Archive for the ‘Rock’ Category

Natalia Nissen – @_natalices

Essa semana recebi um e-mail (pelo menos um que não falava de polícia) e fiquei curiosa para participar do evento… pena que é durante a semana e de tarde. Para quem trabalha fica difícil né #ficadica.

O Sistema Fecomércio-RS/ Sesc promove a Oficina de Produção Musical e Gestão de Carreira Independente, na quarta-feira (15), no Teatro do Sesc em Lajeado. As atividades acontecem a partir das 15h, e às 20h tem pocketshow de Marcelo Fruet & Os Cozinheiros.

O objetivo da oficina é apresentar uma análise sintética do mercado fonográfico com tendências, criação, finalização, distribuição e monetização dos produtos ligados à música. A programação também trata de comunicação, economia da cultura e Faça Você Mesmo (DIY). “Elucidar a classe musical sobre a preparação de um trabalho sólido quanto à consistência artística, à entrada no mercado fonográfico, ao gerenciamento das oportunidades e ao uso das ferramentas de comunicação, para o estabelecimento de uma carreira próspera”.

Toda a função fica por conta dos músicos Marcelo Fruet, Leonardo “Brawl” Marques, André Lucciano, Lúcio Chachamovich e Nicola Spolidoro.  E o público alvo é de produtores musicais, técnicos de som, músicos, produtores, bandas, artistas, estudantes e jornalistas. Então para quem puder tirar a tarde, vale a pena. Eu gostaria de ir, mas enquanto o pessoal aproveita as atividades da oficina, eu provavelmente estarei peregrinando até a delegacia.

O projeto “Produzindo Música” é financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura do RS e pela Secretaria Estadual de Cultura. Lá no site tem mais informação sobre as oficinas, pocketshows e sobre os músicos.

Serviço

O que: Oficina de Produção Musical e Gestão de Carreira Independente

Quando: quarta-feira, 15 de abril. 15h às 19h/ 20h pocketshow

Onde: Teatro do Sesc em Lajeado (Rua Silva Jardim, 135)

Inscrições: http://www.produzindomusica.com

Valor: gratuito (sugerida a doação de um quilo de alimento não perecível que será entregue ao Programa Mesa Brasil) Outras informações no Sesc Lajeado, (51) 3714-2266.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

O que vocês fazem quando precisam respirar? O que vocês fazem quando o trabalho não anda?

Eu, quando não consigo escrever uma linha a mais sequer, quando não aguento mais ouvir a discografia de uma banda para entender sua(s) identidade(s), recorro a outro tipo de arte para respirar e tentar voltar ao trabalho. E escrever sobre isso acaba sendo inevitável.

Então este texto é só para isso: para respirar. Não vou pensar, não vou analisar, não vou entrevistar ninguém. Ando exausta de só pensar, pensar, pensar, pensar e muitas vezes me preocupo se vou conseguir assistir a um show, a um clipe, a um documentário – qualquer coisa – sem analisar cada detalhe. É infernal. Mas eu não quero falar sobre isso. Eu quero falar sobre reações, sobre sentimentos.

Eu quero falar sobre o clipe de “Um Leão”, da Pitty, dirigido por Ricardo Spencer. Quando eu soube que havia sido gravado, em uma conversa com o próprio diretor, o assunto passou batido. Naquela época eu já não queria muito saber. Imaginar é mais interessante do que saber. Falávamos sobre o The Charles Bukowski Tapes, seus atuais projetos, minha pesquisa, sonhos, Barcelona, assuntos que não se cruzavam (mas faziam todo sentido) e nossa conversa foi interrompida pela necessidade de fazer carinho em Yuki, seu cão de 13 ou 14 anos. Quando o clipe foi lançado, tive o impulso de enviar uma mensagem pra ele, perguntando sobre a gravação – afinal, ainda tenho alguns resquícios do jornalismo e sou terrivelmente curiosa –, mas não mandei. Escrevi, apaguei. Escrevi umas três vezes e apaguei. Decidi ficar com a arte por si só, sem esmiuçar nada. Sou obcecada por behind the scenes, entrevistas reveladoras e sempre quero saber como tudo aconteceu. Dessa vez, não.

