Archive for the ‘Rock’ Category

Carol Govari Nunes@carolgnunes

No dia 10 de Março, Best Intuition, o novo EP do Fire Department Club, entra no ar nas principais plataformas mundiais, como iTunes, Spotify, Deezer, Rdio, entre outras.

A banda lança seu novo EP no próximo mês (Foto: divulgação)

Produzido por Luc Silveira, Best Intuition apresenta a dualidade da banda em suas composições. O EP abre com “Never Learn (Best Intuition)” onde o upbeat característico do FDC dá espaço a uma batida mais suave e sofisticada que se mescla com o clima positivo de “Let It Roll”. Na faixa “Fall From Grace”, é a faceta sombria e pesada da banda que fica evidente. Mas é em “Pitfall” que o Fire Department Club vai mais longe. A primeira música de trabalho do EP, conta a história de um executivo preso em sua própria armadilha em busca de dinheiro e sucesso. ”Pitfall” vem acompanhada de um lyric-video criado pela BC Motion. Com Direção e Animação de Bernardo Assis Brasil e Céu Boa Nova, o vídeo mostra a banda em um visual retrô 16-bits que remete ao game homônimo dos anos 90, incluindo elementos e cenários comuns ao cidadão porto-alegrense.

Sobre a banda

Desde o lançamento do primeiro EP, Colourise, em 2011, o Fire Department Club tem seu trabalho reconhecido pelo público e crítica. Com composições ousadas para o mercado brasileiro, o álbum viajou um longo caminho até Los Angeles, onde chamou a atenção do Produtor Musical Luc Silveira. A parceria logo começou a tomar forma. Em 2013, dessa união nasceram os primeiros singles Merry-Go-Round” e “Love Reconnected”. Lançados em mais de 130 países pelo selo do Estúdio Soma, em conjunto com a Ditto Music, da Inglaterra, o Fire Department Club foi recebido com grande entusiasmo pela imprensa especializada. FDC foi escolhida como uma das Top21 novas bandas brasileiras e gravou um especial acústico para o seleto “Club NME Sounds” em São Paulo, junto de outros quarto artistas da nova geração do Rock Brasileiro. O website www.one41.tv de Nova York foi mais longe e descreveu a banda como, “Brazil’s hidden jewel…”.

Abaixo, o Lyric-video de “Pitfall”:

Contato:
Silverlast Productions
USA: +1 (310) 567-7992
Brazil: +55 (51) 9153-2889
silverlastmusic@gmail.com

Os textos mais lidos de 2014

Posted: 31/12/2014 in Rock

O ano está acabando e, como de costume, temos os textos mais lidos do ano, segundo as estatísticas do WordPress.

Abaixo, o link dos dez posts mais visitados em 2014.

Que 2015 seja um ano de ótimos discos, muitos shows, clipes, livros, documentários, músicas e pautas interessantes. Feliz ano novo!

  1. Viver parece mesmo coisa de insistente: Pitty e suas SETEVIDAS
  2. Pitty no Opinião: o lançamento do disco SETEVIDAS
  3. Costa do Marfim: a casca quebrada da Cachorro Grande
  4. Mas afinal, o que é que o sertanejo universitário tem?
  5. Agridoce e a diferença entre o abajur e a luminária
  6. Caixa de surpresas do rock: a parceria entre Pitty e Ricardo Spencer
  7. Maria Lúcia: novo pub em Frederico Westphalen
  8. Sobra demônio: Pitty na Inked
  9. Concertos Dana: Cachorro Grande e Orquestra de Câmara da ULBRA
  10. Pe Lanza, a pedrada e até aonde a intolerância pode chegar

Eu queria ser Cássia Eller

Posted: 29/12/2014 in Rock
Etiquetas:

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Foi em 29 de dezembro de 2001 que Cássia Eller nos deixou. Hoje, 13 anos depois, ao lembrar da data, fui tomada por uma sensação de nostalgia que me obrigou a pausar meus afazeres científicos e deixar que essa sensação viesse à tona como ela merece.

