Archive for the ‘Lançamentos’ Category

Natalia Nissen@_natiiiii

A dupla que faz sucesso no exterior (Foto: Erik Weiss – divulgação)

Em dezembro de 2010 fiz minha segunda entrevista com a Canja Rave, pro The Backstage; a primeira entrevista rolou em julho de 2008 quando eu ainda estudava em Canoas e fazia uma oficina de Jornalismo Cultural na faculdade, essas duas foram feitas por e-mail. Agora volto a falar do duo formado pela Paula Nozzari e pelo Chris Kochenborger, mas dessa vez é o que eu penso sobre eles.

Quando a Paula ainda tocava na Cidadão Quem a banda foi fazer um show em Teutônia (em 2001) e visitou a loja de CDs da minha mãe. Lá pelas tantas descobri a Canja e fiquei viciada nas músicas com batida marcante e letras engraçadinhas.

O terceiro album, “Dirty Shoes, Balls & Old Songs”, será lançado em breve e algumas músicas já estão disponíveis para audição no SoundCloud (vamos aproveitar enquanto não bloqueiam o site dizendo que é pirataria!). Tem até uma participação linda do Hique Gomez tocando violino! Dessa vez as músicas são em inglês, mas não menos viciantes que as do “Da Canja à Rave” (“Ariana” é minha preferida) e “Badango” (“Johnny Canja Rave” e “Xerife de Xangri-lá” são as melhores) e a identidade da Canja continua vibrando nas canções.

Se eu tiver conseguido despertar a curiosidade de alguém é só acessar o blog, acho super interessante porque sempre tem novidade e fotos dos lugares em que a dupla se apresenta. Além da boa música é um convite de passeio pela Europa, paisagens, pubs, e tudo o que se pode imaginar em relação à música. A parte ruim disso tudo é ver como a banda (assim como tantas outras) faz sucesso lá fora e aqui são poucas as pessoas que conhecem, é uma pena o som deles não ser tão valorizado e respeitado nas terras tupiniquins quanto nos EUA e Europa.

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Carol Govari Nunes@carolgnunes

O objeto que desencadeou toda essa história (Foto: Carol Govari Nunes)

Eu não notava a diferença entre um abajur e uma luminária até me mudar para Portugal. Em Frederico Westphalen eu tenho uma luminária: lâmpada fluorescente, luz branca, clara, boa para ler, dar foco, enxergar melhor. A casa onde moro, aqui em Faro, já estava toda mobiliada quando cheguei, e no meu quarto havia um abajur. Eu não me lembro de ter um abajur desde que era muito criança. O meu era colorido e peixinhos ficavam girando ao redor da lâmpada. Depois da luminária (e das lâmpadas fluorescentes, em geral), ficou tudo muito claro, muito limpo, muito nítido. Tudo parece uma farmácia. Eu sei, devemos economizar energia e as lâmpadas fluorescentes são mais econômicas e têm maior durabilidade, mas só aqui fui valorizar o toque intimista que o abajur dá em um quarto – ou em qualquer lugar em que ele esteja. Pode parecer idiotice, mas a penumbra portuguesa me faz querer chorar de tão confortável que eu me sinto. O abajur ilumina, mas não grita, assim como todas as luzes da cidade velha aqui em Faro.

Você pode estar pensando que eu sou louca por escrever sobre isso em um blog de música e que deveria escrever no diário que eu nem tenho. A verdade é que nem sei onde eu quero chegar com esse assunto. Talvez eu não chegue a lugar algum, são apenas coisas da minha cabeça, até porque o Agridoce ainda não lançou o disco. Eu pensei em esperar o CD da dupla sair para postar, mas acredito que não faria tanto sentido – pelo menos não pra mim. Além do mais, o The Backstage nunca foi um blog de furos de reportagens, “Extra! Extra!”, nunca nos preocupamos em postar primeiro ou seguir um critério vazio de cumprimento de pautas só porque “está acontecendo no momento”.

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As luzes da cidade velha aqui em Faro, na Freguesia da Sé, bairro onde eu moro (Foto: Carol Govari Nunes)

Ok, nem estou tão fora assim, já que “Dançando”, primeiro single oficial do Agridoce, saiu há alguns dias, porém, eu só consegui ouvir agora, devido a um problema na internet da minha casa. Assim como “Upside Down”, que não sai do repeat desde então. Músicas de abajur.

Pitty nunca foi lá muito “luminária” e agora com o Agridoce isso está mais notável. Martin também e isso eu já havia percebido no “Dezenove vezes amor”, onde pudemos ver o guitarrista como letrista e cantando pela primeira vez.

