Faltam sete dias para mais um ex-beatle desembarcar na capital gaúcha para iniciar uma turnê brasileira. Ringo Starr, acompanhado pela All Starr Band, faz show no Gigantinho no próximo dia 10 de novembro e depois segue para as apresentações em São Paulo (12 e 13), Belo Horizonte (16), Brasília (18) e Recife (20). É a primeira turnê latino-americana do astro que já se apresentou na Cidade do México na terça-feira, faz show no Chile amanhã e, antes de vir ao Brasil, passa por Buenos Aires nos dias 07 e 08.
No quarteto de Liverpool ele foi responsável pela interpretação de importantes canções como “With a Little Help From My Friends” e “Yellow Submarine”. Muitas pessoas não conhecem a carreira solo do artista, que inclui mais de dez discos, mas vale procurar por “I Don’t Come Easy”, “Back Off Boogaloo” e “Photograph”.
Os fãs acreditavam na possibilidade de ver Ringo Starr e Paul McCartney fazendo apresentações juntos e relembrando os grandes sucessos dos Beatles. No último dia 23 de outubro, Ringo deu uma entrevista para o programa Fantástico e falou que ele e McCartney não vão tocar juntos, ele afirma que não há como fazer shows sem os outros Beatles (Lennon e Harrison).
A turnê que passa pelo Brasil tem no repertório músicas da carreira solo, principalmente, do último disco “Y Not”, e ainda, alguns sucessos dos Beatles como “Octopus Garden” do álbum “Abbey Road” de 1969. Ainda há ingressos disponíveis no TicketBis para o espetáculo em Porto Alegre, os preços variam entre R$340 e R$650.
O objeto que desencadeou toda essa história (Foto: Carol Govari Nunes)
Eu não notava a diferença entre um abajur e uma luminária até me mudar para Portugal. Em Frederico Westphalen eu tenho uma luminária: lâmpada fluorescente, luz branca, clara, boa para ler, dar foco, enxergar melhor. A casa onde moro, aqui em Faro, já estava toda mobiliada quando cheguei, e no meu quarto havia um abajur. Eu não me lembro de ter um abajur desde que era muito criança. O meu era colorido e peixinhos ficavam girando ao redor da lâmpada. Depois da luminária (e das lâmpadas fluorescentes, em geral), ficou tudo muito claro, muito limpo, muito nítido. Tudo parece uma farmácia. Eu sei, devemos economizar energia e as lâmpadas fluorescentes são mais econômicas e têm maior durabilidade, mas só aqui fui valorizar o toque intimista que o abajur dá em um quarto – ou em qualquer lugar em que ele esteja. Pode parecer idiotice, mas a penumbra portuguesa me faz querer chorar de tão confortável que eu me sinto. O abajur ilumina, mas não grita, assim como todas as luzes da cidade velha aqui em Faro.
Você pode estar pensando que eu sou louca por escrever sobre isso em um blog de música e que deveria escrever no diário que eu nem tenho. A verdade é que nem sei onde eu quero chegar com esse assunto. Talvez eu não chegue a lugar algum, são apenas coisas da minha cabeça, até porque o Agridoce ainda não lançou o disco. Eu pensei em esperar o CD da dupla sair para postar, mas acredito que não faria tanto sentido – pelo menos não pra mim. Além do mais, o The Backstage nunca foi um blog de furos de reportagens, “Extra! Extra!”, nunca nos preocupamos em postar primeiro ou seguir um critério vazio de cumprimento de pautas só porque “está acontecendo no momento”.
As luzes da cidade velha aqui em Faro, na Freguesia da Sé, bairro onde eu moro (Foto: Carol Govari Nunes)
Ok, nem estou tão fora assim, já que “Dançando”, primeiro single oficial do Agridoce, saiu há alguns dias, porém, eu só consegui ouvir agora, devido a um problema na internet da minha casa. Assim como “Upside Down”, que não sai do repeat desde então. Músicas de abajur.
Pitty nunca foi lá muito “luminária” e agora com o Agridoce isso está mais notável. Martin também e isso eu já havia percebido no “Dezenove vezes amor”, onde pudemos ver o guitarrista como letrista e cantando pela primeira vez.
Se eu pudesse escolher como gostaria de ver o show do Agridoce, escolheria um lugar com poucas luzes e uma plateia silenciosa. Por favor, não coloquem holofotes na cara dos músicos, não peçam para cantar “Memórias”, esqueçam que “Me Adora” existe, não gritem, não decomponham o clima. Se não for pedir demais, aplaudam apenas nos intervalos, me deixem ouvir e sentir o que está acontecendo no palco. Mas é lógico que esse show só existe na minha cabeça pensante ao lado do abajur do meu quarto semiescuro, but’s ok, eu vou superar esse pensamento até o dia em que conseguir ver o show deles. Ou não.
Sei que o CD tá chegando e sorte de quem já garantiu o seu na pré-venda. Eu vou comprá-lo quando voltar para o Brasil, gosto bastante da dupla, mas o frete pra cá não é muito barato (então já fica o meu pedido para que alguma alma boa o coloque para download).
Também estou curiosa pra ver as imagens que o Otavio Sousa fez durante as gravações. Talvez eu nem escreva por aqui sobre o lançamento do CD, mas aposto que tem coisa boa vindo por aí.
(Aí eu escrevi isso ontem a noite e eles resolvem lançar um clipe hoje. Não vou modificar nada se não isso aqui vai virar uma folia, mas veja abaixo o lindo clipe):
Um movimento online pretende recolher mais de 1 milhão de assinaturas para instaurar o Dia do Heavy Metal Nacional (13 de novembro). Qualquer brasileiro que possui título de eleitor pode assinar a petição e, também, transformar-se em representante do Metal Prol Brasil e recolher assinaturas na região onde vive. Para assinar e saber mais sobre o movimento acesse o site oficial.
