Archive for the ‘Entrevista’ Category

Natalia Nissen@_natiiiii

Um prato cheio para quem gosta de rock gaúcho e música irreverente, há quase 20 anos na estrada, a banda Maria do Relento se apresenta hoje no Les Paul Rock Pub celebrando mais uma noite de rock. A banda começou em 1994, já  alterou a formação, abriu uma série de shows para os Raimundos e dividiu o palco com grandes nomes do rock nacional. Na bagagem tem até um Prêmio Açorianos de Música. No final da tarde uma coletiva de imprensa foi realizada na Vitrola, os integrantes Ricardo Pêdo (baixista), Jazzner Messa (baterista) e  Guilherme Barros (guitarrista) conversaram conosco e contaram como anda a carreira da banda e falaram sobre o cenário atual da música brasileira.

Foto: divulgação

O último CD foi lançado em 2007, em setembro de 2010 o The Backstage publicou uma nota sobre o lançamento do single “Feiticeira”, música que estaria no próximo disco da banda com regravações de outros grandes clássicos da música brega. Questionados sobre o não-lançamento deste disco, os músicos afirmaram que ele ficou pronto, mas vários motivos fizeram com que ele não fosse parar nas lojas. Além da pirataria, naquela época o ex-baixista dos Titãs, Nando Reis, acabava de lançar o “MTV Ao Vivo – Bailão do Ruivão” um disco com regravações nacionais e internacionais, a Maria do Relento entendeu que um álbum com uma proposta parecida poderia soar como um aproveitamento do sucesso que outro artista já tinha feito.

Outra razão defendida pelos músicos é que depois de 18 anos de carreira uma banda não pode arriscar a frustração de não fazer o sucesso esperado e, na dúvida, a Maria do Relento preferiu guardar a produção e esperar a hora certa de fazer um novo álbum. O single “Farofada Rock and Roll” estará disponível para audição e download em breve, estão produzindo um clipe, mas ainda não há previsão de lançamento de um disco completo. Os integrantes moram em cidades diferentes e o convívio não é intenso como nos primeiros anos de carreira, isso evita o desgaste tão comum em bandas que estão na estrada há muito tempo. A “rotina de ensaios” é basicamente se encontrar alguns dias antes das apresentações e definir os detalhes.

Sobre o atual cenário do rock nacional eles são diretos, Ricardo, o baixista, diz “está uma porcaria” e depois emenda que o cenário está terrível, mas isso não quer dizer que tenhamos uma oferta de bandas ruins. A mídia tem um poder muito grande de massificar a música e fazer com que as pessoas escutem sempre a mesma coisa “você liga a tv e tá tocando sertanejo na propaganda, na novela, depois liga o rádio e é a mesma coisa. Vai numa festa e não toca algo diferente”. Os músicos defenderam que nas pequenas cidades essa relação de massificação através da mídia ainda é um pouco diferente e deixaram um recado para os fãs de rock and roll em Frederico Westphalen “aproveitem esse novo pub, não deixem que ele termine”, ainda disseram que nos pubs podem tocar pagode, sertanejo e até promover stand-up, o importante é dar espaço para o rock and roll também.

Como já é de praxe aqui no blog, perguntamos sobre a relação da Maria do Relento com a internet. A banda mantém a agenda atualizada no site, utiliza o Twitter e, geralmente, quem faz a atualização dos perfis nas redes sociais é outra pessoa, os integrantes acabam interagindo mais com os fãs nos perfis pessoais. Quanto ao download das músicas eles apoiam, garantem que um músico não consegue viver da venda de discos e o fato das pessoas poderem baixar as músicas na internet é muito interessante para a banda.

Para quem ficou curioso, a Maria do Relento se apresenta hoje no Les Paul Rock Pub, os ingressos serão vendidos somente na hora com o valor de R$10.

Natalia Nissen@_natiiiii

Nem só do sertanejo se formam as duplas. O Projeto de Ponta é resultado da essência musical da dupla Cassiano Dal’Ago e Eduardo Alves, eles fazem música inspirada nos sentimentos do cotidiano e afirmam que a participação de outras pessoas será necessária para realizar planos futuros. A música “Chá” já apareceu aqui no Set List do blog no início do ano e amanhã começa a divulgação de “Tardes Frias”.

