Archive for the ‘Rock’ Category

Acaba de entrar nas principais plataformas mundiais para download e streaming, como iTunes e Spotify, o novo EP do Fire Department ClubHuman Nature.

epO terceiro EP do quarteto de Porto Alegre conserva a energia frenética de seu indie rock já característico, agora, adicionando refrões e sintetizadores ainda mais poderosos. Human Nature é o resultado de meses de trabalho, com a banda imersa em um mundo de referências oitentistas catapultadas por sua evolução musical e a experiência em festivais na América do Norte. As quatro faixas são complexas e diferentes entre si, mas surpreendem pelo tom “pop”. O vocalista André Ache afirma: “São canções fortes, cheias de nuances e elementos ocultos mas que você pode sair cantando junto na primeira ouvida!”.

Com instrumentais gravados no Estúdio Soma em Porto Alegre, e vocais no TDS Studio de Los Angeles, Human Nature tem a assinatura do produtor musical Luc Silveira. A Mixagem, também feita no TDS Studio, é de Tiago D’Errico, e masterização de Dave Locke (Smashing Pumpkins). Entre os colaboradores do projeto estão o artista plástico Patrick Rigon, responsável pela capa de Human Nature, além da escritora e liricista Gisele Firmino, que mais uma vez contribui nas letras da banda.

Clique aqui e escolha onde quer ouvir o novo EP da banda.

Até logo

Posted: 05/10/2016 in Rock

Natalia Nissen@_natalices

Meu último post por aqui foi lá em janeiro e há meses ensaio uma ~ despedida ~. Não é novidade que o blog começou na faculdade e acabou se estendendo, até como forma de desopilar, mas há tempos deixou de ser prioridade para mim. Infelizmente. Sinto por não poder me dedicar ou por simplesmente ter preguiça de procurar algo que realmente vá interessar os leitores. Sendo assim, acho mais que justo deixar as rédeas apenas para a Carol, que tem mais tato para a coisa do que eu. Pelo menos por agora isso é certo. E aqui está uma suposta prestação de contas. Não há rompimento de relação pessoal entre nós, que fique claro, hehe.

Alguns ciclos têm se encerrado e acho que o blog é o próximo, ou já foi e eu fui empurrando com a barriga porque me apeguei e sempre tive muito orgulho de tudo que foi produzido aqui. E ainda tenho, mesmo que eu não seja a responsável por maior parte dessas produções. O The Backstage fez mais um aniversário (já são seis!) e isso prova que deu certo. Conheci muitas músicas e pessoas por meio do blog e também desenvolvi muito do que aprendi em sala de aula. Agora, deixo o espaço para a Carol seguir, e muito bem – tenho certeza.

O ~ último post ~ é só para deixar registrado. Embora eu espero voltar aqui para, quem sabe, contribuir com alguma produção que achar interessante. Eu continuo gostando de música, de rock, de internet e de todas as coisas que rodeiam esse blog que já nos rendeu um prêmio acadêmico, elogios e conversas por aí.

Meu primeiro post, em agosto de 2010 foi sobre uma exposição dos Beatles. O (agora) penúltimo foi sobre uma música dos Autoramas que tem feito o maior sentido desde que a ouvi pela primeira vez. Assim como abstrair tem se feito necessário para muitas coisas na vida, desapegar também é. Então, fica aqui o meu “até logo”.

Continuem lendo o The Backstage e dando feedback para o trabalho que agora vai ser, oficialmente, exclusivo da Carol. Sucesso sempre! E que ainda vejamos muitas novidades, entrevistas e outras cositas boas por aqui. Com a qualidade e a sinceridade que os leitores sempre deixaram claro serem nossos maiores pontos fortes.

Para quem quiser falar comigo, eu dou um ~ até logo ~ por aqui, mas continuo online em outros canais. Facebook / Twitter / Instagram / E-mail. Principalmente se for para contatos profissionais, beijomechama.

Para não ficar só um ~ textão ~, fica um pouco de música também. Direto da playlist do Spotify, um dos meus amores para fazer descobertas e guardar as melhores de sempre de todos os tempos.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

 Quase três meses se passaram desde que Pitty lançou o DVD Turnê SETEVIDAS Ao Vivo, inaugurando uma plataforma onde é possível fazer o download (em full HD!) do show e do documentário “Dê Um Rolê”. Tem também a versão física, claro, onde o público confere, além do show + doc, uma galeria de ótimas fotos que mostram momentos de shows, camarins, viagens de ônibus e tudo o que envolve uma turnê.

13654247_1402395359777371_3157389320106687215_nDirigido e editado por Otavio Sousa – que vem fazendo um ótimo trabalho como diretor desde o videoclipe de “Dançando”, do Agridoce –, “Dê Um Rolê” inicia com uma edição in-crí-vel de “Boca Aberta”, e daí pra frente é correr pro abraço e ficar por dentro de tudo o que acontece quando a banda ta na estrada, seja dentro ou fora do palco. Inclusive, Otavio Sousa conseguiu fazer uma montagem muito bem equilibrada de imagens de palco/backstage, com uma visão que faz com que o espectador se sinta inserido naquele ambiente, seja no cantinho do palco ou em qualquer outra ocasião que assistimos no DVD.

