Archive for the ‘Entrevista’ Category

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Motivados por exemplos bem sucedidos de amigos que tiveram seus projetos financiados, a Sabonetes (relembre alguns posts sobre eles aqui) entrou no esquema do Crowdfunding, o fundo colaborativo que, por meio de recursos e contatos, viabiliza a realização de uma iniciativa. Bandas como a Banda Mais Bonita da Cidade, Banda Gentileza e Apanhador Só, só para citar alguns, financiaram seus projetos no Catarse, uma plataforma aberta a qualquer projeto artístico. Até dia 30 de outubro, a banda precisa arrecadar R$40 mil para concretizar o objetivo.

A banda precisa de R$ 40 mil para gravar seu segundo CD (Foto: Gabriel Azambuja)

De volta à vida independente, Wonder Bettin, guitarrista da banda, contou que eles estavam tão acostumados a cuidarem de suas próprias coisas que ficou estranho essa terceirização. “Passamos tanto tempo cuidando de nossas músicas e de nossos assuntos que não nos acostumamos mais a terceirizar essas coisas. A vida na major não estava sendo prolífica pra nenhuma parte, então resolvemos voltar à vida independente por acordo mútuo”.

Com a agenda lotada até o final do ano, os caras já tem 20 músicas prontas para a gravação do CD e tudo segue num ritmo frenético: “A gravação será em novembro, dezembro vai pra fábrica, em janeiro devemos lançar o primeiro clipe e logo na sequência o restante do álbum”, comenta o guitarrista.

Wonder também disse que eles estão achando incrível a receptividade do público quanto ao projeto. Para entender melhor, o esquema funciona da seguinte forma: as pessoas estão se unindo com um objetivo em comum, que é gravar CD da banda. E quem apoiar a ideia, além de ajudar na gravação, ganha CD, DVD, botton, camiseta e até cabelo do baixista da banda. Acha pouco? Eles até cozinham pra ti, se essa for a tua vontade.

Para apoiar essa bela causa é só entrar no Catarse.me, ler a divertida descrição dos valores e ajudar a financiar o disco. Depois não vale reclamar que o rock brasileiro tá acomodado.

Clipes, agenda, fotos, contatos e etc da banda você encontra no site oficial.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Neste sábado, 15, a banda Cartolas se apresenta em Frederico Westphalen. Há quatro meses parada, a Green Lounge reinaugura seu espaço e comemora 3 anos de grandes e comentadas festas. Para essa comemoração, a banda principal da noite vem de Porto Alegre com dois CD’s na bagagem e preparando um novo disco para lançar ainda esse ano. Por e-mail – e um e-mail bem engraçado, diga-se de passagem, porque virou um chat entre os integrantes – os músicos da banda responderam várias perguntas ao The Backstage e garantiram que quem for ao show amanhã vai conferir todos os antigos e novos sucessos da banda, além de versões esdrúxulas do rock’n’roll.

Confere aí:

Com dois discos na carreira, a banda pretende lançar um disco, single e clipe novo ainda nesse semestre (Foto: Rômulo Lubachesky)

The Backstage: Quando vocês iniciaram a banda?

Cartolas: A banda começou com o André e o Otávio (nosso ex-baixista), que são irmãos. Os primeiros shows da banda foram em 2005.

TB: Quais as principais influências?

C: Beatles, Franz Ferdinand, Supergrass, Chico Buarque, cerveja, Oasis, Machado de Assis, Strokes, The Kinks, relacionamentos e por aí vai.

Essas são as principais influências que nós 5 temos em comum. O André andou fissuradão em Marvin Gaye e adora o “The Suburbs” do Arcade Fire, o Preza e eu [Pedro] adoramos soul (Tim Maia, Stevie Wonder, Otis Redding, Stax/Motown…), o Melão manja de The Doors, samba e jovem guarda e o Mariano adora Queen e Arctic Monkeys.

TB: O que vocês têm ouvido ultimamente?

C: Na van, temos ouvido Sharon Jones & The Dap-Kings, Supertramp, o mais recente [e, infelizmente, também último] dos Beastie Boys (“Hot Sauce Committee part 2”), Lalo Schifrin, o “By The Grace of God” dos Hellacopters, o “First Band on The Moon” dos Cardigans, O “The Love Below” do Outkast, Sondre Lerche, Pizzicato Five, Mike Viola… Um pouco de tudo.

TB: Como vocês enxergam o atual cenário musical das bandas independentes? Sabem palpitar sobre o domínio do sertanejo e o sumiço do rock nas rádios?

C: Bom, podemos dizer que não tá fácil pra ninguém. Quanto à segunda pergunta, acho que sempre tem a onda do momento, que no momento infelizmente é esse gênero particularmente artificial de musica sertaneja.

TB: Quais os principais trabalhos da banda? Vem single novo por aí?