O duo mistura vários estilos nas músicas. “Chá” tem um naipe de metais, “Tardes Frias” tem bateria, guitarra, violão, piano e órgão em uma formação básica de banda folk. O projeto já tem três músicas sendo preparadas, elas têm sintetizadores, acordeon e harmônica. O próximo lançamento, “Eu em Cena”, volta com os naipes de metais.

A primeira música que fizemos juntos foi a “Chá”. A ideia era criar uma música que falasse de alguma coisa diferente. Fizemos uma espécie de brainstorm, a gente ia falando frases soltas e encaixando na música, excluindo algumas palavras, mudando outras. A “Tardes Frias” é uma composição minha, faz tempo que eu fiz e como o Eduardo gostou da música, decidimos gravar ela. As próximas duas músicas são composições do Eduardo. Ele chegou com as letras prontas também. Os arranjos e melodias a gente cria juntos.

A dupla pretende fazer shows e ver o que acontece, o repertório já conta com nove músicas próprias e algumas ideias de covers. Para que a ideia se concretize é importante que mais pessoas façam parte do Projeto de Ponta (bateria, teclados, baixo, guitarra e mais um vocal), até o final do ano esses ensaios devem acontecer e os shows programados.

A “Tardes Frias” tinha seu lançamento programado para fevereiro, mas novas ideias surgiram para outras músicas e aquela ficou para depois. A próxima música deve ser gravada no mês que vem e terá a participação de Henrique Hilgert nos vocais.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

O “Crowdfunding” é um conceito que, em português, significa “fundo colaborativo”. A cooperação coletiva de pessoas que, por meio de seus recursos e rede de contatos, viabiliza a realização de uma iniciativa. De forma resumida, são pessoas que se unem com um objetivo em comum; realizar um evento. Seja ele qual for, pois a internet, através das redes sociais, acabou facilitando o encontro de pessoas com os mesmos interesses e, consequentemente, identificando as possibilidades de realizar um evento.

Baseado no modelo de “Ingresso-Benefício” Leonardo Leone, 24 anos, idealizou o “Budweiser Indie Festival” com a casa de shows Upper Club, em São Paulo. Abaixo, você entende um pouco melhor sobre do que se trata o evento e como pode participar para que ele ocorra.

The Backstage – Como e quando surgiu a ideia pra fazer o “Vamos realizar?”

Leonardo Leone – A “Vamos Realizar” é uma plataforma de vendas on-line. É preciso recursos financeiros, organização e contato e é aí que a “Vamos Realizar” entra negociando com as pessoas, fornecedores e divulgando a iniciativa nas redes sociais. É uma parceira no evento e eu não tenho vinculo com a empresa.

TB – Pode explicar um pouco o que é o “Crowdfunding”?

LL – O Crowdfunding ou Fundo Colaborativo é uma espécie de evento que é garantido pelos fãs. Existem vários modelos e o que criamos para o Budweiser Indie Festival foi o modelo baseado no Ingresso-Benefício: Precisamos vender 650 ingressos através da nossa plataforma online até o dia 20 de Abril para garantir o acontecimento do festival.

Divulgação

TB – Como funciona a venda dos ingressos e o que acontece caso o evento não se realize?

LL – As pessoas que comprarem esses ingressos ganham automaticamente 4 cervejas Budweiser para consumir no dia do evento além de ganhar direito a participar de sorteios de brindes nos intervalos dos shows. Entre os prêmios sorteados, estão 2 letreiros luminosos de neon da Budweiser. É importante falar que caso a meta de ingressos não seja alcançada, o dinheiro de quem comprou o ingresso é automaticamente estornado sem custos para o comprador. Todas as formas de pagamento são aceitas e é possível dividir o valor do ingresso no cartão de crédito.

TB – É a tua primeira experiência com isso?

LL – Trabalho com produção de eventos desde os 14  anos. O Fundo Colaborativo é um conceito novo no Brasil e ainda não é muito conhecido, mas é uma forma de realizar eventos com boa estrutura, boas atrações e segurança para os contratantes.

