Archive for the ‘Rock’ Category

Playlist Café Colonial

Posted: 31/08/2011 in Rock
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Natalia Nissen@_natiiiii

O Café Colonial terminou há pouco na Putzgrila, mas aqui você confere a lista completa das músicas que tocaram no programa.

1º bloco

Black Sabbath –  Jack The Stripper (Fairies Wear Boots)

Legião Urbana – Faroeste Caboclo

The Doors – Roadhouse Blues

Aerosmith – Walk This Way

The Pixies – Break My Body

Vanguart – Semáforo

2º bloco

Dropkick Murphys – Johnny, I Hardly Knew Ya

Flogging Molly – Devil’s Dance Floor

Audioslave – Gasoline

Cachorro Grande – Agora Eu Tô Bem Louco

Pública – Long Play

Bob Dylan – I Want You

3º bloco

Blues Etílicos – Dente de Ouro

Matanza – A Menor Paciência

Led Zeppelin – Going To California

Whitesnake – Too Many Tears

Nirvana – In Bloom

4º bloco

Aborto Elétrico – Veraneio Vascaína

Dire Straits – On Every Street

Roy Orbison – You Got It

5º bloco

AC/DC – Hard As a Rock

The Beatles – We Can Work It Out

Doutor Jupter – Falastrão

Acústicos & Valvulados – Ao Vivo e a Cores

Talking Heads – Burning Down The House

Guns N’ Roses – Night Train

O primeiro a discotecar foi o Dudi, vocalista da The Elizabeths (Foto: Carol Govari Nunes)

Carol Govari Nunes@carolgnunes

A noite da última quinta-feira foi repleta de muito rock n’ roll, cerveja e amigos. E quando nós falamos “amigos” não é pra soar bonitinho – é o que realmente aconteceu – quem estava lá é porque de fato gosta de Rock e torce pelo blog. Vários grupos apreciadores de Punk, Hardcore, Metal, Anos 80 e etc, compareceram à festa de comemoração de um ano do The Backstage e fizeram uma bela noite.

Antes da festa as comemorações já haviam começado. Por volta das 19h foi feito o sorteio pelo nosso  twitter  da primeira camiseta Marka Diabo, e a vencedora foi a Izadora Motta.

Quem deu início à noite foi o Dudi, vocalista da banda The Elizabeth’s. Durante meia hora, Dudi colocou muito punk para a galera curtir. Aos poucos o pessoal foi chegando ao local e se espalhando pela danceteria do Mendonças Bar, onde seguiram até o final da festa. Dudi discotecou os melhores punks, passando por The Clash, Sex Pistols e Ramones.

Em seguida foi a Fliperama que dominou as pick-ups. Sandro Vieira, vocalista da banda, tocou sucessos dos anos 80, mas não ficou só nisso, passeou por todo o rock’n’roll e suas vertentes, pois como ele mesmo falou no início “a ideia aqui é diversão, gurizada, e eu vou tocar vários tipos de sons”.

Zeco tocou rock nacional e internacional para todo mundo dançar (Foto: Carol Govari Nunes)

Quando Sandro estava finalizando seu set list fizemos o sorteio da segunda camiseta Marka Diabo, a primeira na festa. O critério utilizado foi o seguinte: quem soubesse a resposta primeiro, levaria a camiseta para casa. E a pergunta foi “qual é, realmente, o dia do aniversário do The Backstage?”. Quem acertou (16 de agosto) foi a Shana Nazário, que merecidamente ganhou a camiseta.

Ao final do sorteio Sandro passou a bola para o Zéco, vocalista da Áudio Etílico. Zéco colocou muito rock’n’roll para o pessoal dançar, principalmente nacional: TNT e Cachorro Grande, além de grandes clássicos mundiais, como AC/DC. Durante meia hora, Zéco, Diego (baixista da Áudio Etílico) e Martin (ex-baixista da banda) dançaram e se divertiram discotecando para os que ainda estavam no local.

Entre a Áudio Etílico e a Datavenia, que discotecaria em seguida, fizemos o último sorteio da noite com a seguinte pergunta: “qual é o nome do primeiro álbum do AC/DC?”, e quem soube responder (High Voltage) foi o Lucas Silveira, que levou a última camiseta Marka Diabo, encerrando os presentes do anivesário do blog. Foram duas perguntas que só quem conhece rock e o blog saberia responder, então devidamente merecido para os dois vencedores.

Final da noite: Gui Argenta, da Datavenia, sendo instruído por Márcio Mendonça na discotecagem (Foto: Carol Govari Nunes)

A noite acabou com muito metal, pois o último a discotecar foi o Guilherme Argenta, baixista da Datavenia. Guilherme mandou ver com Metallica, Black Label Society e Pantera, só para citar alguns. Ao final da festa, ele comentou sobre a dificuldade de se fazer rock em Frederico Westphalen: “a primeira vez que a gente tocou havia vinte pessoas no local. Tem que insistir e continuar tentando mesmo assim”.