Além de dar voz para os fãs – que contam suas experiências e falam da importância de Pitty em suas vidas e no cenário musical como um todo –, “Dê um Rolê” traz vários pontos interessantes que ultrapassam a ideia de um simples registro de turnê: ele mostra a ligação da artista com o Nordeste – sobretudo com Salvador, sua cidade natal; o cuidado em não se distanciar do pessoal que conheceu na época do underground, tocando sempre que possível em festivais deste circuito; a preocupação em entregar o melhor show para o público, seja na parte da estrutura técnica (a gente pode conferir o trabalho da equipe responsável pela montagem de palco etc) ou colocando mais um músico na (melhor formação da) banda, que é o caso do talentoso Paulo Kishimoto, que toca tudo e mais um pouco, além de cantar muito bem, obrigada.

Em relação ao show, que foi gravado na Audio Club, em São Paulo, e reeditado por Daniel Ferro, destaco o excelente som, a iluminação e as projeções sensacionais (leiam a ficha técnica!) que foram trabalhadas ao longo dos shows.

A turnê SETEVIDAS apresenta claramente a performer que Pitty se tornou – reformatando suas músicas e dando novos significados a elas. Pitty, que até então se destacava, pelo menos pra mim, por ser melhor compositora do que cantora, foi, ao longos dos anos, se reconhecendo no palco, se permitindo, se colocando à prova, testando suas capacidades vocais e performáticas. No show do DVD Turnê SETEVIDAS Ao Vivo é possível perceber o entrelace de diferentes potências (vocais / performáticas / sonoras / visuais) – daí a característica tão marcante desse show.

E “Dê Um Rolê”, o single, consolida a Pitty intérprete: ela toma pra si a letra da música e dá vida a ela. Afinal, uma coisa é cantar, outra coisa é interpretar. De nada adianta ter uma extensão vocal estrondosa e não passar o sentimento da música – o que, claramente, não é o caso visto aqui. Pitty é o amor da cabeça aos pés. Me convence: a vida é boa. Se antes eu comentei que suas composições se ressignificavam em sua voz, agora aponto que “Dê Um Rolê” é, no momento, o melhor exemplo de como músicas de outros compositores ganham novos sentidos em sua interpretação. Na canção dos Novos Baianos, Pitty usou uma pitada (ou um punhado?) da versão genial da Gal Costa: rasgada, enérgica, convidativa – uma lindeza só.

 …

O que será que vem depois do SETEVIDAS? Eu não sei. Só sei que, ao que tudo indica – e pelo andar dessa carruagem que só melhora com o tempo -, a gente não perde por esperar.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

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Nos dias 25 e 26 de agosto (quinta e sexta) vai rolar na Unisinos campus São Leopoldo o simpósio Mapeando Cenas da Música Pop: Cidades, Mediações, Arquivos. O evento é parte do projeto POA MUSIC SCENES, desenvolvido pela Unisinos em associação com a Universidade de Salford, na Inglaterra.

Durante dois dias, serão discutidos diversos temas que envolvem a relação entre música pop, sociedade, memória e experiência. A programação começa na quinta às 14h, com debates sobre as cenas musicais contemporâneas do Rio Grande do Sul e circulação musical em redes sociais. Às 18h30, os coordenadores do POA MUSIC SCENES discutirão os resultados da pesquisa. Às 19h30, haverá palestra da professora Simone Pereira de Sá, da Universidade Federal Fluminense, fechando o primeiro dia.

Na sexta, às 10h, a fala inicial será do professor Michael Goddard, da Universidade de Salford. Ao longo da tarde, será discutida a relação entre cenas musicais e experiência urbana, com trabalhos que enfocam Porto Alegre e cidades como Rio, Goiânia e Berlim. Às 16h30, uma mesa especial reunirá Ticiano Paludo, Frank Jorge, Madblush e DJ Posada, produtores que discutirão as muitas facetas das cenas rock e pop da capital gaúcha.

A entrada no evento é gratuita (aqueles que quiserem certificado terão que pagar inscrição, valor a definir).

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FESTA

Na sexta à noite, é hora de tomar o caminho para Porto Alegre: às 21h, a festa POA/MCR/POA – Panamá (after) Papers, que acontecerá no Panamá Estúdio Pub, na Cidade Baixa, marca o fim do evento, com shows das bandas The Gentrificators e Moldragon, além de discotecagem que reunirá o melhor já produzido em POA e Manchester.

A entrada é franca.

 

 

 

LABTICS

O simpósio marcará também a inauguração do Laboratório de Tecnologias da Informação e da Comunicação da Unisinos, o LABTICS – um moderno espaço com capacidade para sessenta pessoas que, entre outras características, possibilita transmissões via streaming de alta qualidade por meio de três câmeras de alta resolução operadas por controle remoto.