TB – Qual é a casa de show? Por que a escolha dela?

LL – O evento será no Upper Club (Próximo ao Credicard Hall). Essa casa tem uma estrutura impressionante, mas sempre foi voltada para o corporativo e social (formaturas e casamentos). Os donos do local decidiram tornar uma casa de shows e me chamaram para dirigir os projetos da casa e o Budweiser Indie Festival é o primeiro que vamos realizar.

TB – As bandas que compõe o lineup são todas independentes e estão crescendo muito no cenário atual. Como foi a seleção e o contato com elas?

 LL – Quando se fala em Indie Rock no Brasil todo mundo pensa em Cachorro Grande, em Vanguart. Eu frequento assiduamente os shows de rock independente e decidi o line-up baseado na qualidade das bandas, profissionalismo e mídia. São todos meus amigos pessoais há anos, mas o que realmente contou foi o feed back que tive desses shows que vou. Todas as bandas desse line além de terem gravados excelentes discos, são muito boas ao vivo. Quero que o festival seja um Start up para que o indie rock do Brasil cresça e se espalhe. A cena em São Paulo é muito forte e acho que tem potencial para se espalhar para o Brasil inteiro.

 TB – A divulgação na internet é a principal ferramenta de divulgação para o evento. Além deste meio, há algum outro tipo de contato ou informação que você queira deixar para os leitores do blog?

LL – O site www.vamosrealizar.com é o completo. Tem todas as informações do evento além de e-mails e telefones para tirar dúvidas. Estamos divulgando em parceria com as bandas na internet. Converso com os integrantes e todos sempre falam empolgados com o festival, estão ajudando bastante a mostrar que o evento precisa de venda antecipada para ser concretizado.

A estrutura de som e iluminação é excelente e isso também conta, pois a ideia é que o público enxergue as bandas como grandes bandas de rock nacional que são. Ser Indie não quer dizer tocar em pequenos bares para pequenos públicos sempre. É continuar fazendo um som visceral, sincero e impactante. Quanto mais apoio e estrutura as bandas tiverem, melhor o resultado do trabalho deles. A nossa parte, de trabalhar para fazer o evento acontecer, está sendo feita da melhor forma possível. Quem comprar o ingresso-beneficio, além das 4 Budweisers e dos sorteios, não vai se arrepender do que vai ver no dia 11 de maio. Após a venda dos 650 ingressos, será aberto o segundo lote. O valor do ingresso será maior que o lote inicial e não terá direito a consumação ou participação no sorteio. Quem comprar os primeiros ingressos, além de apoiar o evento terá vantagens. Isso não existe em nenhum modelo de Fundo Colaborativo. Criei exclusivamente para o Budweiser Indie Festival.

Natalia Nissen@_natiiiii

Quem mora em Frederico Westphalen já conhece, mas agora o The Backstage Blog vai mostrar um pouco mais sobre a banda que surgiu no final de 2007 em Santa Maria para resgatar os clássicos do rock and roll. Bito Maria (bateria/vocais), Zeh Maria (guitarra/vocais) e Fernandinho (contrabaixo/vocais) são Os Marias, eles fazem show no próximo sábado, dia 10, na Green Lounge na festa de retorno às aulas.

The Backstage – Os Marias começaram a fazer shows para resgatar o rock em Santa Maria. Vocês acham que o rock não está numa boa fase?

Zeh Maria – Não achamos que o rock está em má fase ou sem espaço. Sempre tem lugar pra se ouvir/curtir um rock and roll e pra quem tem banda sempre tem lugares pra tocar rock and roll. Isso é fato. É só ir atrás. O rock perdeu um pouco de espaço com a ascensão de outros estilos que passaram a dividir o espaço dos grandes eventos com o rock and roll. Achamos que o público em geral, talvez, esteja passando por uma má fase, aceitando material sem qualidade e deglutindo tudo sem ter um pouco mais de critério.

Os Marias se apresentam em FW no próximo sábado (Foto: Marcos Piaia)

TB – O repertório dos shows conta com grandes clássicos do rock nacional e internacional. Quando vocês se apresentam em Frederico Westphalen, quais são as considerações feitas em relação a esse repertório? Aqui os shows têm músicas diferentes dos outros lugares?