Se eu pudesse escolher como gostaria de ver o show do Agridoce, escolheria um lugar com poucas luzes e uma plateia silenciosa. Por favor, não coloquem holofotes na cara dos músicos, não peçam para cantar “Memórias”, esqueçam que “Me Adora” existe, não gritem, não decomponham o clima. Se não for pedir demais, aplaudam apenas nos intervalos, me deixem ouvir e sentir o que está acontecendo no palco. Mas é lógico que esse show só existe na minha cabeça pensante ao lado do abajur do meu quarto semiescuro, but’s ok, eu vou superar esse pensamento até o dia em que conseguir ver o show deles. Ou não.

Sei que o CD tá chegando e sorte de quem já garantiu o seu na pré-venda. Eu vou comprá-lo quando voltar para o Brasil, gosto bastante da dupla, mas o frete pra cá não é muito barato (então já fica o meu pedido para que alguma alma boa o coloque para download).

Também estou curiosa pra ver as imagens que o Otavio Sousa fez durante as gravações. Talvez eu nem escreva por aqui sobre o lançamento do CD, mas aposto que tem coisa boa vindo por aí.

(Aí eu escrevi isso ontem a noite e eles resolvem lançar um clipe hoje. Não vou modificar nada se não isso aqui vai virar uma folia, mas veja abaixo o lindo clipe):

Carol Govari Nunes@carolgnunes

O Bestiário faz parte das novas bandas baianas com músicos antigos da cena local (Foto: Frito)

Bestiário é uma banda baiana formada por Mauro Pithon – vocal; Apu Tude – guitarra; Emanuel Venâncio – bateria; Wallie Beerman – guitarra e CH Straatmann (que gravou os baixos), mas ao vivo quem fica com a posição é Nuno Norris.

Os músicos, que lançaram há pouco o disco virtual no hotsite da banda, são ex-membros da Úteros Em Fúria (lendária banda baiana dos anos 90), Sangria e Veuliah. Por e-mail, Mauro Pithon contou que o Bestiário surgiu logo após o final da Sangria, quando ele, Apu e Emanuel queriam continuar tocando. Aí foi chamar os músicos que queriam fazer parte do projeto e ir para estúdio conceber as músicas. Os guitarristas Apu e Wallie levavam as músicas pré-definidas para os ensaios e lá todos os integrantes da banda opinavam e chegavam às conclusões. Mauro sempre carregava junto um gravador portátil e depois que chegavam em casa é que as letras apareciam, falando basicamente “sobre a terrível certeza que todos nós temos quando nascemos, a morte. Através da violência por terceiros ou por si próprio”, disse o vocalista.

Um fato interessante é que André t, que já produziu Pitty, Cascadura, Nancy Viégas e Retrofoguetes foi quem se ofereceu para produzir o disco. Nas horas vagas, o produtor costuma gravar artistas com os quais simpatiza e que não têm condições de pagar os períodos de gravação, aí então os músicos do Bestiário foram com todas as músicas arranjadas para o estúdio de André t, onde Emanuel Venâncio gravou a bateria em apenas um dia, em 2009. CH, que gravou o baixo, também gravou em apenas um dia, alguns meses após Emanuel. Apu e Wallie (que também é guitarrista dos Mizeravão) gravaram as guitarras durante dois dias no início do ano passado, e Mauro gravou as vozes em janeiro deste ano. Quem também participou das gravações do Bestiário foi Fernanda Monteiro (Dois em Um), que gravou o violoncelo da música “Morfina”, e Fernanda também fez isso muito rápido, em apenas duas horas.

André T conseguiu de maneira brilhante e heróica entregar o disco masterizado em nossas mãos em abril de 2011. E o disco saiu com um resultado como queríamos. Denso, pesado, sombrio, nervoso, mas muito divertido. Quem ouvir alto vai entender o que eu digo. (Mauro Pithon)

Capa do disco. Arte por Sergio Franco Filho e tratamento adicional por Wendell Fernandes. Conceito: Mauro Pithon

Como eu citei no primeiro parágrafo, o disco do Bestiário está disponível com uma ótima qualidade no hotsite da banda. Além das músicas, o download também vem com a capa do disco e as letras. Sobre os shows, Mauro disse que eles estão aprontando e divulgando por todos os lugares possíveis. O único que gravou e não vai tocar nos shows é CH Straatmann (o músico toca no Retrofoguetes), mas no lugar dele quem entra é o baixista português Nuno Norris.

