Carol Govari Nunes@carolgnunes

“Glauber Guimarães, Jorge Solovera, Ricardo Alves, Heitor Dantas e Tadeu Mascarenhas, cansados da vida de modelo e atriz, unem-se para fazer boa música. Livre como a vida deve ser, o Teclas Pretas é um conjunto musical de boa índole. E isso é tudo que você precisa saber. No mais, tire suas próprias conclusões. E boa sorte, que nunca é demais…”

É assim que a banda se define na página da Trama Virtual. Atualmente contando com dois integrantes, o Teclas Pretas é metade Glauber Guimarães (Ex-Dead Billies: infos e discografia aqui) e Jorge Solovera (produtor, engenheiro de som, músico, arranjador). Lançado esse ano, o álbum “2005/2011” reúne músicas de todos esses anos de trabalho, além de uma inédita. E é sobre isso que Glauber Guimarães conversou com o The Backstage:

Glauber Guimarães é 50% da banda Teclas Pretas (Foto: divulgação)

The Backstage: A banda já teve mais integrantes, né? Originalmente ela começou quando?

Glauber Guimarães: O teclas pretas começou em 2005 como um coletivo. Eu, Jorge Solovera, Heitor Dantas, Ricardo Alves e Tadeu Mascarenhas. Todos compuseram e revezaram instrumentos. O disco chama-se “Oolalaquizila” [jan/2006] e pode ser baixado aqui.

TB:  Quando tu e Jorge resolveram seguir em frente? Quais foram as principais mudanças nesse trajeto?

GG: Na verdade em janeiro de 2009, decidimos seguir como uma dupla, compondo juntos e dividindo as ideias, arranjos etc. Os outros três partiram para outros projetos [Demoiselle, os “estudos azedos” de Heitor, Radiola…]. Solovera, Tadeu, Ricardo e Heitor também produzem gravações de outras bandas.

TB: No disco dá para perceber muita influência psicodélica do final dos anos 60. Isso é de 2005 para cá ou os ex-integrantes também tinham essa influência?

GG: Todos têm, mas creio que eu seja o cara que mais ouve late 60s psychedelia. Principalmente inglesa. Mas também ouço Zappa, Chrysalis, bandas americanas desse período. E os Mutantes, claro. Beatles é certamente a grande influência em comum. Além disso, ouço muito Elliott Smith, Malkmus, Wilco, Beck…

TB: O 2005/2011 é produção desses 6 anos? Qual foi o período de mais trampo mesmo?

GG: A gente foi gravando ao longo desse período e lançando eps [“e se…”, “oroboro”, “nó dos mais gravatas”, “vaudevida”]. O 2005/2011 é uma compilação desses eps + algo inédito, como “ópera sabonete”, e fecha um ciclo. Agora começa uma outra fase: Solovera gravando em salvador e eu em São Paulo. Até fim do ano, sai mais umas coisas e tal… Recebo sempre elogios e mensagens como se o Teclas fosse algo só meu, mas não é. Somos uma dupla mesmo. Sem Solovera, não existiria Teclas Pretas.

TB: E a mudança para São Paulo? Tu tá há quanto tempo aí? 

GG: Muito pouco tempo, um mês. Sinto mesmo que aqui é meu lugar, não necessariamente pelo circuito de rock, mas pela cidade mesmo. Me sinto muito à vontade aqui. Em casa.

Capa do disco "2005/2011"

TB: As coisas funcionam melhor aí do que em Salvador ou as dificuldades de músicos independentes são as mesmas em qualquer lugar?

GG: No Brasil, basicamente as mesmas. É preciso haver um caminho do meio por aqui. O mercado precisa amadurecer. Os artistas já estão avançando um bocado, criativa e estruturalmente. É preciso que se exista para além da grande mídia, da MTV, do entediante jornalismo cultural [salvo exceções], do jabá etc etc. Entremos de vez no século 21.