Dessa vez, só a sensibilidade do olhar de Spencer, só a performance de Pitty, só as câmeras nervosas, só a fotografia brutal: só o clipe. Bicho solto, fora da jaula – sem domador. Ele começa calmo, meio que reconhecendo o habitat. A gente quase não vê o bicho terminar um movimento inteiro. Muitas vezes, não vemos o seu rosto, pois as imagens são desfocadas. Limpo a tela; não adianta. Há um jogo de contraluz que cega. Um contraste que instiga. Sombras. Eu tento caçar; não pego nada. O bicho não para. Ele vai, volta, gira – me tonteia com sua dança. Nada desacelera. Cerro os punhos, meu sangue ferve. Me concentro, mas ele foge. Foge o tempo todo. Não há nem como tentar adestrá-lo. Ele brinca com movimentos, provoca, não tem pudor. Penso em emboscadas, mas ele não cai – é muito ágil e sabe o que está fazendo. O delicioso sabor da perseguição, a respiração ofegante, a excitação. Em sintonia com a natureza, a arte vira um organismo vivo em movimento contínuo. Ator, acreditador. Começo predador, termino presa. Aqui, “Um Leão” não arranhou: foi golpe fatal.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Quem esteve no Opinião no último sábado, dia 21, pode presenciar o show de duas consagradas bandas gaúchas: Ultramen e Comunidade Nin-Jitsu.

O palco do bar quase ficou pequeno para tanta energia presente naquela noite. As bandas já haviam se unido para encerrar a primeira noite do Planeta Atlântida, em fevereiro deste ano, e parece que deu tão certo que eles resolveram repetir.

A Ultramen, pelas palavras de Luciano Malásia, percussionista, “é de uma geração influenciada pela MTV e pelo Galpão Crioulo”. Eles circulam, entre outros estilos, pelo hip hop, heavy metal e nativismo. Já a Comunidade Nin-Jitsu é do miami-bass, funk carioca e hard core. Ambas foram formadas em Porto Alegre durante uma grande movimentação na cena musical da cidade, a qual originou, além delas, bandas como, por exemplo, Tequila Baby, Acústicos e Valvulados, e mais para o final dos anos 90, Bidê ou Balde e Cachorro Grande.

Por serem bandas com estilos diferentes, mas parecidas (as duas usam vocabulário interno; nenhuma se encaixa no estereótipo do “rock gaúcho”) e, além disso, frutos da mesma cena, achei que seria interessante ver a junção destes elementos no palco. Não deu outra: foi uma ótima noite com um repertório repleto de hits.

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Juntas, as bandas animaram o público durante uma hora e meia (Foto: Carol Govari Nunes)

O setlist ficou assim:

  1. Merda de bar
  2. Tubarãozinho
  3. Cowboy
  4. Não aguento mais
  5. Bico de luz
  6. Dívida
  7. Toda molhada
  8. Arrastão do amor
  9. Compromisso
  10. Erga suas mãos
  11. Detetive
  12. Popozuda (com participação de Edu K)
  13. General
  14. Hip Hop Beatbox com vocal e James Brown
  15. Tudo que ela gosta de escutar (Charlie Brown Jr)
  16. Ah, eu to sem erva
  17. Peleia (com PX, da Revolução RS)
  18. Bis: Cosmic Slop (Funkadelic)

 

Do início ao fim, o público respondeu de forma muito positiva: pulou, cantou, gritou, dançou, se divertiu muito. Os músicos estavam inspiradíssimos, animados. Foi um show memorável e eu espero que ele se repita em breve.

* No site do POA Music Scenes, projeto que faz um mapeamento da cena musical de Porto Alegre, tendo como parâmetros algumas iniciativas realizadas em Manchester, você encontra um relato detalhado da noite.

Natalia Nissen@_natalices

A música do dia é autoexplicativa, mas eu queria deixar claro que o momento não é de cortar os pulsos. Na verdade eu já estou rindo de tudo isso (ainda que de desespero , algumas vezes) e no final das contas sei que em pouco tempo melhora. Ou piora, porque seeempre pode piorar.

Tenho me limitado a postar “música do dia” e aguardo ansiosamente pela oportunidade e inspiração necessária para uma pauta de verdade. A música do dia foi escrita para a trilha sonora do filme homônimo.

E Leoni é um cara que eu gosto muito

O mundo ao seu redor anda esquisito pra você

Falta grana, falta sonho, tá difícil viver

Faz um tempo que você levanta com dois pés esquerdos

Carol Govari Nunes@carolgnunes

O Colegiado de Pedagogia e o Mestrado em Educação/ Campus de Cascavel da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, com a co-promoção da Facultad de Periodismo y Comunicación Social de laUniversidad Nacional de La Plata (UNLP) – Argentina, convida a todos a participarem do II Congresso Internacional de Estudos do Rock, que se realizará na cidade de Cascavel, Paraná – Brasil,  de 04 a 06 de Junho de 2015.