Dentro do disco há regravações da época da Sangria: “Morfina”, “Barbárie”, “Hospício Azul do Sol Poente” e “Náusea”, e a respeito disso o vocalista comentou o seguinte: “Essas são as músicas que mais se parecem com o som do Bestiário e que sempre quisemos gravá-las com ótima qualidade. Então fizemos alguns ajustes, inclusive na melodia e letra de “Náusea” e “Barbárie”. Contamos com arranjos fabulosos de Violoncelo gravados por Fernanda Monteiro do dueto Dois em um na música “Morfina”. Enfim fizemos novas versões de músicas que nós gostávamos e que queríamos continuar tocando”.

Mauro adianta que a banda já tem algumas músicas novas, mas por enquanto elas ficam apenas no projeto.

– Estou planejando filmar mais um clipe até final de 2011, conclui o vocalista, que dirigiu o clipe da música “Cadafalso”, lançado em maio e editado por ele e Maurício Caires.

Natalia Nissen@_natiiiii

Entre os próximos dias 21 e 25 de setembro acontece em São Paulo a 28ª edição da Feira Internacional da Música – Expomusic 2011. A maior feira de música da América Latina é uma oportunidade para lojistas, músicos e público em geral, conhecerem as novidades do mundo da música, instrumentos, iluminação e acessórios. São centenas de expositores brasileiros e internacionais apresentando seus produtos, entre eles marcas importantes como Yamaha, Vogga, Meteoro, Musical Express, Giannini e Suzuki Musical.

Fãs, músicos e lojistas têm oportunidade de conhecer novos produtos (Foto: divulgação)

Também haverá pocket shows nos estandes das marcas, entre as várias presenças confirmadas estão: Thiago Carreri, Samuel Rosa, Chico Pinheiro, Japinha, Xande Tamietti, Daniel Latorre e Frejat. A programação diversificada da feira promete envolver todos os profissionais relacionados à música, e também, entreter aqueles que apenas admiram a arte.

A Expomusic 2011 acontece na Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme) em São Paulo.  Nos dias 21 e 22 a feira fica aberta apenas aos profissionais do setor, já nos dias 23, 24 e 25 o público em geral pode comparecer ao evento; o ingresso custa R$18 e a entrada é gratuita para os credenciados, e pessoas de até 12 ou mais de 60 anos. A Expomusic 2011 deve atrair um público de mais de 50 mil pessoas.

Mais informações no site oficial.

Natalia Nissen@_natiiiii

Já faz quase um mês que ganhei o DVD e só agora tive tempo de assistir, na verdade só assisti aos bônus e é disso que vou escrever. Conheço pessoas que preferem assistir ao making of, outras gostam mesmo é do show, e ainda há aqueles que aproveitam tudo que um DVD oferece e assistem até aos créditos no final.

Capa do dvd "AC/DC Live At River Plate" (Foto: divulgação)

O AC/DC Live At River Plate documenta a turnê Black Ice World Tour (que passou pelo Brasil), mais especificamente os três shows que a banda fez em Buenos Aires em 2009. São mais de duas horas de muita música e quase 200 mil fãs enlouquecidos lotando o estádio em todas as noites de apresentação.

Em “faixas bônus” tem o documentário “The Fan, The Roadie, The Guitar Tech & The Meat” dirigido por Gavin Elder. É o backstage do AC/DC e por isso fiz questão de escrever sobre. O registro foi filmado com 32 câmeras em alta definição e mostra vários detalhes que passam despercebidos por quem compra o ingresso e espera horas na fila para entrar no estádio e ficar praticamente em transe durante todo o espetáculo.

Além das entrevistas com a banda e equipe, tem a espera dos fãs do lado de fora do estádio, histórias de quem admira desde criança e viaja milhares de quilômetros por causa de um show. É muito interessante ver a montagem do palco que começa logo depois de um jogo de futebol e termina em 48 horas. Embaixo do campo tem uma escola e os técnicos precisam parar por alguns momentos para não “atropelar” as crianças, e um deles garante que é bem ruim ter que interromper o trabalho por causa dos estudantes. Outro afirma que já assistiu a mais de 200 shows do AC/DC e todo o trabalho de criação e montagem de um show compensa.

Indico o documentário (e o show também) para todos aqueles que gostam de música, de AC/DC, e também para quem tem vontade de trabalhar com isso. Às vezes as pessoas acabam pensando que só trabalha com música quem sabe fazer e o “The Fan, The Roadie, The Guitar Tech & The Meat” mostra que, ao contrário disso, existem muito mais pessoas envolvidas nisso do que imaginamos. Há técnicos, cinegrafistas, músicos, iluminadores, assessores, e claro, os fãs, dentre tantos outros profissionais que trabalham muito para que os grandes espetáculos de música sejam feitos.