TB: Tu já tocou vários estilos de música. Quais teus artistas favoritos? O que tu tem ouvido ultimamente?

GG: Wilco, Elliott Smith, Ivan Lins [1974/78], Floyd, música cigana, música judaica tradicional, Django Reinhardt, Pélico, Chico, Caetano, Nirvana, muita coisa… Beatles e os discos solo dos Beatles, sempre.

Além do Teclas Pretas, Solovera também produz gravações de outras bandas (Foto: divulgação)

TB: No The Backstage a gente costuma perguntar sempre sobre o meio online para trabalhar. E para ti, como músico, que tocou nos anos 90, onde a divulgação devia ser bem diferente de agora, como é lidar com essa instantaneidade?

GG: Acho a diversidade uma beleza. A rapidez também. O que os colecionadores de vinil fazem na rede, postando discos fora de catálogo [vinyl rips], como no caso do “loronix”, é importantíssimo.

TB:Quais as ferramentas que o Teclas Pretas usa?

GG: Coloquei as músicas no myspace mesmo. Quero cuidar mais do reverbnation ou similar… E no facebook também vou espalhando o que fazemos.

TB: Novidades? Clipes? Projetos?

GG: O Teclas Pretas continua. Temos, eu e Solovera, outras músicas importantes pra gravar. Mas agora tô gravando duas músicas que fiz com Murilo Goodgroves [também de salvador e morando aqui há mais tempo]. Elas falam de São Paulo e de ser forasteiro residente em São Paulo. É um lance à parte e tá ficando lindão…Em breve, coloco na rede. É isso: wim wenders e aprendenders. Abración!

Natalia Nissen@_natiiiii

A banda Identidade é figurinha carimbada do rock gaúcho. Já tem uma carreira sólida, três discos oficiais, concorreu ao Prêmio Açorianos de Música, participou de quatro edições do Planeta Atlântida,  entre outros importantes eventos de música.  Agora você vai conhecer um pouco mais do trabalho desse grupo de amigos que formou uma banda em 1998.

O objetivo da banda é sempre fazer o melhor, assim, demora bastante para concluir todo o processo de composição e gravação de um álbum. O resultado é um conjunto de canções que a banda acredita que tenham um potencial, os músicos são exigentes e isso justifica o fato de novos trabalhos não serem lançados com tanta frequência, mas estão sempre na ativa fazendo shows. O trabalho em equipe é o que move o grupo, alguém tem a ideia e todos desenvolvem até a música ficar pronta.

O grupo de amigos faz música há 13 anos (Foto: Rafael Cony)

O The Backstage sempre questiona as bandas sobre a relação delas com a internet, e no caso da Identidade não é diferente. A banda garante que as ferramentas da web são de extrema importância para quem quer divulgar um trabalho, principalmente através de Facebook, Twitter e MySpace, mantendo-se sempre alerta às novas formas de fazer essa divulgação. Quanto aos downloads das músicas trata-se de algo muito pessoal de cada artista, a Identidade é a favor e acredita que essa possibilidade reflete em divulgação e shows.

O grupo conta com o apoio da produtora Marquise 51 (produz algumas das bandas de maior respaldo do Rio Grande do Sul) e reconhece a importância de uma produtora que aposta no rock, “isso nos dá apoio e um suporte muito importante pra podermos desenvolver cada vez mais nosso trabalho”.

E apesar do crescente número de bandas que se dizem do rock, quando na verdade não são, a Identidade afirma que cada dia surgem grupos muito bons “estamos numa grande safra”. “Hoje em dia existem zilhões de estilos e é muito mais fácil e oportuno para as grandes empresas apostarem em estilos onde as pessoas não pensam ou contestam”, nos anos oitenta, por exemplo, o rock era popular e agora o espaço na grande mídia, bares, casas de shows é cada vez menor.

