banda voltar. Alguma previsão de show para a cidade ou região? A organização da Expofred mencionou o interesse em levar a Vera Loca para se apresentar na festa.

VL – Fizemos um show em Frederico que foi histórico pra gente, pois na época era um dos lugares mais longes que estávamos indo. Ficamos pensando, será que conhecem nossa música por aqui? Quando subimos ao palco foi inacreditável o reconhecimento do público, além do local estar lotado, quase todas as pessoas que estavam no local cantavam todas as nossas músicas. Então após esse show, que faz bastante tempo, Frederico é uma das cidades que mais pedem Vera Loca e a gente sempre costuma dizer que não depende da gente, a pressão tem que ser em cima de quem faz os eventos na cidade. Começou uma mobilização muito grande no twitter para levar a Vera Loca para Expofred. Não sabemos em que pé anda essa situção, pois nossa produção só costuma nos comunicar quando o show está 100% fechado. Então ficamos na torcida. Certamente se ocorrer esse show, será a prova que a voz do povo é a voz de Deus (rsrs)!

Carol Govari Nunes@carolgnunes

2012 começou agradavelmente promissor em relação ao rock nacional com o disco “O Pensamento é um ímã”, da banda Vivendo do Ócio. Com Jajá Cardoso no vocal/guitarra, Davide Bori na guitarra, Luca Bori no baixo/vocal e Dieguito Reis na bateria, o quinteto baiano vem se destacando desde que ganhou a “Aposta MTV”, em 2009.

Para dar vida às músicas que já estão fazendo sucesso desde que a banda disponibilizou o álbum para audição no Facebook, os músicos se dividiram entre os Estúdios Costella (de Chuck Hipolitho – você pode reler uma entrevista com ele aqui) e Tambor (no Rio de Janeiro, do produtor Rafael Ramos). Com 11 músicas no CD, a faixa que claramente tem se destacado é “Nostalgia”, música composta pela banda em parceria com Pablo Dominguez e gravada com participação de Pitty nos vocalizes durante o refrão e Martin na guitarra (você pode reler a entrevista com o Agridoce aqui).

O show de lançamento do disco acontece dia 16/02 no Beco 203, em São Paulo.  Por e-mail, Jajá Cardoso conversou com o The Backstage e o papo você confere a seguir:

Capa do disco - Divulgação

The Backstage – Como foi o processo de composição do disco “O pensamento é um ímã”? Foi diferente do “Nem sempre tão normal”?

Jajá Cardoso – Completamente diferente, a maioria das músicas do “Nem Sempre Tão Normal” foram compostas em 2006/2007, de lá pra cá muita coisa aconteceu, crescemos em todos os sentidos e passamos a morar juntos, esse último fator é o mais importante na composição, porque a música se tornou ainda mais coletiva. Também passamos uma época em Morro de São Paulo (BA), é um pedaço de paraíso e fizemos muitas músicas lá e isso fica explicito nas novas composições, essa mistura da nossa vida urbana com as férias no litoral.

TB – Quanto à produção/gravação, sabemos que o disco é produzido por Chuck Hipolitho e Rafael Ramos. Vocês se dividiram entre SP e RJ, ou como foi durante esse tempo?

 JC – Começamos gravando em Sampa no estúdio Costella e terminamos no Tambor (RJ). Foi uma ótima experiência pra todo mundo, Chuck e Rafael são caras bem diferentes um do outro, mas com ideias que combinam muito bem. Essa parceria rendeu bastante, estamos muito felizes com o resultado final do disco.

TB – Vocês vivem juntos em SP desde que saíram da Bahia. É uma característica comum no mundo dos novos músicos, várias bandas acabam saindo de sua cidade natal e se firmando em SP. A banda morar junta influencia na hora de compor, ou funciona cada um na sua?

JC – Influencia bastante, hoje fazemos as músicas de uma forma mais coletiva e isso é muito bom porque a música ganha mais identidade.

A banda faz o show de lançamento do disco no dia 16 de fevereiro, em São Paulo (Foto: divulgação)

TB – Vocês já tocaram na Inglaterra, Holanda e Itália e gravaram clipes nessas viagens. Como é a recepção do público fora do Brasil?

JC – A recepção é muito boa, curtimos muito tocar lá, o público foi aberto e participativo. Esperamos voltar muitas e muitas vezes.

TB – A Bahia tem uma cena rock’n’roll incrivelmente rica, porém, não aparece muito na mídia. Tu tem alguma ideia do por que disso? Cultura local, talvez. Sair de Salvador foi ponto chave pra vocês conseguirem engatar a carreira?

 JC – Sem dúvida, a cultura local é o maior fator, isso gera naturalmente menos espaço para os “artistas alternativos”. A mudança pra Sampa foi crucial pro crescimento do nosso trabalho, as coisas acontecem mais rápido, tem muito mais espaço e contatos, em Salvador chegaria um momento que não teríamos mais o que fazer e não teria mais lugar pra tocar, então, ter nossa base em SP e fazer alguns shows no ano por lá é muito mais produtivo pra nós.

TB – “Nostalgia” dói no peito de qualquer pessoa que esteja longe de casa – é impossível não se identificar. A música fala por si, mas pode nos contar um pouco sobre ela?

JC – Foi a última música a entrar, a lista do disco já estava pronta quando um dia nosso amigo Pablo Dominguez veio nos visitar e fazendo uma jam session saiu essa música. Gravamos uma pré-produção, curtimos e mandamos para os nossos produtores Rafael e Chuck, eles ouviram e disseram que essa música tinha que entrar no disco de qualquer jeito, que talvez a gente nem tivesse noção da força que ela tem. E foi uma decisão muito certa, é uma música que está na lista das preferidas de todo mundo que escuta.

TB – “O pensamento é um ímã” acaba trazendo à tona a “Lei da Atração”. É isso mesmo que o nome do disco quer representar?

JC – Isso mesmo. O que acontece na sua vida é reflexo do que se passa com sua mente. Se canalizar sua energia e pensamentos para certo intuito é justamente o que vai ter em troca, cedo ou tarde.