Acaba de entrar nas principais plataformas mundiais para download e streaming, como iTunes e Spotify, o novo EP do Fire Department Club: Human Nature.
O terceiro EP do quarteto de Porto Alegre conserva a energia frenética de seu indie rock já característico, agora, adicionando refrões e sintetizadores ainda mais poderosos. Human Nature é o resultado de meses de trabalho, com a banda imersa em um mundo de referências oitentistas catapultadas por sua evolução musical e a experiência em festivais na América do Norte. As quatro faixas são complexas e diferentes entre si, mas surpreendem pelo tom “pop”. O vocalista André Ache afirma: “São canções fortes, cheias de nuances e elementos ocultos mas que você pode sair cantando junto na primeira ouvida!”.
Com instrumentais gravados no Estúdio Soma em Porto Alegre, e vocais no TDS Studio de Los Angeles, Human Nature tem a assinatura do produtor musical Luc Silveira. A Mixagem, também feita no TDS Studio, é de Tiago D’Errico, e masterização de Dave Locke (Smashing Pumpkins). Entre os colaboradores do projeto estão o artista plástico Patrick Rigon, responsável pela capa de Human Nature, além da escritora e liricista Gisele Firmino, que mais uma vez contribui nas letras da banda.
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Quase três meses se passaram desde que Pitty lançou o DVD Turnê SETEVIDAS Ao Vivo,inaugurando uma plataforma onde é possível fazer o download (em full HD!) do show e do documentário “Dê Um Rolê”. Tem também a versão física, claro, onde o público confere, além do show + doc, uma galeria de ótimas fotos que mostram momentos de shows, camarins, viagens de ônibus e tudo o que envolve uma turnê.
Dirigido e editado por Otavio Sousa – que vem fazendo um ótimo trabalho como diretor desde o videoclipe de “Dançando”, do Agridoce –, “Dê Um Rolê” inicia com uma edição in-crí-vel de “Boca Aberta”, e daí pra frente é correr pro abraço e ficar por dentro de tudo o que acontece quando a banda ta na estrada, seja dentro ou fora do palco. Inclusive, Otavio Sousa conseguiu fazer uma montagem muito bem equilibrada de imagens de palco/backstage, com uma visão que faz com que o espectador se sinta inserido naquele ambiente, seja no cantinho do palco ou em qualquer outra ocasião que assistimos no DVD.
Além de dar voz para os fãs – que contam suas experiências e falam da importância de Pitty em suas vidas e no cenário musical como um todo –, “Dê um Rolê” traz vários pontos interessantes que ultrapassam a ideia de um simples registro de turnê: ele mostra a ligação da artista com o Nordeste – sobretudo com Salvador, sua cidade natal; o cuidado em não se distanciar do pessoal que conheceu na época do underground, tocando sempre que possível em festivais deste circuito; a preocupação em entregar o melhor show para o público, seja na parte da estrutura técnica (a gente pode conferir o trabalho da equipe responsável pela montagem de palco etc) ou colocando mais um músico na (melhor formação da) banda, que é o caso do talentoso Paulo Kishimoto, que toca tudo e mais um pouco, além de cantar muito bem, obrigada.
Em relação ao show, que foi gravado na Audio Club, em São Paulo, e reeditado por Daniel Ferro, destaco o excelente som, a iluminação e as projeções sensacionais (leiam a ficha técnica!) que foram trabalhadas ao longo dos shows.
A turnê SETEVIDAS apresenta claramente a performer que Pitty se tornou – reformatando suas músicas e dando novos significados a elas. Pitty, que até então se destacava, pelo menos pra mim, por ser melhor compositora do que cantora, foi, ao longos dos anos, se reconhecendo no palco, se permitindo, se colocando à prova, testando suas capacidades vocais e performáticas. No show do DVD Turnê SETEVIDAS Ao Vivo é possível perceber o entrelace de diferentes potências (vocais / performáticas / sonoras / visuais) – daí a característica tão marcante desse show.
E “Dê Um Rolê”, o single, consolida a Pitty intérprete: ela toma pra si a letra da música e dá vida a ela. Afinal, uma coisa é cantar, outra coisa é interpretar. De nada adianta ter uma extensão vocal estrondosa e não passar o sentimento da música – o que, claramente, não é o caso visto aqui. Pitty é o amor da cabeça aos pés. Me convence: a vida é boa. Se antes eu comentei que suas composições se ressignificavam em sua voz, agora aponto que “Dê Um Rolê” é, no momento, o melhor exemplo de como músicas de outros compositores ganham novos sentidos em sua interpretação. Na canção dos Novos Baianos, Pitty usou uma pitada (ou um punhado?) da versão genial da Gal Costa: rasgada, enérgica, convidativa – uma lindeza só.
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O que será que vem depois do SETEVIDAS? Eu não sei. Só sei que, ao que tudo indica – e pelo andar dessa carruagem que só melhora com o tempo -, a gente não perde por esperar.
