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Natalia Nissen@_natalices

Mais músicos brasileiros que se deram bem … bem longe daqui. A banda gaúcha, Selton, lançou o clipe “Across the Sea” (filmado na Itália) na última segunda-feira, 9. Embora eu nunca tenha ouvido falar até então, parece que eles já têm estrada e começaram a fazer sucesso tocando nas ruas de Barcelona e devem fazer uma turnê brasileira no ano que vem.

O clipe pertence ao disco Saudade e os próprios músicos dão vida à história. Já são quase quatro mil visualizações no Youtube. Não é o tipo de música que agrada aos adoradores do rock mais tradicional, mas a Selton acaba de receber o prêmio de Melhor Banda de Rock da Associação Paulista dos Críticos de Arte (Apca).

Taí a dica de música do dia. Dessa vez não é música “velha” e vale dar uma espiada nos outros vídeos do canal. Tem bastante coisa legal.

A propósito… vim postar e vi que hoje já é o segundo post. Quem nos dera poder fazer isso sempre. Mas se tá difícil viver de jornalismo, imaginem viver de blog.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Na semana passada, a banda gaúcha Fire Department Club estreou o clipe da música “Love Reconnected”, seu novo single, que está disponível em seu site oficial e nas redes sociais.

Fire Department Club promete novo EP até fevereiro de 2014 (Foto: divulgação)

O clipe teve direção de André Wofchuk, que foi diretor de fotografia do curta-metragem “A Princesa” – filme premiado no 41º Festival de Cinema de Gramado e no festival Lapacho 2013, da Argentina. As filmagens aconteceram em Porto Alegre e tiveram inspiração no filme Fantasia (Disney, 1940).

Com riffs subversivos, melodias marcantes e muito groove, o FDC passeia do indie rock ao dance, sem perder a essência da sua música pop. Em 2012,  com seu primeiro EP, “Colourise”, os músicos chamaram a atenção do Produtor Musical Luc Silveira e do Estúdio SOMA. O single “Merry-Go-Round” foi o primeiro produto desta nova parceria. Em primeira mão, os músicos afirmam que um novo EP da banda deve sair até fevereiro de 2014.

Em 2013, o FDC foi escolhido como uma das Top21 Novas Bandas Brasileiras, chegando a ser indicado para o line up do Rock in Rio 2013. Além disso, este ano a banda gravou um especial para Club NME Brasil em São Paulo, junto com apenas outras quatro bandas da nova geração brasileira.

Então agora é a vez de “Love Reconnected”. O novo single é o primeiro clipe da banda, que junto com “Merry-Go-Round” está a venda na iTunes Store e Amazon, e disponível via streaming no Deezer, Soundcloud e Grooveshark.

Dia 14 de novembro, no Dhomba (Rua Gen. Lima e Silva, 1037, PoA), o público também vai poder conferir o lançamento do clipe durante o show da banda.

Enquanto isso, fique com o clipe abaixo:

 

Natalia Nissen@_natalices

A minha dor está na rua
Ainda crua
Em ato um tanto beato, mas
Calar a boca, nunca mais!

 

Tom Zé (Foto: Divulgação)

Tom Zé (Foto: Divulgação)

Nesse clima de gente na rua, cartazes e gritos de ordem que encontrei a nova música do Tom Zé. Crua e linda. Não é a primeira vez que ele aparece aqui, “O Amor é um Rock” está no Set List do blog e “Povo Novo” resume de maneira simples e direta o que tem acontecido nas últimas semanas. Deixando de lado os atos de violência e os aproveitadores que aparecem querendo promover suas causas umbiguistas, “a nossa dor está nas ruas” e já está rendendo bons frutos.

Tom Zé, por sua vez, sempre nos presenteia com canções cheias de brasilidade, críticas e reflexões. Tem amor, guerra, rock, música popular e inspiração. É um bom (e antigo) jeito de protestar.

Lá no início dos anos 2000 ele lançou o “Imprensa Cantada 2003”, que eu só fui ouvir em 2007 ou 2008, mas me arrebatou como se fosse a última novidade do mundo da música. Aliás, o disco também vale nesses tempos de manifestos pacíficos e nem tão amigos assim.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

O mês de junho foi marcado pelo lançamento do single “Merry-Go-Round”, da Fire Department Club. Criada em Porto Alegre no final de 2009 depois que Meinel, guitarrista, teve a ideia de montar uma banda que fizesse um som diferente do que a cidade estava acostumada, a FDC surgiu com uma mistura diferente de elementos sonoros e composições em inglês. Com riffs precisos, melodias marcantes e um ritmo pronto para a dancefloor, “Merry-Go-Round” mostra a ousadia da banda em uma sonoridade única.

Formada por Meinel Waldow (guitarra), André Ache (vocal/baixo) Gabriel Gottardo (guitarra/synth) e Gui Schwertner (bateria), em 2010 a FDC já tinha metido a cara no cenário independente de Porto Alegre, mas só em 2012 foi que lançou seu primeiro EP, “Colourise”. Depois do lançamento do EP, a banda adicionou o “Club” e a coisa começou a ficar maior, iniciando uma parceria com o produtor Luc Silveira e o selo Soma Records. Após essa parceria, a banda relançou a faixa “Just Fine” (presente no EP) e começou a tocar em casas de shows maiores em Porto Alegre, como Beco e Opinião.