No site da banda, você faz o download dos dois discos, além das letras e cifras das músicas (Foto: Rômulo Lubachesky)

C: Temos dois discos lançados. “Original de Fábrica”, de 2007, e “Quase Certeza Absoluta”, de 2010. Sim! Vem single, clipe E disco novo por aí! Oba!! O álbum ainda não tem nome, mas o primeiro single deve sair em duas semanas e se chama “Um Segundo”.

TB: Vocês tem dois CDs. Como foi o processo de gravação deles?

C: Um bem diferente do outro. O primeiro foi gravado no Rio de Janeiro, na Toca do Bandido (um baita estúdio fundado pelo “Late Great” Tom Capone), e produzido pelo (Carlos Eduardo Miranda. A gravação desse álbum foi prêmio de um festival nacional de bandas que nós vencemos em 2005. O segundo foi produzido pelo Ray-Z (Produtor paulista erradicado no RS, ex-Jupiter Maçã, Os Ostras e RPM!). Fizemos a pré-produção (arranjos das músicas e gravação de demos) em um sítio em São Francisco de Paula e gravamos em Porto Alegre. Para o próximo, estamos bolando um projeto de financiamento coletivo (vulgo Crowdfunding), que é um lance muito legal. Aliás, quem quiser sugerir alguma recompensa maluca, ainda dá tempo de dar um grito lá na nossa página do Facebook.

TB: O que o público frederiquense pode esperar do show de vocês aqui na cidade?

C: Um show QUENTUXO. Questão de hora e meia de agito, com todos os nossos sucessos e mais alguns covers que a gente curte. Como diria o Preza, nosso vocalista: “Um histerismo louco – Isso é Tremendo”!!!

Natalia Nissen@_natiiiii

A banda Doutor Jupter já apareceu aqui no blog em agosto de 2011 em uma entrevista com o vocalista, Ricardo Massonetto. Quase um ano depois os músicos já têm um CD e muitos planos para o futuro. O disco que leva o nome da banda foi financiado com o prêmio do concurso “Vem Pro Novo” da Caixa Econômica Federal e com o apoio da Secretaria do Estado da Cultura/SP através do Programa de Ação Cultural. A gravação durou 10 dias e aconteceu no estúdio Gargolândia, numa fazendo em Alambari.

Foram produzidas quatro mil cópias do “Doutor Jupter” e restam apenas 500, além disso, já foram feitos, aproximadamente, cinco mil downloads do álbum completo disponibilizado no site. Isso mostra que as bandas independentes têm espaço e um público crescente que está disposto a investir em discos originais, um incentivo muito importante para os músicos e todas as outras pessoas envolvidas nesse tipo de produção.

Participamos de todos os festivais que podemos e movimentamos ao máximo nossas redes. O mercado não sabe mais pra onde ir e nem o que vai dar certo, então transfere esta responsabilidade para os artistas, promovendo estes concursos com votação online para definir as atrações de determinado festival, ou até mesmo selecionar novos artistas para um selo, como aconteceu no último em que participamos. O selo Oi Música e o Projeto Oi Novo Som selecionaram Doutor Jupter entre 30 finalistas de todo o país, para a oportunidade de se apresentar no festival Música Pra Todo Mundo no Rio e também integrar o selo Oi Música. Batemos na trave! Lideramos com muito trabalho quase todo o processo de votação que durou 30 dias. Conseguimos mobilizar e captar votos de todas as pessoas que acreditam na banda, mas de forma muito estranha e que não vem ao caso, fomos ultrapassados aos 45 do 2° tempo. Era uma super oportunidade para o lançamento de nosso próximo álbum, mas vamos correr atrás e dar sequência ao trabalho.

Ricardo Massonetto afirma que a ideia do glamour no mundo da música já não acontece há muito tempo no mercado brasileiro, os artistas precisam dedicar-se o tempo todo para a promoção de seus trabalhos, perdem um tempo valioso que poderia ser empregado em atividades paralelas, além de não oferecer uma recompensa justa e necessária para manter projetos. Um dos argumentos do músico compartilha ideias aqui do blog e está presente nos comentários de muitas bandas que já nos deram entrevistas, “isso é a realidade da grande maioria dos artistas brasileiros e percebemos que se mantêm vivos os projetos que contam com o apoio das leis de incentivo cultural ou patrocínio. Algo que tem sido uma necessidade para suprir a falta de viabilidade comercial e consequentemente financeira, de projetos que primam por qualidade artística. A grande mídia torna viáveis e lucrativas as propostas artísticas mais populares, e isso causa todo esse desequilíbrio na cena cultural do país”.

A Doutor Jupter saiu de Ribeirão Preto em 2006 em direção à capital (quando o nome do grupo ainda era Sociedade Urbana) e há algumas semanas retornou à terra natal para um show no palco do Sesc. A apresentação mostrou aos músicos que a receptividade dos conterrâneos é um fator fundamental para o fortalecimento da banda, é um momento de identificação da música com as pessoas que vivem na mesma cidade.

