Archive for the ‘Agenda’ Category

Bruna Molena@moleeena

Logotipo - Vinil Rock Café (divulgação)

O programa pode ter acabado, mas a festa não! Em mais um ano para ser comemorado, o Vinil Rock Café ressurge trazendo-nos um evento recheado do bom e velho rock and roll, dia 08 de abril às 23h, no Clube Harmonia de Frederico Westphalen. O programa extinto da rádio frederiquense Luz e Alegria 95,9 comemorou seu segundo aniversário em junho de 2009, com uma noitada em grande estilo que contou com a apresentação de diversas bandas e improvisos. Em 2010, no terceiro aniversário, trouxe Datavenia, Liberty?!, Trevus (rebatizada como Johnnie Red), entre outras. Agora é a vez de resgatar os clássicos, no Vinil Rock Café Classic. Três bandas vão compor as apresentações da noite, são elas:

Back Doors Band: o quarteto porto-alegrense tem a responsabilidade de interpretar uma das maiores e mais conhecidas bandas de rock da história: The Doors. Formada por Piá de Lucce no vocal, Ricardo Farfisa com teclado, baixo e vocais, Ellias Pedra na guitarra e vocais e Giovanni Benedetti na bateria, a banda está na estrada desde 2005 e, pelos vídeos no canal deles do Youtube, os fãs de Morrison e companhia só tem pelo o que se empolgar:

 

Logotipo - Sexy Pearl (divulgação)

(A música começa para valer lá pelos 2min20s)

Sexy Pearl: 2005 deve ter sido um ano bom pro rock’n’roll, pois nesse mesmo período a banda catarinense se formou. De Joinville, gravou seu primeiro EP em 2008 e foi vencedora do 9º Festival Coletânea de Bandas, o que resultou na gravação do cd e DVD do Festival, ao vivo no Hard Rock Café do Rio de Janeiro. Traz para Frederico o repertório de seu novo disco, intitulado “Na Cidade do Nunca”.

The Elizabeth’s: essa é nativa! Composta por Lucas Wirti, Juliano Fontana (vulgo Dudi), Murilo e Duda, todos de Frederico Westphalen, a banda recém-formada resgatará a vertente mais cru, bruta e poderosa do rock: o punk. O repertório, a princípio, contará com versões de Ramones, Sex Pistols, Replicantes e The Clash.

Uma noite clássica está por vir, pronta para embalar desde os fãs do rock que faz o pé bater no ritmo da música até os que pulam enlouquecidos em uma roda punk. A venda dos ingressos antecipados já começou e você pode comprá-los nos seguintes locais: Maranello, Vitrola, Mendonças e LeiaAgora.

 

Carol Govari Nunes @carolgnunes

Eu conheci Bidê ou Balde em 2000. Lembro de fazer uma seleção musical e levar para uma loja em uma cidade vizinha para gravar. “Melissa”, “E por que não?” e “Buddy Holly” estavam no CD, que também tinha Hanson e… er, deixa pra lá. Essas músicas tocavam muito na rádio e então eu, com 12 anos, queria ter “Bideobalde” (eu achava que esse era o nome da banda) tocando o tempo todo no meu som. Eu nem lembrava mais da existência do tal CD, até meu namorado achá-lo há umas duas semanas na casa dos meus pais.

Bidê ou Balde é uma banda que tem no seu set list aquela música cínica, irreverente, bem humorada e divertida, a qual comentei no post sobre o bom humor dos anos 80 e 90. Não é pra menos, já que eles têm influência das bandas norte-americanas The B 52s (década de 80) e Weezer (década de 90).

Suas letras são melodramáticas e inusitadas, e a sonoridade abrange o rock n’ roll com uma boa pitada de Jovem Guarda, misturando uma levada meio psicodélica e encorpando com punk-pop-rock. Concluindo, é  música para se divertir.

Pilla, Leandro, Carlinhos e Vivi: a volta depois de anos sem gravar disco (Foto: divulgação)

A banda é formada por Carlinhos Carneiro (vocal), Rodrigo Pilla (guitarra), Vivi Peçaibes (vocal secundário e teclado) e Leandro Sá (também guitarra). Já passaram pela banda Rossato, Kátia, André e Pedro.