Eu tinha 13 anos quando a Cássia morreu. Ela não era só uma cantora com a carreira no auge – ela era, para mim, a maior cantora do mundo. Quem me conheceu na pré-adolescência sabe que eu nem estou exagerando (como geralmente faço aqui no blog), era tudo isso mesmo. Eu sabia tocar todas as suas músicas. Eu tocava o Acústico MTV, lançado no mesmo ano de sua morte, religiosamente todos os dias. Eu tinha um tonante terrível, estava naquela fase de primeira aproximação verdadeira com o violão e as revistinhas de cifras ensinavam a tocar o básico de todas as canções dela. Minha mãe não aguentava mais. O bom é que as revistas, por causa do sucesso do Acústico MTV, acabavam trazendo também músicas de outros discos como, por exemplo, Veneno Antimonotonia, Com Você… Meu Mundo Ficaria Completo, entre outros.

Basicamente, o que eu conhecia de compositores brasileiros no início dos anos 2000 se resumia a Cazuza, Frejat, Nando Reis, Chico Buarque, Renato Russo, Riachão – tudo porque eram os autores das canções que ela interpretava. E como interpretava. Pra mim, ela vai ser sempre uma das maiores intérpretes da música brasileira. Não é tão simples assim pegar a música que outra pessoa escreveu e deixar ela com a tua marca, com a tua impressão, com o teu sentimento.

Eu poderia ficar horas contando tudo o que a Cássia representou pra mim dos meus 10 aos 13 anos; de que forma ela influenciou na minha personalidade, de como eu me sentia acolhida (sim, acolhida – vocês imaginam como é ser um pouquinho diferente, numa cidade de 5 mil habitantes, no interior do Rio Grande do Sul?) quando a via na televisão, de como eu sofri quando ela morreu, mas nada seria suficiente – tamanha sua importância –, então esses parágrafos só esboçam um pouco do que realmente foi.

Apesar da pontuação sofrível e dos erros de português, compartilho, abaixo, um texto que escrevi alguns dias depois de sua morte. Acho ele péssimo (e é, né), mas resolvi postar mesmo assim. Muito antes de sonhar ser jornalista, a escrita já me fazia companhia em absolutamente todas as ocasiões. Esse, sobre sua morte, considero o primeiro que escrevi sobre música. Tenebroso, mas de coração. Se eu passasse a limpo para esconder os erros não seria tão honesto, então posto exatamente como escrevi.

PS: o “Revista Isto É”, no canto direito, abaixo, é um detalhe que hoje acho engraçadíssimo: servia para “se a minha mãe ou alguém pegar, digo que copiei da revista” (santa ingenuidade, hein?). Durante anos, morri de vergonha de tudo que escrevi, então tenho muito manuscrito com assinatura fake. Mas esse fui eu que escrevi, mãe. E tudo que tu encontrar nas minhas gavetas dizendo que é da Capricho, mentira  – nunca li a Capricho -, fui eu que escrevi também.

DSC_0070

Carol Govari Nunes@carolgnunes

No último sábado, 22, o Salão de Atos da UFRGS foi palco para mais uma noite de “Concertos Dana”, dessa vez com a Cachorro Grande. Regida pelo Maestro Tiago Flores, a Orquestra de Câmara da ULBRA fez arranjos lindíssimos para grandes sucessos de todos os álbuns da banda convidada.

DSC01214

Foto: Carol Govari Nunes

O Salão de Atos estava lotado para assistir à apresentação. De tarde, Beto comentou que estava preocupado porque tinha ficado sabendo que a procura por ingressos tinha sido baixa. Eu comentei que também não tinha visto muita divulgação online, e Gross interrompeu minha fala dizendo que tinha visto várias vezes na mídia impressa e na televisão. Talvez isso explique o fato de o local estar cheio de idosos. Eu, acostumada a um público de show de rock, achei que a divulgação tinha sido péssima. Erro meu – o público alvo era outro. E com razão: depois fiquei sabendo que os Concertos Dana são um sucesso há 13 anos, sempre superando as expectativas – inclusive as minhas. Além das pessoas mais velhas, muitas crianças habitavam as cadeiras com expressões curiosas e felizes. Adultos que eu também não costumo encontrar nos shows que vou, ou seja, era um público bem diferente do público da banda e bem diversificado entre si. Acho que era um público dos Concertos Dana, isso sim, mas que gostou muito da Cachorro Grande, pois aplaudiram muito e apreciaram cada minuto do espetáculo.

