Archive for the ‘Rock’ Category

Natalia Nissen@_natiiiii

Na noite da última sexta-feira, 12, o Les Paul Rock Pub foi o palco da oitava edição do festival Na Mira do Rock. Quatro bandas se apresentaram enquanto fãs de rock e heavy metal lotaram a casa e curtiram uma noite intensa de festa.

Por volta das 23 horas, o organizador do evento, Luiz Carlos Nunes – Fuga –  subiu ao palco para iniciar os trabalhos. Ele agradeceu a presença das pessoas que vieram de outras cidades, como Chapecó, Crissiumal, Ijuí, Iraí e Santo Ângelo, e questionou a falta do público frederiquense que tanto diz gostar do estilo de música. “Tem gente que compra camiseta de banda pra impressionar os outros, são posers, quando há uma festa de puro rock and roll não comparecem”, destacou.

Datavenia abriu os shows da noite (Foto: Natalia Nissen/ arquivo)

Quem abriu os shows do festival foi a vencedora da seletiva do Na Mira do Rock, Datavenia, tocando por quase uma hora. No repertório covers de Metallica, Motörhead, e as músicas próprias “Bang Your Head” e “Strange Zone”.  Depois foi a vez da banda Eternal Flame (membros da Excellence e Iron Cover), de Ijuí, levar o público ao delírio, com covers de Iron Maiden e direito a roda punk e muitos agradecimentos por parte da própria banda.

Em seguida, o powertrio Rinoceronte, de Santa Maria, apresentou suas canções e mostrou que é possível fazer boa música com pegada mais pesada e letras em português. Já a Encéfalo, de Fortaleza/CE, encerrou a noite com chave de ouro. A banda lançou neste ano o disco “Slave of Pain”, com influências de Sepultura e Slayer, entre outros conhecidos nomes do metal.

A próxima edição do festival, em 2013, deve ser ainda melhor, como afirmou Fuga: quem sabe com uma atração maior, não desmerecendo as bandas daqui que estão fazendo uma grande festa.

 

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Motivados por exemplos bem sucedidos de amigos que tiveram seus projetos financiados, a Sabonetes (relembre alguns posts sobre eles aqui) entrou no esquema do Crowdfunding, o fundo colaborativo que, por meio de recursos e contatos, viabiliza a realização de uma iniciativa. Bandas como a Banda Mais Bonita da Cidade, Banda Gentileza e Apanhador Só, só para citar alguns, financiaram seus projetos no Catarse, uma plataforma aberta a qualquer projeto artístico. Até dia 30 de outubro, a banda precisa arrecadar R$40 mil para concretizar o objetivo.

A banda precisa de R$ 40 mil para gravar seu segundo CD (Foto: Gabriel Azambuja)

De volta à vida independente, Wonder Bettin, guitarrista da banda, contou que eles estavam tão acostumados a cuidarem de suas próprias coisas que ficou estranho essa terceirização. “Passamos tanto tempo cuidando de nossas músicas e de nossos assuntos que não nos acostumamos mais a terceirizar essas coisas. A vida na major não estava sendo prolífica pra nenhuma parte, então resolvemos voltar à vida independente por acordo mútuo”.

Com a agenda lotada até o final do ano, os caras já tem 20 músicas prontas para a gravação do CD e tudo segue num ritmo frenético: “A gravação será em novembro, dezembro vai pra fábrica, em janeiro devemos lançar o primeiro clipe e logo na sequência o restante do álbum”, comenta o guitarrista.

Wonder também disse que eles estão achando incrível a receptividade do público quanto ao projeto. Para entender melhor, o esquema funciona da seguinte forma: as pessoas estão se unindo com um objetivo em comum, que é gravar CD da banda. E quem apoiar a ideia, além de ajudar na gravação, ganha CD, DVD, botton, camiseta e até cabelo do baixista da banda. Acha pouco? Eles até cozinham pra ti, se essa for a tua vontade.

Para apoiar essa bela causa é só entrar no Catarse.me, ler a divertida descrição dos valores e ajudar a financiar o disco. Depois não vale reclamar que o rock brasileiro tá acomodado.