ZM – Dificilmente repetimos um repertório. É claro que certas canções não podem faltar, pois já são nosso cartão de visitas, por assim dizer, mas procuramos sempre tocar aquelas canções que achamos que podem soar melhor nos lugares que tocamos. Ainda não decidimos o repertório pra Frederico, ele vai ser feito provavelmente no hotel ou no camarim da Green Lounge. Precisamos sentir o clima da festa e da cidade no dia para podermos escolher as canções. Geralmente ocorrem mudanças no setlist no meio do show mesmo.

TB – A banda tem uma agenda intensa de shows. Vocês têm projetos paralelos?

ZM – Fazemos mais de 120 apresentações por ano, é bem puxado, mas muito gratificante. Projetos paralelos não temos, não, trabalhamos nas nossas áreas de graduação. O Bito é medico veterinário e possui uma clínica veterinária aqui em Santa Maria, O Fernandinho é Analista de Sistemas e eu sou Relações Públicas, mas só vivo da música. Conciliamos tudo da melhor maneira possível.

TB – Quais são os planos da banda para 2012?

ZM – Pretendemos manter a média e a qualidade dos shows. Também estamos em um forte processo de composição nesse início do ano e, se tudo der certo, lançaremos muitas músicas novas e talvez um disco completo se o mundo não acabar (risos). Mas o mais importante é que queremos tocar muito, levar o nosso trabalho cada vez mais longe para que cada vez mais pessoas possam nos conhecer.

Iremos assistir ao mestre Dylan em Porto Alegre somente. Em 2008 conseguimos falar com ele em Buenos Aires e tirar fotos. Presenteamos ele com uma camiseta da banda. Uma pena é não podermos exibir nada disso devido aos direitos de imagem (risos).

TB – Bob Dylan faz parte das influências d’Os Marias? E quais outras vocês têm?

ZM – Certamente tem grande influência sobre nosso trabalho. É um grande compositor, talvez um dos maiores de todos os tempos. Toco harmônica em grande parte por causa dele. Seria difícil citar todas as nossas influências aqui, gostamos de muitas bandas, mas acho que o nosso trabalho é muito influenciado pelas nossas vidas, nas experiências que temos, nas pessoas que conhecemos e naquilo em que acreditamos.

TB – Os Marias estão entre as bandas mais queridas do público de Frederico Westphalen, para finalizar, o que o público pode esperar da apresentação no próximo sábado?

ZM – Gostamos muito de tocar em Frederico, somos sempre muito bem recebidos e temos grandes amigos por aí. É um dos lugares mais rock and roll que conhecemos aqui no RS, galera muito receptiva e participativa nos shows. O que podem esperar d´Os Marias é muito volume, dedicação e energia pra executar os clássicos do rock da melhor maneira possível.

Natalia Nissen@_natiiiii

Vera Loca é uma das bandas de rock mais importantes do Rio Grande do Sul e hoje completa 10 anos de carreira. A celebração já começou, a banda está fazendo shows pelo estado, mobilizando os fãs nas redes sociais e continua fazendo sucesso com músicas que contagiam o público desde o lançamento. O nome “Vera Loca” é uma “homenagem” à vizinha que reclamava do barulho que a banda fazia durante os ensaios na sala de um apartamento, mas todos garantem que já está tudo em paz.

Vera Loca completa 10 anos de carreira fazendo shows pelo RS (Foto: divulgação)

Frederico Westphalen já foi palco para a Vera Loca e os fãs sempre pedem o retorno, aqui no The Backstage você confere uma entrevista e fica conhecendo um pouco mais sobre a história da banda formada por Diego Floreio nos teclados, Fabrício Beck no vocal e guitarra, Hernán González na guitarra, Luigi Vieira na bateria e Mumu no contrabaixo.

The Backstage – Como a Vera Loca começou? Desde o início a intenção foi fazer música profissionalmente?