O disco de estreia foi lançado em 2000 e intitulado “Se sexo é o que importa só o rock é sobre amor”. Em 2001 a Bidê ou Balde ganhou o prêmio Artista Revelação no VMB, um ano depois do primeiro disco ser lançado, incluindo o grande sucesso “Melissa”. Outra música bastante conhecida deste primeiro disco é “E por que não?”, música que causou processo contra a banda por incentivo à pedofilia e incesto.

Capa do "É preciso dar vazão aos sentimentos"

Seu último disco “É Preciso dar Vazão Aos Sentimentos” foi o terceiro disco de estúdio, lançado em 2004 (os anteriores são “Se sexo é o que importa só o rock é sobre amor”, o qual citei antes, e “Outubro ou nada”). A sonoridade da banda mudou um pouco neste trabalho. As guitarras tiveram sua presença intensificada e o som ficou mais pesado. Em 2005 aconteceu a saída de Pedro Hahn e a partir daí a Bidê ou Balde deixou de ter um baterista fixo.

“É Preciso dar Vazão Aos Sentimentos” teve duas versões do álbum. A primeira, com dez músicas, de capa prata e com a participação de Marcelo Nova em “Hoje”, cover do Camisa de Vênus.

A segunda tem a capa branca e não tem a participação de Marcelo Nova, mas conta com quatro faixas bônus remixadas. Esta última foi vendida nas bancas de jornais, distribuída pela revista Outracoisa (a qual também lançou o disco “Bogary”, do Cascadura).

No dia 10 de dezembro, a Bidê ou Balde se apresentará na casa de shows Green Lounge, em Frederico Westphalen. Os fãs poderão curtir seus maiores sucessos desses 10 anos de atividade, além da música nova “Me deixa desafinar”, que anda tocando em todas as rádios do Rio Grande do Sul.

No site da banda você encontra músicas, informações, biografia e tudo o que a banda já produziu.

No Track 25 do nosso Set List você pode assistir o videoclipe de “É preciso dar vazão aos sentimentos”.

Bruna Molena@moleeena

Acabam de ser confirmadas mais duas atrações internacionais para o Dia Metal no Rock in Rio:

Motörhead

Bandas Motörhead e Coheed and Cambria (arte: Bruna Molena com fotos de divulgação)

35 anos de estrada não é pra qualquer um, não é a toa que a banda inglesa é uma das maiores influências no heavy, trash metal e metal punk. Formada pelo vocalista e baixista Lemmy Kilmister – quem outrora fora roadie de Jimi Hendrix -, Phill Campbell na guitarra e Mikey Dee na bateria, tem mais de 20 álbuns de estúdio e 7 gravados ao vivo.  Em 1991, lançaram a música “Going to Brazil”, declarando o prazer que sentiriam por tocar no Brasil. E eles realmente devem ter gostado muito de nosso hemisfério sul, pois, antes mesmo do Rock in Rio, apresentar-se-ão em São Paulo, Curitiba e Florianópolis, em maio de 2011. A agenda completa você confere aqui.

Coheed and Cambria

A banda norte-americana é relativamente nova (formada em 1995), porém vem conquistando espaço no cenário alternativo e é vista como uma das grandes revelações dos últimos anos. Mistura influências de subgêneros do rock pesado como heavy metal, progressivo e punk e o maior diferencial dela são os álbuns conceituais que revelam uma história de ficção científica chamada The Amory Wars. Formada por Claudio Sanchez – vocal e guitarra -, Travis Stever – guitarrista -, Chris Pennie – bateria – e Mike Todd – baixo, tem quatro álbuns de estúdio.

Ambas as bandas dividirão o Palco Mundo com a já confirmada Metallica e outras ainda não anunciadas. O Dia Metal também conta com as atrações brasileiras Angra e Sepultura, que se apresentarão no Palco Sunset.

As vendas do Rock in Rio Card já começaram e você pode adquirir o seu aqui.

UPDATE:

As bandas Coldplay e Skank foram confirmadas para o dia Rock Alternativo, 1º de outubro de 2011.  A britânica será a atração principal do dia, em turnê de seu novo álbum, enquanto a brasileira apresentar-se-á no Palco Mundo.

Natalia Nissen@_natiiiii

O maior festival de música de verão do Sul do Brasil acontece nos dias 14 e 15 de janeiro em Santa Catarina, e 11 e 12 de fevereiro no Rio Grande do Sul. A primeira edição do Planeta Atlântida foi em janeiro de 1996 e um ano depois o festival passou a fazer parte do calendário de eventos de Florianópolis.