Clipes, agenda, fotos, contatos e etc da banda você encontra no site oficial.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Neste sábado, 15, a banda Cartolas se apresenta em Frederico Westphalen. Há quatro meses parada, a Green Lounge reinaugura seu espaço e comemora 3 anos de grandes e comentadas festas. Para essa comemoração, a banda principal da noite vem de Porto Alegre com dois CD’s na bagagem e preparando um novo disco para lançar ainda esse ano. Por e-mail – e um e-mail bem engraçado, diga-se de passagem, porque virou um chat entre os integrantes – os músicos da banda responderam várias perguntas ao The Backstage e garantiram que quem for ao show amanhã vai conferir todos os antigos e novos sucessos da banda, além de versões esdrúxulas do rock’n’roll.

Confere aí:

Com dois discos na carreira, a banda pretende lançar um disco, single e clipe novo ainda nesse semestre (Foto: Rômulo Lubachesky)

The Backstage: Quando vocês iniciaram a banda?

Cartolas: A banda começou com o André e o Otávio (nosso ex-baixista), que são irmãos. Os primeiros shows da banda foram em 2005.

TB: Quais as principais influências?

C: Beatles, Franz Ferdinand, Supergrass, Chico Buarque, cerveja, Oasis, Machado de Assis, Strokes, The Kinks, relacionamentos e por aí vai.

Essas são as principais influências que nós 5 temos em comum. O André andou fissuradão em Marvin Gaye e adora o “The Suburbs” do Arcade Fire, o Preza e eu [Pedro] adoramos soul (Tim Maia, Stevie Wonder, Otis Redding, Stax/Motown…), o Melão manja de The Doors, samba e jovem guarda e o Mariano adora Queen e Arctic Monkeys.

TB: O que vocês têm ouvido ultimamente?

C: Na van, temos ouvido Sharon Jones & The Dap-Kings, Supertramp, o mais recente [e, infelizmente, também último] dos Beastie Boys (“Hot Sauce Committee part 2”), Lalo Schifrin, o “By The Grace of God” dos Hellacopters, o “First Band on The Moon” dos Cardigans, O “The Love Below” do Outkast, Sondre Lerche, Pizzicato Five, Mike Viola… Um pouco de tudo.

TB: Como vocês enxergam o atual cenário musical das bandas independentes? Sabem palpitar sobre o domínio do sertanejo e o sumiço do rock nas rádios?

C: Bom, podemos dizer que não tá fácil pra ninguém. Quanto à segunda pergunta, acho que sempre tem a onda do momento, que no momento infelizmente é esse gênero particularmente artificial de musica sertaneja.

TB: Quais os principais trabalhos da banda? Vem single novo por aí?

No site da banda, você faz o download dos dois discos, além das letras e cifras das músicas (Foto: Rômulo Lubachesky)

C: Temos dois discos lançados. “Original de Fábrica”, de 2007, e “Quase Certeza Absoluta”, de 2010. Sim! Vem single, clipe E disco novo por aí! Oba!! O álbum ainda não tem nome, mas o primeiro single deve sair em duas semanas e se chama “Um Segundo”.

TB: Vocês tem dois CDs. Como foi o processo de gravação deles?

C: Um bem diferente do outro. O primeiro foi gravado no Rio de Janeiro, na Toca do Bandido (um baita estúdio fundado pelo “Late Great” Tom Capone), e produzido pelo (Carlos Eduardo Miranda. A gravação desse álbum foi prêmio de um festival nacional de bandas que nós vencemos em 2005. O segundo foi produzido pelo Ray-Z (Produtor paulista erradicado no RS, ex-Jupiter Maçã, Os Ostras e RPM!). Fizemos a pré-produção (arranjos das músicas e gravação de demos) em um sítio em São Francisco de Paula e gravamos em Porto Alegre. Para o próximo, estamos bolando um projeto de financiamento coletivo (vulgo Crowdfunding), que é um lance muito legal. Aliás, quem quiser sugerir alguma recompensa maluca, ainda dá tempo de dar um grito lá na nossa página do Facebook.

TB: O que o público frederiquense pode esperar do show de vocês aqui na cidade?