Paralelamente à Doutor Jupter há o projeto Los Bacos, com os mesmos integrantes, mas com uma proposta um pouco diferente e que possibilitou o pagamento das contas dos integrantes quando chegaram em São Paulo. Los Bacos é uma banda que se apresenta na noite de São Paulo fazendo covers e versões de rock nacional e internacional, como Los Hermanos, The Strokes, The Beatles, U2, Creedence, entre outras bandas e clássicos dos anos 80. Desde 2006 o projeto tem uma média de 130 shows por ano e já contou com participações especiais de Nasi, Edgar Scandurra (que produziu o primeiro EP da Doutor Jupter em 2009), Marcelo Nova e Kiko Zambianchi, também dividiu o palco com a Cachorro Grande num tributo aos Rolling Stones.

A Doutor Jupter deve lançar um vídeo clipe e gravar um DVD do show deste álbum de estreia, para o ano que vem o projeto é lançar dois EPs – um no início do ano e outro no segundo semestre.  Quem quiser ganhar o CD da banda participa do sorteio na fanpage do blog, vamos sortear alguns discos entre os leitores de Frederico Westphalen que participarem da promoção. O disco tem 12 faixas, encarte com fotos e letras das músicas, tudo feito com muito capricho.

Natalia Nissen@_natiiiii

A movimentação começou cedo através da fanpage da frederiquense Antonieta. Na próxima sexta-feira, 27, a banda estreia com a nova formação – Lara Fontana, Maurício Donin, Gustavo Minuzzi e Victor Barberini – e lança o primeiro single no palco do Les Paul Rock Pub. Gustavo Minuzzi, baixista, respondeu sem papas na língua as perguntas do The Backstage e a seguir você confere as respostas sobre a nova fase da Antonieta.

The Backstage: Como surgiu a Antonieta? E quais as influências da banda?

Gustavo: Surgiu de outras experiências sonoras que o Maurício e eu tivemos ao longo dos tempos (tocamos juntos há praticamente 8 anos). Em determinado momento, ao encerrarmos o ciclo de um outro projeto, optamos por nos engajar em algo novo e então, no dia 07 de janeiro de 2010, nasceu a Antonieta, que queria tudo, menos ser uma replicadora de fórmulas. Quanto as influências, citar as individuais seria abusar da paciência de todo mundo, pois são muitas, mas como banda buscamos referências modernas do rock e do dance para aliarmos as nossas próprias concepções no que tange a criação.

TB: Vocês ganharam o 1º lugar na categoria “Composição Senior” do II Festival Cultural Atena. Qual a importância desse prêmio para vocês e para o currículo da Antonieta?

G: Foi de grande importância, sem dúvida; repercutiu bem frente ao fato de que muita gente ainda não tinha nos visto e, portanto, não dava por consumado o nosso retorno. Foi a primeira apresentação que fizemos com a Lara e com o Victor, e foi uma maneira muito interessante de começar. E em relação ao currículo, acredito que ninguém pode se dar por satisfeito apenas com o segundo lugar. É preciso querer mais e, certamente, a lembrança de que fomos escolhido pelo júri nos obriga a sermos melhores a cada ensaio que fizermos.

TB: No próximo dia 27 a banda se apresenta no Les Paul, é o retorno em grande estilo e com lançamento do primeiro single. O que o público deve esperar desse show? E o que a própria banda espera da apresentação? 

G: O queremos levar até o Les Paul é a fundamentação do nosso discurso: não queremos ser iguais e estamos deixando tudo pronto para que isso fique evidente. Temos nos dedicado ao show como um todo e, no exato momento em que respondo essas perguntas, ouço pela 30ª vez o single que será lançado (acabou de chegar da pós produção), primeiro com uma “provocação” na coletiva de imprensa que se realizará na Vitrola na sexta-feira e, mais tarde, na íntegra e ao vivo, no Les Paul!

TB: O repertório do show no Les Paul já foi definido? Pode nos adiantar alguma coisa?

G: Sim, está definido. Hummm… deixe-me ver. Certamente vai rolar a “23:59”, nosso single, e em seguida posso dizer que, por um bom tempo, não vamos deixar a peteca cair. Acho que fizemos boas escolhas, mesmo que algumas músicas não sejam conhecidas para algumas pessoas, certamente não haverá desculpas para ficar parado! Hehehehe.

TB: O que você acha do atual cenário do rock em Frederico Westphalen? Muitos dizem que a safra de bandas e festas está muito boa, mas há quem diga que ainda tem muito a se fazer para valorizar o rock de verdade.