Na verdade, Guilherme parou de tocar, mas a noite não tinha terminado, pois restavam os sobreviventes que ainda estavam pedindo enlouquecidamente “Toca Raul!”. Márcio Mendonça então continuou com a festa até as últimas pessoas deixarem o local prontas para a próxima: todos que foram prestigiar o primeiro aniversário do The Backstage sabem que não é fácil movimentar o rock em Frederico Westphalen, então queremos, mais uma vez, agradecer a presença de cada um, e dizer que esse é o primeiro ano de muitos!

Saca só o Sandro arrasando nesse solo da Casa das Máquinas:

Rádio para quem gosta de rock

Posted: 18/08/2011 in Metal, Rock
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Natalia Nissen@_natiiiii

Quem ouve rádio na internet ou, pelo menos, utiliza as redes sociais, deve ter notado uma polêmica envolvendo a tradicional rádio Ipanema FM. O fato é que a rádio sempre foi conhecida pela programação rock, pelo incentivo ao rock gaúcho e independente, e na última segunda-feira uma grande jogada de marketing assustou os ouvintes mais fieis.  Na manhã do dia 15 de agosto a rádio colocou no ar músicas sertanejas, bregas, entre outros estilos que sempre passaram longe da ideologia que a emissora defende desde sua criação.

A Ipanema publicou uma nota na qual afirma que a “pegadinha” foi para demonstrar o quanto a emissora é livre e defende a liberdade de expressão, assim como, é contra a ditadura do mainstream.  Toda ousadia tem um preço e a Ipanema FM pagou por fazer uma brincadeira com os ouvintes e fãs. Muitos disseram que foi uma ideia de mau gosto, outros defenderam dizendo que é importante “chacoalhar” as pessoas de vez em quando. Se vai funcionar, ou não, ainda não se sabe.

Toda essa história serviu de pauta pro The Backstage, mas não pela polêmica em si, mas para trazer outras opções para os fãs de rock’n’roll que muitas vezes desconhecem veículos de comunicação que prezam pela arte do rock, e também, para aqueles que não abrem mão do rádio como meio de se informar. A seguir você confere uma lista de algumas rádios que defendem o estilo musical, e cabe a cada um decidir qual é a melhor (a gente sabe que existem milhares). E se você conhece outras que não estão na lista deixe o link nos comentários e compartilhe conosco!

Kiss FM 

Cidade Web Rock

91 Rock

Atitude FM

Hard Rock & Heavy Metal

Rádio Total Rock Online

Rádio Putzgrila

NME 

Absolute Classic Rock

Web Rock Radio

Carol Govari Nunes@carolgnunes

“Glauber Guimarães, Jorge Solovera, Ricardo Alves, Heitor Dantas e Tadeu Mascarenhas, cansados da vida de modelo e atriz, unem-se para fazer boa música. Livre como a vida deve ser, o Teclas Pretas é um conjunto musical de boa índole. E isso é tudo que você precisa saber. No mais, tire suas próprias conclusões. E boa sorte, que nunca é demais…”

É assim que a banda se define na página da Trama Virtual. Atualmente contando com dois integrantes, o Teclas Pretas é metade Glauber Guimarães (Ex-Dead Billies: infos e discografia aqui) e Jorge Solovera (produtor, engenheiro de som, músico, arranjador). Lançado esse ano, o álbum “2005/2011” reúne músicas de todos esses anos de trabalho, além de uma inédita. E é sobre isso que Glauber Guimarães conversou com o The Backstage:

Glauber Guimarães é 50% da banda Teclas Pretas (Foto: divulgação)

The Backstage: A banda já teve mais integrantes, né? Originalmente ela começou quando?

Glauber Guimarães: O teclas pretas começou em 2005 como um coletivo. Eu, Jorge Solovera, Heitor Dantas, Ricardo Alves e Tadeu Mascarenhas. Todos compuseram e revezaram instrumentos. O disco chama-se “Oolalaquizila” [jan/2006] e pode ser baixado aqui.

TB:  Quando tu e Jorge resolveram seguir em frente? Quais foram as principais mudanças nesse trajeto?

GG: Na verdade em janeiro de 2009, decidimos seguir como uma dupla, compondo juntos e dividindo as ideias, arranjos etc. Os outros três partiram para outros projetos [Demoiselle, os “estudos azedos” de Heitor, Radiola…]. Solovera, Tadeu, Ricardo e Heitor também produzem gravações de outras bandas.

TB: No disco dá para perceber muita influência psicodélica do final dos anos 60. Isso é de 2005 para cá ou os ex-integrantes também tinham essa influência?

GG: Todos têm, mas creio que eu seja o cara que mais ouve late 60s psychedelia. Principalmente inglesa. Mas também ouço Zappa, Chrysalis, bandas americanas desse período. E os Mutantes, claro. Beatles é certamente a grande influência em comum. Além disso, ouço muito Elliott Smith, Malkmus, Wilco, Beck…

TB: O 2005/2011 é produção desses 6 anos? Qual foi o período de mais trampo mesmo?

