Amanhã é noite de rock e, especialmente, para aqueles que sempre pedem “toca Raul”! O Les Paul Rock Pub vai ceder o palco para a apresentação do melhor cover de Raul Seixas do Brasil. Para quem quer aproveitar a noite com mais conforto, é só reservar uma mesa (mas tem que chegar cedo porque ela só fica “guardada” até às 23:15h). O Les Paul também está com uma promoção para os clientes, serão sorteados quatro ingressos para o show do Black Label Society em Porto Alegre no dia 21 de novembro. Para concorrer é só ir ao pub e deixar telefone de contato na comanda, quanto mais festas, mais chances.
A primeira etapa do VMB tá aí: os primeiros cinco colocados serão classificados para a próxima etapa, e aí então concorrerão aos prêmios de Melhor Clipe, Melhor Disco, Melhor Música etc.
Aqui no The Backstage Blog eu vou dar a minha lista (quanta audácia, I know) de indicados em cada categoria – explicando o porquê da minha escolha – e você, leitor, decide se concorda com a minha campanha e vota em seguida em cada link.
Clipe do Ano: Vanguart – Mi Vida Eres Tu Ricardo Spencer é um dos meus diretores favoritos e isso já conta 50%. O clipe narra a fantasia de um guri de 7 anos que sonha em ser um adulto – um beatnik, pra ser mais exata. Kerouac e Bukowski estão presentes no clipe. A contracultura e toda uma geração americana também. Eu sou o guri do clipe, fantasiava com as mesmas coisas que ele. Não é de hoje que digo que o cérebro de Spencer tem um parentesco com o demônio, e eu acho isso lindo. A música, inclusive, é belíssima, assim como todo o disco. Enfim, não tinha como dar errado. Eu sei, o clipe da Fresno é massa. Criolo também é massa, mas eles estão em outras categorias, então em Clipe do Ano eu fico com Vanguart.
Melhor Banda: Agridoce Preciso explicar? Pitty me ganhou (poor thing) em 2003 e desde então já fui a mais de 15 shows. O Agridoce é a multiplicação dos pães de Jesus Cristo, gente (ou do vinho? ou do peixe?). O que eu quero dizer é que é uma banda massa procriando e trazendo à tona outra banda massa. Pra não encher o saco e deixar esse post gigante, você encontra minha opinião e o motivo de eu escolher o Agridoce como Melhor Banda aqui, aqui e aqui.
Artista do Ano: Agridoce
Eles se livraram de todas as amarras e estão trabalhando na turnê do disco homônimo. Enfrentam grandes e pequenos públicos, muitos curiosos, alguns preconceituosos que ainda insistem em pedir que Pitty volte a ser punk-rock-hard-core-sabe-onde-é-que-faz e coisas do gênero. Pelo disco, pelo DVD, pelos shows, pela coragem em nadar contra a corrente, Artista do Ano.
Hit do Ano: Agridoce “O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você”
Quem nunca cantarolou esse refrão que atire a primeira pedraaaa-a-a (sorry, I can’t help it).
Melhor Artista Feminino: Rita Lee Eu não acredito que Rita Lee se importe com esse tipo de premiação, mas, pra mim, ela é o melhor artista feminino. Rita Lee solidificou uma carreia brilhante em seus 60 e poucos anos de vida, o “Reza” é um baita disco, ela continua sendo genial, inteligente e linda. Ela é a RITA LEE.
Melhor Artista Masculino: Criolo Simpatizo com ele. Conheço apenas “Não existe amor em SP”, confesso, mas ele me parece um grande artista. Bom, essa é uma categoria que eu não tenho tanta certeza assim. Também tenho uma simpatia muito grande pelo Seu Jorge, então sei lá, sou café-com-leite aqui.
o Cascadura lançou recentemente o “Aleluia” e já concorre a Melhor Disco do Ano (Foto: Ricardo Prado)
Melhor disco: Cascadura – Aleluia Nessa categoria eles tentaram acabar comigo. Vivendo do Ócio, Agridoce e Cascadura. Três das minhas bandas favoritas com brilhantes discos recentemente lançados. Se fosse por nome, ficaria com “Boa Parte de Mim Vai Embora”, do Vanguart. Ou “O Pensamento é Um Ímã”. Adoro esse tipo de nome de disco/música. Assim como “Hospício Azul do Sol Poente” e “O Pesadelo é Sempre Maior na Minha Cabeça”. Mas como não estamos falando de nomes e sim de um álbum inteiro, fico com o Cascadura, inclusive por ser a única categoria que a banda concorre. 20 anos de estrada, 4 discos na bagagem. Sou louca pelo Cascadura e o “Aleluia” é genial. Fábio Cascadura é um ótimo compositor, o disco é duplo, é experimental, é de chorar. Não entendo como a banda não é uma das mais famosas do Brasil. Escrevi um rápido texto sobre o “Aleluia” aqui, então não vou estender minha explicação. Adoro “O Pensamento É um Ímã”, mas ele estará representado na categoria abaixo.