A Identidade lançou recentemente o vídeo clip “Vícios” e pretende gravar quatro músicas e fazer um EP. No início de 2012 a banda deve lançar o quarto álbum, e ainda este ano deve sair o DVD “3X Rock” com Identidade, Os Replicantes e Acústicos & Valvulados.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

É lógico que isso aconteceria e eu não sei como ainda me espanto: a vida turbulenta de Amy Winehouse continua fazendo mais sucesso do que a sua carreira como cantora, mesmo depois de sua morte. Ou seria principalmente depois de sua morte? Poucos comentam sobre os Grammys, sobre os geniais CD/DVD “Back To Black” e “I told you I was a trouble”.

Um artista fica mais famoso pela sua arte ou pela sua vida pessoal?

Amy Winehouse é sem dúvida alguma a maior artista de sua geração (Foto: divulgação)

Notícias sobre escândalos e drogas vendem muito mais que a arte em si. As retrospectivas que aparecem na televisão sobre a vida da cantora mostram toda a lista de drogas que ela usou e quando ela esqueceu letras e caiu no palco. Nada de composições nem sobre as performances impecáveis que ela fez. A imprensa pega pesado. Eu sei que Amy deu o que falar, mas acho que está na hora de deixarem a guria descansar em paz.

Aí eu lembrei de uma crônica que a Martha Medeiros escreveu sobre o John Lennon que falava alguma coisa sobre isso, e o que ela escreveu vem a calhar também sobre a Amy Winehouse, alguém cuja versão musical dos fatos é muito mais interessante:

“O que me trouxe para este assunto e que ficou claro para mim que a arte é sempre superior ao artista, e que a angústia deste e igualar-se a imagem que projeta, um desafio desumano e inalcançável. A arte é soberana, o artista e um reles mortal. A arte emociona, o artista resmunga. A arte e única, e o artista tem os mesmos defeitos que a gente.

Uma atuação no palco sempre será mais digna do que uma briga de bar, uma letra de música sempre comoverá mais do que uma conversa por telefone, um bom quadro vale mais do que uma polaroide. A arte transcende, e o artista que tenta levar esta transcendência para seu dia a dia torna-se patético, vira personagem de si mesmo. Artistas comem omelete, vão ao banheiro, espirram, tem medo de assalto. E só são felizes quando não colocam em atrito sua genialidade com sua desoladora humanidade.

(…) A arte é o que conta, é o que fica, é o que não morre, e o artista nunca e páreo pra ela. (…) Na dúvida, fico com a versão musical dos fatos.”

E isso é só uma questão a ser refletida. Há quem diga que “ela colheu o que plantou” e coisas desse tipo, mas sei lá. Eu não estou aqui para julgar ninguém, e acho que você também não deveria estar.

Natalia Nissen @_natiiiii

Doutor Jupter é uma banda da roça, ou melhor,  há 319 quilômetros da capital… E em São Paulo isso significa “pra lá do interior”, mesmo que a “roça” seja uma cidade com aproximadamente 700 mil habitantes. A banda de rock surgiu em 2006 em Ribeirão Preto, mas logo os integrantes decidiram mudar-se para a “cidade grande”  e conquistar espaço no concorrido mundo da música. A seguir você confere uma entrevista com Ricardo Massonetto, vocalista e violonista da banda Doutor Jupter.

A banda presa pelo rock simples e clássico (Foto: divulgação)

The Backstage: De onde vem o nome da banda? E como tudo começou? 

Ricardo:  Tudo começou de verdade em nossa cidade, Ribeirão Preto. Lá tivemos um projeto por alguns anos, a banda Sociedade Urbana. Fizemos um trabalho bacana, mas o nome trazia muitas associações com a banda Legião Urbana… aí quando resolvemos mudar para São Paulo, decidimos escolher um nome neutro. Sempre gostamos muito de Legião e toda trupe oitentista, mas para o nosso objetivo, a associação não era bacana. Doutor Jupter foi o nome escolhido para que não tivéssemos novamente os problemas do passado, e por causa do excelente significado mitológico do nome Jupter, tanto na mitologia Grega quanto na Romana. Achamos bem legal, depois encontramos uma composição que combinasse com a palavra, deixamos o Jupter com o “P” mudo pra ficar mais personalizado, e por fim escolhemos Doutor Jupter!