Mais informações pelo site http://www.poamusicscenes.com.br/ ou pelo email portoalegrems@gmail.com

Contato: Ivan Bomfim / (51) 9602-6279 / ivanbp17@gmail.com

SERVIÇO:
UNISINOS – LABTICS

Endereço: Av. Unisinos, 950, Bairro Cristo Rei – São Leopoldo, RS

Telefone: (51) 3591-1122

Email: atendimento@unisinos.br

Panamá Estúdio Pub

Rua José do Patrocínio, 963,

Cidade Baixa – Porto Alegre

Tel: 3030-0814 ou 9881-1007

Carol Govari Nunes@carolgnunes

No segundo semestre de 2014 eu tive um seminário chamado “Creative Industries, Cities and Popular Music Scenes”, ministrado pelo prof. Dr. Michael Goddard, professor visitante da Universidade de Salford (Manchester/UK). A data do trabalho final do seminário coincidia com o show de lançamento do disco Costa do Marfim, da Cachorro Grande, e eu pensei que poderia “sair alguma coisa dali”, já que o seminário (e o projeto POA and MCR Music Scenes) traçava um paralelo entre indústrias criativas de Porto Alegre e Manchester, e o Costa do Marfim me parecia representar isso muito bem.

E, sim, saiu alguma coisa dali. Além do artigo final do seminário, saiu também a minha dissertação de Mestrado. Esse show foi decisivo para isso. E eu nem sabia disso. Fui para o show com o pensamento “vamos ver o que acontece”, com a orientação “coloca o leitor dentro do show”, e acabou que meu procedimento metodológico se voltou para a etnografia e a partir daí eu fui construindo e descontruindo todos os aportes teórico-temáticos em torno do meu objeto de pesquisa. Não vou ficar nesse papo acadêmico, então quem quiser entender como tudo aconteceu, minha dissertação está disponível no repositório digital da biblioteca da Unisinos. Lá, eu conto desde o meu projeto de dissertação, que era sobre o documentário Renato Borghetti Quarteto Europa (sim, tudo a ver), e de como as coisas foram mudando no decorrer da pesquisa (ainda bem).

Este texto é sobre o show que rolou ontem, dia 18, no Opinião, mas primeiro uma rápida contextualização sobre o disco: o Pista Livre marca o momento em que a Cachorro Grande sai de Porto Alegre, fixa residência em São Paulo e assina contrato com a gravadora DeckDisc. A partir daí, 3 discos são lançados pela Deck (incluindo o Pista Livre) e a banda surge com uma sonoridade mais limpa, mais pop e com diversos hits. O disco teve quatro músicas em primeiro lugar nas rádios: “Sinceramente”, “Velha amiga”, “Bom brasileiro” e “Você não sabe o que perdeu”.

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Depois de quase dois anos sem tocar em Porto Alegre, a Cachorro Grande volta com um show em comemoração ao terceiro disco de estúdio da banda (Foto: Carol Govari Nunes)

Enfim, vamos ao que interessa: o show em comemoração aos 10 anos do Pista Livre (na verdade, 11 anos, já que o disco foi lançado em 2005).

Cheguei no Opinião por volta das 19h30min e o bar já estava quase cheio. A Cachorro Grande mantém um público muito fiel em Porto Alegre e arrisco dizer que é uma das bandas gaúchas que mais lota lugares na cidade.

O Pista Livre foi tocado na ordem e na íntegra e teve uma recepção ótima por parte do público. “Você não sabe o que perdeu”, “Sinceramente” e “Velha Amiga” foram cantadas em coro uníssono por todos. Beto comentou da importância de sempre voltar a Porto Alegre, cidade natal da banda, e encontrar os fãs sempre tão ativos no show. Foi uma noite muito quente e de muita interação entre plateia e músicos. Além do Pista Livre, a banda tocou também “Dia Perfeito” (um dos momentos mais bonitos, com a galera cantando acompanhada somente por Pelotas no teclado – e quando Gross entrou ficou mais bonito ainda), “Deixa Fudê”, “Lunático”, “Que Loucura” e “Hey Amigo”.

O show terminou, a banda foi para o camarim, mas o público não se deu por satisfeito e começou a gritar “Mais um! Mais um! Mais um!”. Eles discutiram rapidamente qual música poderiam tocar e decidiram por “My Generation”, do The Who. Nesse momento, Carlinhos Carneiro, da Bidê ou Balde, que estava no backstage, entrou junto no palco para fazer aquelas loucuras que o Carlinhos faz, como correr de um lado para o outro, fazer mil gestos, tocar o que encontra pela frente, animar o público e coisas desse tipo. Você pode ver o vídeo desse momento clicando aqui.

Em síntese, foi um show muito enérgico e com um ótimo repertório. Fui para me despedir “oficialmente” do meu objeto de dissertação (o que, na verdade, não acontece, já que eu ainda estou espalhando alguns resultados da pesquisa por aí) e saí de lá bem satisfeita com o show. Mentira, queria ouvir algumas músicas do Costa do Marfim. Mas ok, fica para a próxima. Ah, e vem disco novo aí! Na dissertação eu o chamo de Picolé (culpem o Edu K), mas o nome oficial é electromod e vai ser lançado em agosto.

Abaixo , o vídeo de Situação Dramática, 11ª faixa do Pista Livre.