G: Muitas bandas estão preocupadas em sair depressa demais daqui, sem nem sequer terem absorvido de fato o que a atmosfera desse lugar tem para lhe emprestar. Ouço bandas que replicam fórmulas de mais de 50 anos, optando por competir com uma grande massa ao invés de serem de fato originais no que fazem. Isso acontece em Frederico, e o que posso dizer sobre as bandas daqui é que a Fungus é a banda de Punk-Rock mais massa na qual eu já pensei em ser um baterista improvisado – e efetivado- e que a Datavenia é coice de mamute, forte mesmo. Nos falta, por aqui, um pouco de ousadia na hora de produzir, pois um material de qualidade é definitivo quando se busca mercado e justamente essa parte é um dogma que devemos quebrar em Frederico: o bairrismo não nos levará a nada. E, complementando, a tão sonhada “união das bandas” é uma Epifania; não existe há muito tempo e não voltará a existir. É possível reunir algumas pessoas para tomar cerveja e rir um pouco, e esses são os que valem a pena. Mas reunir todos os que poderiam fazer diferença, é impossível.

TB: Quem cuida da página da Antonieta no Facebook? As atualizações são constantes, como a banda lida com a importância da internet para divulgar o trabalho?

G: Eu tenho tomado frente nestas atualizações, tem um bom tempo. Os quatro tem autonomia para tanto, mas como bolei algumas ações convincentes até aqui, parece que monopolizei o serviço. Hehehe. Reconhecemos que o caminho mais curto para o mundo é a tela do computador e estamos desenvolvendo nossos meios de divulgação neste meio. O físico praticamente inexiste e hoje você pode conhecer uma “banda fenômeno” que até ontem era completamente desconhecida. Se viralizar, pegou. E se pegou pra alguém, pode pegar para qualquer um que se colocar na web.

TB: E quais são os próximos passos da Antonieta?

G: Vamos estudar a repercussão desse nosso primeiro single, o trabalho que realizaremos no dia do show e tudo o que vier depois será muito bem pensado.  A busca é, e sempre foi, por um mercado bem distante daqui, que é o europeu, onde bandas como CSS e duplas como Canja Rave já provaram que o mercado carece de diferenciais. E veja só: eu “engano” no palco desde o 13, tenho quase 25, toquei em “casebre” e em festas muito importantes, então acho que já posso sair daqui, ao mesmo tempo que julgo não me encaixar na faixa das pessoas apressadas que citei mais acima; as que tem pressa demais. Hehehehe

Natalia Nissen@_natiiiii

Nos próximos dias 12 e 13 de julho a banda Datavenia volta aos palcos de Frederico Westphalen, na quinta-feira se apresenta no Les Paul fazendo um tributo a Metallica e na sexta-feira faz a abertura da festa em comemoração ao Dia Mundial do Rock no Pub Maria Lucia que tem como atração principal a banda Holiness.

O último show da banda foi há pouco mais de dois meses (Foto: Natalia Nissen)

A Datavenia lançou o single Devil’s Game em fevereiro do ano passado e agora apresenta duas novas músicas: Bang Your Head e Strange Zone. A Devil’s Game tem quase oito minutos, mas as novas músicas são mais curtas e prometem grudar na cabeça de quem gosta de um som mais pesado. O processo de gravação desses novos trabalhos durou quase um mês, o perfeccionismo da banda contribui com isso, mas a composição começou há bastante tempo. Os integrantes não se dedicam exclusivamente à música, dividem-se entre estudos e trabalho, um deles mora em outra cidade e, assim, a criação de uma música torna-se algo mais demorado que o esperado.

Há pouco mais de um ano a banda tocou no palco do Opus 10 Hall Pub e agora volta ao local para fazer a primeira apresentação no então Les Paul Rock Pub, o último show aconteceu no final de abril no festival “Vive La Résistance”. Unindo trabalho e diversão a Datavenia promete um tributo muito especial, a princípio o repertório conta com 12 músicas da banda Metallica (duas recém-incluídas na lista) e outros clássicos que a banda costuma apresentar.

Na noite seguinte a Datavenia abre o show da banda revelação do metal nacional, Holiness, uma promoção de Fuga Produções. O show deve ser mais curto, mas não menos empolgante como declara o baixista Guilherme “ainda não definimos o repertório, mas além das duas músicas novas e as do Metallica, temos mais uma possível carta na manga e quem for ‘peão do inferno’ vai curtir demais”. Os músicos declaram que estão muito felizes em tocar duas noites seguidas em Frederico Westphalen porque isso demonstra o reconhecimento que a banda tem na cidade, é muito gratificante e esperam que sejam duas noites inesquecíveis.

Faz parte dos planos para o futuro buscar mais lugares para se apresentar, fazer um trabalho fotográfico para divulgar a banda e, talvez, uma pequena compilação das músicas. Os planos não passam de conversas, por enquanto, mas devem entrar na pauta dos próximos ensaios.