Archive for the ‘Lançamentos’ Category

Carol G. Nunes@carolgnunes

Foi em 2002, no Colégio Ipiranga, em Três Passos, que eu conheci Meinel e Guilherme. Os guris sempre foram envolvidos com música, com banda, mas perdemos o contato assim que eles se formaram. Só fui reencontrar o Gui em 2012, em um show do Agridoce, no Opinião, ocasião em que ele me entregou um EP (intitulado Colourise) da sua banda para eu dar pra Pitty. Eu esqueci de dar o EP pra ela, e acabei ficando com ele pra mim.

E foi mais ou menos assim que eu conheci o Fire Department Club: com um EP que nem era pra mim. Mas isso foi suficiente pra eu começar a acompanhar a batalha dos guris na cena independente de Porto Alegre. Adorei a banda e, desde então, consumo tudo o que eles produzem.

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Foto: Flávio Costa (divulgação)

2015 começou agitado e tem se mantido assim: a banda iniciou o ano dividindo o palco com The Kooks e Kasabian, lançou o bem recebido EP “Best Intuition” e assinou com selo californiano Sonovibe Records.  Demais, né?

Na metade desse mês, soube que finalmente a banda embarca rumo às terras norte-americanas para uma turnê de 20 dias. O FDC é atração confirmada no CMJ Music Marathon, em Nova York. O festival, um dos mais importantes eventos de música dos Estados Unidos, é conhecido por revelar artistas importantes (antes do mainstream) como Arcade Fire, Mark Ronson, Justice, MGMT, Vampire Weekend, Kendrick Lamar, Mac DeMarco e tantos outros. A estreia da banda em palcos gringos será no dia 14 de outubro, no Leftfield Bar.

Além dos shows em NYC, o FDC fará apresentações em Los Angeles, onde também finalizará as gravações de seu novo disco, com lançamento previsto para 2016.

Que a turnê seja demais e que eles voltem cheios de novidades para todos que acompanham a banda.

Na fanpage da banda você fica por dentro de todas as novidades.

Natalia Nissen@_natalices

Uma música do dia recém saída do forno, sim senhor! “O melhor do mundo” é o primeiro single do novo álbum do Doutor Jupter – Na Varanda. E se as canções foram gravadas em uma varanda, nada melhor do que ouvi-las num cantinho de casa com toda a atenção que elas merecem. “Vale sorrir, desafinar, desconstruir, depois remontar”.

Segundo a banda, o novo álbum – em CD e Vinil – será lançado esse mês e é o registro ao vivo dos instrumentos acústicos, canções e amigos em noite de festa, numa varanda. É coisa linda de sentir e ouvir. O primeiro single “Noutra Primavera” foi divulgado há duas semanas e a música do dia veio pouco depois. Também vai rolar um mini documentário para mostrar o processo da produção.

Pelas novidades já dá pra ver, o grupo continua fiel ao estilo “rock da roça”, mas mais maduro. Música para ouvir e cantarolar sem parar, de novo e de novo.

As músicas do novo disco foram produzidas por Doutor Jupter, captadas ao vivo e mixadas por Dudu Massonetto e masterizadas no Reco-Master, sob a batuta do mestre Arthur Joly.

Gostou? Há exatos quatro anos rolou entrevista com a banda aqui no blog. E fica a dica para ouvir o primeiro CD, é bom demais também.

Carol Govari Nunes@carolgnunes 

Completando 20 anos, a Arthur de Faria & Seu Conjunto finalmente estreia seu novo show, Música pra Bater de Frente.

O repertório é baseado nas 12 canções inéditas que estarão no sexto disco da banda, em fase de finalização, cheio de convidados especiais e que sai pela Loop Discos ainda este ano.

Depois de quase uma década apresentando o instrumental Música pra Ouvir Sentado, o agora sexteto dá uma nova virada e monta seu espetáculo mais pesado. São exclusivamente canções, com música de Arthur e letras suas e de variados parceiros. Vivos, como o pelotense Luciano Mello, o porto-alegrense Nelson Coelho de Castro, o curitibano Marcelo Sandmann, o paulista/gaúcho Daniel Galera e os argentinos Omar Giammarco e Acho Estol (do grupo La Chicana). Ou mortos (mas vivíssimos), como o inglês seiscentista John Donne, o português Fernando Pessoa (em sua encarnação Álvaro de Campos) e mesmo o poeta provençal Peire Cardenal, que já clamava contra a hipocrisia dos poderosos do século XIII.

Num momento em que o mundo, a cidade e o país passam por tempos difíceis, contraditórios e agressivos, a banda destoa da postura autocomplacente de grande parte da cena nacional num show pé na porta e soco na cara, com videocenário e iluminação pensados junto, valorizando texto e conceito. Mas com pausa até para o lirismo de Trovoa, a belíssima balada de amor maduro de Maurício Pereira (parceiro de Arthur e produtor de Música pra Ouvir Sentado).

 Você já ouviu muitas bandas melhores, você já ouviu muitas bandas piores. Mas você nunca ouviu uma banda como a Arthur de Faria & Seu Conjunto.  Ainda mais na maturidade de duas décadas de vida, e pela primeira vez experimentando com programações e processamentos eletrônicos ao vivo.  Um Maverick envenenado a 120km por hora em direção a um precipício.