Tiago Bianchi, vocalista da banda Shaman, idealizou o projeto para oficializar o Dia do Heavy Metal Nacional. O dia 13 de novembro foi escolhido pois nessa mesma data, no ano de 1982, foi lançado o primeiro disco brasileiro de Heavy Metal pela banda Stress, de Belém.
Foi pensando na ideia de divulgar a data e reunir os simpatizantes do estilo musical que criaram o evento “Metal Brasil – O Heavy Metal Brasileiro já está unido. E você?”. A primeira edição acontece no próximo dia 06 de novembro, em São Paulo, no Carioca Club e pretende unir e apoiar a cena do Heavy Metal a fim de instituir uma data para valorizar a música no país. O 1º Metal Brasil já tem entre as atrações confirmadas as bandas: Shaman, Almah, Hangar, Wizards e Hibria. Ingressos para o evento já estão a venda no site Ticket Brasil.
Sumi, mas foi por motivo de mudança: atualmente estou morando em Portugal e isso me fez ficar off no TB por um tempo. Nada que a gente não resolva em alguns posts.
Só que com essa minha mudança pra Portugal veio junto a mudança de pautas: eu procurei, procurei, e ainda não encontrei rock na minha cidade e região. Toca, sim, muita música brasileira por aqui (mais do que eu imaginava), funk carioca, axé e “ai se eu te pego” estão em todos os lugares, e eu consequentemente estou em casa.
O ambiente onde os fadistas se apresentam geralmente é escuro, fazendo jus à melancolia presente nas músicas (Foto: Carol Govari Nunes)
Aí diante disso, o que mais me chamou atenção em Portugal até agora foi a “Noite do Fado”. Viajei para três cidades no final de semana e todas tinham anúncios de “fados” em restaurantes e etc. Aí eu parei pra ouvir um pouco do tal Fado e o negócio é, a princípio, estranho aos ouvidos, mas depois torna-se, no mínimo, muito curioso. Ok, cada um com sua cultura, e eu estou aqui para aprender o que conseguir da cultura portuguesa. O Fado é melancólico, triste, cantado por uma pessoa enquanto outra (uma ou mais) toca viola (acho que guitarra também, mas não vi).
Pesquisei e descobri que o Fado é derivado da palavra ”fadum”, que em latim significa “destino”, e começou a ser conhecido ao ser cantados por marinheiros nas proas dos navios, lá por 1840. O fado mais antigo é o “fado do marinheiro” que acabou se tornando o modelo de todos os fados que viriam séculos depois.
Nas décadas de 30 e 40 começaram a surgir as Casas de Fado e com elas o lançamento do artista de fado profissional. Também havia local para os não profissionais cantarem: as tabernas, onde se encontravam todos os tipos de simpatizantes do fado, o que foi se tornando muito comum em Portugal.
Os fadistas também têm um modo muito peculiar de se vestir: por exemplo, uma das fadistas que vi em Lagos (na região do Algarve), estava com um vestido longo vermelho, lindo. E o ambiente onde ela estava cantando não requisitada tal traje, porém, os fadistas se vestem com uma característica própria, nada convencionais e consequentemente acabam chamando a atenção até mesmo de quem não está no estabelecimento onde eles estão cantando.
Será que o Fado português tem o mesmo sentido e nasceu assim como o blues para os negros? Ainda não sei, é tudo muito novo e estou aqui apenas há duas semanas, mas vou descobrir. E o que mais eu descobrir também compartilho com vocês.
Na noite da última terça-feira, 11, aconteceu a tão esperada sétima edição do Na Mira do Rock Festival no salão principal do Clube Harmonia em Frederico Westphalen. Com outras festas acontecendo simultaneamente na cidade o público não foi tão grande, mas estavam lá todos aqueles que realmente gostam do rock and roll e querem fazer de Frederico Westphalen um lugar de referência no estilo musical. Confira a seguir o teaser do Na Mira do Rock:
O idealizador do festival, Luiz Carlos Nunes (Fuga) subiu ao palco com muito orgulho para agradecer ao público, aos apoiadores do evento, e também, a todas as bandas que fazem parte de uma data tão importante para a cena do rock no município e acreditam na música. O Na Mira do Rock está na sétima edição e isso comprova que a música não é brincadeira e que o evento deve acontecer muitas vezes ainda. Depois do agradecimento a banda de Palmeira das Missões – Hard Stock – fez seu show com predomínio das músicas próprias. Boa parte da platéia permaneceu na frente do palco, mesmo sem conhecer todas as letras, acompanhando e batendo cabeça. Enquanto os shows aconteciam, um telão ao lado do palco mostrava shows de rock começando por AC/DC Live At River Plate.
Depois de alguns minutos de intervalo um diabo apareceu para anunciar o show do Cartel da Cevada (Porto Alegre) e o público foi ao delírio. A banda animou todos os fãs de boa música e, ainda, mostrou que é possível fazer música em português com uma pegada super pesada e de qualidade. Na frente do palco teve roda punk e muito cabelo batendo. No fundo do clube havia uma banca com os produtos da banda e o CD custava apenas R$5 “é quase o preço de uma cerveja, comprem o CD e depois bebam mais, o bar tá aqui do lado” disse o vocalista Igor Assunção.
A noite foi encerrada com o Heavy Metal das apresentações das bandas Phornax (Porto Alegre) e Beltane (Curitiba). A Beltane apresentou músicas próprias que vão fazer parte do novo álbum que deve ser lançado no próximo ano, e também, músicas dos álbuns anteriores e clássicos do Heavy Metal. Já a banda Phornax aproveitou para divulgar o primeiro EP “Silent War.