GG: A gente foi gravando ao longo desse período e lançando eps [“e se…”, “oroboro”, “nó dos mais gravatas”, “vaudevida”]. O 2005/2011 é uma compilação desses eps + algo inédito, como “ópera sabonete”, e fecha um ciclo. Agora começa uma outra fase: Solovera gravando em salvador e eu em São Paulo. Até fim do ano, sai mais umas coisas e tal… Recebo sempre elogios e mensagens como se o Teclas fosse algo só meu, mas não é. Somos uma dupla mesmo. Sem Solovera, não existiria Teclas Pretas.

TB: E a mudança para São Paulo? Tu tá há quanto tempo aí? 

GG: Muito pouco tempo, um mês. Sinto mesmo que aqui é meu lugar, não necessariamente pelo circuito de rock, mas pela cidade mesmo. Me sinto muito à vontade aqui. Em casa.

Capa do disco "2005/2011"

TB: As coisas funcionam melhor aí do que em Salvador ou as dificuldades de músicos independentes são as mesmas em qualquer lugar?

GG: No Brasil, basicamente as mesmas. É preciso haver um caminho do meio por aqui. O mercado precisa amadurecer. Os artistas já estão avançando um bocado, criativa e estruturalmente. É preciso que se exista para além da grande mídia, da MTV, do entediante jornalismo cultural [salvo exceções], do jabá etc etc. Entremos de vez no século 21.

TB: Tu já tocou vários estilos de música. Quais teus artistas favoritos? O que tu tem ouvido ultimamente?

GG: Wilco, Elliott Smith, Ivan Lins [1974/78], Floyd, música cigana, música judaica tradicional, Django Reinhardt, Pélico, Chico, Caetano, Nirvana, muita coisa… Beatles e os discos solo dos Beatles, sempre.

Além do Teclas Pretas, Solovera também produz gravações de outras bandas (Foto: divulgação)

TB: No The Backstage a gente costuma perguntar sempre sobre o meio online para trabalhar. E para ti, como músico, que tocou nos anos 90, onde a divulgação devia ser bem diferente de agora, como é lidar com essa instantaneidade?

GG: Acho a diversidade uma beleza. A rapidez também. O que os colecionadores de vinil fazem na rede, postando discos fora de catálogo [vinyl rips], como no caso do “loronix”, é importantíssimo.

TB:Quais as ferramentas que o Teclas Pretas usa?

GG: Coloquei as músicas no myspace mesmo. Quero cuidar mais do reverbnation ou similar… E no facebook também vou espalhando o que fazemos.

TB: Novidades? Clipes? Projetos?

GG: O Teclas Pretas continua. Temos, eu e Solovera, outras músicas importantes pra gravar. Mas agora tô gravando duas músicas que fiz com Murilo Goodgroves [também de salvador e morando aqui há mais tempo]. Elas falam de São Paulo e de ser forasteiro residente em São Paulo. É um lance à parte e tá ficando lindão…Em breve, coloco na rede. É isso: wim wenders e aprendenders. Abración!

Clarissa toca violão desde a infância (Foto: divulgação)

Natalia Nissen@_natiiiii

Semana passada ganhei um cd da cantora e compositora Clarissa Mombelli, o “Volta no Tempo”, promessa do atual rock gaúcho. Sabe aquela voz gostosa de ouvir? Pois é. O álbum tem músicas compostas nos últimos quatro anos, canções que passeiam pelo rock, folk e pop, e que contam com participações especiais de peso: Eduardo Dolzan (bateria e baixo), Diogo Bamboocha (percussão), Luciano Leães (piano e escaleta) e Maurício Chaise (violão e guitarra).

A voz marcante e doce da Clarissa não enjoa, e as letras são poéticas e contam coisas da vida. “Recomeço” fala um pouco da saudade da infância e faz a gente se identificar e sentir saudades também. Aliás, o disco inteiro provoca esse sentimento, mas sem clichês e choradeira. É ouvir o álbum e pensar nas várias fases da vida, no amadurecimento, no amor, na saudade, na dor de perder, e em como é bom se “encontrar” nas músicas de alguém.

O disco tem nove músicas, “Hoje”, “Volta no tempo”, “Mesmo lugar”, “Diga alguma coisa”, “Porque eu não sei mais dizer que não”,  “Recomeço”, “Nada mais importa”, “Seus olhos” e “Nada importa”. São curtas e não enchem a nossa cabeça de frases feitas e rimas pobres.

O clipe da canção “Volta no tempo” foi lançado há dois meses e já apareceu nos principais canais de música da televisão brasileira. Na próxima segunda-feira estreia o vídeo de “Porque eu não sei mais dizer que não” na programação da MTV. E no dia 12 de agosto ela faz um show no Café da Oca (Projeto Oca Rockin) em Porto Alegre. A rotina da artista pode ser acompanhada através do twitter.