TBPorque sempre deixar muito claro que vocês são da “roça”? Deixaram Ribeirão Preto por causa da banda mesmo?

R: Sim, deixamos a cidade em busca de mais espaços e de uma vitrine maior (com muita determinação, mas com um grande aperto no peito)… Mudamos para SP em 2006 à bordo de uma Veraneio ano 79, sem dinheiro, sem uma referência na cidade, família, amigos, uma turma ou coisa assim. Passamos por tudo que possa imaginar, mas estamos firmes e focados em nosso objetivo! Agora quanto ao termo roça, estamos falando de algo cultural que percebemos na nossa música, não é algo baseado na infra-estrutura, educação, ou potencial econômico da nossa cidade e região. Ribeirão Preto é um pólo estudantil, possui inúmeras universidades, tem em torno de 700 mil habitantes, e é a capital brasileira do agronegócio. Nos orgulhamos de nossa cidade e de podermos falar dela em qualquer lugar do país. Simplesmente percebemos nestes anos de intercâmbio musical, que realmente tínhamos algo mais “caipira” do que outros artistas e bandas que tivemos a oportunidade de conhecer, como as soluções que encontramos para os arranjos, as vibrações das músicas e outras coisas mais. Utilizamos o termo “roça” para explicar melhor a pulsação sonora da banda.

TB: A Doutor Jupter é uma banda de rock, com pitadas de country, quais são as influências da banda? Quem compõe as músicas?

R: Crescemos ouvindo principalmente o que tocava no rádio. Fomos muito influenciados a princípio, pelo Rock Nacional 80, onde já encontrávamos elementos muito fortes do Folk e do CoutryRock em artistas como Raul Seixas e Legião Urbana. Depois você começa a buscar mais informação por conta própria, e passa a conhecer bandas e artistas que também influenciam em sua formação musical. Podemos dizer que além do Rock Nacional 80, a banda também tem influências de Beatles, Stones, Creedence, Elvis, Los Hermanos, Little Joy, Old Crow the Medicine, Munford Sons, Bob Dylan, Beirut, Suéters (Pirassununga-SP) e uma lista quase infindável… mas resumindo, gostamos de músicas simples, com personalidade e presença de espírito… Não é muito a nossa praia aqueles sons mais turbinados, que se utilizam muito de recursos eletrônicos. Na maior parte dos casos, componho as letras e melodias, levo para banda e aí começamos a dar corpo para a música e trabalhar os arranjos.

TBO que vocês acham da atual cena do rock, dá para comparar o rock nacional de hoje com as bandas que fizeram sucesso nos anos 80 e 90?

R: Não dá pra comparar, na minha opinião. São fases muito distintas. O papo é outro, o momento mundial é outro, e o comportamento dos jovens também.  A cena atual é muito mais rica e muito mais plural do que a das décadas anteriores, o que só faz aumentar a qualidade do que tem sido criado. Acho apenas que a cena precisa encontrar mais acessos. No passado existia um bloco de bandas e artistas que davam certo, que abriam espaços e acabavam puxando outras do estilo, deixavam sucessores e impulsionavam a viabilidade comercial do Rock, das Bandas, das casas de Shows, dos produtores de eventos, das mídias especializadas e todo o comércio de produtos. Hoje a oferta é maior, porém a evidência dos artistas é menor.

TBComo a banda vê a atual relação da música com a internet? Quais ferramentas da internet vocês utilizam?