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Foto: Divugação 2013 por Daniel Lacet

“As casas de show têm quase sempre disponibilizado o espaço. O que sinto falta ainda é uma cena forte, aonde as pessoas vão a fim de conhecer novas bandas e fazer essa troca de ideias. A noite tá cada vez mais, como disse um amigo, “som alto, encher a cara e achar um amante””, comenta o vocalista/baixista André Ache.

Influenciada por Wombats, Strokes, We Are Scientists, Incubus, Two Door, Foals entre outras tantas bandas, o próximo passo da FDC será o lançamento de um EP com pelo menos 5 faixas, conta o vocalista/baixista. Os músicos atualmente se encontram em processo de pré-produção e pretendem lançar esse EP até o final desse ano. André também comentou sobre o cenário independente de Porto Alegre e disse que a nova safra de bandas na capital está muito boa: “Existe uma nova safra de bandas daqui muito legal. Não só de POA, mas de toda a região metropolitana. Geralmente reunimos uma ou duas para os shows, fazendo um intercâmbio bacana”, diz o músico.

Sobre o processo de composição, André diz que “o nosso processo é bem variado. Todos trabalham. Às vezes surge de um riff de guitarra, às vezes de uma batida louca do Gui. Por muitas o Gabriel vem com uma ideia de letra e eu crio a melodia e vice versa. Mas, no caso de “Merry-Go-Round”, a letra foi escrita pelo nosso amigo Léo Stein e musicada por mim, no violão mesmo”.

Além da parceria com o Soma Records, a banda lançou o single “Merry-Go-Round” através da Ditto Music, distribuidora de música da Inglaterra. A Dito Music, além de distribuir música em mais de 130 países, possibilita a compra de “Merry-Go-Round” em diversas lojas virtuais como, por exemplo, iTunes, Spotify, Amazon, Deezer e eMusic.

Aqui você pode ouvir “Merry-Go-Round” no SoundCloud. Já aviso que é impossível ouvir só uma vez e é impossível não sair dançando.

Para conferir biografia, fotos, músicas e etc, é só clicar aqui e ir direto para o site da banda.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Os tempos estão mudando, a repressão ainda ta pegando, a galera ta se pronunciando, mas a nossa liberdade não é total, a gente sabe. Não digo só a liberdade do país, que ta querendo nos atar cada vez mais com projetos de leis inacreditáveis, mas a liberdade individual de cada um. Muita coisa nos prende internamente, mas já são tantas as prisões externas que acredito que não devemos cultivar as internas.

Não vou me deter no assunto dos protestos, das leis, da copa, mas tudo isso me levou a pensar em liberdade. Fico pensando por quanto tempo a gente se acorrenta a definições, a escolhas, a identidades. Hall (2006) disse que não existe uma identidade unificada, que “se sentimos que temos uma identidade unificada desde o nascimento até a morte é apenas porque construímos uma cômoda estória sobre nós mesmos ou uma confortadora “narrativa do eu””. Woodward (2000) também falou que a diferença pode ser concebida como princípio da diversidade, heterogeneidade e hibridismo, o que vem a enriquecer as identidades. É lógico que em algum momento isso apareceria no meu texto – estou finalizando um TCC e não leio outra coisa senão estudos sobre identidade, diferença e o enriquecimento cultural que essa mistura pode causar. Mas também não vou me aprofundar (tanto) nesse assunto.

Sendo assim, preciso contar que hoje eu me apaixonei novamente.

Não por uma nova pessoa, mas por uma nova música. A música não é uma mistura, apesar de a intérprete vir de outras raízes. Falando em raízes, lembrei que raízes também podem nos acorrentar. Raízes ou certezas, tanto faz. Eu tenho as minhas, tu provavelmente também tenha as tuas. Eu sou isso, sou contra aquilo, sou a favor disso, só canto esse estilo de música, detesto aquele outro estilo. Isso dá segurança para a gente e para os outros, é muito mais cômodo não trocar de hábitos, não  adquirir outros gostos, não infringir as identidades que os outros já construíram sobre nós, mas eu gosto de pensar, repensar, voltar atrás, ir para o lado, mudar de objetos de estudo e de direção. Também gosto de pessoas assim: pessoas que dão a cara à tapa, pessoas que se atrevem a trabalhar longe da sua zona de conforto, pessoas que não pisam em ovos, pessoas diretas, pessoas confortáveis, sim, mas com situações diferentes. E Pitty me pareceu extremamente confortável cantando “Roda Ciranda” (Martinho da Vila) – tão confortável que fez com que eu me apaixonasse novamente por sua voz. Sua personalidade firme atrelada à malemolência e doçura do samba de Martinho da Vila resultou numa mistura encantadora.

Perceba que eu me perco entre suave, firme, confortável, doce. Bom, tire suas próprias conclusões. Conhecer músicas (e coisas) novas, pensar, ouvir, observar, se atrever – tudo isso já é um ensaio de liberdade. E olha que daqui a pouco vão começar a nos cobrar por esse ensaio de liberdade (tomara que não, entretanto, não ando muito confiante no mundo). Do jeito que a coisa ta, um samba vai bem para alegrar =)

Essa música faz parte do Sambabook, projeto em comemoração aos 75 anos de idade e 45 anos de carreira do Martinho da Vila. Vale conferir, tem uma galera massa.