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Arthur de Faria & Seu Conjunto é: Adolfo Almeida Jr (Fagote, Flauta Doce e Processadores), Julio Rizzo (Trombone com pedais), Marcão Acosta (Guitarras), Arthur de Faria (Voz, Guitarra, Violão, Teclado), Clovis Boca Freire (Baixo, Programações, Ableton Live) e Jorge Matte (Bateria).

Participações Especialíssimas: Vanessa Longoni (voz) e Paulo Inchauspe (guitarra)
Luz: Osvaldo Perrenoud
Som: Clauber Scholles
Videocenário: Janaína Falcão

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Hoje, 21 de abril, Vaness lança o single “Shooting Star”. A música está disponível no iTunes e Spotify, dentre outros serviços de streaming e lojas virtuais. O single é o primeiro trabalho de Vaness pelo selo do Estúdio Soma.

No sábado, dia 25, a artista gaúcha fecha a semana fazendo a abertura do show da cantora americana Christina Perri, famosa pela música “A Thousand Years”, trilha sonora do filme Crepúsculo. O show acontece em Porto Alegre, no Auditório Araújo Vianna, às 20h.

Sobre a artista

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Imagem: divulgação

Com uma mistura refrescante de “Folk” me “Dream Pop”, Vaness vem criando um burburinho onde quer que apareça. Seja com o videoclipe de “Shooting Star” apresentado no website da banda Coldplay, ou com pocket shows em bares no famoso bairro Greenwich Village, em Nova York.

Em 2011, a cantora e compositora chamou a atenção de Leo Henkin, produtor musical e guitarrista do Papas da Língua. Desde então, suas músicas têm sido destaque em vários filmes e séries brasileiras – incluindo a canção “I Don’t Belong Here” para o filme “Insônia”, dirigido por Beto Souza.

É provável que a cantora lance um EP pelo selo do Estúdio Soma ainda em 2015.

Aqui você ouve o novo single da cantora.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

O que vocês fazem quando precisam respirar? O que vocês fazem quando o trabalho não anda?

Eu, quando não consigo escrever uma linha a mais sequer, quando não aguento mais ouvir a discografia de uma banda para entender sua(s) identidade(s), recorro a outro tipo de arte para respirar e tentar voltar ao trabalho. E escrever sobre isso acaba sendo inevitável.

Então este texto é só para isso: para respirar. Não vou pensar, não vou analisar, não vou entrevistar ninguém. Ando exausta de só pensar, pensar, pensar, pensar e muitas vezes me preocupo se vou conseguir assistir a um show, a um clipe, a um documentário – qualquer coisa – sem analisar cada detalhe. É infernal. Mas eu não quero falar sobre isso. Eu quero falar sobre reações, sobre sentimentos.

Eu quero falar sobre o clipe de “Um Leão”, da Pitty, dirigido por Ricardo Spencer. Quando eu soube que havia sido gravado, em uma conversa com o próprio diretor, o assunto passou batido. Naquela época eu já não queria muito saber. Imaginar é mais interessante do que saber. Falávamos sobre o The Charles Bukowski Tapes, seus atuais projetos, minha pesquisa, sonhos, Barcelona, assuntos que não se cruzavam (mas faziam todo sentido) e nossa conversa foi interrompida pela necessidade de fazer carinho em Yuki, seu cão de 13 ou 14 anos. Quando o clipe foi lançado, tive o impulso de enviar uma mensagem pra ele, perguntando sobre a gravação – afinal, ainda tenho alguns resquícios do jornalismo e sou terrivelmente curiosa –, mas não mandei. Escrevi, apaguei. Escrevi umas três vezes e apaguei. Decidi ficar com a arte por si só, sem esmiuçar nada. Sou obcecada por behind the scenes, entrevistas reveladoras e sempre quero saber como tudo aconteceu. Dessa vez, não.

Dessa vez, só a sensibilidade do olhar de Spencer, só a performance de Pitty, só as câmeras nervosas, só a fotografia brutal: só o clipe. Bicho solto, fora da jaula – sem domador. Ele começa calmo, meio que reconhecendo o habitat. A gente quase não vê o bicho terminar um movimento inteiro. Muitas vezes, não vemos o seu rosto, pois as imagens são desfocadas. Limpo a tela; não adianta. Há um jogo de contraluz que cega. Um contraste que instiga. Sombras. Eu tento caçar; não pego nada. O bicho não para. Ele vai, volta, gira – me tonteia com sua dança. Nada desacelera. Cerro os punhos, meu sangue ferve. Me concentro, mas ele foge. Foge o tempo todo. Não há nem como tentar adestrá-lo. Ele brinca com movimentos, provoca, não tem pudor. Penso em emboscadas, mas ele não cai – é muito ágil e sabe o que está fazendo. O delicioso sabor da perseguição, a respiração ofegante, a excitação. Em sintonia com a natureza, a arte vira um organismo vivo em movimento contínuo. Ator, acreditador. Começo predador, termino presa. Aqui, “Um Leão” não arranhou: foi golpe fatal.