O show começou pouco depois das 23h e durou cerca de uma hora (Foto: Carol G. Nunes)
Eu estava bem ansiosa pelo show de lançamento do Monstro, o novo disco do Defalla. Em 2014, durante uma entrevista com Edu K sobre a produção do Costa do Marfim, disco mais recente da Cachorro Grande, ele me mostrou algumas faixas em seu computador. Depois disso, me mandou 7 faixas por email e também a capa do disco. Então desde 2014 eu fiquei ouvindo e ouvindo e ouvindo e esperando o lançamento do disco – e principalmente o show de lançamento do disco. Outro fato que aumentava minha ansiedade é que a banda (principalmente Edu K) faz parte do meu corpus de pesquisa no doutorado. Ainda não sei o rumo que minha pesquisa vai tomar (tenho 3 anos e meio pela frente), então acho que pode ser interessante, pelo menos pra mim, deixar registrado essa “pesquisa exploratória”.
Lançado em maio deste ano, o Monstro veio pra Porto Alegre na sexta-feira passada, 10 de junho. O local escolhido para o lançamento foi o bar Ocidente, local simbólico para toda uma geração que acompanhou o Defalla e toda a efervescência cultural que invadiu as ruas de Porto Alegre na década de 1980.
Depois de passar por inúmeras formações, o Defalla conta atualmente com Biba Meira na bateria, Castor Daudt na guitarra, Carlo Pianta no baixo e Edu K no vocal, isto é, a primeira formação da banda. Quem gravou boa parte dos baixos no disco novo foi o Flu Santos, baixista da formação clássica do Defalla. E o Flu também estava no show, ali perto de mim. Assim como o Gerbase, d’Os Replicantes. E mais um monte de gente que queria rever os clássicos do Papaparty, do It’s Fuckin Borin to Death e o que mais a banda quisesse apresentar. Mais da metade do show foi com repertório novo. Do Monstro, 9 músicas foram tocadas – o que é ótimo para um show de lançamento. Particularmente, isso me agradou muito, já que achei o Monstro incrível.
O show foi caótico, cheio de enfrentamentos, provocações e insinuações sexuais por parte de Edu K (estranho seria se não fosse) e com uma banda muito bem ensaiada (Biba, tu é foda!). O público, no início, estava meio frio (a noite estava muito fria!), mas com o passar da noite foi (se) esquentando.
Um relato completo do show pode ser lido no site do POA Music Scenes. Lá eu descrevi bloco por bloco, todo o repertório, todos os detalhes do show.
No mais, deixo o vídeo de “Fruit Punch Tears (In the Treasure Hunt)”, sétima música do disco novo, mas que no show rolou bem no começo, foi a terceira música a ser tocada.
Sexta-feira eles tocam em Curitiba e sábado no Rio. Outras informações você pode conferir na fanpage da banda.
Depois de 20 anos à frente do Arthur de Faria & Seu Conjunto (que encerrou atividades em 2015, mas está finalizando seu sexto e último disco), Arthur cercou-se de quatro jovens músicos da nova cena de rock (e outras coisas) de Porto Alegre. Quatro grandes instrumentistas, mas não só. Todos donos de estilos bastante pessoais, e com seus próprios projetos musicais.
Numa das guitarras, o prodigioso Erick Endres – que, do alto dos seus 19 anos, prepara já seu segundo disco, além de ser um dos cabeças do Endres Experience, banda-tributo a Jimi Hendrix. Erick é exatamente o perfil do guitar hero setentão, ainda que tenha nascido duas décadas depois.
Na outra, Lorenzo Flach, que também tem seu trabalho solo – além de tocar na banda de Ian Ramil e na OCLA – e é um grande buscador de texturas e sonoridades diferentes no seu instrumento.
No baixo, o suingadíssimo Bruno Vargas, da Quarto Sensorial, uma das bandas mais interessantes da fervilhante jovem cena da música instrumental da cidade. Bruno também toca com um bocado de gente, de Carmen Corrêa a Marcelo Delacroix.
Foto: Victoria Venturella
Na bateria, o personal japa Lucas Kinoshita, da Trem Imperial e com vastos serviços prestados a dezenas de artistas. Além disso, na sua geração, é talvez o cara que melhor conheça – porque estuda a sério a coisa – os ritmos do cone sul, como a encrenca que é o candombe uruguaio.
Uma formação de banda de rock – voz, duas guitarras, baixo e bateria – para tocar milongas, candombes, xotes… o repertório composto por Arthur nos últimos 25 anos, escolhido entre o material de seus oito discos e infinitos projetos paralelos. Tudo num clima de Jam Band, com um pé na psicodelia.
Sim. Depois de velho, o careca deu pra isso…
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O show de estreia desse kaos todo rola na próxima quinta-feira, 26, no Ocidente Acústico, que acontece no Bar Ocidente (João Telles esq. Osvaldo Aranha). O show começa às 23h, mas a casa abre às 21h. Os ingressos custam 25 pila. Outras informações: www.barocidente.com.br
O Fire Department Club acaba de lançar um clipe do segundo single do EP Best Intuition: “Never Learn” traz cenas de shows e bastidores da turnê que os guris fizeram nos EUA em outubro do ano passado. No clipe, há imagens dos shows que aconteceram em Nova York, Los Angeles e San Francisco. Além disso, também acompanhamos algumas imagens finais da gravação do disco de estreia da banda, com lançamento previsto para este ano.