Logotipo - Planeta Atlântida (divulgação)

Em 2011 o PA muda de local em Santa Catarina e passa a ser realizado no Sapiens Parque em Canasvieiras. No RS a festa segue a tradição e acontece na SABA em Atlântida.

As atrações ainda não foram divulgadas, mas as expectativas já tomam conta dos planetários (como é chamado o público do evento). O vendedor Jardel Jaboinski, 23 anos, organiza pela terceira vez a excursão de Frederico Westphalen para o Planeta Atlântida “acho que pra mim esse ano a maior expectativa é da volta de Planet Hemp”, ele também comenta do sonho de ver SOJA (atração internacional que veio este mês a Porto Alegre) no palco do Planeta.

Nos primeiros anos de PA o rock predominava entre as bandas convidadas, mas a intenção é agradar a gregos e troianos, assim os palpites giram em torno das bandas de axé e também de Restart e Hori. A tenda de música eletrônica  faz sucesso entre os comentários de quem pretende ir ao festival.

A lista completa das bandas que vão fazer a festa no Planeta Atlântida e os valores dos passaportes devem ser divulgados em dezembro.

Se você quiser informações sobre a excursão de FW para o Planeta pode entrar em contato com o Jardel aqui.

Twitter do Planeta

Rio Grande do Paul

Posted: 08/11/2010 in Agenda, Rock, Shows
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Natalia Nissen@_natiiiii

Porto Alegre respirava Paul McCartney nas vésperas do show na capital gaúcha. O ex-beatle fez um espetáculo histórico de três horas de duração para mais de 50 mil pessoas, entre elas jovens que aprenderam a gostar do artista com os pais e também, aqueles que ouviram os sucessos dos Beatles durante sua juventude nas décadas de 60, 70 e 80. Foi a primeira apresentação do astro no Rio Grande do Sul.

Os fãs começaram a formar a fila para entrar no estádio Beira-Rio já na quinta-feira, 04, em frente ao hotel no qual o artista e sua equipe se hospedaram centenas de pessoas se uniram na esperança de ver um pouco mais de perto o ex-beatle. Paul McCartney desembarcou no terminal velho do Aeroporto Internacional Salgado Filho em Porto Alegre no final da manhã de sábado, 06.

Trinta e seis músicas fizeram parte do repertório do primeiro show da turnê Up and Coming no Brasil. Durante o show o ídolo surpreendeu os fãs, um legítimo gentleman, chamando duas garotas ao palco, elas tinham cartazes pedindo um autógrafo no braço para ser gravado com uma tatuagem.

Paul levou o público ao delírio quando falou “mas bah, tchê!” e provou que o o Rio Grande deixou de ser “do Sul” para ser “Rio Grande do Paul” na noite de domingo. Além de conquistar ainda mais o público com seu “gauchês”, Macca mostrou que mesmo aos 68 anos de idade ainda tem energia suficiente para retribuir o carinho e a dedicação dos fãs. No final do show agradeceu “Obrigado, Porto Alegre. Até a próxima”.

O contabilista Diego Dias, 22 anos, declarou emocionado:

Paul McCartney fez um show histórico em Porto Alegre. Eu olhava para um lado, via uma senhora de uns 50 anos chorando, do outro, um rapaz jovem também com lágrimas nos olhos. Famílias inteiras celebrando um momento único em suas vidas. Com tantas celebridades descartáveis hoje em dia, que show conseguiria reunir tantas gerações para prestigiar um ídolo? Como prometido, foram três horas de belas canções e uma energia inacreditável em todo o estádio. E se eu disser que essas três horas ainda foi pouco, você acredita? Só Paul McCartney consegue isso. Dificilmente Porto Alegre verá um show melhor que esse nas próximas décadas. Memorável! Um daqueles dias em que nos orgulharemos de contar para nossos netos.

Diego registrou momentos do show, como a música “Live and Let Die” que encantou o público com os efeitos pirotécnicos. 

Após a apoteose provocada por McCartney no estádio Beira-Rio os fãs deixaram o local cansados, porém satisfeitos. O ex-beatle faz show em Buenos Aires nos dias 10 e 11 e depois volta ao Brasil para as apresentações em São Paulo nos dias 21 e 22 de novembro.