Houve uma necessidade de a banda se adaptar ao evento: nada de palhetada violenta na guitarra, corda arrebentando, nem baqueta quebrando na caixa. Aliás, as baquetas do Boizinho eram específicas para o concerto (aquelas baquetas pra Acústicos, tipo do Nirvana). Então foi tudo muito bem tocado, bem cantado, com uma interação extremamente gentil com o público e com a Orquestra. E que Orquestra. Criaram arranjos lindos, interessantes, e tudo tocado perfeitamente. Talvez eu tenha ficado tão boquiaberta porque onde eu vou geralmente tem um monte de gente bêbada, gritando e pulando em cima do palco. Confesso que eu já estava mais interessada e apaixonada por violinos do que por guitarras, e muitas vezes fiquei mais vidrada na própria Orquestra do que na banda.

No dia seguinte, conversei com Gross e ele comentou que as baladas foram privilegiadas, além de músicas que eles imaginavam que ficassem legais com orquestra, mas sempre desviando das “pauleiras”. Contou também que a banda ficou muito emocionada quando chegou para o ensaio em Canoas, na ULBRA, na tarde anterior, e os arranjos estavam lindíssimos. Sobre o concerto, disse que foi muito legal e muito louco porque eles estão acostumados a tocar para o público do Opinião, em nightclub, e ali tinha um monte de gente para quem eles nunca tocaram (ou não estão acostumados a tocar).

Disse também que a maior dificuldade foi ter que tocar baixinho, pois eles estão acostumados a tocar muito alto, mas que eles conseguiram fazer o que o Maestro havia dito sobre “segurar a mão para ressaltar o que a Orquestra estava fazendo”.

Então esse foi o lance essencial daquela noite: destacar a música como um todo, não só uma coisa ou outra. Não só a banda. Não só a Orquestra. E eu saí de lá com a impressão de que todos foram muito felizes nisso.

Outras fotos

Vídeo de Hey Amigo

PS: Se você quiser saber um pouco mais sobre o concerto, no blog do projeto CULTPOP tem um relato detalhado da noite.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

ImageProxy

O final de ano da banda de rock Bidê ou Balde está sendo de um ineditismo inédito: entre este final de novembro e começo de dezembro está rolando a sua primeira turnê internacional, com shows no Uruguai, Argentina e Peru. No último final de semana que passou a Bidê encantou nossos hermanos em Montevidéu e Buenos Aires, e nem deu tempo de desfazer as malas para as próximas peripécias. Olha aí a primeira agenda com DDI dos Bidê:

21/11, sexta-feira (já ocorrido)

El Living

Montevidéu (Uruguai)

23/11, domingo (já ocorrido)

Festival Nuestro – Estadio del Bicentenario

Buenos Aires (Argentina)

29/11, sábado

Feira Binacional Brasil-Uruguai do Livro

Jaguarão (Brasil)

5/12, sexta-feira

Cocodrilo Verde – Miraflores

Lima (Peru)

6/12, sábado

II Festival Peru + Brasil – Asociacón Guadalupana

Lima (Peru)

Em Jaguarão (na Feira Binacional do Livro) e no Peru (no Festival Peru+Brasil) haverá também o lançamento internacional do livro “Uns Troço do Só Mascarenhas”, escrito pelo vocalista da Bidê, Carlinhos Carneiro, e recentemente lançado, com estrondoso sucesso, na 60ª Feira do Livro de Porto Alegre, com direito a show histórico da BoB para uma multidão ensandecida que lotava a praça da Feira.

Nesse período a banda também vai estar finalizando seu novo álbum, repleto de participações especiais, encontros inesperados e novidades chocantes, misturando e pondo pra fora de forma musical, um reflexo dessa fase alto astral, criativa e cheia de premiéres que a Bidê está vivendo.

Outra informação importante é: depois do sucesso na Feira do Livro, é chegada a hora do lançamento do livro “Uns Troço do Só Mascarenhas”, psicografado por Carlinhos Carneiro e ilustrado por Carla Barth, na Livraria Cultura (em Porto Alegre), dia 1º de Dezembro. Cola lá!

PS: em respeito à Ame o rock!, que alinha todos os seus textos à direita, o The Backstage também deixa esses bonitos caracteres alinhados dessa forma 🙂