Vera Loca – A Vera Loca se formou em Porto Alegre, mas três integrantes são do interior do estado, temos um argentino na banda e apenas um integrante é de POA. Diego e Fabrício são amigos de infância e desde criança estão no meio da música, assim como Mumu, Luigi e Hernán também, nos encontramos porque temos afinidades musicais, temos o mesmo pensamento e aí se formou a Vera Loca. Sempre trabalhamos com música paralelamente aos estudos. Quando nos mudamos para POA largamos nossas faculdades para nos dedicarmos exclusivamente à música. Nunca brincamos de ter uma banda pois escolhemos a música como profissão, talvez por isso nunca se cogitou desistir.

TB – Quais são as influências da banda?

VL – Ouvimos muitas coisas em comum, como as bandas tradicionais do Rock, Rolling Stones, The Beatles, AC/DC, mas acho que está nas diferenças o tempero do nosso som. Nosso vocalista gosta bastante de bossa nova, Tom Jobim, Ivan Lins, temos o Rock Argentino muito presente na banda, Gustavo Cerati, Fito Paez, Charly Garcia e também bandas mais recentes como Kings Of Leon, The Strokes. Ouvimos muita música.

Fazemos músicas de várias formas. Às vezes alguém chega com a música e letra pronta e arranjamos nos ensaios, mas a maioria das músicas são feitas em parceria entre dois ou três integrantes, ou até mesmo a banda toda. Como todos compõem na banda, nossa dificuldade sempre foi escolher o repertório, um problema bom. Temos músicas já gravadas que acabaram não entrando nos discos que um dia podem aparecer.

TB – Com 10 anos de estrada, teve algum momento/show que marcou muito os integrantes?

VL – Tudo que passamos na música serviu para fortalecer o nosso trabalho, desde os shows no começo da banda, onde ninguém conhecia e não tínhamos muito público até hoje quando estamos vendo todos os nossos shows lotados. Tivemos um show em 2011 que foi especial que foi o Planeta Atlântida, onde uma multidão se mobilizou para ver nosso show, como pode ser visto no youtube. Temos certeza que vai marcar muito os shows que faremos de comemoração dos 10 anos de banda.

TB – A Vera Loca tem uma relação muito forte com os fãs através do Twitter. Como esse contato acontecia antes da popularização da rede social?

VL – Sempre nos achamos um pouco atrasados nesse sentido no começo da banda. Quando começamos a nos dar conta da importância disso, entramos a fundo nesse meio.  Mas sempre tentamos atender a todos de forma individual, valorizando bastante aqueles que gostam do nosso trabalho, logicamente cada vez mais se torna impossível fazer isso com o crescimento do público, mas tentamos dar toda atenção possível, sem mandar recados através da produção da banda. Nós mesmos abastecemos esses meios. Antes das redes sociais esse contato era apenas direto nos shows e ainda tentamos fazer o máximos que conseguimos.

TB – E qual o posicionamento da Vera Loca em relação ao download de músicas na internet?

VL – Queremos que as pessoas conheçam nossas músicas. Isso vem em primeiro lugar. Hoje vendemos muitos discos, pois as pessoas que gostam do trabalho não abrem mão de ter o disco físico. Vendemos muito nos shows e também na loja do nosso site.

TB – O The Backstage Blog nasceu em Frederico Westphalen, vocês já fizeram show lá e a galera sempre pede para a banda voltar. Alguma previsão de show para a cidade ou região? A organização da Expofred mencionou o interesse em levar a Vera Loca para se apresentar na festa.

VL – Fizemos um show em Frederico que foi histórico pra gente, pois na época era um dos lugares mais longes que estávamos indo. Ficamos pensando, será que conhecem nossa música por aqui? Quando subimos ao palco foi inacreditável o reconhecimento do público, além do local estar lotado, quase todas as pessoas que estavam no local cantavam todas as nossas músicas. Então após esse show, que faz bastante tempo, Frederico é uma das cidades que mais pedem Vera Loca e a gente sempre costuma dizer que não depende da gente, a pressão tem que ser em cima de quem faz os eventos na cidade. Começou uma mobilização muito grande no twitter para levar a Vera Loca para Expofred. Não sabemos em que pé anda essa situção, pois nossa produção só costuma nos comunicar quando o show está 100% fechado. Então ficamos na torcida. Certamente se ocorrer esse show, será a prova que a voz do povo é a voz de Deus (rsrs)!