Melhor música: Vivendo do Ócio – Nostalgia Porque a música é de arrepiar. Dá saudade da Bahia que eu nem conheço. O arranjo é todo melancólico e nos convida ao deleite da nostalgia – aquele gosto amargo, mas impossível de evitar. (By the way, a banda acabou de lançar o clipe dessa música, também dirigido por Ricardo Spencer).
Melhor Capa: Agridoce Pitty e Martin. Já assistiu o DVD “20 passos”? Tem o embrião da capa do disco lá. O filme do DVD está todo youtube, mas compre pelos extras que são geniais (Arte da capa: Rogério Fires/Otávio Sousa).
Artista Internacional: Katy Perry Não que a categoria me importe, mas eu acho a cantora divertida e curti muito ela no início da carreira. E gosto do “Teenage Dream”. E paro na frente da TV pra ver seus shows cheios de algodão doce e pirulitos gigantes. Vai entender.
No dia 13 de julho de 1985, Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres (Inglaterra) e na Filadélfia (Estados Unidos). O objetivo principal era o fim da fome na Etiópia e contou com a presença de artistas como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.
O Live Aid foi transmitido ao vivo pela BBC para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria no continente africano. 20 anos depois, em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8 como uma nova edição, com estrutura maior e shows em mais países com o objetivo de pressionar os líderes do G8 para perdoar a dívida externa dos países mais pobres e erradicar a miséria do mundo.
Desde então, o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock.
Aqui no blog todo dia é dia de rock’n’roll, mas não poderíamos deixar o dia de hoje passar batido. Então continuando as comemorações do Dia Mundial do Rock e aniversário do The Backstage, temos mais uma presente para os leitores: é o “Grande Presença”, dos Acústicos e Valvulados. A banda que recentemente lançou o “mendigo style” conta que fará quatro shows hoje: três deles em Porto Alegre, no Trio Elétrico do Rock promovido pela Ipanema FM (Mercado Público, Parcão e Cidade Baixa) e à noite em Nova Hartz. Durante toda essa função a banda já vai aproveitar pra gravar o clipe da música “Vulnerável/Inflamável”.
De acordo com P.James, baterista e compositor dos Acústicos, “a pilha da mendigagem vai estar forte, já que a chalaça começa às 13h e deve se estender afú”. Ontem a banda tocou no Festival Marquise 51, com transmissão pela Putzgrila, e amanhã os caras tocam em Urussanga/SC, ou seja, muitos shows pra celebrar uma data tão importante.
O último clipe da banda foi lançado há menos de dois meses e foi um grande sucesso: todos começaram a aderir à moda do rock mendigo e divulgar esse estilo tão peculiar.
“Já ouvimos falar que saiu materia sobre o “mendigo-style” até em revista de moda, por mais estranho que isso pareça, já que é justamente o contrário! Segundo Rafael Malenotti, nosso canário-porta-voz, a moral é “seguir levantando a bandeira do Rock, nem que pra isso a gente precise mendigar!” Outra tese acadêmica-de-boteco diz que o Rock Gaúcho é tipo um mendigão na porta duma festinha de 15 anos. Quando o segurança se distrai, ele entra e afana umas coxas de frango e uma champagne. Em seguida, já é mandado de volta pro lugar dele, rolando na sarjeta. Chalaças à parte, não é nenhuma invenção, é só uma conclusão de quem vive o dia-a-dia do roquenrou brazuca” (P.James)
Então para concorrer ao “Grande Presença” é só twittar o seguinte:
Não esqueça de twittar o link final do sorteio e seguir os dois perfis. Perfis criados exclusivamente para participação em promoções serão desclassificados. O sorteio será dia 20/07. Boa sorte!
Ao contrário da Deusa mitológica que transformava em pedra quem olhasse diretamente em seus olhos, a chapecoense Medusa agitou – e muito! – a última noite do mês de junho no Les Paul Rock Pub.
Formada por Juliano Backer (guitarrista), Luiz da Costa (vocalista, guitarra base), Marcos (baixista) e Zumbaide (baterista), a banda com pouco mais de meio ano se uniu pela vontade de tocar Hard Rock. Luiz da Costa, vocalista da banda, mantém o projeto “Jack Louis” desde 2007 e então começou a sentir a necessidade de montar um time mais forte e mais rock, já que na Jack Louis ele faz um som mais acústico.
– Todos já têm experiência no ramo e decidimos unir isso na Medusa, completou o vocalista.
A banda ainda está produzindo o material de divulgação, tanto que eles ainda nem tem Facebook ou MySpace. A Medusa também é conhecida como New Jacks, já que veio de uma necessidade anterior da Jack Louis.