R: Sempre fomos uma banda de estrada, sempre vivemos da música, e sempre tivemos nossa realidade fincada nos palcos. A internet é uma ferramenta relativamente nova para nós, e que pretendemos explorar ao máximo. Acho que a internet é fantástica, deixa tudo mais democrático, possibilita contatos, e é uma excelente vitrine. Estamos tirando a banda da idade da pedra e já temos nossas páginas no MySpace, Facebook, Youtube, TNB, Melody Box, Last FM, Twitter, Orkut e etc…

Doutor Jupter deve lançar o primeiro álbum em agosto (Foto: divulgação)

TB: E qual a opinião de vocês em relação aos downloads de músicas?

R: Com relação à divulgação dos trabalhos é muito interessante, mas apostamos mais na tendência dos Downloads remunerados. Imaginamos que isso pode corrigir o que, na nossa opinião, é um dos principais problemas do cenário da musica atual, onde artistas se destacam na internet por um trabalho bem feito e não colhem frutos disso. Achamos que se essa tendência se firmar, os artistas poderão investir mais em suas carreiras, fortalecendo assim a cena independente. Existem excelentes artistas levando suas carreiras como atividades paralelas por falta do retorno financeiro. Arrisco até dizer, que essa é uma realidade da grande maioria de bandas e artistas independentes.

TBQuais são os principais projetos nos quais a banda está envolvida? 

R: Estamos com o lançamento do nosso primeiro álbum previsto para agosto deste ano. Já tem algumas faixas disponíveis para ouvir em nossas páginas na internet, e este disco é, sem dúvida, uma de nossas maiores conquistas. Conseguimos gravá-lo com o prêmio do concurso http://www.vempronovo.com.br, e pretendemos trabalhar muito forte na divulgação desse álbum. Achamos que é nossa grande oportunidade de começar a figurar entre os nomes da atual cena independente, e para isso não mediremos esforços, pois acreditamos demais nesse disco! Pretendemos produzir pelo menos quatro clipes de músicas deste álbum, fazer muitos shows e buscar todos os espaços possíveis e imagináveis para divulgar este trabalho.

Clarissa toca violão desde a infância (Foto: divulgação)

Natalia Nissen@_natiiiii

Semana passada ganhei um cd da cantora e compositora Clarissa Mombelli, o “Volta no Tempo”, promessa do atual rock gaúcho. Sabe aquela voz gostosa de ouvir? Pois é. O álbum tem músicas compostas nos últimos quatro anos, canções que passeiam pelo rock, folk e pop, e que contam com participações especiais de peso: Eduardo Dolzan (bateria e baixo), Diogo Bamboocha (percussão), Luciano Leães (piano e escaleta) e Maurício Chaise (violão e guitarra).

A voz marcante e doce da Clarissa não enjoa, e as letras são poéticas e contam coisas da vida. “Recomeço” fala um pouco da saudade da infância e faz a gente se identificar e sentir saudades também. Aliás, o disco inteiro provoca esse sentimento, mas sem clichês e choradeira. É ouvir o álbum e pensar nas várias fases da vida, no amadurecimento, no amor, na saudade, na dor de perder, e em como é bom se “encontrar” nas músicas de alguém.

O disco tem nove músicas, “Hoje”, “Volta no tempo”, “Mesmo lugar”, “Diga alguma coisa”, “Porque eu não sei mais dizer que não”,  “Recomeço”, “Nada mais importa”, “Seus olhos” e “Nada importa”. São curtas e não enchem a nossa cabeça de frases feitas e rimas pobres.

O clipe da canção “Volta no tempo” foi lançado há dois meses e já apareceu nos principais canais de música da televisão brasileira. Na próxima segunda-feira estreia o vídeo de “Porque eu não sei mais dizer que não” na programação da MTV. E no dia 12 de agosto ela faz um show no Café da Oca (Projeto Oca Rockin) em Porto Alegre. A rotina da artista pode ser acompanhada através do twitter.