O evento contará com conferências, mesas redondas, sessões de comunicações orais, shows de bandas, oficinas, exibição de vídeos e filmes e exposições artísticas. Serão aceitas inscrições na categoria de ouvinte e de apresentação de comunicação oral.

Este ano o evento irá homenagear a banda O Terço. Em 2015, completam-se 40 anos do lançamento do álbum Criaturas da Noite. Flávio Venturini, Sérgio Magrão e Sérgio Hinds estarão presentes. Além de O Terço, na sessão Conversa com Músicos, Miguel Cantilo, expoente do rock argentino, da memorável dupla Pedro y Pablo, estará presente.

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Debate com João Ricardo, líder e fundador dos Secos & Molhados, durante a primeira edição do congresso (Foto: Talita Moraes)

Em 2013, na primeira edição do Congresso, mais de 400 pessoas compareceram ao campus da UNIOESTE – seja com trabalhos, para apreciar as apresentações, mesas redondas etc. (Dois textos sobre o primeiro congresso você encontra aqui). Alexandre Fuiza, coordenador geral do evento, comenta que “a realização deste evento busca dar continuidade a um projeto que teve grande êxito em sua primeira edição. Este foi o primeiro evento acadêmico sobre o rock na América Latina e permitiu reunir centenas de participantes e pesquisadores do Brasil e do exterior que estudam o rock e suas múltiplas relações com diferentes áreas do conhecimento e com as diversas instâncias da vida social. As conferências, mesas redondas e sessões de conversas com os músicos foram muito produtivas e contaram com massivo público, principalmente no período noturno. Além das atividades citadas, houve ainda exposições, oficinas e espetáculos dentro e fora do Campus”.

Para o evento deste ano, Alexandre contou que o Anfiteatro passou por uma transformação com a utilização de iluminação cênica e de equipamento de som adequado. Sobre a edição de 2013, o coordenador disse que este “teve a particularidade de aliar atividades acadêmicas e culturais, ações fundamentais para a formação universitária de qualidade dos nossos estudantes e comunidade externa”.

Este Congresso produziu destacada ressonância local e mesmo nacional, como demonstram as matérias publicadas no Jornal O Globo, do Rio de Janeiro, e Folha de São Paulo. Além disso, houve uma profícua cobertura da mídia televisiva e escrita do Paraná, o que demonstra a originalidade e sua relevância acadêmica, artística, social, cultural e educativa. Sobre as expectativas, Alexandre finaliza dizendo que “esta segunda edição almeja ter o mesmo êxito da primeira”.

Abaixo, veja as expectativas de quem esteve no I Congresso e estará novamente no II:

Guilherme Bryan: “Em 2013, tive a imensa honra e o prazer de participar do I Congresso Internacional do Rock. Parecia a realização de um sonho. Além de ter sido muitíssimo bem tratado e recebido desde o primeiro contato por todos os organizadores, pude conferir de perto o quanto o estudo do rock, sob os mais diferentes aspectos, é grande e rico no nosso país e também nos países vizinhos. Nessa segunda edição, volto a me sentir muito feliz, pois convidado novamente para participar de um debate, agora sobre o mercado editorial de música no Brasil, com meu querido amigo e escritor Rodrigo Merheb. Aproveitarei a ocasião, mais uma vez, para conferir de perto os diferentes trabalhos, que tenho certeza que me surpreenderão mais uma vez, e os shows sempre incríveis; conhecer os integrantes originais de O Terço – já tive o privilégio de entrevistar o Flavio Venturini, mas por telefone –; e ainda por cima lançar meu livro “Teletema – a história da música popular através da teledramaturgia”, escrito com o teledramaturgo Vincent Villari. Não vejo a hora de tudo isso se concretizar!”

Rodrigo Merheb: “Estou com uma expectativa enorme para o Congresso em Cascavel. O primeiro deveria ser um laboratório, mas teve um papel muito maior. Serviu para aproximar pessoas com o mesmo interesse e assim surgiram novas pesquisas e parcerias. A tendência que é a segunda edição seja ainda melhor. Eu com certeza participarei de uma das mesas de debates e pretendo apresentar trabalho em uma das plenárias se me sobrar tempo para organizar alguma coisa”.

Nos vemos lá!