O efeito da apresentação dos caras foi tão positivo que, durante o show, o sócio-proprietário Crystian Graffitti já confirmou que em agosto a banda tocará novamente no Les Paul. Nem os problemas com a falta de água no local, ou as falhas no amplificador do baixo foram suficientes para diminuir a empatia que a banda causou na plateia durante as 20 músicas executadas.
A Medusa tem meio ano de banda e está preparando seu material de divulgação (Foto: Carol Govari Nunes)
Falando em músicas executadas, o set list fugiu completamente do “de sempre”, explico: nada de “Amigo Punk” e “Não Sei”, por exemplo. Aliás, nada de música nacional. A Medusa mandou ver no AC/DC, Rush, Foo Fighters, versões mais pesadas de Beatles, Michael Jackson e Creedence, entre outros clássicos e encerrou com um Rage Against The Machine que fez todo mundo pedir bis. Não é pra menos que Zumbaide estourou a correia da caixa e o bumbo da bateria. Também ainda não descobri como o Juliano não bateu a cabeça nos amplificadores suspensos no teto, porque o cara pulou enlouquecidamente durante todo o tempo. Mas é o que eu sempre digo: Deus protege as crianças, os bêbados e os roqueiros. Amém.
Um prato cheio para quem gosta de rock gaúcho e música irreverente, há quase 20 anos na estrada, a banda Maria do Relento se apresenta hoje no Les Paul Rock Pub celebrando mais uma noite de rock. A banda começou em 1994, já alterou a formação, abriu uma série de shows para os Raimundos e dividiu o palco com grandes nomes do rock nacional. Na bagagem tem até um Prêmio Açorianos de Música. No final da tarde uma coletiva de imprensa foi realizada na Vitrola, os integrantes Ricardo Pêdo (baixista), Jazzner Messa (baterista) e Guilherme Barros (guitarrista) conversaram conosco e contaram como anda a carreira da banda e falaram sobre o cenário atual da música brasileira.
Foto: divulgação
O último CD foi lançado em 2007, em setembro de 2010 o The Backstage publicou uma nota sobre o lançamento do single “Feiticeira”, música que estaria no próximo disco da banda com regravações de outros grandes clássicos da música brega. Questionados sobre o não-lançamento deste disco, os músicos afirmaram que ele ficou pronto, mas vários motivos fizeram com que ele não fosse parar nas lojas. Além da pirataria, naquela época o ex-baixista dos Titãs, Nando Reis, acabava de lançar o “MTV Ao Vivo – Bailão do Ruivão” um disco com regravações nacionais e internacionais, a Maria do Relento entendeu que um álbum com uma proposta parecida poderia soar como um aproveitamento do sucesso que outro artista já tinha feito.
Outra razão defendida pelos músicos é que depois de 18 anos de carreira uma banda não pode arriscar a frustração de não fazer o sucesso esperado e, na dúvida, a Maria do Relento preferiu guardar a produção e esperar a hora certa de fazer um novo álbum. O single “Farofada Rock and Roll” estará disponível para audição e download em breve, estão produzindo um clipe, mas ainda não há previsão de lançamento de um disco completo. Os integrantes moram em cidades diferentes e o convívio não é intenso como nos primeiros anos de carreira, isso evita o desgaste tão comum em bandas que estão na estrada há muito tempo. A “rotina de ensaios” é basicamente se encontrar alguns dias antes das apresentações e definir os detalhes.
Sobre o atual cenário do rock nacional eles são diretos, Ricardo, o baixista, diz “está uma porcaria” e depois emenda que o cenário está terrível, mas isso não quer dizer que tenhamos uma oferta de bandas ruins. A mídia tem um poder muito grande de massificar a música e fazer com que as pessoas escutem sempre a mesma coisa “você liga a tv e tá tocando sertanejo na propaganda, na novela, depois liga o rádio e é a mesma coisa. Vai numa festa e não toca algo diferente”. Os músicos defenderam que nas pequenas cidades essa relação de massificação através da mídia ainda é um pouco diferente e deixaram um recado para os fãs de rock and roll em Frederico Westphalen “aproveitem esse novo pub, não deixem que ele termine”, ainda disseram que nos pubs podem tocar pagode, sertanejo e até promover stand-up, o importante é dar espaço para o rock and roll também.
Como já é de praxe aqui no blog, perguntamos sobre a relação da Maria do Relento com a internet. A banda mantém a agenda atualizada no site, utiliza o Twitter e, geralmente, quem faz a atualização dos perfis nas redes sociais é outra pessoa, os integrantes acabam interagindo mais com os fãs nos perfis pessoais. Quanto ao download das músicas eles apoiam, garantem que um músico não consegue viver da venda de discos e o fato das pessoas poderem baixar as músicas na internet é muito interessante para a banda.
Para quem ficou curioso, a Maria do Relento se apresenta hoje no Les Paul Rock Pub, os ingressos serão vendidos somente na hora com o valor de R$10.