C: Um show QUENTUXO. Questão de hora e meia de agito, com todos os nossos sucessos e mais alguns covers que a gente curte. Como diria o Preza, nosso vocalista: “Um histerismo louco – Isso é Tremendo”!!!

Natalia Nissen@_natiiiii

No sábado, 1º, aconteceu a seletiva para o festival Na Mira do Rock, que será realizado no dia 12 de outubro, em Frederico Westphalen. A Datavenia foi selecionada pelos jurados entre um time com outras três bandas: Denfor (Palmeira das Missões), Gim.(set) (São Miguel do Oeste) e  Soul’s of Fate (Palmeira das Missões).

A galera de Palmeira das Missões foi tão bem organizada que lotou um ônibus e três carros para vir a FW torcer e curtir a festa. O público prestigiou apresentações de, aproximadamente, meia hora para cada grupo. E no final, a banda selecionada ainda voltou ao palco para tocar mais algumas músicas e deixar todo mundo ansioso pelo festival em outubro.

No repertório da Datavenia teve Metallica, Motörhead, Pantera e o single Bang Your Head. O vocalista, Guilherme Busatto Mello, disse que a banda vai fazer uma enquete para definir algumas músicas que serão apresentadas no Na Mira do Rock. A organização do festival vai trazer outras três bandas para tocar na noite, uma do Ceará, e outras duas do Rio Grande do Sul (Santa Maria e Ijuí).

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Acabo de inventar uma categoria nova aqui no blog: a música do dia (funcionava algo parecido no nosso Set List, mas ele está temporariamente aposentado). Só quem tem um blog sobre rock no interior sabe o que é sofrer com a falta de pauta. Às vezes elas até surgem, mas com o tempo tornam-se repetitivas, e não é isso que queremos.

Música é uma das mais belas artes no mundo inteiro – e a minha preferida, se é que restava alguma dúvida. Impressionante como a identificação com certos sons se torna intensa na nossa mente como, por exemplo, “Tendo a Lua”, dos Paralamas do Sucesso, que fez do meu dia muito mais nostálgico. Na verdade, tudo começou com um “desaba guarda-roupas” que me fez tirar várias roupas para doar e uma caixa de papéis que eu trago comigo há uns 10 anos. Tira papel, rasga fotos perdidas, lê, ri, se espanta, lembra, guarda o que ainda vale a pena ser guardado e aí surge o pensamento de “pô, tô jogando tanta coisa fora…”. Automaticamente essa música veio à minha cabeça e continuou fazendo todo o sentido durante a estrofe: “eu vi o meu passado passar por mim / cartas e fotografias, gente que foi embora / a casa fica bem melhor assim”.

Jogo coisas fora com a ilusão de expurgar os registros de ocorrências que habitam meu cérebro, o que nem sempre funciona. Mesmo assim, continuo jogando muita coisa fora. Doo roupas que não me servem, rasgo escritos antigos, corto relações com pessoas que não me acrescentam e faço isso pelo fato de concordar com o que meu professor de Psicologia da Comunicação disse, certa aula, no tempo em que estive estudando em Portugal, sobre a necessidade de podar galhos estragados para que novos e saudáveis possam crescer. Hippie, mas verdade. Aliás, algum filósofo não falou sobre isso? Perdoem minha ignorância filosófica, são 3 da manhã e como de costume eu estou cheia de pensamentos e nada muito focado, então quem sabe seja delírio da minha cabeça.

Falando em delírio, é lógico que o céu de Ícaro, céu dos mitos e do trágico, tem mais poesia que o de Galileu, o astrônomo e físico cheio de satélites e telescópios. Prefiro a audácia de Ícaro ao se jogar ao sol, mesmo seu pai tendo avisado que o calor poderia queimar suas asas, do que a exatidão de Galileu. De física eu entendo lhufas, mas de querer ver mais distante mesmo sem saber voar, meu amigo, toca aqui. Se a casa fica realmente bem melhor assim eu descubro com o tempo. Minha síndrome de esquilo volta e meia me assombra, então quem sabe surja alguma música de arrependimento por ter jogado essas coisas fora. Enquanto isso, segue o link da belíssima canção: